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Perspectivas para a transição energética na América Latina: Da expansão à integração

Destaques do webinar da BloombergNEF

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Principais destaques do webinar da BloombergNEF

As fontes renováveis ​​representam mais de 30% da capacidade regional, mas o ritmo de crescimento está desacelerando. Segundo a BNEF, uma década de forte expansão das energias eólica e solar elevou a participação das fontes renováveis ​​(excluindo a hidrelétrica) para mais de 33% da capacidade instalada na América Latina, superando, individualmente, tanto a fonte hidrelétrica quanto os combustíveis fósseis. Nesse contexto, o Chile se destaca: a participação de fontes renováveis ​​não hidrelétricas na matriz de geração saltou de 5% para 39%, impulsionada por reformas regulatórias e esforços para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O Brasil permanece como o segundo maior mercado de energias renováveis ​​da região, com fontes de energia limpa respondendo por 29% da geração. Contudo, o ritmo de crescimento perdeu força. Em 2025, a América Latina registrou sua primeira queda no acréscimo anual de capacidade de energia limpa em mais de uma década, refletindo, em grande parte, a desaceleração vista no Brasil, onde as novas adições caíram mais de 25% e a tendência é de novas reduções.

O armazenamento de energia surge como o próximo motor de crescimento. Olhando para frente, a indústria de baterias é o segmento que apresenta o maior ritmo de expansão na região, com uma previsão de quase triplicar o volume de instalações em 2026. O crescimento, no entanto, está se tornando cada vez mais diversificado entre os diferentes mercados. O Chile deve liderar as adições de capacidade, uma vez que o excesso de oferta de energia renovável e o congestionamento da rede limitam a expansão eólica e solar, tornando as baterias a solução preferencial no curto prazo. O México também desponta como um mercado central, após reformas no setor energético que introduziram modelos de contratação públicos, privados e híbridos, além de estabelecer metas para energias renováveis ​​e armazenamento. A Argentina também merece atenção: resultados recentes de leilões estão acelerando a implementação de baterias e fomentando o desenvolvimento de um novo mercado de armazenamento.

As limitações da rede e a restrição de geração tornam a flexibilidade do sistema a próxima prioridade para o Brasil. Segundo a BNEF, o principal desafio do país já não é ampliar a capacidade renovável, mas sim integrar a geração existente ao sistema elétrico. O Brasil apresenta os maiores níveis de curtailment (restrição de geração) entre os mercados monitorados pela BNEF, com um cenário que se deteriorou entre 2024 e 2025. Como resultado, a flexibilidade do sistema tornou-se um fator cada vez mais crítico, impulsionando a demanda tanto por armazenamento de energia quanto por geração despachável. A resposta inicial do governo veio por meio do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, que deve viabilizar ~9,5 GW de nova capacidade a gás e 2,5 GW em expansões de usinas hidrelétricas. Embora o leilão ajude a tratar de preocupações com a adequação do sistema a médio prazo, a BNEF observou que ele não elimina totalmente o risco de um desequilíbrio entre oferta e demanda até 2028. Nesse cenário, as baterias podem desempenhar um papel complementar para atender às necessidades de flexibilidade do Brasil, impulsionadas por uma viabilidade econômica cada vez mais competitiva e pelo futuro leilão específico para sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). Diante disso, a BNEF projeta que a capacidade instalada de armazenamento chegará a cerca de 7 GW até 2030, abrangendo projetos em escala de rede (utility-scale), instalações junto ao consumidor (behind-the-meter) e aplicações híbridas, à medida que a restrição de geração continua a estimular investimentos em armazenamento e infraestrutura de rede.

Clique aqui para ver o relatório completo em inglês



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