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Enchentes do RS afetam seguradoras; Suzano (SUZB3) e IFC fazem acordo de restauração no Cerrado | Café com ESG, 10/07

Efeitos das enchentes do RS começam a aparecer nas seguradoras; Suzano e IFC fazem parceria para implementar corredores ecológicos no MT

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de terça-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE subindo 0,44% e 0,66%, respectivamente.

• No Brasil, (i) de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), houve deterioração significativa na sinistralidade na maioria dos segmentos de seguros no Brasil devido às enchentes no Rio Grande do Sul, que afetaram o estado durante o fim de abril e maio, trazendo um rastro de destruição no estado; e (ii) a Suzano e a International Finance Corporation (IFC) formalizaram a primeira parceria para a implementação de corredores ecológicos no Cerrado brasileiro – o acordo tem como objetivo implementar projetos-pilotos no Mato Grosso do Sul com o intuito de realizar ações de restauração e manejos produtivos sustentáveis em corredores para conectar 5 mil hectares de fragmentos de vegetação nativa do bioma.

• No internacional, a Microsoft comprará 500.000 créditos de carbono da Occidental Petroleum ao longo de seis anos – o acordo, que tem valor recorde de centenas de milhões de dólares, permitirá que a empresa compense suas emissões provenientes do aumento no consumo de energia impulsionado pela inteligência artificial através de projetos de captura e armazenagem de carbono.

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Brasil

Empresas

Efeito de enchentes no RS começa a aparecer em seguradoras da B3; veja mais afetadas

“Dados de maio da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) mostraram uma deterioração significativa na sinistralidade na maioria dos segmentos de seguros no Brasil devido às enchentes no Rio Grande do Sul, que afetaram o estado durante o fim de abril e maio, trazendo um rastro de destruição no estado. De acordo com o Bradesco BBI, o seguro de vida foi o único que não mostrou um aumento acentuado na taxa de sinistralidade, com os segmentos de hipoteca e rural sendo os maiores destaques negativos. Nesse sentido, os dados mostraram tendências negativas para as seguradoras sob cobertura do BBI, particularmente para a Caixa Seguridade (CXSE3) devido à sua grande exposição no segmento de hipoteca, com deterioração significativa nas taxas de sinistralidade em todas as suas principais subsidiárias. Da mesma forma, em relação à Brasilseg e Porto (PSSA3), ambas as empresas também mostraram deteriorações nas margens de subscrição de 5,4 pontos percentuais (pp) e 4,1 pp, para 38% e 21%, respectivamente. Além disso, a Caixa Seguridade estima um potencial impacto negativo de R$ 342,2 milhões relacionado ao provisionamento de sinistros de seguro prestamista de sua investida XS1, o que deve se traduzir em um impacto negativo de R$ 123,2 milhões relacionado ao resultado de equivalência patrimonial do 2T24. Segundo o documento, a XS1, que detém ações das seguradoras XS2 e Caixa Vida e Previdência, recebeu da Caixa Econômica Federal um banco de dados contendo uma lista de pessoas falecidas que figuravam como titulares de contratos de crédito, resultando assim no provisionamento dos sinistros do seguro prestamista entre maio e junho de 2024.”

Fonte: InfoMoney; 09/07/2024

BID Invest e IFC, do Banco Mundial, compram debêntures da Natura ligadas à Amazônia

“A Natura (NTCO3) vendeu R$ 1,33 bilhão em debêntures, com dois bancos multinacionais de desenvolvimento responsáveis por quase metade da emissão ao mesmo tempo em que a empresa busca aumentar seu fornecimento de ingredientes vindos da Amazônia. O BID Invest, braço do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e a Corporação Financeira Internacional, unidade do Banco Mundial, investiram R$ 500 milhões na emissão da fabricante de cosméticos, segundo Silvia Vilas Boas, vice-presidente de Finanças e Estratégia da Natura América Latina. A venda de títulos é atrelada a um compromisso da Natura em aumentar o número de bioingredientes que obtém da Amazônia para 47 até 2026 e 49até 2029, contra 44 atualmente. Suas operações na Amazônia ajudam a conservar a floresta tropical, junto com 10.000 famílias em 2,2 milhões de hectares, disse Vilas Boas. A receita também ajudará a empresa a reduzir sua emissão de carbono em 90% até2030. O papel foi vendido com um spread de 1,20% acima do CDI, 25% menos doque a média da companhia com instrumentos semelhantes. A IFC é a âncora da emissão, com um investimento de R$ 300 milhões. A instituição é uma agência do Banco Mundial que investe no setor privado de mercados emergentes. A venda de títulos “é um marco em nosso relacionamento com a Natura”, disse Manuel Reyes-Retana, diretor regional para América do Sul da IFC. “Precisamos criar esta parceria para desenvolver e conservar a floresta e planejamos recriá-la com outros parceiros.” Para Juan Parodi, diretor de investimentos do BID Invest, o mercado decapitais internacional vai ser uma alternativa a captação de recursos para a região. “Essas operações com a Natura e outras companhias buscam isso, ter um papel de tomar mais risco e ser uma âncora para viabilizar outros recursos”, disse.”

Fonte: Bloomberg Línea; 09/07/2024

Como a Natura incluiu a biodiversidade em seus bonds de R$ 1,3 bi

“A Natura estreou como a primeira empresa brasileira a emitir uma dívida com metas atreladas à biodiversidade da Amazônia e, de cara, abocanhou R$ 1,33 bilhão no mercado de capitais, conforme comunicado na noite de ontem. Emitidos como Sustainability Linked Bonds (SLBs, na sigla em inglês), os recursos levantados com os títulos não têm um destino carimbado, mas a companhia precisa cumprir metas estabelecidas na emissão, caso contrário arca com uma penalização nos custos de crédito. Os protagonistas da operação são os bioativos da Amazônia. A empresa usa hoje 44 ingredientes da floresta, como ucuuba, andiroba, patauá e castanhas, e se comprometeu a aumentar o número para 47 e 49 até o fim de 2026 e 2027, respectivamente. Se não cumprir a meta até os prazos determinados, a empresa paga um adicional de 0,15% ao ano na primeira verificação e 0,30% ao ano na segunda. O prazo dos títulos é de cinco anos, com vencimento em 15 de junho de 2029. Desenvolver a cadeia de fornecimento dos novos ingredientes leva entre três e cinco anos, segundo a empresa. Os próximos insumos a entrar em suas formulações não foram revelados. A taxa foi de CDI + 1,2%, com spread 25% abaixo da média da companhia para operações similares. O UBS BB foi o coordenador líder da oferta, que contou também com o Itaú BBA. Quase 40% da captação foi liderada por nomes de peso: foram R$ 300 milhões do International Finance Corporation (IFC), que integra o Grupo Banco Mundial, e R$ 200 milhões do BID Invest, braço do Banco Interamericano de Desenvolvimento voltado para o setor privado. A aposta dos bancos de desenvolvimento está relacionada ao pioneirismo da companhia em conseguir incluir na conta a biodiversidade – o que não é trivial – e o desenvolvimento das cadeias produtivas.”

Fonte: Capital Reset; 09/07/2024

Brasil oferta, mas não precifica minerais verdes, mostra estudo

“O Banco Mundial estima que serão necessários mais de três bilhões de toneladas de minerais críticos estratégicos para descarbonizar o sistema global de energia até 2050, no entanto, a precificação de produtos verdes ainda é incompatível com o volume de investimentos necessários para ofertá-los, aponta um estudo do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) encomendado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). “Vimos nesse estudo que a precificação internacional ainda não está a contento. O que significa que temos uma mercadoria de valor, mas que não está atingindo o seu potencial total, isso dito pelas práticas do país e o mercado internacional, que consome o material verde, mas não precificado a contento”, comentou a pesquisadora do Cetem Lucia Helena Xavier, coautora do levantamento. Ela explica que o Brasil já vem cumprindo metas de descarbonização na produção de alumínio e aço, por exemplo, com o uso de energias renováveis e iniciativas de sustentabilidade. Falta, no entanto, uma política industrial para a mineração do futuro. Divulgado nesta nesta terça (9/7) durante um seminário sobre o tema na comissão especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde da Câmara dos Deputados, o documento mapeia regulamentações em 21 países e traz uma série de sugestões para o desenho de uma política nacional de minerais estratégicos. O evento foi proposto pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), autor do projeto de lei que cria o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten). Aprovado pela Câmara e aguardando votação no Senado, o Paten abre a possibilidade de utilização de créditos de empresas junto à União como garantia para financiamento de projetos como produção de biocombustíveis, hidrogênio de baixo carbono, energia renovável e armazenamento, a partir do Fundo Verde.”

Fonte: Epbr; 09/07/2024

Retorno financeiro é maior entre empresas com ações socioambientais, aponta relatório

“A Humanizadas, agência de avaliação de marcas, lançou o relatório Melhores para o Brasil 2024, que analisa a atuação de empresas nas áreas ambiental, social e de governança. A partir da coleta de dados, a pesquisa aponta as melhores práticas corporativas a partir de sua atuação ESG e a na relação com clientes, fornecedores e funcionários. O compromisso socioambiental no mercado brasileiro é avaliado pela pesquisa em 33%, enquanto as Melhores para o Brasil (MPB) apresentam taxa de 88%. Isso inclui ações como inovação priorizando a sustentabilidade, adoção de práticas e metas ambientais, sociais e de governança e a busca de engajamento e diálogo com funcionários, parceiros e comunidade. As MPB também apresentam redução nas emissões de gases de efeito estufa e maior uso de energias renováveis na comparação com o Ibovespa e com o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). De acordo com a pesquisa, as Melhores para o Brasil (MPB) apresentam maior retorno para os acionistas na comparação com empresas listadas no Ibovespa e ISE: enquanto o retorno financeiro acumulado das MPB atinge 280%, a taxa no Ibovespa é de 165% e no ISE, 59%. As empresas também apresentam menor volatilidade na comparação com os índices, indicador que as MPB têm menor probabilidade de risco financeiro. Para Pedro Paro, fundador e CEO da Humanizadas, o sucesso financeiro das empresas está diretamente relacionado com as ações sustentáveis dessas empresas. “Hoje, investidores buscam organizações que demonstram comprometimento e engajamento na responsabilidade socioambiental. Por isso, as empresas que lideram setores e mercado na transição para a economia verde são bem-vistas por investidores”, conta.”

Fonte: Exame; 09/07/2024

Suzano e IFC vão conectar 5 mil hectares de vegetação nativa no Cerrado

“A Suzano, produtora de celulose e bioprodutos a partir de eucalipto, formaliza a primeira parceria para a implementação de corredores ecológicos no Cerrado brasileiro. O acordo com a International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, tem como objetivo implementar projetos-pilotos no Mato Grosso do Sul com o intuito de realizar ações de restauração e manejos produtivos sustentáveis em corredores para conectar 5 mil hectares de fragmentos de vegetação nativa do Cerrado. Além disso, a parceria visa fomentar a cadeia da sociobiodiversidade no Cerrado, o engajamento de proprietários, a inscrição ou a retificação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), e a realização de treinamentos e delineamento de estratégias de estímulos técnicos e financeiros para parcerias de restauração em larga escala. A iniciativa faz parte do compromisso assumido pela Suzano de conectar meio milhão de hectares de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade nos biomas do Cerrado, da Mata Atlântica e da Amazônia até 2030. Serão três grandes corredores ecológicos planejados para unir os principais fragmentos de vegetação nativa da base florestal da Suzano com as demais áreas de conservação de propriedades particulares e Unidades de Conservação. “Apenas em 2023, a Suzano conectou 55.654 hectares de fragmentos com a implementação de 103 hectares de manejo de eucalipto com modelos biodiversos, e 300 hectares de restauração ecológica ao longo dos corredores. Este é um compromisso especialmente ambicioso, pois prevê a restauração de áreas em terras da própria Suzano e de terceiros”, diz Marcela Porto, diretora de Comunicação e Sustentabilidade Institucional da Suzano.”

Fonte: Exame; 09/07/2024

Carrefour aporta R$ 28 mi em negócios que convivem com a floresta

“O Carrefour anunciou um investimento de R$ 28 milhões em cinco projetos voltados à conservação da Amazônia e à promoção da biodiversidade na região. As iniciativas são realizadas por cinco ONGs – The Nature Conservancy, Imaflora, Idesam, Amazônia 4.0 e MapBiomas – cobrem uma área de 1,2 milhão de hectares e vão atingir mais de 6 mil moradores do bioma, segundo o varejista francês. Batizado de Fundo de Florestas, o programa tem outros R$ 22 milhões, que devem ser desembolsados até o final de 2025. Alguns dos projetos escolhidos tratam de questões estratégicas para a companhia, como rastreabilidade e garantias de que produtos que vão parar nas gôndolas não estão associados a desmatamento. Mas esse não é o objetivo principal do fundo, diz Susy Yoshimura, diretora-sênior de sustentabilidade do Carrefour Brasil. “Queremos transformação e impactos positivos, e isso depende de ações que vão além da nossa cadeia de valor.” Além de métricas ambientais, os selecionados serão avaliados sobre a contribuição para a economia local. Os recursos destinados à ONG Amazônia 4.0, fundada pelo cientista climático Carlos Nobre e seu irmão Ismael Nobre, vão financiar a construção da primeira biofábrica idealizada pela entidade. “A gente prefere dizer biomanufatura, porque fábrica dá uma ideia diferente”, afirma Ismael. O tamanho das unidades é adaptável à quantidade de matéria-prima que será transformada e também ao número de famílias de cada localidade. O 4.0 do nome da entidade está relacionado à tecnologia da planta, que faz uso intensivo de digitalização e equipamentos como sensores – a chamada indústria 4.0. A biofábrica inaugural será instalada na comunidade Surucuá, na reserva extrativista Tapajós-Arapiuns, às margens do rio Tapajós, no Pará.”

Fonte: Capital Reset; 10/07/2024

Política

Comissão aprova preferência para veículos mais verdes em compras públicas

“A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (9/7) o PL 1086/2024, que estabelece uma margem de preferência de 10% a 20% para compras e locações de veículos flex, híbridos ou exclusivamente movidos a biocombustível ou a hidrogênio. A vantagem também vale para a aquisição de combustíveis para o abastecimento de frotas. O projeto altera a Lei de Licitações. De acordo com o projeto do senador Fernando Farias (MDB/AL), a regulação definirá o percentual da margem de preferência que será dada nas compras públicas (de 10% a 20%). Na justificativa, o autor defende a opção pelos biocombustíveis em detrimento da eletrificação. “Temos que ter cautela na eletrificação da frota de automóveis. Ela deve ser precedida de uma série de políticas públicas que mitiguem não somente os riscos associados ao descarte das baterias, mas também o aumento da demanda por energia elétrica”, afirma Fernando Farias. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), comemorou o resultado da votação. “A proposta possui conteúdo muito coerente com a realidade brasileira e com a urgente necessidade de enfrentamento da crise climática global”, disse em nota a diretora-executiva, Patricia Audi. O relator na CAE, Fernando Dueire (MDB/PE), que emitiu parecer favorável à aprovação, alterou o texto original para substituir o hidrogênio verde por “hidrogênio de baixo carbono”. Isto é, o combustível poderá ser obtido por quaisquer rotas tecnológicas e não apenas pela eletrólise com energia elétrica renovável. “[O PL] apoia-se em ideias de valorização de modelos de transporte menos poluente, em linha com as pretensões de descarbonização perseguidas por diversos governos do mundo, inclusive o brasileiro”, afirmou Dueire.”

Fonte: Epbr; 09/07/2024

‘ANP está como jogador esperando para entrar em campo’ sobre hidrogênio, diz diretor-geral

“O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Rodolfo Saboia, afirmou nesta terça-feira (09) que a reguladora está “como um jogador esperando para entrar em campo” no assunto do hidrogênio. Segundo Saboia, que participou hoje de evento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a agência se prepara para atuar no mercado, mas ainda precisa do mandato. “A ANP está observando os acontecimentos do desenrolar das definições da regulação do hidrogênio e inserção na matriz energética brasileira”, disse Saboia em apresentação no evento. “Está previsto que a ANP receba a atribuição de executar a regulação do hidrogênio, mas estamos na situação do jogador esperando para entrar em campo e não pode fazer nada ainda, tem que se conter.” Segundo o diretor-geral, que conclui sua gestão na agência em 22 de dezembro, os servidores da ANP estão se preparando e se qualificando para serem especialistas sobre hidrogênio. “A agência precisa aguardar o mandato legal, que tem que ser incorporado para despender os recursos, que são escassos.” O projeto de lei que regulamenta o chamado hidrogênio verde, com baixa emissão de carbono, foi aprovado no Senado em 3 de julho e, por ter sido modificado pelos senadores, voltará à Câmara dos Deputados, que poderá rever as decisões. O Senado incluiu a possibilidade de o hidrogênio ser produzido a partir da geração hidrelétrica, etanol, biogás e biometano. O texto original previa a possibilidade de serem produzidos a partir de geração solar e eólica somente. Especialistas do setor que também participaram do evento da Firjan nesta terça (9) concordaram com a necessidade de avançar com a regulação.”

Fonte: Valor Econômico; 09/07/2024

Internacional

Empresas

Microsoft e Occidental assinam acordo de crédito de carbono para ajudar a compensar o aumento de energia da IA

“A Microsoft e a Occidental Petroleum assinaram um acordo recorde de créditos de carbono no valor de centenas de milhões de dólares, enquanto o setor de tecnologia luta para manter suas promessas climáticas em meio a um aumento nas necessidades de energia impulsionado pela inteligência artificial. A Occidental, uma das maiores produtoras de petróleo dos Estados Unidos, venderá 500.000 créditos de carbono por um valor não revelado à Microsoft ao longo de seis anos, segundo um acordo anunciado na terça-feira. As empresas afirmaram que esse é o maior acordo do gênero e permitirá que a Microsoft compense suas emissões pagando à Occidental para que o carbono seja removido da atmosfera e armazenado no subsolo. O acordo ocorre em um momento em que a Big Tech luta para conter um aumento drástico nas emissões de energia impulsionado pela expansão da IA. A Microsoft disse em maio que suas emissões aumentaram em quase um terço desde 2020, principalmente devido à construção de data centers. Na semana passada, o Google também admitiu que suas emissões aumentaram quase pela metade desde 2019, como resultado da construção de infraestrutura com uso intensivo de energia para dar suporte à IA. A Microsoft se comprometeu a ser “negativa em carbono” até 2030, enquanto o Google se comprometeu a atingir zero líquido até 2030. O uso de créditos de carbono para ajudar a cumprir essas metas passou por um intenso escrutínio nos últimos anos devido a preocupações com a verificação das alegações sobre a quantidade de carbono removida por novos projetos. Cada crédito deve representar uma tonelada do gás de efeito estufa que foi evitado ou removido da atmosfera.”

Fonte: Financial Times; 09/07/2024

Política

Novo Parlamento da UE apoia menos a agenda verde, mostram documentos

“A próxima Comissão Europeia não poderá mais contar com um amplo consenso entre os legisladores em apoio a políticas ambiciosas de mudança climática, com os legisladores divididos entre descartar ou fortalecer as medidas verdes, segundo documentos preliminares. Após as eleições da União Europeia no mês passado, os novos legisladores estão discutindo suas prioridades políticas para o próximo mandato de cinco anos do Parlamento da UE. As minutas dessas prioridades, analisadas pela Reuters, mostram que alguns dos maiores grupos de legisladores pretendem bloquear novas políticas climáticas ou reverter algumas das existentes. Tanto o Partido Popular Europeu, de centro-direita, o maior grupo de legisladores, quanto o Grupo de Conservadores e Reformistas Europeus, de direita, o quarto maior, querem revisar a proibição da venda de novos carros com motor de combustão em 2035, segundo as minutas. “O ECR pressionará para que a proibição seja eliminada”, diz a minuta de prioridades do grupo. O ECR também desafiará uma proposta esperada da Comissão Europeia para comprometer a UE a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040 em relação aos níveis de 1990. “Em meio a desafios globais sem precedentes, à escalada dos preços da energia e ao aumento dos custos do carbono, estamos preocupados com o momento dessa ambiciosa meta climática”, diz o documento. O documento preliminar do EPP não mencionou a meta de 2040. O documento dizia que o grupo apoiava as metas de emissões existentes na UE, mas que outras políticas verdes deveriam ser adiadas – incluindo uma futura proibição de produtos importados ligados ao desmatamento.”

Fonte: Reuters; 09/07/2024

A energia eólica offshore dos EUA ficará aquém da meta de Biden para 2030, diz análise

“Os Estados Unidos ficarão muito aquém da meta do governo Biden para a energia eólica offshore em 2030, mas se recuperarão rapidamente nos anos seguintes, de acordo com uma análise de um grupo do setor publicada na terça-feira. A American Clean Power Association (ACP) projetou que haverá cerca de 14 gigawatts (GW) de capacidade eólica offshore ao longo da costa dos EUA até 2030. Isso se compara a uma meta de 30 GW que o governo do presidente Joe Biden estabeleceu em 2021 ao tentar impulsionar o setor de energia doméstica. A energia eólica offshore é um pilar fundamental da promessa de Biden de que o combate às mudanças climáticas criará empregos e revigorará a economia. Mas o aumento dos custos dos materiais, as altas taxas de juros e os problemas na cadeia de suprimentos levaram várias empresas de energia eólica offshore no ano passado a cancelar ou tentar renegociar contratos de energia para parques eólicos offshore planejados nos EUA. Esses desafios colocaram em dúvida a capacidade do setor de cumprir o cronograma do governo. Há apenas 174 megawatts (MW) de capacidade eólica offshore atualmente instalada nos EUA em 30 de junho, embora esse número tenha mais que quadruplicado em relação aos 42 MW de um ano atrás, de acordo com a ACP. O setor tem mais de 12 GW em desenvolvimento avançado ou em construção, segundo o relatório. Os EUA estão muito atrás da líder de mercado China, que tem quase 38 GW de capacidade eólica offshore. Os Estados Unidos atingirão a meta de 30 GW até 2033 e quase 40 GW até 2035, informou a ACP em seu relatório sobre o mercado eólico offshore. O setor está no caminho certo para investir US$ 65 bilhões em projetos até 2030 e criar 56.000 empregos, acrescentou a ACP.”

Fonte: Reuters; 09/07/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


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