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A próxima fase das tecnologias limpas: Crescimento, localização e diferenciação

Destaques do webinar da S&P Global Energy

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Principais destaques do webinar da S&P Global Energy

As adições de tecnologias limpas devem triplicar até 2035. A S&P Global projeta cerca de 9 TW de capacidade instalada em energia solar, eólica e sistemas de armazenamento por baterias (BESS) até 2035, aproximadamente três vezes o volume adicionado na década anterior. Esse crescimento deve ser impulsionado principalmente por: (i) eletrificação dos transportes e da indústria, juntamente com o aumento da demanda dos data centers; (ii) preocupações com segurança energética; (iii) a contínua redução dos custos das tecnologias; e (iv) a crescente necessidade de flexibilidade da rede elétrica à medida que avança a penetração das fontes renováveis. A energia solar deve responder por cerca de dois terços do total (~6 TW), enquanto eólica e BESS devem representar conjuntamente os ~3 TW restantes, sendo o armazenamento o segmento de crescimento mais acelerado.

Três tecnologias, três ciclos de indústria distintos.

(i) A expansão da energia solar segue pressionada pelo excesso de oferta. A capacidade global de fabricação de módulos é aproximadamente o dobro do volume de nova capacidade solar esperado para entrar em operação em 2026, deixando a indústria com um significativo excedente de oferta. Uma queda projetada de 34% nas instalações na China neste ano reduziu ainda mais a demanda e pressionou os preços dos módulos. Como resultado, muitos fabricantes estão vendendo seus produtos próximos ou abaixo do custo de produção, com a maioria dos fornecedores chineses de Tier 1 reportando margens negativas no 1S26. Já os concorrentes fora da China têm conseguido preservar a rentabilidade ao focar em mercados mais protegidos (como EUA e Índia), onde barreiras comerciais e incentivos limitam a concorrência chinesa.

(ii) A energia eólica está em recuperação, embora de forma desigual. As adições de capacidade eólica devem crescer, impulsionadas pela demanda crescente por fontes renováveis, ainda que o ritmo de expansão varie entre mercados. As margens médias dos fornecedores voltaram ao campo positivo em 2024, à medida que o setor se recuperou da inflação, das disrupções nas cadeias de suprimentos e de contratos antigos firmados a preços pouco atrativos. No entanto, alguns fabricantes ainda lidam com carteiras de pedidos menos rentáveis. Enquanto fabricantes chineses ampliam sua presença internacional apoiados por sua vantagem de custos, empresas ocidentais têm priorizado rentabilidade em vez de volume, concentrando-se em mercados mais lucrativos e em receitas recorrentes provenientes de serviços.

(iii) O armazenamento continua sendo a principal história de crescimento, mas a oferta também avança rapidamente. Como o menos maduro dos três mercados, a capacidade instalada de armazenamento deve crescer oito vezes entre 2025 e 2035. Ao mesmo tempo, as fábricas de baterias já conseguem produzir cerca de 50% mais do que o volume atualmente fabricado, permitindo uma rápida expansão da oferta à medida que a demanda aumenta. Segundo a S&P Global, essa crescente capacidade produtiva, combinada à queda dos preços dos sistemas e à intensificação da concorrência, reduziu as margens médias dos fornecedores de cerca de 6% em 2023 para aproximadamente 2% em 2026. Com 85% dos sistemas de baterias montados na China e 60% dos embarques destinados à exportação, a localização da produção vem ganhando relevância à medida que os fornecedores buscam preservar acesso aos mercados diante do aumento das barreiras comerciais.

Olhando adiante, localização e serviços emergem como os principais diferenciais competitivos. Apesar das diferentes trajetórias de crescimento, esses mercados compartilham uma característica em comum: cadeias de suprimento altamente concentradas, com a China respondendo por mais de 70% da capacidade de manufatura dos principais componentes. Nesse contexto, os fornecedores vêm adotando estratégias semelhantes, focadas na proteção de margens, na localização da produção e na diferenciação tecnológica. Embora o movimento de relocalização da manufatura deva ocorrer de forma gradual, serviços, integração de soluções e contratos de suporte de longo prazo tendem a se consolidar como importantes vetores de rentabilidade para o setor.

Clique aqui para ver o relatório completo em inglês



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