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Brasil estrutura conselho de minerais críticos; Fabricantes chineses de baterias investem no exterior | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Brasil avança na implementação do novo conselho de minerais críticos (CIMCE)

Na mídia. Governo cria três subsecretarias para novo conselho dos minerais críticos – CNN, 21 de outubro (link)

Nossa visão. Nesta semana, o governo federal publicou um decreto que estabelece três subsecretarias e realoca 23 cargos dentro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para apoiar as operações do Conselho Nacional de Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE). Vinculado à Presidência e instituído pela Lei nº 15.506 (de 16 de setembro), o conselho visa fortalecer a posição do Brasil nas cadeias globais de suprimento de minerais críticos, incluindo terras raras, lítio e níquel, enquanto promove agregação de valor e processamento em território nacional. Em nossa visão, à medida que economias desenvolvidas buscam diversificar suas cadeias de suprimento, reduzindo a dependência de fontes altamente concentradas, especialmente da China, o progresso regulatório pode fortalecer a posição do Brasil na atração de capital para exploração e na consolidação de parcerias estratégicas. De modo geral, vemos essa medida como um passo positivo para o estabelecimento de uma estrutura política mais organizada para o setor e para fomentar investimentos. Ao mesmo tempo, observamos que a legislação também amplia a supervisão governamental sobre transações envolvendo ativos estratégicos, uma disposição que provavelmente continuará em destaque à medida que o arcabouço regulatório for implementado.

#2. Fabricantes chineses de baterias migram foco em exportações para produção local

Na mídia. Fabricantes chineses de baterias correm para investir no exterior a fim de evitar barreiras impostas pelo Ocidente – Financial Times, 21 de outubro (link)

Nossa visão. Fabricantes chineses de baterias estão ampliando, cada vez mais, sua capacidade produtiva e suas cadeias de suprimento fora de seu mercado de origem, à medida que o aumento do protecionismo e as exigências de conteúdo local redefinem a presença global do setor. Segundo a Climate Energy Finance, empresas chinesas anunciaram US$ 12 bilhões em investimentos por meio de 14 acordos fora do país este ano, elevando o total de investimentos anunciados desde 2023 para quase US$ 90 bilhões. Essa tendência torna-se cada vez mais relevante também no Brasil, especialmente às vésperas do primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) do país, previsto para dezembro. Conforme discutido em nossa reunião com a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE) (link), fornecedores internacionais de tecnologia, especialmente empresas chinesas, estão estabelecendo parcerias com fabricantes brasileiros para atender aos requisitos de conteúdo local e competir no leilão. Essa estratégia combina tecnologia importada com montagem local, desenvolvimento de software, eletrônica de potência e capacidades de integração. Em nossa visão, o cenário brasileiro reflete uma tendência global mais ampla, na qual as exigências de localização influenciam cada vez mais as decisões de investimento ao longo da cadeia de valor de baterias, incentivando as empresas a firmar parcerias de fabricação local para garantir o acesso ao mercado. Como resultado, a diferenciação competitiva provavelmente dependerá não apenas do preço dos equipamentos, mas também da credibilidade do fornecedor, de sua capacidade de financiamento e da garantia de continuidade operacional a longo prazo. 

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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