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Corrida contra o tempo para o leilão de baterias no Brasil; Mercado doméstico de veículos elétricos continua avançando | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Debate sobre a divisão dos custos de contratação das baterias pode impactar cronograma do leilão de baterias; ABSAE1 destaca riscos de adiamento

Na mídia. Adiamento dos leilões de baterias pode gerar déficit de potência em 2028, diz Absae – Eixos, 10 de setembro (link)

Nossa visão. Em meio ao crescente debate sobre um possível adiamento do leilão de baterias no Brasil, Fabio Lima, diretor executivo da ABSAE, observou que um adiamento poderia resultar em um déficit de potência a partir de 2028. Conforme destacado em nossa nota de feedback após reuniões com investidores institucionais (link), o principal ponto de divergência continua sendo a proposta de alocação de custos, que atribui os custos de integração das baterias aos geradores. Participantes do setor defendem uma alocação mais ampla que inclua também os consumidores, argumentando que o armazenamento traz benefícios para todo o sistema. Segundo Lima, o leilão precisa ocorrer ainda este ano para garantir que os projetos estejam operacionais até 2028, quando a EPE estima que o Brasil precisará de 5,5 GW adicionais de capacidade. Ele também ressaltou que excluir os consumidores do mecanismo de rateio de custos não os protegeria necessariamente de custos mais elevados, uma vez que as despesas arcadas pelos geradores provavelmente seriam repassadas ao longo da cadeia de valor e, por fim, refletidas nas tarifas de energia elétrica. Em nossa visão, um eventual adiamento tende a impactar as expectativas dos participantes do mercado em relação a um mecanismo que despertou grande interesse em projetos e é amplamente visto como uma ferramenta importante para aumentar a flexibilidade da rede e apoiar a integração de fontes renováveis. Embora o armazenamento em baterias deva permanecer estrategicamente relevante para as necessidades energéticas do Brasil independentemente do cronograma do leilão, a incerteza regulatória prolongada pode continuar pesando sobre a confiança do mercado, especialmente considerando que o leilão já foi adiado em relação à previsão inicial para o primeiro semestre de 2026.

#2. Emplacamento de veículos elétricos no Brasil crescem ~126% no acumulado do ano, atingindo participação de mercado recorde

Na mídia. Carros elétricos registram recorde na participação de vendas no país, com 24% em agosto, diz Anfavea – Eixos, 10 de setembro (link)

Nossa visão. Segundo dados divulgados nesta semana pela ANFAVEA, os veículos elétricos e híbridos alcançaram uma participação recorde de 24,4% nos emplacamentos de veículos no Brasil em agosto de 2026. O volume de emplacamentos totalizou 372 mil unidades nos primeiros oito meses do ano (janeiro a agosto), um aumento de cerca de 126% em relação ao ano anterior, superando significativamente o desempenho do mercado automotivo geral (que cresceu 18% no mesmo período). A produção local também ganha força: modelos fabricados no país representaram 39% dos emplacamentos de veículos elétricos e híbridos entre janeiro e agosto de 2026, ante 25% no mesmo período de 2025. De modo geral, os dados reforçam nossa visão de que a tendência de eletrificação no Brasil está ganhando impulso, apoiada por uma demanda sólida dos consumidores, incentivos governamentais e uma maior oferta de modelos, o que ajuda a reduzir as barreiras relacionadas à preços. Além disso, à medida que as montadoras ampliam suas operações e capacidade produtiva no Brasil, espera-se que a participação de veículos fabricados localmente continue crescendo, impulsionada pelo amadurecimento das instalações existentes, pelo fortalecimento das cadeias de suprimentos e pela expansão ou estabelecimento de operações de manufatura local por outras empresas no país.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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