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Usiminas incorpora escopo 3 em sua nova meta de redução de emissões | Café com ESG, 03/08

Usiminas renova sua metodologia para inventário e metas de carbono

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou a semana passada em território positivo, com o Ibovespa avançando 2,27% e o ISE 2,32%. O pregão de sexta-feira também fechou em alta, com o IBOV e o ISE avançando 0,47% e 0,54%, respectivamente.

• Do lado das empresas, (i) sobre o decreto para modernizar a regra sobre cavidades naturais anunciado pelo MME em junho, o presiente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou na última sexta-feira, em teleconferência com analistas sobre o balanço do segundo trimestre, que a empresa ainda espera a sua publicação – segundo ele, o decreto deverá disciplinar as operações minerárias neste tipo de formação, regulando a exploração com diretrizes ambientais nesses ecossistemas; e (ii) a Usiminas adotou a metodologia GHG Protocol e atualizou sua meta de descabornização, projetando uma redução de 8% na intensidade de emissões para aço laminado a quente equivalente até 2030 – a meta anterior era de 15%, e considerava apenas os Escopos 1 e 2. 

• De olho em governança corporativa, a Natura informou ao mercado na última sexta-feira que recebeu solicitação de acionistas detentores de 38,82% de seu capital social para convocação de duas assembleias gerais extraordinárias relacionadas à entrada da gestora Advent International na base acionária da companhia – a demanda ocorre após o fundo Lotus FIP Multiestratégia, controlado por veículos geridos pela Advent, adquirir no mercado secundário uma participação equivalente a pelo menos 8% do capital social da companhia.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Falta pessoal para descarbonizar indústria, diz CNI

“Um estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o setor terá dificuldades para conduzir a sua transição para uma economia de baixo carbono devido à escassez de mão de obra especializada. O levantamento, que será apresentado oficialmente nesta segunda-feira, 3, durante a Semana do Clima de São Paulo, identificou 16 perfis profissionais que serão mais demandados até 2035 e destaca que será necessário promover iniciativas de formação para tentar evitar uma paralisia no processo no Brasil. Segundo o estudo, conduzido pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), ligado à CNI, a transformação da indústria vai além da implementação de novas tecnologias. O trabalho diz que o cenário demanda profissionais com conhecimentos técnicos atualizados, competências focadas em inovação, gestão da sustentabilidade e capacidade para desenvolver soluções relacionadas à descarbonização, à economia circular, à digitalização e à adaptação às mudanças climáticas. Entre as funções detectadas como alvo de escassez estão a de gestor de descarbonização corporativa, especialista em economia circular e valorização de recursos, analista de dados para sustentabilidade, especialista em cadeias de suprimentos sustentáveis e gestor de riscos climáticos e resiliência. São 16 ocupações no total da indústria, aponta o levantamento. Especialista em IA para sustentabilidade, especialista em materiais sustentáveis e química verde e Educador e facilitador para cultura da sustentabilidade são outras das competências profissionais listadas como estratégicas para o processo e que estão sob alerta de escassez, de acordo com o trabalho. “Embora a oferta de cursos no país tenha avançado em áreas como energias renováveis e gestão ESG, identificamos lacunas em áreas emergentes, mas fundamentais para a economia verde”, explica o especialista em Política e Indústria da CNI, Marcelo Pio. “Entre elas estão inteligência artificial aplicada à sustentabilidade, rastreabilidade ambiental, gestão de riscos climáticos, armazenamento de energia, hidrogênio de baixo carbono, mercados de carbono e economia circular”, acrescenta. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que faz parte do Sistema Indústria administrado pela CNI, está atualizando os perfis dos cursos para incorporar competências associadas à transição verde, mas pelo que indica o estudo apenas isso não será suficiente e serão necessários incentivos de outras partes para formar esses profissionais a tempo. “É um processo contínuo de construção de propostas e articulação, que ganha força à medida que nos aproximamos da COP31”, comenta Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.”

Fonte: Valor Econômico; 03/08/2026

El Niño leva setor elétrico a reforçar planejamento

“As distribuidoras de energia elétrica reforçaram planos de contingência para enfrentar os possíveis impactos de um novo El Niño sobre o fornecimento de energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) orientou as concessionárias a intensificarem o monitoramento meteorológico, anteciparem ações operacionais e reforçarem a infraestrutura, sob risco de fiscalização e sanções. As previsões indicam aumento de chuvas e ventos no Sul e Sudeste e redução das chuvas no Norte e Nordeste, com potencial aumento das queimadas, além de temperaturas acima da média. Para o setor elétrico, isso pode significar maior consumo de energia, possíveis impactos sobre os reservatórios das hidrelétricas e riscos adicionais para a operação das redes de transmissão e distribuição. Diante desse cenário, a Aneel intensificou o acompanhamento e pretende reunir agentes do setor em agosto para discutir medidas de prevenção aos impactos do fenômeno. Segundo a agência, a preparação adequada das distribuidoras é fundamental para garantir a continuidade do fornecimento. Apesar da preparação do setor, Lara Marques, meteorologista da Climatempo, pondera que ainda é cedo para dimensionar os efeitos do fenômeno. “Estamos vivendo um El Niño forte, mas estamos fazendo um acompanhamento próximo, porque isso não significa que haja expectativa de uma situação de calamidade pública.” O risco já está mapeado pelas distribuidoras e o nível de preparação para os eventos climáticos é avançado, segundo Ricardo Brandão, diretor executivo da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). “A gente espera que, de fato, com o El Niño, haja uma intensificação desses eventos climáticos.” De acordo com ele, as concessionárias vêm revisando seus planos de contingência com base tanto na experiência dos eventos climáticos recentes quanto nas previsões para os próximos meses. Os protocolos incluem ações antes, durante e depois dos eventos extremos. Além das medidas operacionais, Brandão cita os investimentos em resiliência das redes como uma das principais frentes de preparação. Entre 2026 e 2030, o segmento prevê R$ 260 bilhões em investimentos, dos quais cerca de 40% devem ser destinados à modernização das redes. Na EDP, cerca de 70% dos investimentos previstos para distribuição estão direcionados à resiliência da rede, automação e digitalização da infraestrutura, incluindo os R$ 10 bilhões previstos para o período de 2026 a 2030 nas concessões de São Paulo e Espírito Santo. A companhia também mantém um plano de adaptação climática que inclui poda preventiva em parceria com prefeituras e afirma que 80% dos clientes são atendidos por redes equipadas com tecnologia capaz de isolar falhas e restabelecer automaticamente o fornecimento.”

Fonte: Valor Econômico; 03/08/2026

Com demanda por biomassa, plantio de eucalipto atrai investidores em MT

“A demanda crescente por biomassa em Mato Grosso para atender a necessidade de geração de energia de grandes agroindústrias, sobretudo as usinas de etanol de milho, tem atraído o interesse de produtores rurais, empresas e fundos de investimento para o plantio de eucalipto no Estado. A atividade tem atraído neste ano interesse de fundos de investimento, agroindústrias, produtores rurais e empresas tradicionais de eucalipto, que passaram a mirar o mercado de biomassa, disse Fausto Takizawa, presidente do conselho de administração da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta). “Todas essas alternativas já estão acontecendo”, afirmou. O movimento acompanha a demanda crescente criada pela indústria de etanol de milho, e que foi acelerada por um novo marco regulatório, que proíbe as grandes agroindústrias do Estado de utilizarem biomassa de vegetação nativa para abastecer suas plantas de cogeração de energia. Em junho, o Ministério Público de Mato Grosso e o governo estadual assinaram um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) que prevê acabar com a utilização de madeira de floresta nativa para uso como biomassa. O termo, aditado 11 dias após a primeira versão, define que, a partir de 2035, as grandes agroindústrias só poderão usar florestas plantadas. Até o fim de 2025, o Estado tinha 165,62 mil hectares de eucalipto, segundo levantamento feito pelo Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), a pedido do Valor. O governo estadual estabeleceu a meta de ampliar a área para 700 mil hectares até 2040. Isso implica mais do que quadruplicar o cultivo. O aumento do cultivo vai demandar investimentos de R$ 8,5 bilhões, nas contas da Arefloresta – ou R$ 610 milhões todo ano, até o fim da próxima década. O Imea contabilizou uma expansão de 22 mil hectares de eucalipto no Estado em 2025. Já uma expedição da Arefloresta identificou que, no ano passado, a expansão foi de 27 mil hectares, o que representa investimentos de R$ 450 milhões. “Se continuar em 27 mil hectares ao ano, o risco de abastecimento não sustentável é iminente”, avaliou Takizawa. Para o dirigente da Arefloresta, a tendência para 2026 é de “leve aumento” no ritmo de plantio em função do acordo ambiental, mas “talvez não aumente ainda na escala necessária”. A JFI Silvicultura, que presta serviço de plantio e cultivo de eucalipto para empresas, firmou contrato em junho com a Inpasa, maior produtora de etanol de milho do Brasil, para plantar, a partir de 2026, 3 mil hectares ao ano, por ao menos três anos. “E já há mais empresas que nos procuraram para conversar”, afirmou o sócio José Carlos de Almeida. Marcelo Schmid, sócio-diretor do Grupo Index, que presta consultoria para empresas na área florestal, disse que vem sendo procurado por várias companhias e investidores neste ano. “Os [investidores] que já estão no Brasil estão olhando para esse novo mercado de etanol. Mas ainda com certa desconfiança. Agora, vão ter que se aproximar de empresas pouco conhecidas no mundo florestal”, afirmou. Para ele, o acordo ambiental acelerou o interesse pelo setor.”

Fonte: Valor Econômico; 03/08/2026

Acionistas da Natura pedem assembleias para aprovar entrada da Advent e ampliar conselho

“A Natura informou ao mercado nesta sexta-feira (31) que recebeu solicitação de acionistas detentores de 38,82% de seu capital social para convocação de duas assembleias gerais extraordinárias relacionadas à entrada da gestora Advent International na base acionária da companhia. Segundo o fato relevante, o pedido foi apresentado por signatários do acordo de acionistas firmado em março deste ano, entre eles os fundadores da empresa. A demanda ocorre após o fundo Lotus FIP Multiestratégia, controlado por veículos geridos pela Advent, adquirir no mercado secundário uma participação equivalente a pelo menos 8% do capital social da Natura. A primeira assembleia deverá analisar exclusivamente a dispensa da realização de uma oferta pública de aquisição de Ações (OPA), exigência prevista no estatuto social da companhia para determinadas operações envolvendo participações relevantes. Já a segunda assembleia terá como pauta alterações na estrutura de governança da empresa. Os acionistas serão chamados a votar uma mudança estatutária para aumentar o número de integrantes do conselho de administração e a eleição de dois novos conselheiros para o mandato atualmente em curso. A Natura informou que seu colegiado convocará as assembleias dentro do prazo solicitado e manterá o mercado atualizado sobre os desdobramentos do processo.”

Fonte: Valor Econômico; 31/07/2026

Como 99 e iFood querem construir a ‘BYD das motos elétricas’ no Brasil

“A eletrificação das motos no Brasil pode ganhar um impulso parecido com o que a BYD deu ao mercado de carros elétricos. Mas, desta vez, quem está puxando o movimento não é uma montadora tradicional. Em vez de simplesmente comprar motocicletas para abastecer suas frotas de entregadores e motoristas, 99 e iFood, dentre outras empresas, decidiram atacar um problema maior: a falta de uma indústria — ou o fato de existirem iniciativas ainda muito incipientes — preparada para produzir motos elétricas adaptadas à realidade brasileira. A estratégia passa pela criação de um fundo de investimentos administrado pela YvY Capital, que pretende captar R$ 304,5 milhões. Com esse montante, as empresas pretendem financiar projetos que, segundo elas, poderão destravar, posteriormente, mais de R$ 5 bilhões em investimentos industriais na próxima década. O objetivo é colocar 600 mil motocicletas elétricas em circulação até 2035, além de criar uma cadeia produtiva nacional envolvendo baterias, motores, eletrônica embarcada, infraestrutura de troca de baterias e até novas fábricas. Mas, ao contrário do que pode parecer, o dinheiro não será usado para erguer imediatamente uma fábrica de motos. Segundo Bruno Aranha, Chief Venture Officer (CVO) da YvY Capital — responsável por identificar e desenvolver novos negócios —, a missão do fundo é reduzir o risco de quem pretende investir no setor. Hoje, 99 e iFood já aportaram mais de R$ 45 milhões cada como investidores-âncora do fundo. A gestora, por sua vez, continua negociando a entrada de fabricantes de baterias, montadoras, instituições financeiras e empresas de tecnologia para atingir o valor previsto. Segundo Thiago Hipólito, diretor de inovação da empresa, o maior obstáculo não estava na demanda, mas na ausência de uma cadeia produtiva preparada para atender o mercado brasileiro. A principal diferença, segundo ele, é que o mercado de automóveis já contava com fabricantes globais preparados para fornecer produtos competitivos. Nas motos, isso simplesmente não existia. “Não encontramos uma ‘BYD pronta’ para o Brasil. Tivemos que voltar vários passos e começar pelo desenvolvimento do produto”, afirma o executivo em exclusividade para o Jornal do Carro.”

Fonte: Estadão; 31/07/2026

Usiminas atualiza meta de redução de emissões para 8% até 2030

“A Usiminas atualizou sua meta de descabornização, projetando uma redução de 8% na intensidade de emissões para aço laminado a quente equivalente até 2030, considerando os Escopos 1, 2 e 3, Categorias 1 e 10. A nova meta inclui a incorporação das emissões de Escopo 3, principalmente aquelas associadas a matérias-primas e ao aço semiacabado adquirido de terceiros, afirma a companhia, em comunicado. Além disso, foi ampliada a fronteira operacional, que passa a incluir o processo de laminação a quente, de forma a refletir melhor a configuração industrial da empresa e a adoção da metodologia GHG Protocol. Em 2024, a Usiminas havia estabelecido uma meta de descarbonização que previa a redução de 15% na sua intensidade de emissões até 2030, relativa apenas aos Escopos 1 e 2. “

Fonte: Valor Econômico; 31/07/2026

Vale diz aguardar decreto sobre cavidades e que será bom balancear proteção ambiental e desenvolvimento

“O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou nesta sexta-feira (31), em teleconferência com analistas sobre o balanço do segundo trimestre, que a empresa ainda espera o decreto sobre cavidades. Segundo ele, será bom balancear a proteção ambiental e o desenvolvimento das operações. O decreto deverá disciplinar as operações minerárias neste tipo de formação, regulando a exploração com diretrizes ambientais nesses ecossistemas, considerados frágeis. “Entendemos que o decreto vai ser uma evolução inclusive para a proteção ambiental”, disse Pimenta. “Estamos esperançosos de que isso vai mitigar alguns dos impactos, mas ainda é cedo para dizer e ainda dependemos dos termos finais do decreto”, acrescentou. Pimenta também destacou que, no segmento de cobre, o foco é o crescimento substancial do portfólio. Também na teleconferência, o vice-presidente executivo comercial da Vale, Rogério Nogueira, destacou que a China tem aumentado a produção de aço, o que está dando resiliência ao mercado.”

Fonte: Valor Econômico; 31/07/2026

Conselho decidiu ficar com 12 integrantes até a próxima assembleia, diz CFO da Vale

“O vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores da Vale, Marcelo Bacci, afirmou nesta sexta-feira (31), em coletiva de imprensa sobre o balanço do segundo trimestre, que as recentes disputas envolvendo o conselho de administração da mineradora trouxeram duas soluções “importantes”. “A governança da companhia prevaleceu. Terminamos o processo sem um ‘outcome’ [conclusão] diferente do que determina a governança da companhia. E terminamos o processo com um ‘chairman’ [presidente do conselho] independente. Foi um ganho de governança importante. Essa foi a leitura que tivemos dos investidores”, disse Bacci, acrescentando que a empresa está próxima de terminar as questões envolvendo o conselho. Segundo ele, o conselho da companhia não vai preencher a vaga aberta a partir de amanhã, com a saída do conselheiro Marcelo Gasparino, que renunciou. A empresa vai ter 12 conselheiros até a próxima Assembleia para eleger um novo colegiado. A assembleia geral ordinária (AGO) para eleger um novo conselho deve ocorrer no ano que vem. Gasparino renunciou depois que o conselho decidiu afastá-lo por suposto vazamento de informações confidenciais. “Qualquer conselheiro ou integrante da companhia que tenha atividade que vá contra o código de conduta está sujeito a sanções. Foi o que aconteceu”, disse Bacci. Para ele, o episódio mostrou que o processo de governança é “muito robusto e vale para todo mundo” e as regras “são aplicadas independentemente de quem seja o sujeito da aplicação”. Além disso, o ex-presidente do conselho, Daniel Stieler, deixou o colegiado depois que a Previ, acionista relevante da empresa, decidiu indicar outro nome para o “board”. Bacci explicou que a empresa firmou um contrato com Stieler para que ele não atuasse em uma concorrente da mineradora por determinado período de tempo. “O conselho propôs e o Daniel aceitou [o contrato de não-competição] . O objetivo é proteger a companhia, dado que ele tem informações estratégicas”, disse Bacci, que não revelou valores por se tratar de um contrato confidencial.”

Fonte: Valor Econômico; 31/07/2026

Com operações no Sul, Irani diz que está preparada para El Niño

“A Irani está bem preparada para enfrentar possíveis impactos do El Niño, disse o comando da companhia nesta sexta-feira (31). “Temos torres instaladas, não só de monitoramento, mas também que nos avisam com cinco dias de antecedência a questão meteorológica. Nesse ponto sobre o ‘super’ El Niño, não vemos grande preocupação”, disse Henrique Zugman, diretor dos negócios de papel e florestal da empresa. Na teleconferência para comentar os resultados do segundo trimestre, o executivo também disse que a companhia trabalha com um microplanejamento florestal rigoroso para garantir o suprimento de madeira. “Sobre o ponto estrutural da planta, olhando para Santa Catarina, que é onde espera-se que vá ter mais chuvas, nos últimos anos fizemos investimentos para deixar toda a área fabril muito mais preparada para vendavais e chuva de granizo. Obviamente, não controlamos a natureza, mas se tivermos algum problema, será algum microproblema operacional algum dia.” Sobre o conflito no Oriente Médio, que no início impactou o volume exportado para aquela região devido a cargas que ficaram paradas, ele disse que as rotas foram restabelecidas e o fluxo de exportações voltou ao normal. “Teve um buraco no primeiro mês, mas nos outros meses já se recuperou e as exportações já estão totalmente normalizadas, embora com custo de frete maior.” Segundo Odivan Cargnin, presidente da Irani, o trimestre foi marcado pela normalização operacional após as paradas programadas realizadas no início do ano. “Em maio, solucionamos os problemas técnicos no turbo gerador 4 e, com isso, o impacto negativo no Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] não é recorrente para o futuro.” No segundo trimestre, o Ebitda foi de R$ 157,1 milhões, baixa de 26,1% em um ano. Em termos ajustados, ficou em R$ 131,6 milhões, alta de 3,2% sobre o segundo trimestre de 2025. A respeito das operações de captação e de liquidação antecipada de dívidas anunciada hoje, Cargnin disse que a captação de R$ 750 milhões quer reduzir o custo médio da dívida de CDI + 1,84% para CDI + 1,16% e preparar a liquidez da empresa para o vencimento de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) em agosto de 2027. “É uma operação que promove o alongamento do prazo médio e a redução de custo, deixando nossa estrutura de capital ainda mais robusta”, afirmou.”

Fonte: Valor Econômico; 31/07/2026

El Niño leva setor elétrico a reforçar planejamento

“As distribuidoras de energia elétrica reforçaram planos de contingência para enfrentar os possíveis impactos de um novo El Niño sobre o fornecimento de energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) orientou as concessionárias a intensificarem o monitoramento meteorológico, anteciparem ações operacionais e reforçarem a infraestrutura, sob risco de fiscalização e sanções. As previsões indicam aumento de chuvas e ventos no Sul e Sudeste e redução das chuvas no Norte e Nordeste, com potencial aumento das queimadas, além de temperaturas acima da média. Para o setor elétrico, isso pode significar maior consumo de energia, possíveis impactos sobre os reservatórios das hidrelétricas e riscos adicionais para a operação das redes de transmissão e distribuição. Diante desse cenário, a Aneel intensificou o acompanhamento e pretende reunir agentes do setor em agosto para discutir medidas de prevenção aos impactos do fenômeno. Segundo a agência, a preparação adequada das distribuidoras é fundamental para garantir a continuidade do fornecimento. Apesar da preparação do setor, Lara Marques, meteorologista da Climatempo, pondera que ainda é cedo para dimensionar os efeitos do fenômeno. “Estamos vivendo um El Niño forte, mas estamos fazendo um acompanhamento próximo, porque isso não significa que haja expectativa de uma situação de calamidade pública.” O risco já está mapeado pelas distribuidoras e o nível de preparação para os eventos climáticos é avançado, segundo Ricardo Brandão, diretor executivo da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). “A gente espera que, de fato, com o El Niño, a gente tenha intensificação desses eventos climáticos.” De acordo com ele, as concessionárias vêm revisando seus planos de contingência com base tanto na experiência dos eventos climáticos recentes quanto nas previsões para os próximos meses. Os protocolos incluem ações antes, durante e depois dos eventos extremos.”

Fonte: Valor Econômico; 02/08/2026

Acionistas da Engie Brasil aprovam incorporação da controlada Ceja

“Os acionistas da Engie Brasil aprovaram em assembleia geral extraordinária, realizada nesta sexta-feira (31), a operação de incorporação da controlada Companhia Energética do Jari (Ceja), sociedade anônima de capital fechado, com sede na cidade de Florianópolis (SC). De acordo com a Engie, a operação não acarretará aumento do seu capital social e, consequentemente, não haverá emissão de novas ações nem qualquer relação de substituição de ações ou direito de recesso, tendo em vista a integral titularidade da companhia sobre o capital da Ceja. “A operação visa criar valor aos acionistas ao simplificar a estrutura organizacional, otimizando a gestão e capturando ganhos de eficiência”, explica a empresa. Com a aprovação da operação, os administradores da Engie Brasil foram autorizados a tomar todas as providências necessárias à conclusão do processo.”

Fonte: Valor Econômico; 31/07/2026

O guia do que esperar do leilão de gás natural da União

“CNPE aprova, enfim, a resolução que reestrutura a política de comercialização da PPSA e governo sinaliza primeiro leilão de gás da União para o fim do ano. Mas ainda há um caminho a ser percorrido. ANP pauta gas release, em meio a oposição da Petrobras. Justiça barra novas migrações para mercado livre de gás no Rio. Três agências estaduais aderem de imediato ao pacto por harmonização regulatória.Depois de muitas idas e vindas, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) enfim aprovou, na quinta-feira (30/7), a resolução que reestrutura a política de comercialização do gás natural da União. O Ministério de Minas e Energia (MME) dá, assim, mais um passo na direção dos leilões para a venda da parcela de gás que cabe à União nos contratos de partilha no pré-sal. Uma das promessas do governo Lula 3 para o setor industrial desde o primeiro ano do mandato. A intenção é que o primeiro leilão, mais modesto que o planejado originalmente, seja realizado no último bimestre, possivelmente em novembro – já no pós-eleições presidenciais. Já o grande leilão estruturante do gás da União fica para o novo governo, a partir de 2027. A nova resolução do CNPE, porém, não esgota o assunto. Até novembro, há um caminho árido a ser percorrido para colocar de pé o primeiro leilão. A nova resolução altera a Resolução CNPE 15/2018 e estabelece dois modelos de comercialização do gás pela Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA), a estatal que representa a União na gestão dos contratos de partilha: os leilões de curto prazo e os de longo prazo. A divisão tem a ver com a curva de oferta de gás da União, que deve atingir o patamar de 1 milhão de m³/dia por volta de 2027 e os 3 milhões de m³/dia na virada da década. Leilões de curto prazo: entre 2026 e 2029, a PPSA fará leilões anuais com o objetivo de comercializar a produção prevista para o ano subsequente. Ou seja, até 2030 a estatal se comprometerá apenas com contratos de curto prazo. Aqui o público-alvo são os consumidores industriais no mercado livre, de uma forma mais ampla. A intenção é realizar o primeiro leilão até o fim do ano, para venda do gás de 2027, o que marca uma ruptura na forma como a PPSA vende esse gás hoje.”

Fonte: Eixos; 31/07/2026

CMN institui regime especial para fundos de inovação no Eco Invest

“Programa voltado à mobilização de investimentos privados para projetos ligados à transição ecológica, o Eco Invest Brasil terá um regime específico para fundos de inovação. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (30/7), mudanças nas regras que viabilizam o quinto leilão do programa, que pretende financiar projetos de modernização em seis setores relacionados à economia verde. Segundo o governo, as alterações têm como objetivo adaptar a regulamentação aos novos instrumentos financeiros voltados ao financiamento da inovação, além de aperfeiçoar regras operacionais identificadas ao longo da implementação das primeiras etapas do programa. As novas regras estabelecem, pela primeira vez, um cronograma para que os recursos captados pelos fundos de inovação sejam efetivamente investidos nos projetos apoiados. O calendário será o seguinte: 25% dos recursos deverão ser aplicados em até 24 meses, mais 25% deverão ser investidos em até 36 meses, os 50% restantes terão prazo de até 60 meses. Na prática, isso significa que metade dos investimentos deverá estar aplicada nos três primeiros anos, com a conclusão de todos os aportes devendo ocorrer em até cinco anos. Segundo o CMN, a medida busca dar maior previsibilidade ao uso dos recursos e garantir que o capital captado seja destinado aos projetos dentro de um cronograma definido. A resolução também cria regras específicas para a remuneração das instituições financeiras envolvidas nas operações dos Fundos de Inovação. Os principais limites são: remuneração de até 2% ao ano para a instituição financeira que disponibilizar recursos aos fundos, remuneração de 1% ao ano para os recursos da Linha Eco Invest Brasil, como em outros editais e teto de 3% ao ano para as operações realizadas com recursos da linha. O mesmo limite de 3% ao ano também vale para o retorno da chamada cota de capital catalítico, adquirida pelas instituições financeiras. A soma das duas remunerações deve dar até 3% ao ano, com o percentual de remuneração da instituição financeira definido caso a caso, conforme as características de cada fundo. O capital catalítico representa os recursos públicos usados para atrair investimentos privados, por meio do modelo conhecido como blended finance. Nesse formato, o governo reduz parte dos riscos das operações para estimular a participação de investidores privados. De acordo com o governo, esses limites preservam o papel dos recursos públicos como instrumento de redução de riscos para atrair investimentos privados, evitando que eles sejam utilizados prioritariamente para ampliar a rentabilidade das instituições financeiras.”

Fonte: Eixos; 31/07/2026

Ventania em SP, RS e RJ expõe falhas na resposta a extremos climáticos

“Nos últimos dias, ventos acima de 100 quilômetros por hora (km/h) provocaram mortes e transtornos generalizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Para especialistas em clima e meio ambiente, o fenômeno expôs, mais uma vez, que as cidades brasileiras não estão preparadas para lidar com eventos climáticos extremos. A preocupação é ainda maior com a previsão de que, ao longo do segundo semestre deste ano, o país sofra com impactos de intensidade moderada a muito forte por causa do fenômeno El Niño. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão inclui chuvas excessivas, secas severas e ondas de calor, a depender da região. Para o professor de Ciências Ambientais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Pedro Torres, a gestão das cidades é apenas reativa diante dos fenômenos extremos e ignora riscos futuros. O pesquisador também integra o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), principal órgão científico global da Organização das Nações Unidas (ONU). O porta-voz da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Rodrigo Jesus, diz que a gestão de riscos precisa considerar três etapas complementares para ser eficiente. Não basta a previsão meteorológica e a emissão de alertas, se as cidades não tiverem estruturas adaptadas para lidar com o problema quando ele acontece. “A maior atenção tem que ser dada em como a cidade está sendo pensada para proteger as pessoas. Eventos extremos serão o nosso normal a partir de agora”, diz Rodrigo. No Rio de Janeiro, os alertas sobre ventos fortes foram emitidos pouco tempo antes do início do fenômeno na quarta-feira (29). O que levantou questionamentos sobre a eficácia do monitoramento meteorológico e da comunicação à população. Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR-Rio), o Sistema Alerta Rio emitiu um aviso meteorológico às 14h15 com informações sobre a possibilidade de rajadas atingirem a cidade do Rio a partir da tarde. “A partir do momento em que foram identificadas rajadas intensas de vento, os avisos foram emitidos via SMS e WhatsApp para todos os moradores cadastrados no Sistema de Avisos”, diz a nota do COR-Rio. Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec-RJ), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) emitiu alerta às 15h30 sobre a possibilidade de rajadas de vento moderados ou fortes nas regiões Costa Verde, Sul Fluminense, Baixada Fluminense, Metropolitana, Baixadas Litorâneas e Norte Fluminense. “Quarenta e quatro prefeituras têm autonomia para emitir as mensagens via SMS diretamente à população. Os demais [48] são cobertos pelos serviços da Sedec-RJ, que efetua o envio dos avisos dentro dos protocolos estabelecidos pelo Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil”, diz a nota da Sedec-RJ.”

Fonte: Eixos; 31/07/2026

Aumento de etanol na gasolina divide opiniões sobre impacto em carros

“Aprovado recentemente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32) reacendeu o debate sobre os efeitos da medida tanto para o bolso dos consumidores como para o funcionamento dos veículos. Contrário à mudança, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para suspender a decisão do CNPE até que estudos específicos comprovem a segurança da nova mistura para os motores da frota brasileira. Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a ampliação da mistura fortalece a segurança energética do país, reduz a dependência de gasolina importada e ajuda a conter preços ao consumidor. De acordo com o MPF, os estudos que embasaram a nova configuração da gasolina (com 32% de etanol) “não demonstraram, de forma conclusiva, os impactos do E32 sobre durabilidade de componentes, emissões, autonomia e compatibilidade com diferentes tipos de veículos”. Na ação, o MPF aponta riscos de corrosão de peças, desgaste de bombas de combustível e falhas em sistemas de injeção eletrônica, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados. Os procuradores argumentam, ainda, que os estudos usados foram elaborados para o E30 e não para validar especificamente a adoção permanente do E32. Por fim, o MPF argumenta que faltam estudos sobre impactos ambientais indiretos e pede perícia técnica independente. Para a Unica, o aumento do percentual de etanol na gasolina é algo positivo porque favorece a segurança energética do País, além de reduzir a necessidade de importação de gasolina. Além disso, acrescenta a entidade, “não há evidências, nos resultados obtidos, de impactos sobre desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo, emissões ou funcionamento dos veículos em decorrência da adoção do E32”. A entidade lembra que o E32 foi avaliado em estudos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os testes foram feitos em veículos leves e motocicletas movidos a gasolina, fabricados entre 1994 e 2024. “Mesmo os veículos mais antigos avaliados não apresentaram impactos em partida, marcha lenta, aceleração ou dirigibilidade com a utilização do E32”, acrescentou ao destacar que não foram identificados “impactos relevantes em desempenho, consumo, dirigibilidade, partidas a frio ou funcionamento dos motores”.”

Fonte: Valor Econômico; 02/08/2026

Internacional

Empresa americana de reatores nucleares Westinghouse entra com pedido de IPO

“A Westinghouse Electric, empresa americana de projetos e serviços de reatores nucleares, protocolou confidencialmente um pedido de oferta pública inicial (IPO) em meio à busca por capitalizar o interesse renovado na energia nuclear. A empresa sediada na Pensilvânia, de propriedade conjunta da firma de investimentos Brookfield e da produtora de urânio Cameco, tomou essa iniciativa nove anos após estouros de custos desastrosos em usinas nucleares na Geórgia terem levado a companhia à falência. A Westinghouse é a mais recente de uma série de empresas americanas do setor nuclear a anunciar uma abertura de capital, buscando aproveitar o apetite dos investidores por uma tecnologia que se espera que impulsione o boom da inteligência artificial. A empresa também se beneficia do apoio financeiro do governo dos EUA, após a promessa feita no ano passado por Donald Trump de reduzir regulamentações e investir dezenas de bilhões de dólares para reabrir e construir novas frotas de reatores, visando fornecer a energia necessária para “vencer” a corrida global da IA. No mês passado, o Departamento de Energia dos EUA anunciou que destinaria US$ 17,5 bilhões em empréstimos para reconstruir a cadeia de suprimentos nuclear do país. Uma fonte a par da decisão afirmou que a Westinghouse buscava acesso a uma base de capital mais ampla para financiar um crescimento significativo nos próximos anos. Neste mês, a Holtec International, uma das maiores empresas de suprimentos para energia nuclear dos EUA, protocolou um pedido de IPO para captar recursos destinados a um plano de US$ 10 bilhões para a construção de pequenos reatores modulares (SMRs). Em abril, a X-energy, desenvolvedora de SMRs, captou US$ 1 bilhão em uma abertura de capital na Nasdaq e, neste mês, a Standard Nuclear, fabricante de combustível nuclear, protocolou pedido para abrir seu capital. No ano passado, o governo dos EUA anunciou um plano para construir novos reatores da Westinghouse no país, em um projeto de US$ 80 bilhões financiado pelo Japão. Caso os pedidos sejam feitos antes de 2029, o governo americano terá o direito de adquirir uma participação de 20% no capital da Westinghouse. Essa condição também depende de a Westinghouse atingir uma avaliação de mercado de pelo menos US$ 30 bilhões, sendo que a participação seria diluída para cerca de 8% devido aos warrants (opções de compra de ações) vinculados ao acordo. Adam Stein, diretor de inovação em energia nuclear do think-tank Breakthrough Institute, afirmou que o retorno da Westinghouse da falência para os mercados públicos representa um “momento simbólico” e um indicador da dimensão do renascimento nuclear dos EUA. “Se os EUA planejarem construir mais reatores de grande porte, o AP1000 da Westinghouse é a opção mais provável. O mercado de energia nuclear registra um nível de investimento sem precedentes que não parece ser uma fase passageira”, disse ele. O envio de documentos confidenciais permite que as empresas se preparem para uma abertura de capital longe do escrutínio do mercado público, e a Westinghouse ainda não decidiu o número de ações a serem ofertadas nem a faixa de preço. A empresa não respondeu de imediato a um pedido de comentário. A Westinghouse construiu o primeiro reator nuclear comercial do mundo em 1957; atualmente, seis de seus reatores AP1000 — seu principal modelo — estão em operação, e outros 14 estão em construção. Polônia, Ucrânia e Bulgária fizeram encomendas desde que a Brookfield adquiriu a empresa da Toshiba, sua antiga proprietária, em 2018, por US$ 4,6 bilhões. A Cameco adquiriu uma participação na Westinghouse com base em um valor de mercado da empresa (enterprise value) de US$ 8,2 bilhões em novembro de 2023.”

Fonte: Financial Times; 31/07/2026

Amazon é processada por consumidores devido a alegações sobre a sustentabilidade de frutos do mar

“A Amazon foi processada na sexta-feira por consumidores que acusaram a varejista de apresentar de forma enganosa os benefícios ambientais de pescados vendidos em sua plataforma — uma prática conhecida como greenwashing. Em uma ação coletiva proposta em um tribunal federal de Seattle, os consumidores alegaram que rótulos com frases como “seguro para golfinhos” (dolphin safe), “origem responsável”, “sustentável”, “pesca selvagem” e “Pescado Sustentável Certificado pelo MSC” os induziram a acreditar que a cadeia de suprimentos de pescados da Amazon causa danos mínimos aos oceanos e ao meio ambiente. Os consumidores classificaram tais alegações como infundadas ou materialmente falsas, uma vez que a maioria das embarcações de pesca não é rastreada publicamente e algumas ocultam sua localização ao desativar dispositivos eletrônicos conhecidos como transponders. Eles também afirmaram que pelo menos um quinto dos pescados importados de origem selvagem não provém de fontes responsáveis ​​ou sustentáveis. “Ainda assim, a Amazon comercializa esses produtos de pescado com apelo ecológico enganoso (greenwashing), utilizando mensagens genéricas sobre sustentabilidade sem fornecer as informações necessárias para evitar que o consumidor seja induzido ao erro”, diz a petição inicial. A empresa sediada em Seattle é a segunda maior varejista de alimentos dos EUA, com mais de US$ 150 bilhões em vendas brutas em 2025, segundo informou o CEO Andy Jassy em uma teleconferência com analistas realizada em 29 de abril. A Amazon e os advogados que a representam em outras ações coletivas de consumidores não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. A empresa enfrenta processos frequentes relacionados a produtos vendidos em sua plataforma, inclusive aqueles comercializados por vendedores terceirizados. A ação judicial abrange dezenas de produtos de atum, salmão e outros frutos do mar de marcas como Bumble Bee, Chicken of the Sea, StarKist e a própria marca da Amazon, “365 by Whole Foods Market”. Os autores da ação, liderados por Madeleine Rogow, de Los Angeles, e Adam Sorkin, de Chicago, afirmaram que não teriam comprado os produtos ou teriam pago menos por eles se a Amazon tivesse divulgado sua “verdadeira natureza sustentável”. O processo busca indenização por danos compensatórios e punitivos, bem como restituição para consumidores nos Estados Unidos, em razão das supostas violações, pela Amazon, das leis de defesa do consumidor do estado de Washington.”

Fonte: Reuters; 31/07/2026

‘O El Niño não está à porta, mas dentro de nossa casa’, diz chefe da ONU

“A Organização Mundial Meteorológica (OMM) disse nesta sexta-feira que o El Niño continua se intensificando e dominará o clima global entre agosto e outubro. Esperam-se temperaturas acima do normal em todo o mundo. Os oceanos globais estão excepcionalmente quentes. A organização diz que os padrões de chuva previstos apresentam uma imagem clássica do fenômeno: condições mais chuvosas em algumas regiões e risco de seca aumentado em outras. A análise da OMM indica que a temperatura da superfície do mar pode chegar a 2,9°C em regiões-chave que estão sendo monitoradas e coincidir com a formação de outro fenômeno climático no Oceano Índico, o Ocean Dipole, em inglês. Em conjunto, esses dois fenômenos podem ampliar os impactos climáticos regionais – secas, inundações e risco de incêndios florestais. Também se espera que as temperaturas da superfície do mar no Atlântico Tropical permaneçam acima da média. “O veredicto é claro: a crise climática está se agravando rapidamente”, disse António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas a jornalistas em Nova York. “As previsões de hoje mostram que o calor extremo não é uma ameaça futura. Já está aqui e está se tornando cada vez mais perigoso”, seguiu. “E a menos que tomemos medidas para proteger as pessoas e combater a causa-raiz da crise, se tornará ainda mais mortal.” Guterres seguiu: “O El Niño não está apenas na nossa porta. Já está dentro de casa e aumentando o calor. Isso é apenas o começo. O El Niño está se intensificando e jogando lenha na fogueira de um planeta que já está em chamas com ondas de calor escaldantes, incêndios florestais apocalípticos e mares com temperaturas recordes”.”

Fonte: Valor Econômico; 31/07/2026

Hungria se prepara para cortes de energia em meio a seca extrema

“A Hungria está se preparando para o racionamento de energia elétrica, uma vez que os níveis de água do rio Danúbio atingiram mínimas históricas, forçando o desligamento total da única usina nuclear do país. A usina de Paks, com capacidade de 2 gigawatts e responsável por fornecer até 40% da eletricidade do país, depende do Danúbio para seu sistema de resfriamento e não dispõe de uma fonte alternativa de água. “Estamos enfrentando os cinco dias mais críticos”, afirmou o primeiro-ministro Péter Magyar em uma mensagem de vídeo no domingo. “A partir de amanhã, a usina nuclear de Paks deixará de gerar eletricidade, justamente quando chegam os dias mais quentes, com temperaturas atingindo 40°C. Nosso sistema elétrico, nossos serviços públicos e todos nós seremos submetidos a uma pressão enorme.” No sábado, o governo emitiu um decreto permitindo o corte do fornecimento de energia para os maiores consumidores industriais caso a rede elétrica sofra uma pressão insustentável. Magyar declarou que tais medidas seriam adotadas apenas em última instância. Ele informou que uma força-tarefa de emergência se reuniria ainda no domingo para decidir se “será necessário impor restrições obrigatórias ao consumo de eletricidade para grandes usuários industriais a partir de amanhã”.A Organização Mundial Meteorológica (OMM) disse nesta sexta-feira que o El Niño continua se intensificando e dominará o clima global entre agosto e outubro. Esperam-se temperaturas acima do normal em todo o mundo. Os oceanos globais estão excepcionalmente quentes. A organização diz que os padrões de chuva previstos apresentam uma imagem clássica do fenômeno: condições mais chuvosas em algumas regiões e risco de seca aumentado em outras. A análise da OMM indica que a temperatura da superfície do mar pode chegar a 2,9°C em regiões-chave que estão sendo monitoradas e coincidir com a formação de outro fenômeno climático no Oceano Índico, o Ocean Dipole, em inglês. Em conjunto, esses dois fenômenos podem ampliar os impactos climáticos regionais – secas, inundações e risco de incêndios florestais. Também se espera que as temperaturas da superfície do mar no Atlântico Tropical permaneçam acima da média. “O veredicto é claro: a crise climática está se agravando rapidamente”, disse António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas a jornalistas em Nova York. “As previsões de hoje mostram que o calor extremo não é uma ameaça futura. Já está aqui e está se tornando cada vez mais perigoso”, seguiu. “E a menos que tomemos medidas para proteger as pessoas e combater a causa-raiz da crise, se tornará ainda mais mortal.” Guterres seguiu: “O El Niño não está apenas na nossa porta. Já está dentro de casa e aumentando o calor. Isso é apenas o começo. O El Niño está se intensificando e jogando lenha na fogueira de um planeta que já está em chamas com ondas de calor escaldantes, incêndios florestais apocalípticos e mares com temperaturas recordes”.”

Fonte: Financial Times; 02/08/2026

Seca no Reno deixa navios parados e força cortes na produção alemã

“Os níveis de água do rio Reno caíram para patamares próximos aos mais baixos em oito anos devido ao calor extremo e à seca na Europa, prejudicando o fluxo de mercadorias e levando fabricantes a reduzir a produção. A profundidade navegável no ponto de Kaub — um gargalo crucial para o transporte fluvial no Reno, situado entre Mainz e Coblença, no principal corredor comercial interno da Alemanha — caiu para 25 centímetros na sexta-feira. Esse valor iguala o recorde de baixa registrado em 2018. Quando a régua de medição em Kaub indica 25 cm, a profundidade real da água no canal de navegação é cerca de 1 metro maior. Segundo a previsão mais recente, o nível pode cair abaixo dessa marca no início da próxima semana. A seca significa que as embarcações conseguem transportar significativamente menos carga pelo Reno; isso exige mais navios para movimentar o mesmo volume e eleva os custos — sendo este o exemplo mais recente dos impactos econômicos do calor extremo na Europa Ocidental. Quanto mais tempo durarem as restrições à navegação, maior será a pressão sobre o sistema, afirmou Marc Schattenberg, economista do Deutsche Bank. “Os volumes que precisariam ser desviados são tão grandes que substituí-los pelo transporte ferroviário ou rodoviário seria difícil, especialmente porque algumas conexões importantes estão passando por obras no momento”, disse ele. Na Alemanha, as temperaturas voltaram a se aproximar dos 40°C nesta semana, após uma onda de calor recorde em junho. O período de baixo nível da água começou “mais cedo do que o habitual” este ano, segundo a Administração Federal de Vias Navegáveis ​​e Navegação. O mês passado foi o junho mais quente já registrado no continente que mais aquece devido às mudanças climáticas. No leste da Sérvia, o nível do rio Danúbio baixou tanto que foi possível avistar navios alemães afundados durante a Segunda Guerra Mundial. Alguns economistas alertaram que as perturbações causadas pelos baixos níveis de água do Reno poderiam reduzir em até 0,2 ponto percentual o crescimento econômico da Alemanha. Empresas químicas alemãs, como BASF, Covestro e Evonik, possuem fábricas concentradas às margens do rio e estão particularmente expostas a novas interrupções.”

Fonte: Financial Times; 31/07/2026

EUA barram importações de mais 43 empresas devido ao suposto trabalho forçado envolvendo uigures na China

“Na sexta-feira, os Estados Unidos proibiram importações de mais 43 empresas chinesas devido a supostas violações de direitos contra uigures e outros grupos minoritários, visando empresas em cadeias de suprimentos que vão desde eletrônicos até alimentos e metais, segundo um comunicado do governo. As empresas foram incluídas na Lista de Entidades da Lei de Prevenção ao Trabalho Forçado Uigur; essa lista estabelece a presunção de que mercadorias produzidas total ou parcialmente por entidades nela incluídas foram fabricadas com trabalho forçado e não podem entrar nos Estados Unidos, a menos que os importadores provem o contrário. Pequim tem rejeitado sistematicamente as acusações de trabalho forçado e outros abusos contra uigures e outras minorias muçulmanas na região de Xinjiang. O comunicado publicado pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA marca a primeira vez que empresas são adicionadas à lista sob a administração Trump. A medida eleva de 144 para 187 o número de entidades listadas — a maior expansão única desde que a lei que criou a lista foi sancionada em 2021. No sábado, o Ministério do Comércio da China condenou a ação dos EUA, classificando-a como uma sanção unilateral infundada, ocorrida apenas um dia após autoridades comerciais de ambos os países realizarem o que foi descrito como uma videoconferência construtiva. A China adotaria “medidas necessárias” para proteger suas empresas, acrescentou o ministério, sem fornecer mais detalhes. Quatro empresas foram incluídas na lista devido ao que o governo dos EUA descreveu como sua atuação em conjunto com autoridades de Xinjiang para recrutar, transferir ou receber uigures e membros de outros grupos perseguidos. O comunicado no Federal Register informou que as outras 41 empresas foram incluídas por obterem materiais de Xinjiang ou de entidades ligadas a programas governamentais de trabalho na região. “A ação de hoje da administração Trump fortalece a economia americana contra produtos fabricados com trabalho escravo”, afirmou em comunicado o deputado John Moolenaar, presidente do Comitê Seleto da Câmara sobre a China. Na sexta-feira, a embaixada da China em Washington classificou tais alegações como “uma mentira”, afirmando que a legislação chinesa proíbe o trabalho forçado e que os trabalhadores em Xinjiang são livres para escolher suas ocupações.”

Fonte: Reuters; 31/07/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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