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Economia em destaque: eleições nos EUA, política monetária e cenário fiscal dominam a semana

Cenário Internacional No cenário internacional, o início da semana foi marcado por preocupações acerca do fortalecimento de uma segunda onda de contágio pelo coronavírus ao redor do mundo, principalmente na Europa. O temor de uma nova rodada de medidas de isolamento, entretanto, arrefeceu-se ao longo da semana, ao tornar-se mais claro que uma segunda onda […]

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Cenário Internacional

No cenário internacional, o início da semana foi marcado por preocupações acerca do fortalecimento de uma segunda onda de contágio pelo coronavírus ao redor do mundo, principalmente na Europa. O temor de uma nova rodada de medidas de isolamento, entretanto, arrefeceu-se ao longo da semana, ao tornar-se mais claro que uma segunda onda de isolamento social nas principais economias do mundo permanece improvável.

Já na seara política internacional, as discussões eleitorais nos EUA também seguiram nos holofotes. No final de semana, a notícia do falecimento da juíza da Suprema Corte, Ruth Ginsberg, trouxe à tona a discussão não somente sobre a sua sucessão, mas também sobre possíveis contestações dos resultados das eleições a serem realizadas no próximo 03 de novembro – que ganharam força diante de pronunciamentos recente do presidente Donald Trump.

Seguindo no palco norte-americano, a semana foi marcada também por pressões sobre a aprovação pelo Congresso de um novo pacote de estímulos fiscais. Em pronunciamentos que seguiram a decisão do FED de manutenção da taxa básica de juros e da ausência de maiores pacotes de estímulos monetários, o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, e dirigentes destacaram a importância de um novo pacote fiscal para a sustentação da retomada econômica no país – que já suscita cautela, a exemplo dos dados de pedidos de seguro-desemprego divulgados essa semana. Entretanto, segue improvável que democratas e republicanos cheguem a um acordo final sobre uma nova rodada de estímulos fiscais antes das eleições.   

Enquanto isso, no Brasil

Por aqui, os principais destaques da semana incluíram a divulgação dos dados das contas externas, o IPCA-15 e medidas de confiança.

No âmbito das contas externas, seguimos em uma situação de gradual recuperação de investimentos estrangeiros, enquanto nossas exportações seguem ganhando força, especialmente levadas pelo consumo de commodities agrícolas e minerais por parte da China, e a importações permanecem em território negativo diante da demanda ainda enfraquecida e o câmbio depreciado.

Já o IPCA-15 apresentou expansão de 0,45% em setembro (2,65% no acumulado dos últimos 12 meses), em linha com as nossas expectativas. Entretanto, diante da expectativa de continuidade do aumento dos preços da gasolina e de alimentos consumidos no domicílio, além da recente recuperação gradual apresentada pelos preços de serviços e bens duráveis (especialmente computadores, televisões e celulares, que ficaram mais caros durante a pandemia), revisamos a nossa projeção de IPCA para 2020 de 1,7% para 2,6%.

Finalmente, nos índices de confiança de setembro, vimos melhora tanto para o setor de comércio quanto de construção.

Tivemos também essa semana a divulgação da ata do Copom, o comitê de Política Monetária do Banco Central, que decidiu pela manutenção da taxa de juros em 2% ao ano na semana passada. O documento reforçou a avaliação de conjuntura descrita no comunicado que acompanhou a reunião (com impacto neutro sobre os mercados), assim como a sinalização de política monetária: há pouco espaço para eventuais quedas da SELIC, mas tampouco devemos esperar elevações nos próximos trimestres.

Finalmente, ganharam também destaque ao longo da semana as discussões sobre o financiamento do Tesouro Nacional. Após uma semana turbulenta no mercado de renda fixa, marcada pela não recorrente queda do preço de títulos pós fixados do Tesouro Direto, segue a preocupação quanto à saúde das contas públicas brasileiras. Com um déficit já praticamente precificado para o ano de 2020, as atenções se voltam para negociações acerca do orçamento de 2021, e em alternativas que garantam maior viabilidade para o cumprimento do teto de gastos. A principal delas sendo o acionamento de gatilhos, esperados pela PEC do Pacto Federativo – ainda não apresentado no Congresso.

O que esperar para a próxima semana

Além da continuação das discussões na seara fiscal, a divulgação da nota de crédito do Banco Central, a produção industrial de agosto e os dados do mercado de trabalho brasileiro (Caged e PNAD) serão os principais destaques da agenda econômica doméstica da próxima semana.

No exterior, as principais divulgações serão os índices de inflação ao consumidor e ao produtor (CPI e PPI), o PMI industrial e os dados de desemprego das principais economias, além dos inúmeros discursos dos dirigentes do Fed.

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