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É hora de comprar dólar? Entenda como investir na moeda americana

Vai viajar ou quer ter dólar como proteção da carteira? Saiba os fatores que influenciam a moeda americana e como investir em dólar

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É hora de comprar dólar? Entenda como investir na moeda americana

Com a reabertura da economia e das fronteiras com o avanço da vacinação contra a Covid-19, muitas pessoas retomaram as viagens para o exterior ou o intercâmbio lá fora. E a dúvida que sempre surge durante o planejamento é: devo comprar dólar agora ou esperar para adquirir mais perto da viagem? 

Se você não quer que o câmbio atrapalhe seus sonhos ou busca uma proteção para sua carteira de investimento diante da incerteza nos cenários doméstico ou global, é bom começar a se planejar o quanto antes. Veja abaixo que fatores podem influenciar a cotação da moeda americana e quais as alternativas disponíveis no mercado local para ter dólar na carteira. 

  • O dólar pode subir mais?
  • Fatores que influenciam a cotação do dólar
  • Comprar dólar ou vender?
  • Como faço para investir em dólar?

O dólar pode subir mais?

A taxa de câmbio brasileira enfraquece cerca de 9% no segundo trimestre de 2022 (de R$/US$ 4,74 para R$/US$ 5,15), após ter apreciado mais de 15% nos primeiros três meses do ano. A dinâmica recente reflete o aperto mais intenso de política monetária (ou seja, aumento de juros) nas economias desenvolvidas, com destaque para os Estados Unidos.   

Dito isso, nossa moeda segue com valorização relevante no ano, considerando o patamar de quase R$ 5,60 no final de 2021.  

A mediana das projeções dos analistas divulgadas no Boletim Focus (02/05) apontava dólar a R$ 5,00 no fim de 2022 e R$ 5,04 no fim de 2023. Já os analistas do time de macroeconomia da XP projetam a taxa de câmbio a R$/US$ 5,00 para o fim deste ano e R$/US$ 5,30 para o fim de 2023. Veja o relatório com as projeções dos analistas da XP

É importante destacar que essas são as projeções para o fim desses anos, e isso não quer dizer que não vamos ter solavancos na moeda brasileira no caminho. Muito pelo contrário; o câmbio é uma das variáveis macroeconômicas com maior volatilidade.  

Os cenários macroeconômico, geopolítico e as tendências dos mercados globais influenciam a cotação da moeda americana por aqui (ou seja, a nossa taxa de câmbio). A seguir, vamos explicar em detalhes os principais fatores desse quebra-cabeça e como você pode se preparar para ter uma posição em dólar na carteira tendo em vista esse cenário. 

Fatores que influenciam a cotação do dólar

Cenários político e fiscal

No relatório Macro de maio, nosso time de economia destacou que o debate eleitoral deve esquentar daqui para frente, e os principais candidatos começam a delinear seus objetivos para o próximo mandado presidencial.  

“De parte a parte, parece haver intenção de flexibilizar a regra do teto de gastos. É um risco, dado que o endividamento público brasileiro é alto e o ganho recente de arrecadação tributária tem características cíclicas (ligadas à reabertura da economia e à elevação dos preços das commodities)”, conforme explicamos no relatório.

Ainda de acordo com o time de Economia, as incertezas fiscais aumentaram no médio prazo. “A concessão de novas renúncias de receita, a incorporação do programa ‘Auxílio Brasil’ com valor mais elevado ao orçamento de forma permanente e a aprovação de novas despesas tornam o cenário fiscal para os próximos anos ainda mais incerto”, apontou em último relatório. 

Política Monetária

O ciclo de alta da taxa Selic, hoje em 13,25% ao ano, é outro fator que influencia a cotação do câmbio no Brasil. Uma taxa básica de juros mais alta tende a atrair mais capital para o país, dado a atratividade relativa do retorno ( Os analistas da XP projetam a taxa Selic a 13,75% ao fim do ciclo de alta da taxa de juros pelo Banco Central – projetado para agosto 

Porém, as leituras de inflação corrente devem seguir pressionadas,  mantendo as expectativas para 2023 em alta . Isso pode acabar levando a juros elevados por bastante tempo , destacam os analistas de Economia da XP. 3- Cenário externo 

O movimento global do dólar frente a outras moedas é influenciado pela política monetária norte-americana. Taxas de juros mais altas nos Estados Unidos tendem a atrair investidores para o país, uma vez que aumentam o retorno relativo de investimentos, especialmente em renda fixa como títulos do Tesouro americano. Assim, países considerados de maior risco, como o Brasil, tendem a ver suas moedas prejudicadas pelo menor fluxo de moeda estrangeira (ou efetiva saída de capital). .  

Diante da inflação acelerada no país, os dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, tem destacado a necessidade de aumentos mais tempestivos na taxa de juros norte-americana. 

Também no cenário externo, os investidores seguem monitorando a situação da Covid-19 e como as economias têm conseguido se recuperar da pandemia. A China, por exemplo, flexibilizou apenas recentemente os lockdowns contra o novo coronavírus. 

Além disso, o conflito geopolítico entre Rússia e Ucrânia continua no radar, pressionando os preços das commodities ao redor do mundo, principalmente no setor de energia.  

A retirada de estímulos por bancos centrais pra controlar a inflação, incertezas quanto ao crescimento da China, o conflito na Ucrânia que continua a se arrastar, e riscos de uma recessão econômica global têm trazido um sentimento de aversão ao risco aos mercados.  

Com isso, investidores globais tendem a correr para ativos considerados “portos seguros”, como títulos americanos – valorizando a moeda americana.  

Decisão do Fed, banco central americano, sobre juros nos EUA é dos fatores que influenciam o dólar
Decisão do Fed, banco central americano, sobre juros nos EUA é dos fatores que influenciam o dólar

Fluxo de recursos externos para o Brasil 

O patamar da taxa de câmbio também reflete o fluxo de recursos estrangeiros que entram no mercado local, seja para investimentos no mercado de capitais, em renda fixa ou ações, ou no setor produtivo, em projetos ou empresas. 

Nesse contexto, os preços das commodities lá fora têm peso relevante para o fluxo de recursos que entram no Brasil, uma vez que o país é um grande exportador de matérias-primas e a elevação de suas cotações pode significar mais dólares entrando no país. Além de maior valorização das empresas ligadas ao setor (e, muitas vezes, mais investimentos entrando por esta via).  

Comprar dólar ou vender?

Como vimos acima, a cotação da moeda americana depende de uma série de fatores, o que implica maior volatilidade. Por isso, se você pretende viajar para o exterior, fazer um intercâmbio ou precisa mandar dinheiro para um familiar que mora lá fora, uma alterativa indicada é comprar a moeda americana aos poucos, de modo a conseguir alcançar uma cotação média até a data do seu objetivo. 

Além disso, ter uma posição em moedas fortes na carteira de investimentos, como dólar ou euro, ajuda a proteger seu portfólio do “risco Brasil”, ou seja, do risco puramente doméstico (como a incerteza que acompanha eleições). Essa estratégia é importante independente do período, dado que incertezas não são facilmente previsíveis.  

Por ser uma moeda forte, o dólar é, então, um dos principais ativos para estar na sua carteira de investimentos (direta ou indiretamente) nesse momento, segundo os analistas da XP. 

Como faço para investir em dólar?

Quer investir diretamente em dólar ou ter exposição a dólar nos seus investimentos? Veja as principais opções disponíveis: 

Moeda

A compra de papel moeda não é a melhor das alternativas para quem quer ter uma proteção na carteira. Mas caso precise do dinheiro para uma viagem, por exemplo, o melhor é ir comprando aos poucos, em momentos distintos para conseguir uma cotação média. Você pode aproveitar os dias de queda do dólar frente ao real para ir comprando a quantidade da moeda que você precisa. Veja abaixo os custos: 

em espécie — IOF de 1,1% sobre o valor total da moeda adquirida; 

cartão pré-pago — IOF de 6,38% sobre o valor de carga do cartão; 

cartão de crédito — IOF de 6,38% sobre o valor de cada compra realizada. 

Dólar futuro

Uma alternativa para quem quer se proteger da alta da moeda americana é comprar um contrato de dólar no mercado futuro. Nesse caso, o investidor compra um contrato para determinada data a determinada cotação. Se no dia do vencimento o dólar estiver acima do valor da negociação, o comprador se beneficia. Caso o contrário, será preciso pagar a diferença dessas cotações. Mas atenção: um contrato cheio custa cerca de US$ 50 mil. Saiba mais sobre esse mercado aqui. 

Mini dólar

Não tem o valor de um contrato cheio de dólar? A alternativa para investidores pessoa física são os mini contratos de dólar. Neste caso, o valor do contrato é de US$ 10 mil. Mas atenção, tanto os contratos de dólar padrão como os mini contratos exigem depósito de margem, ou seja, uma quantia em dinheiro ou ativos que tem que ficar depositada com a corretora para cobrir eventuais oscilações do mercado. 

Ações de empresas brasileira com exposição ao dólar

Outra maneira de ter dólar na carteira é investir em ações de empresas exportadoras ou com receita em dólar. Veja o relatório da XP das ações que ganham com a alta do dólar. 

Ações de empresas estrangeiras: Além de investir em ações de empresas brasileiras, também é possível investir em empresas lá de fora para obter a exposição ao dólar. Isso pode ser feito através do XP Internacional, isto é, com uma conta lá fora e fazendo investimentos diretos nas ações negociadas nas bolsas dos EUA.   

BDRs

As Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são recibos de ações listadas em bolsas estrangeiras negociadas na B3, como Microsoft, Coca-Cola, etc. Por se tratar de investimentos em papéis atrelados a ações listados lá fora, esses ativos estão sujeitos à variação cambial. Veja a lista de BDRs recomendadas pela XP. 

Fundos cambiais

Outra alternativa para quem quer proteger patrimônio em momentos turbulentos são os fundos que têm em suas carteiras ao menos 80% dos investimentos atrelados à variação da moeda estrangeira, no caso o dólar. A XP lançou um fundo Trend Dólar FI Cambial, com aplicação mínima de R$ 100. O fundo replica a variação do dólar americano comercial a partir da compra de contratos futuros de dólar. A alíquota regressiva de IR, nesse caso, varia de 22,5% a 15,0% incidida sobre o lucro obtido no momento do resgate. Saiba mais sobre esse investimento aqui. 

Fundos globais (sem hedge cambial)

Outra forma de ter uma exposição a dólar na carteira é por meio de fundos de investimentos internacionais, ativos ou indexados, que investem em ativos globais de renda variável ou renda fixa, desde que não façam a operação de hedge cambial, ou seja, mantenham a exposição dos ativos em dólar (ou em outras moedas, como o Euro). A vantagem aqui é que eles oferecem não só exposição ao dólar, mas também a uma carteira de ativos globais que podem ter boa performance mesmo se o câmbio não estiver a seu favor (e vice-versa). Os assinantes do Expert Pass contam com recomendações de carteiras que contam com diversas sugestões de fundos globais para exposição internacional com e sem hedge cambial. 

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