Expresso Alimentos & Bebidas #18

Confira os destaques do setor de Alimentos e Bebidas nesta semana.


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Confira os destaques do setor de Alimentos & Bebidas nesta semana

Quais tópicos costumamos abordar? Preços dos animais vivos (margens dos produtores); exportações semanais (margens dos exportadores); preço da carne (margens dos frigoríficos);  dados do mercado norte-americano (margens nos EUA); dados de fluxo e performance das ações na semana, dentre outros.

Por que esses dados são importantes? Porque eles podem impactar os preços de ações como MRFG3, BRFS3 e ABEV3. No momento, estamos restritos em JBSS3 e BEEF3 por determinação da nossa área de Compliance. Ou seja, não podemos realizar comentários sobre essas duas empresas por enquanto.

Gostaria de receber (em breve) nossos relatórios por email de Agro, Alimentos & Bebidas? Clique aqui.
Quaisquer críticas, dúvidas ou sugestões são bem vindas: basta deixar um comentário no final do post.


Quinta-feira, 14 de janeiro – Proteínas nos EUA

Segundo dados compilados pelo Daily Livestock Report, na primeira semana de janeiro nos Estados Unidos:

  • Foram abatidas 651 mil cabeças de gado (-2% M/M mas +2% A/A); a margem da carne bovina (cut-out ratio) ficou em US$ 206,7 por cwt (cerca de 51kgs), uma queda de 6% na comparação mensal e 1% na anual.
  • Foram abatidos 2,9 milhões de suínos (+2% M/M, +5% A/A); a margem da carne suína ficou em US$ 78,8 por cwt (estável na comparação mensal e +7,5% A/A).

Quarta-feira, 13 de janeiro

USDA: revisão para baixo nas expectativas de produção de milho mantém mercado bullish; soja segue em linha

MILHO – a menor produtividade do milho nos EUA foi um dos principais motivos da queda na projeção para a safra 2020/21. Tal fator, somado a números menores para Brasil e Argentina, resultou em alta nos preços do milho na CBOT ontem, com fechamento no limite de alta. Apesar da perspectiva de aumento na produção versus a safra 2019/20, o cenário de oferta e demanda parece estar ajustado e sem grande espaço para revisões para baixo.

Milho – Projeções para 2020/21, em milhões de toneladas

SOJA – uma ligeira redução da produtividade nos EUA somada a uma projeção de produção menor de Argentina foi parcialmente compensada por um aumento na safra da China, mas a expectativa é de que o próximo relatório revise a produção do Brasil para baixo então o cenário seguiria altista. Preços mais altos para o milho devem afetar negativamente a área de plantio de soja impulsionando os preços do farelo de soja, vide preços mais altos ontem na bolsa também.

Soja – Projeções para 2020/21, em milhões de toneladas

Frigoríficos – os preços mais altos dos grãos devem pressionar as margens dos pecuaristas nos EUA, em um momento no qual a indústria ainda está processando o excesso de oferta de gado gerado em 2020. Nesse sentido, a demanda deve seguir crucial para manter as margens dos frigoríficos nos atuais níveis elevados. Para a avicultura, o cenário ainda parece desafiador, com custos subindo mais rápido que o preço da carne, enquanto a carne suína perdeu fôlego após o Ano Novo chinês, como já era esperado.


Terça-feira, 12 de janeiro – Exportações de Proteínas

A SECEX divulgou os dados preliminares de exportação para a primeira semana de janeiro. Confira os destaques abaixo:

  • Carne bovina: na primeira semana de janeiro, foram exportadas 41 mil toneladas (+53% A/A e +49% M/M, considerando as médias diárias nos respectivos períodos) a um preço médio de US$ 4.508 por tonelada (-6% A/A mas +2% M/M) ou R$ 23.938 por tonelada, levando em conta o câmbio do período.
  • Carne suína: no período, foram exportadas 21 mil toneladas (+58% A/A e +15% M/M) a um preço médio de US$ 2.330 por tonelada (-9% A/A e -4% M/M) ou R$ 12.372 por tonelada.
  • Aves: no período, foram exportadas 89 mil toneladas (+29% A/A e +15% M/M) a um preço médio de US$ 1.442 por tonelada (-11% A/A mas +1% M/M) ou R$ 7.658 por tonelada.

Segunda-feira, 11 de janeiro

AmBev (ABEV3): produção de bebidas cresce 11% A/A em novembro

Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgados pelo IBGE, a produção de bebidas alcoólicas no Brasil cresceu 11% em novembro versus o mesmo mês em 2019, além de ter crescido 3% versus outubro. Vale lembrar que a maior parte desse volume de bebidas alcoólicas corresponde ao segmento de cerveja – o qual, por sua vez, é dominado pela AmBev no Brasil e representa cerca da metade da receita da empresa.

Adicionalmente, os dados também mostram crescimento da produção de bebidas não alcoólicas de 11% na comparação com novembro de 2019, apesar de ter ficado praticamente estável versus outubro. Ainda que no caso de bebidas não alcoólicas a participação de mercado da AmBev seja inferior àquela no mercado de cerveja, vale destacar que tais números da PIM são indicadores importantes para o segmento de NAB Brasil da empresa, o qual representa cerca de 8% da receita da Ambev. 

Enxergamos tais dados como positivos pois demonstram a continuidade da recuperação da indústria de bebidas desde o 3T20. Nossa maior preocupação é se tal expansão de volume estaria sendo sustentada com preços promocionais e portanto penalizando as margens da empresa. Ainda assim, caso tal ritmo de crescimento registrado pela PIM seja mantido nos números de volume para dezembro, entendemos que o efeito líquido deveria ser positivo para a AmBev.

Temos recomendação de Compra para AmBev com preço-alvo de R$ 17,15 – confira aqui a análise completa


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