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Eletrificados podem representar 8% do mercado automotivo vs. 6% em 2023, diz ABVE | Café com ESG, 22/04

Startup H2 Green Steel prevê produzir aço utilizando hidrogênio verde (H2V) em seu processo; BHP Group planeja receber seu navio graneleiro movido a amônia em 2026

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• Em mais uma semana negativa para os mercados globais, o Ibovespa e o ISE recuaram 0,64% e 2,06%. Já o pregão de sexta-feira terminou em território positivo, com o IBOV e ISE em alta de 0,74% e 0,69%, respectivamente.

• No Brasil, a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) estima que as vendas dos eletrificados (elétricos e híbridos) vão aumentar neste ano, com previsão de chegar a 150 mil unidades, vs. 94 mil em 2023 – caso a estimativa se confirme, a participação de mercado desses veículos subiria de 6% no ano passado para 8% em 2024.

• No internacional, (i) a startup H2 Green Steel prevê produzir aço utilizando hidrogênio verde (H2V) em seu processo, o que representaria redução de 95% nas emissões de CO2 em relação aos altos-fornos que queimam carvão – com financiamento de €6 bilhões, o projeto é considerado o de maior escala no setor siderúrgico, que responde por cerca de 5% das emissões globais; e (ii) o BHP Group, da Austrália, está planejando receber seu primeiro navio graneleiro movido a amônia em 2026, como parte dos planos da empresa para reduzir as emissões de transporte marítimo – a gigante global da mineração selecionou oito empresas para a construção, operação e fornecimento de combustível para pelo menos uma dessas embarcações, segundo Rashpal Singh Bhatti, vice-presidente da companhia.

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Brasil

Empresas

Bancos de fomento ampliam ‘dinheiro verde’ para financiamento climático

“Os recursos públicos e privados para financiar projetos de combate às mudanças climáticas mais que triplicaram na última década e as cifras anunciadas recentemente por instituições multilaterais, agências de fomento e bancos de desenvolvimento apontam para a continuidade do crescimento. Em 2021 e 2022, último dado consolidado, os valores aportados em projetos de contenção do aquecimento global atingiram a média anual de US$ 1,3 trilhão, o dobro da obtida nos dois anos anteriores, segundo a consultoria Climate Policy Iniciative (CPI). Embora ainda não chegue perto do volume necessário para combater as mudanças climáticas, a cifra é um marco, de acordo com Priscilla Negreiros, gerente sênior do CPI, em Londres. “A presença do sistema financeiro [no combate a mudanças climáticas] vem evoluindo e a tendência é de aumento. Paramos de falar em bilhões e passamos a falar em trilhões”, afirma. Vários fatores contribuíram para os resultados. O tema perpassa toda a atuação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que faz reformas para aumentar o impacto de seus financiamentos. O BNDES passou a administrar um dos maiores fundos de adaptação e mitigação do mundo, o Fundo Clima, que recebeu em abril R$ 10,4 bilhões, com o aval do governo brasileiro para captação internacional com títulos soberanos sustentáveis pelo Tesouro.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Cresce a procura por ‘crédito verde’ em instituições regionais

“Os bancos de desenvolvimento brasileiros vêm ampliando seus financiamentos a projetos de combate às mudanças climáticas. Principais fontes de recursos para iniciativas de mitigação e adaptação, várias dessas instituições reformularam, nos últimos anos, seus planejamentos estratégicos de modo a ampliar metas e mobilização de capital para fomento à economia de baixo carbono. O resultado foi o aumento do funding destinado a projetos climáticos e diversificação das fontes de captação. Exemplos não faltam. O mais recente, e emblemático, foi a criação inédita no fim de 2023, durante a COP27, da Coalizão Verde, aliança de 20 bancos de fomento voltada para crescimento sustentável na Amazônia. O objetivo é mobilizar entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões para o desenvolvimento sustentável na região até 2030.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Pouco explorado, mercado de carbono atrai projetos

“Enquanto o mercado de carbono não é regulado no Brasil, iniciativas voluntárias aproveitam o filão de compensação da emissão de gases de efeito estufa. O país está em quarto lugar nos rankings do mercado voluntário, cujo volume equivale a cerca de 25% do que é comercializado nos Estados Unidos, primeiro lugar, segundo o Berkeley Carbon Trading Project. O professor do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialista em crédito de carbono Carlos Sanquetta estima que o mercado brasileiro deve gravitar entre 100 e 200 milhões de toneladas de carbono. “Se estimarmos preço médio de US$ 10 por tonelada, esse mercado tem potencial de gerar R$ 1 bilhão por ano de movimentação financeira”, calcula. Uma das empresas que atuam no mercado voluntário no Brasil é a Carrot.eco. O projeto da startup consiste em implementar a economia circular no manejo de resíduos orgânicos, destinando à compostagem o que iria para os aterros sanitários e fazendo o controle por meio da tecnologia blockchain. “Estamos fechando o ciclo da matéria orgânica. O setor público vai ser um dos grandes beneficiados”, afirma o fundador e CEO da empresa, Ian McKee.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Cenário põe carro híbrido flex no radar das fábricas

“A Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) estima que as vendas dos eletrificados (elétricos e híbridos) vão aumentar neste ano. “Devem chegar a 150 mil unidades, ante 94 mil comercializadas em 2023”, diz o presidente da entidade, Ricardo Barros. Confirmada a estimativa, a participação de mercado desses veículos subiria de 6% no ano passado para 8% em 2024. Os números sinalizam o avanço comercial desse tipo de automóvel, em um movimento passível de ganhar mais tração em razão de investimentos bilionários anunciados pelas montadoras, que passam a mirar no híbrido flex, sem abandonar o elétrico, refletindo razões econômicas e estratégicas e também para cumprir exigências de descarbonização e de redução da emissão de poluentes do setor. A oitava fase do Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve) vai entrar em vigor no próximo ano e passará a exigir metas corporativas das montadoras, a fim de reduzir progressivamente a produção de gases poluentes até 2029. Isso significa que, se a companhia vender um carro com emissões acima da média, terá que vender outro que esteja abaixo para se manter dentro dos parâmetros. Marcelo Bales, gerente de avaliações de emissões veiculares da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), diz que apesar do aumento da frota – são mais de 32 milhões de veículos no Estado, segundo o IBGE – as emissões totais vêm caindo, porque o Proconve estabelece limites cada vez mais restritivos e a indústria vem adotando tecnologias para reduzir os índices.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Empresas adotam energia renovável para reduzir custos e emissões

“Com uma matriz elétrica baseada em hidrelétricas, eólicas e usinas solares, que respondem por cerca de 80% da geração de eletricidade, o Brasil tem atraído investimentos em fontes renováveis com empresas buscando reduzir sua pegada ambiental. Esse movimento tem sido impulsionado pelo avanço do mercado livre de energia elétrica, em que há incentivos para a compra de energia limpa, e da autoprodução, duas formas de reduzir o peso da conta da luz. A eletrificação da frota, tendência que ganha espaço na Europa e Estados Unidos, percorre caminho diferente em razão do espaço que o etanol e o biodiesel ocupam no abastecimento de veículos no país. Em 2016, após países terem firmado no Acordo de Paris o compromisso de adotar ações para limitar o aumento global de temperatura em 1,5°C, a Vivo divulgou metas para reduzir suas emissões até 2030. Em 2019, a operadora se tornou a primeira empresa da América Latina a ter uma operação direta 100% neutra em carbono, além de utilizar energia elétrica 100% proveniente de fontes renováveis. “Agora estamos fortalecendo as ações com fornecedores que são os principais emissores na cadeia”, afirma Joanes Ribas, diretora de sustentabilidade da Vivo.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

H2V pode eliminar carvão da siderurgia

“Uma iniciativa para descarbonizar a indústria siderúrgica, que responde por cerca de 5% das emissões de poluentes globais, deverá começar a funcionar em 2025 na Suécia. A startup H2 Green Steel prevê produzir aço utilizando hidrogênio verde (H2V) em seu processo, o que representaria redução de 95% nas emissões de CO2 em relação aos altos-fornos que queimam carvão. Com financiamento de € 6 bilhões, o projeto é considerado o de maior escala no segmento de H2V no mundo. Na sua primeira fase, produzirá 2,5 milhões de toneladas de aço verde. A segunda fase produzirá 5 milhões de toneladas por ano. Até 2040, a expectativa é de redução de 300 milhões de toneladas de CO2. A siderúrgica tem contratos de venda com duração de cinco a sete anos com clientes do setor automobilístico e agrícola.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Empresa muda de energia a transporte contra emissões

“As siderúrgicas ArcelorMittal e Gerdau , a fabricante de material de construção Saint-Gobain e a gigante da química Basf têm em comum a atuação em setores responsáveis por grande parte da emissão de gases de efeito estufa da indústria e um objetivo ambicioso: zerar a emissão líquida de carbono até 2050. Para chegar lá, traçaram metas intermediárias, de cortes para 2030 ou 2031. Os planos incluem, entre outras medidas, utilização de biomassa, eletrificação de processos, reciclagem, mudanças no transporte, ajustes para reduzir o consumo de energia e utilização de energia renovável. O aço é responsável por cerca de metade das emissões de gases de efeito estufa da indústria. “Como no Brasil cerca de 6% das emissões vêm das indústrias, algo em torno de 3% vem do aço”, diz Guilherme Abreu, gerente-geral de sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil. O setor está entre aqueles que o jargão chama de “hard-to-abate” – ou seja, de difícil redução, por motivos econômicos ou falta de soluções tecnológicas. A categoria, que também inclui segmentos como cimento, vidro, produtos químicos e transportes pesados, é fundamental para o cumprimento das metas do Acordo de Paris, por ser responsável por cerca de 20% das emissões globais.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Ferramentas fazem o cálculo de pegadas de carbono

“Processos efetivos de descarbonização começam com a apuração das emissões. A avaliação é de Guarany Osório, professor e pesquisador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV). “Primeiro é preciso ter um belo inventário para fazer o diagnóstico e, com base nessas informações, fazer a gestão das emissões”, diz. Uma dessas ferramentas é o GHG Protocol, adaptado no Brasil pela FGV e atualmente adotado por cerca de 400 empresas do país. O sistema permite apurar emissões dos três escopos: o escopo 1, que mede as emissões resultantes de operações próprias; o 2, aquelas originárias do uso de eletricidade; e o 3, da cadeia de atuação. “O maior desafio para a indústria vem da medição do escopo 3, com resultados de fornecedores e fornecedores de fornecedores, entre outros”, afirma o engenheiro Felipe Barcellos, pesquisador do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Bahia retoma produção de petróleo em terra com o desafio da justiça climática

“O bairro do Lobato, subúrbio de Salvador, está dominado pelo tráfico de drogas. No “Beco do Inferno”, como é conhecida a rua de acesso ao local do primeiro poço de petróleo do Brasil, perfurado há 85 anos, impera a lei do silêncio. A antiga estrutura de extração do óleo, sonho de riqueza no passado, está abandonada. Ao lado, o monumento a Getúlio Vargas, ícone desse marco histórico do ano em que começava a Segunda Guerra Mundial, foi vandalizado e acumula lixo e entulho. Esquecida, a área a beira-mar já não é frequentada. A quadra esportiva construída há duas décadas em uma tentativa de revitalização está tomada pelo manguezal da baía de Todos os Santos. O cenário reflete o desafio da justiça climática diante dos impactos do aquecimento do planeta, que têm o petróleo como vilão e atingem principalmente as populações mais pobres. “Morar no bairro do ‘ouro negro’ sempre foi motivo de visibilidade e orgulho nas escolas, mas hoje vemos que a vida local não melhorou”, afirma o professor de educação física José André Barbosa Junior, ao lado do velho equipamento de sucção que poucos arriscam acessar.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Startups criam soluções para mitigar impacto das mudanças climáticas

“De florestas a bioprodutos, energia limpa e saneamento, startups estão entre os atores que desenvolvem soluções para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, e o Brasil ganha destaque com empresas nativas, atração de estrangeiras e presença no mercado internacional. Entre as energytechs (startups de energia), um exemplo é a Nextron, que criou um marketplace para conectar geradores de energia renovável com consumidores. A empresa atraiu mais de cem usinas, com simplificações como o modelo de conta única, diz o CEO Ivo Pitanguy. A companhia captou R$ 11 milhões em 2022, outros R$ 26 milhões em 2023 e mais igual valor em 2024, com meta de alcançar 50 mil clientes até dezembro. No ramo de florestas, a Umgrauemeio nasceu em 2017 para detectar incêndios florestais por meio de câmeras inteligentes em torres de monitoramento. A empresa é capaz de localizar um sinal de fumaça em um raio de 20 km em 3 segundos. Hoje sua plataforma Pantera atua desde a prevenção de focos até a gestão de brigadas e mensuração dos resultados, descreve o cofundador Rogério Cavalcanti. O sistema conta com cerca de 140 câmeras, monitora 17,5 milhões de hectares em 20 Estados e tem clientes como Suzano e Bunge. Em março, comemorou sua primeira captação, R$ 18,7 milhões de investidores como a Baraúna Investimentos.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Polo de Camaçari planeja descarbonizar indústrias

“Com 83 empresas, 10 mil trabalhadores e faturamento de R$ 15 bilhões em 2023, o Polo Industrial de Camaçari (BA), um dos maiores complexos petroquímicos da América Latina, a 50 km de Salvador, busca caminhos para descarbonização, com fontes renováveis de energia e insumos capazes de reduzir a dependência do petróleo e do gás. “Iniciamos o mapeamento para definir ações; sem transição para o baixo carbono, morreremos em pouco tempo”, afirma Mauro Pereira, superintendente-geral do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), que representa as empresas do polo. Uma comissão reúne 20 integrantes de empresas e academia para integrar processos, estabelecer metas de mitigação climática e identificar fontes de financiamento. No curto prazo, o destaque é uma tecnologia do hidrogênio verde validada pela Unigel que busca investidores para produzir 100 mil toneladas ao ano em Camaçari com uso de energia eólica. Além de reduzir a pegada de carbono, o hidrogênio – hoje obtido do gás natural – é insumo da produção de ureia e amônia, matérias-primas de fertilizantes.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Campo tem desafio de disseminar tecnologias contra mudanças climáticas

“A agricultura brasileira dispõe de tecnologias para liderar o processo de transição para sistemas mais sustentáveis, reduzindo emissões por meio de recuperação de áreas degradadas, fixação biológica de nitrogênio no solo, plantio direto na palha, maior uso de insumos biológicos e redução da idade de abate de bovinos, entre outras práticas. Os principais desafios estão na redução do desmatamento ilegal e na ampliação e disseminação daquelas tecnologias, disponíveis principalmente no Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC+). “Será preciso garantir que todos os produtores tenham acesso e condição de adotar tais tecnologias, já que um número enorme deles está à margem desse processo”, afirma João Adrien, membro do grupo executivo da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e head de ESG agro do Itaú BBA, lembrando que o último Censo Agropecuário indicou que 70% do valor bruto da produção no setor são gerados por apenas 2% dos produtores.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Projetos de hidrogênio verde se espalham no país

“O Brasil é um dos países que reúnem as condições mais favoráveis para produzir em larga escala o chamado hidrogênio verde (H2V) e alcançar o protagonismo global na condução da transição das tecnologias energéticas baseadas em combustíveis fósseis para as renováveis. Além de privilegiado por ter fontes limpas de geração de energia, como água, vento e incidência solar, o país é rico na produção de biomassa, o que pode diferenciá-lo na produção do combustível. Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, indicam que o Brasil tem potencial para produzir até 1,8 gigatonelada de hidrogênio por ano. Se for considerado apenas o potencial de produção a partir de fontes renováveis onshore, esse potencial cai para 18 megatoneladas/ano. Mesmo assim, esse volume já representa aproximadamente 20% da produção global atual de H2V, diz Felipe Gonçalves, superintendente de pesquisa da FGV Energia, centro de estudos mantido pela Fundação Getulio Vargas.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Montadoras ampliam testes com H2V

“Apontado como a alternativa mais sustentável e eficaz para a descarbonização do transporte, o hidrogênio verde (H2V) já começa a ser testado como combustível para veículos. O foco inicial das montadoras tem se concentrado no transporte rodoviário de cargas, hoje responsável por grande parte das emissões veiculares dos gases de efeito estufa. A Volvo e a Mercedes-Benz, duas das maiores fabricantes globais de caminhões, já vêm realizando testes com células de combustível alimentadas por hidrogênio em operações reais há pelo menos um ano, e a expectativa das montadoras é que os primeiros veículos estejam trafegando por ruas e estradas do mundo até o fim da década. A Volvo já fornece caminhões elétricos na Europa e Estados Unidos, porém do tipo convencional a bateria. A ideia com os testes foi avaliar o uso das células de combustível alimentadas por hidrogênio para gerar energia e alimentar motores elétricos dos caminhões. “Além de não emitir poluentes durante a operação, já que o único ‘resíduo’ gerado no processo é vapor de água, os veículos apresentaram autonomia comparável à de muitos caminhões a diesel, que é de até 1.000 km”, diz Alan Holzmann, diretor de estratégia de produto – caminhões da Volvo.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Esta startup de captura de metano levantou US$ 28 mi para melhorar o nível de emissões

“A tecnologia que trata das emissões de metano é historicamente negligenciada em comparação com as estratégias que reduzem o dióxido de carbono, mas essa maré está prestes a mudar. A startup Windfall Bio levantou uma Série A de US$ 28 milhões, liderada pela Prelude Ventures, para ampliar sua tecnologia de captura de metano, com um grupo de investidores de alto nível a bordo, incluindo o Climate Pledge Fund, da Amazon, e a Breakthrough Energy Ventures. O metano é cerca de 83 vezes mais potente que o CO2 em seus primeiros 20 anos na atmosfera. Embora alguns dos maiores produtores de petróleo e gás do mundo tenham se comprometido a reduzir significativamente as emissões de metano até 2030, a maior fonte antropogênica é a agricultura, principalmente a produção de carne bovina e laticínios. Essas emissões têm se mostrado difíceis de evitar.”

Fonte: Bloomberg Línea, 21/04/2024

Na Harsco, resíduo do aço vira fertilizante

“A reutilização da escória, um resíduo do processo de produção do aço, é um quebra-cabeça antigo a ser resolvido pela indústria siderúrgica. O material fica depositado em grandes montanhas cinzentas nas regiões onde estão instaladas as indústrias do setor e já foi visto como lixo, sem qualquer valor comercial. A multinacional americana Harsco Environmental, um braço do grupo Enviri, está acelerando sua produção no Brasil para tentar mudar essa história de vez, transformando o resíduo em um produto para a agricultura. Neste ano, a Harsco vai investir R$ 220 milhões para ampliar a capacidade instalada da produção de fertilizantes de sua unidade em Timóteo (MG), junto à planta da Aperam, indústria que já foi da ArcelorMittal e é a maior produtora de aço inoxidável da América Latina – no Brasil, as operações da Harsco estão localizadas dentro de unidades de produção de ferro e aço de empresas clientes. Outro investimento está previsto em Ipatinga, também em Minas, junto à planta da Usiminas no município. Ao fim de todo o processo, que deve se concluir no ano que vem, a companhia quer chegar a uma capacidade instalada de meio milhão de toneladas por ano.”

Fonte: Capital Reset, 22/04/2024

Para cumprir reporte ESG da CVM, empresas precisam acelerar, diz PwC

“Empresas e fundos brasileiros estão avançando no trabalho para adotar o novo padrão global de divulgações financeiras para sustentabilidade, mas precisam acelerar o ritmo para atender o cronograma da Comissão Mobiliária de Valores (CVM). A conclusão é de uma pesquisa recém-publicada pela consultoria e auditoria PwC Brasil sobre o panorama atual da implementação das regras do International Sustainability Standards Board (ISSB) no Brasil. Em outubro passado, a CVM determinou o uso de novas normas criadas pelo ISSB. Com isso, o Brasil se tornou o primeiro país a determinar oficialmente tais diretrizes. “A CVM foi bem ambiciosa em implementar essas regras para o ano de exercício de 2026 (com publicação em 2027) e, propositalmente, colocou um objetivo bastante desafiador para as empresas”, diz Mauricio Colombari, sócio da PwC Brasil. “É normal elas ainda estarem se familiarizando com a norma publicada no ano passado, mas vão ter que acelerar bastante o ritmo nos próximos exercícios para conseguir chegar até lá.”. A maior parte das organizações ainda está em fase de entendimento das normas e quase 60% ainda não definiram os papéis e as responsabilidades de funcionários para a preparação dos reportes, de acordo com a pesquisa.”

Fonte: Capital Reset, 22/04/2024

Internacional

Empresas

LVMH adota a estratégia ‘do lixo ao luxo’

“Capital da moda, Paris também é um depósito de tecidos de luxo, o local de encontro dos criadores independentes que reutilizam sem maiores problemas retalhos de alpaca, macramê ou seda. São os restos de um rolo de tecido que os designers descartam, ou de uma fita de renda, e todos têm sua segunda chance no atelier da Nona Source, no norte de Paris. Há pouco tempo, era comum que esses estoques, como as roupas que não foram vendidas, fossem queimados ou enterrados. No melhor dos casos, acumulavam poeira nos armazéns. Com vontade de mudar sua imagem, o gigante do luxo francês LVMH criou a Nona Source há três anos para vender essas sobras com um desconto considerável para estilistas emergentes. “Percebi que havia o que chamamos de ‘belezas adormecidas’ nos depósitos, tecidos magníficos que ficavam ali durante anos após a apresentação das coleções”, disse o cofundador do atelier, Romain Brabo.”

Fonte: Exame, 19/04/2024

BHP diz que pretende receber o primeiro graneleiro movido a amônia em 2026

“O BHP Group, da Austrália, está planejando receber seu primeiro navio graneleiro movido a amônia em 2026, como parte dos planos da empresa para reduzir as emissões de transporte marítimo, disse um executivo sênior. A gigante global da mineração selecionou oito empresas para a construção, operação e fornecimento de combustível para pelo menos uma dessas embarcações, disse à Reuters Rashpal Singh Bhatti, vice-presidente de excelência marítima e da cadeia de suprimentos da BHP, no final da semana passada. No entanto, a BHP ainda não decidiu o número total de embarcações que encomendará e também está avaliando os custos e as propostas técnicas e de segurança, disse Bhatti. A amônia está entre os vários combustíveis alternativos que os transportadores estão considerando para reduzir as emissões de carbono, pois não emite carbono quando queimada. No entanto, a adoção da amônia pode levar algum tempo, já que o setor também está trabalhando em padrões de segurança e infraestrutura para o manuseio do combustível tóxico.”

Fonte: Reuters, 22/04/2024

A Thames Water, empresa britânica em dificuldades, propõe gastar mais em melhorias ambientais

“A Thames Water, da Grã-Bretanha, propôs gastar mais 1,1 bilhão de libras (US$ 1,36 bilhão) em projetos ambientais nos próximos cinco anos, em um plano de negócios atualizado com o objetivo de obter apoio regulatório. A empresa corre o risco de ser nacionalizada, pois está lutando contra o peso de sua dívida de 16 bilhões de libras e precisa chegar a um acordo sobre um plano que ajude a resolver os constantes vazamentos de esgoto e proporcione algum tipo de retorno aos investidores, sem exigir um aumento inaceitável nas contas dos clientes. A Thames Water, que abastece cerca de um quarto da população britânica, entrou em crise no mês passado, quando um plano de negócios existente foi classificado como “inviável” por seus proprietários. De acordo com a nova proposta publicada na segunda-feira, a Thames Water disse que o aumento das despesas seria destinado a projetos de limpeza e não aumentaria as contas dos clientes além do salto de 40% que já havia proposto para o período de 2025-2030.”

Fonte: Reuters, 22/04/2024

Política

O órgão regulador alemão multou o Commerzbank por não conformidade com o combate à lavagem de dinheiro

“O órgão fiscalizador financeiro alemão BaFin ordenou que o Commerzbank pague uma multa de 1,45 milhão de euros (US$ 1,55 milhão) por violar suas obrigações de combate à lavagem de dinheiro, informou o órgão regulador na segunda-feira. “O Commerzbank AG e o antigo Comdirect Bank AG, do qual o Commerzbank AG é o sucessor universal, violaram seus deveres de supervisão”, disse o órgão regulador em um comunicado. De acordo com o BaFin, o banco não atualizou os dados dos clientes a tempo e não forneceu medidas de segurança adequadas, o que resultou em diligência devida inadequada em três casos, violando assim suas obrigações de combate à lavagem de dinheiro. O Commerzbank disse na segunda-feira que reformulou a due diligence e atualizou os dados dos clientes após a aquisição da comdirect. “Os processos foram ajustados de acordo e as atualizações de dados foram totalmente concluídas em 2022”, acrescentou. “Os requisitos do BaFin foram, obviamente, cumpridos”.”

Fonte: Reuters, 22/04/2024

Dinamarca lança sua maior licitação de energia eólica offshore

“A Dinamarca lançou na segunda-feira sua maior licitação de energia eólica offshore até o momento, não oferecendo subsídios às empresas que competem pelo direito de erguer turbinas em seis locais com uma capacidade combinada de até 10 gigawatts (GW), informou o Ministério da Energia e do Clima. Os parques eólicos, a serem concluídos até 2030, são cruciais para que a Dinamarca, sede das líderes do setor Vestas e Orsted, cumpra sua meta de reduzir as emissões de CO2 em 70% em relação aos níveis de 1990 até o final desta década. Os participantes devem oferecer o preço que estão dispostos a pagar ao Estado durante 30 anos para ganhar o direito de estabelecer os parques eólicos. O estado teria uma participação de 20% em cada um dos projetos licitados. “O próximo capítulo deve agora ser escrito e executado pelo mercado”, disse o Ministro do Clima e Energia, Lars Aagaard, em um comunicado.”

Fonte: Reuters, 22/04/2024

As negociações para um tratado global sobre plásticos estão acontecendo. O que as partes interessadas querem?

“Líderes globais se reunirão na capital do Canadá nesta semana para discutir o progresso na elaboração de um tratado global inédito para controlar a crescente poluição plástica até o final do ano. O esperado tratado, que deve ser acordado no final deste ano, pode ser o acordo mais significativo relacionado às emissões de aquecimento climático e à proteção ambiental desde o Acordo de Paris de 2015, que fez com que 195 partes concordassem em evitar que as temperaturas globais subissem além de 1,5°C. As negociações sobre o tratado global de plástico estão acontecendo. O que as partes interessadas querem? Mas os negociadores têm uma tarefa difícil em Ottawa, com os países divididos sobre o quão ambicioso o tratado deve ser.”

Fonte: Reuters, 22/04/2024

O regime de fundos “verdes” do Reino Unido parece destinado a atingir todos os rastreadores de índices

“Estão aumentando as preocupações de que os fundos passivos e de acompanhamento de índices possam estar completamente ausentes do futuro regime de fundos “verdes” do Reino Unido. De acordo com os novos Requisitos de Divulgação de Sustentabilidade da Autoridade de Conduta Financeira (Financial Conduct Authority), que entrarão em vigor no final de julho, os fundos comercializados como sustentáveis “devem fazer o que afirmam e ter evidências que comprovem isso”. Mas as regras do SDR podem dificultar muito o cumprimento por parte dos fundos passivos. O Financial Times já informou, em fevereiro, que nenhum fundo negociado em bolsa poderá ter um rótulo de “sustentável”, uma vez que ele só está disponível para fundos domiciliados no Reino Unido, enquanto todos os ETFs disponíveis no Reino Unido – mesmo aqueles listados na bolsa de valores de Londres – estão domiciliados no exterior. Agora, parece que até mesmo os fundos mútuos passivos podem estar lutando para atingir o padrão que o órgão regulador do Reino Unido estabeleceu para combater as alegações de “lavagem verde” do setor de fundos. Os emissores de fundos passivos provavelmente só poderão reivindicar um dos quatro rótulos verdes da FCA: Sustainability Improvers (Melhoradores de sustentabilidade), destinado a “produtos que investem em ativos que podem não ser sustentáveis agora, com o objetivo de melhorar sua sustentabilidade para as pessoas e/ou o planeta ao longo do tempo, inclusive em resposta à influência da administração da empresa”.”

Fonte: Financial Times, 22/04/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

Abastecendo o futuro: O papel dos biocombustíveis na transição energética(link)

COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

ESG Updates

ESG no 1T24: Três frentes que sinalizam um aumento do protagonismo (link)

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) (link)

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) (link)

Brunch com ESG

SUZB3 e VBBR3 se unem em prol do SAF; SBTi e o imbróglio envolvendo carbono (link)

WEGE3 e POMO4 entram no Mover; PL das eólicas offshore volta ao Senado; Repsol aposta no biometano (link)

Vendas de elétricos caem globalmente, enquanto China entra em peso no mercado local; EUA anuncia novo investimento em energia limpa (link)


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