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BYD atinge 9,7% de participação de mercado e se torna a quarta maior do Brasil | Café com ESG, 04/11

BYD se consolidando no Brasil em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de terça-feira fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 1,37% e 0,63%, respectivamente.

• No Brasil, BYD alcançou 24.114 veículos vendidos em outubro, um crescimento de 137,6% nas vendas em comparação com o mesmo mês do ano anterior, e atingindo 9,7% em participação de mercado – a empresa encerrou o mês na quarta colocação do ranking geral de vendas, atrás apenas de Fiat, Volkswagen e General Motors.

• No internacional, (i) Portugal exigirá que data centers sejam abastecidos por energia renovável e utilizem tecnologias de refrigeração que não consumam água, ou fontes alternativas de água, de modo a não comprometer o abastecimento destinado a residências e empresas, afirmou a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho – o país está se consolidando como um polo europeu de data centers, com mais de 2,6 gigawatts em desenvolvimento e conta com investimentos da Microsoft em infraestrutura para inteligência artificial; e (ii) a China atingiu US$ 45 bilhões em investimentos em indústrias limpas em 2026, respondendo por 49% de todas as instalações industriais limpas em operação ou em construção globalmente – segundo o Global Project Tracker da MPP (Mission Possible Partnership), um número recorde de 36 projetos industriais de descarbonização em escala comercial alcançaram a decisão final de investimento nos últimos 12 meses, sendo 23 deles apenas na China.

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Brasil

BlaBlaCar estreia no Brasil modelo para vender créditos de carbono gerados por caronas

“A BlaBlaCar, plataforma de viagens compartilhadas presente em 41 países, quer transformar as emissões de gases de efeito estufa evitadas por suas caronas em créditos de carbono negociáveis no mercado voluntário. O Brasil será o primeiro mercado do projeto, que pretende criar uma nova fonte de receita para a companhia e financiar a expansão da mobilidade compartilhada sem aumentar os custos para os usuários. A iniciativa foi registrada em agosto de 2026 pelo Global Carbon Council (GCC), organismo internacional responsável pela certificação. O próximo passo é monitorar os dados das viagens para preparar a verificação independente e a emissão do primeiro lote de créditos. O projeto tem prazo previsto de dez anos. Segundo a executiva, a plataforma evita cerca de 60 mil toneladas de CO₂ por ano no Brasil. Globalmente, as viagens viabilizadas pela companhia evitaram aproximadamente 4 milhões de toneladas em 2025 e 12,7 milhões de toneladas nos últimos cinco anos, de acordo com a empresa. A proposta, porém, depende de demonstrar que as emissões contabilizadas foram efetivamente evitadas e que os créditos correspondem a viagens reais, documentadas e verificáveis.”

Fonte: Valor Econômico; 04/11/2026

Repasse de receitas no leilão de baterias afasta transmissoras, diz Isa

“O repasse de receitas dos projetos de baterias para reduzir as tarifas de transmissão, defendido pela área técnica da Aneel (Agência Nacional de EEnergia Elétrica), tira as transmissoras da competição nos leilões de armazenamento de energia, afirmou o CEO da Isa Energia Brasil, Rui Chammas. Segundo o executivo, a exigência impõe às empresas um custo que seus concorrentes não terão que assumir. O entendimento sobre o assunto consta de Ofício Conjunto e também exige autorização prévia da agência para participação nos certames e separação contábil, financeira e contratual entre os negócios. A orientação se apoia em um parecer da Procuradoria Federal junto à Aneel. “Se eu tiver que pagar uma modicidade tarifária que os outros não têm que pagar é contraproducente. Estão tirando da competição atores que poderiam se interessar pelo tema”, diz. A diretora de finanças e relações com investidores da Isa, Silvia Wada, também afirmou ter sido surpreendida pelo entendimento e disse discordar da exigência. “Chega a ser contraproducente para a própria competição, uma vez que acaba restringindo a participação ao exigir modicidade tarifária”, afirmou. Chammas disse que o assunto foi levantado na reunião que discutiu a consulta pública do leilão, mas não foi esclarecido. A questão, segundo ele, se soma a outras indefinições que entrarão na matriz de decisão da companhia sobre a participação na disputa.”

Fonte: CNN; 04/11/2026

BYD mais que dobra vendas e já responde por quase 10% das vendas de carros novos no Brasil

“A presença da BYD no mercado brasileiro mudou consideravelmente em apenas um ano. Em outubro de 2025, a fabricante chinesa registrava pouco mais de 10 mil emplacamentos e respondia por 4,2% das vendas nacionais. Doze meses depois, alcançou 24.114 unidades, um crescimento de 137,6%, e elevou sua participação para 9,7%. Isso significa que praticamente um em cada dez veículos novos emplacados no Brasil durante outubro foi da marca chinesa. O avanço coloca a BYD em uma posição que poucas fabricantes conseguiram alcançar em tão pouco tempo no mercado nacional. A empresa encerrou outubro na quarta colocação do ranking geral, atrás apenas de Fiat, Volkswagen e General Motors. A posição, porém, não é inédita: a BYD já havia ultrapassado Hyundai e Toyota em agosto e se manteve à frente dessas fabricantes em setembro. O resultado de outubro reforça a consolidação da marca entre as maiores do país. O crescimento também aparece no acumulado de 2026. Entre janeiro e outubro, a BYD registrou 193.227 veículos emplacados, volume mais de 120% superior ao observado no mesmo período do ano passado. O desempenho coincide com o primeiro aniversário da fábrica de Camaçari, na Bahia, e mostra como a expansão da oferta de veículos elétricos e híbridos plug-in está modificando a composição do mercado brasileiro.”

Fonte: Inside EVs; 03/11/2026

Na era da IA, a pausa como disciplina de governança

“O risco da inteligência artificial para os conselhos de administração vai além de aprovar uma recomendação equivocada. Está em deixar de examinar as premissas que a tornam convincente. À medida que a tecnologia acelera a produção de análises e amplia a capacidade de executar decisões, cresce a importância de preservar as condições para questionar, confrontar perspectivas e formar julgamento próprio. A velocidade da adoção pode superar a preparação de quem supervisiona. Pesquisa recente intitulada “Inteligência Artificial, Governança e Ética nos Conselhos de Administração das Empresas Brasileiras”, uma parceria entre IBGC e FGVethics, com 141 conselheiros, identificou o uso de IA em conselhos e lacunas de capacitação dos colegiados. A amostra não permite generalizações, mas levanta uma questão relevante: incorporar a tecnologia ao trabalho não equivale a estar preparado para avaliar suas recomendações, riscos e limites.”

Fonte: Valor Econômico; 03/11/2026

Mercado solar muda de perfil com avanço de baterias e carros elétricos

“O mercado de geração distribuída (GD) de energia solar no Brasil começou 2026 em ritmo mais lento, com retração nas novas conexões, queda nas importações de módulos fotovoltaicos e dificuldades para transformar propostas comerciais em vendas. Ao mesmo tempo, sistemas de armazenamento com baterias e infraestrutura de recarga de veículos elétricos ampliam sua participação nos negócios dos integradores, indicando uma diversificação das soluções oferecidas pelo setor. Os dados fazem parte do Estudo Estratégico de Soluções Energéticas Distribuídas (SED), elaborado pela Greener, com resultados referentes ao primeiro semestre de 2026. O levantamento mostra que o Brasil chegou a 53 GW de potência instalada em geração distribuída até junho, com a adição de 3,97 GW no período, volume 23% inferior aos 5,2 GW registrados no primeiro semestre de 2025. A desaceleração foi mais expressiva na minigeração distribuída, com queda de 33,7% na potência adicionada em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já a microgeração permaneceu praticamente estável, com retração de 0,8%.”

Fonte: MegaWhat; 03/11/2026

Preço médio dos CBios volta a cair em outubro após três meses de alta

“Faltando dois meses para o encerramento do atual ciclo de metas do programa RenovaBio, as usinas certificadas no programa já garantiram um volume de créditos de descarbonização (CBios) que ultrapassa o objetivo em 14,9%. Considerando os títulos ainda em circulação e os já aposentados – tanto neste ano quanto antecipadamente –, o total chega a 56,31 milhões de papéis. Os números foram calculados pelo NovaCana a partir de acompanhamento do mercado realizado pela B3, única entidade registradora do RenovaBio, e de informações divulgadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).”

Fonte: NovaCana; 03/11/2026

Energia renovável barata não garante avanço da eletrificação no Brasil, aponta estudo

“As vantagens da energia renovável barata e abundante no Brasil são limitadas por fatores como restrições na rede elétrica e eletrificação limitada na mobilidade e na indústria, o que limita a conversão destas características em benefícios econômicos mais amplos. Análise da eletrificação em 16 países realizada pela coalizão internacional We Mean Business colocou o Brasil entre os países “em risco de estagnação”, ao lado de Austrália, Etiópia, Coreia do Sul e Estados Unidos. No Brasil, o estudo reconhece avanços como o novo marco do setor elétrico, a abertura do mercado livre, a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, os programas de resposta da demanda e os incentivos ao armazenamento. O país também teve destaque no critério de Edificações, com preços competitivos de eletricidade e programas consolidados de eficiência energética, ainda que o estudo veja espaço para medidas adicionais de incentivo ao uso de eletricidade para cozinhar e aquecer ambientes. Além disso, o levantamento avalia que há investimentos insuficientes em transmissão, gargalos de conexão e altos níveis de perdas, o que pode limitar os avanços.”

Fonte: MegaWhat; 03/11/2026

Brasil desenha roteiro global para o fim dos combustíveis fósseis 

“Há três anos, o mundo firmou um acordo histórico na COP de Dubai para promover a transição energética e se afastar dos combustíveis fósseis. Mas a forma como as quase 200 nações que participam da Convenção do Clima da ONU deveriam executar essa difícil tarefa para conter as mudanças climáticas ficou em aberto. O Brasil, anfitrião e presidente da COP30, traçou pela primeira vez esse caminho e o apresentou nesta terça-feira (3). A proposta é que cada país faça um diagnóstico do grau de dependência de sua economia em relação ao petróleo, gás e carvão e, a partir disso, elabore soluções sob medida para eliminá-los gradualmente. Os países têm divergido sobre o que, de fato, significa a “transição para longe dos combustíveis fósseis” do documento final da COP de Dubai. Grandes produtores de petróleo, como Arábia Saudita e Rússia, relativizam o acordo, sugerindo que o compromisso seria apenas um item de um cardápio de medidas “à la carte” para enfrentar as mudanças climáticas. Na COP de Belém, no ano passado, mais de 80 países defenderam um acordo global para a adoção de um roteiro, mas não houve consenso. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, anunciou então uma iniciativa voluntária da diplomacia brasileira para propor dois mapas do caminho globais: um para a transição que se afaste dos combustíveis fósseis e outro para o fim do desmatamento.”

Fonte: Capital Reset; 03/11/2026

Ministro anuncia primeira reunião de novo conselho dos minerais críticos

“O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira (3) que a primeira reunião do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos) deverá ocorrer em menos de 30 dias. Segundo o ministro, o governo já realizou uma reunião preparatória na semana passada e trabalha, em conjunto com a Casa Civil, para definir a data do primeiro encontro oficial, previsto para as próximas semanas. “Eu diria para vocês que, em menos de 30 dias, nós teremos a primeira reunião”, afirmou durante seminário na Câmara dos Deputados. Entre as prioridades iniciais do colegiado, segundo o ministro, estarão a definição da lista de minerais considerados críticos e estratégicos pelo Brasil e o estabelecimento das diretrizes da nova política nacional para o setor. O governo também pretende avançar na identificação das cadeias produtivas que receberão atenção prioritária, como a de terras raras.”

Fonte: CNN; 03/11/2026

Internacional

Motores de aviões aposentados viram alternativa para abastecer data centers em meio à corrida da IA

“Por vastas extensões do deserto de Sonora, no Arizona, ressequido pelo sol, milhares de aeronaves aposentadas ficam estacionadas uma atrás da outra em cemitérios de metal. Muitos dos motores não são ligados há anos. Mas a crescente demanda dos Estados Unidos por eletricidade para abastecer data centers está trazendo-os de volta à vida. Várias empresas estão correndo para retirar os motores de aeronaves antigas e convertêlos em geradores elétricos. E os data centers, desesperados por energia, estão comprando tudo o que aparece. “Eles estão usando a criatividade”, disse Bill Kleyman, diretor-executivo da Apolo, empresa de infraestrutura de inteligência artificial. “Há apenas alguns anos, um data center tradicional teria dito: ‘Você está brincando? Isso é um absurdo’.”

Fonte: Folha de São Paulo; 04/11/2026

Empresa listada nos EUA compra 8% de mineradora com terras raras em MG

“A Critical Metals Corp, empresa listada na bolsa americana Nasdaq, anunciou nesta terça-feira (3) um acordo para adquirir cerca de 8% da mineradora australiana Power Minerals, responsável pelo projeto de terras raras Morro do Ferro, em Minas Gerais. A operação envolve um investimento de 5 milhões de dólares australianos, equivalente a aproximadamente R$ 18 milhões. O investimento será realizado por meio da compra de novas ações da Power Minerals. Ao todo, serão emitidas 35,7 milhões de ações, ao preço de 0,14 dólar australiano cada. Com a conclusão da operação, o grupo investidor passará a deter aproximadamente 8% da companhia. Na prática, a Critical Metals não está comprando diretamente uma participação em uma mina brasileira, mas se tornando acionista da Power Minerals, que também possui outros projetos minerais na América do Sul. Os recursos serão utilizados principalmente para ampliar as pesquisas no projeto Morro do Ferro, localizado na região de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. A empresa pretende intensificar as perfurações para investigar a extensão e a profundidade das áreas que apresentam concentrações de terras raras.”

Fonte: CNN; 03/11/2026

Reduzir emissões da aviação evitaria prejuízos bilionários ao clima

“A aviação responde por mais de 5% do aquecimento global causado pela atividade humana. Devido às suas emissões, as aeronaves provocam todos os anos danos ao clima e à saúde avaliados em cerca de 2,85 trilhões de euros (R$ 17,3 trilhões), segundo estimativas da Agência Federal do Meio Ambiente da Alemanha (UBA). Atualmente, quem paga essa conta é a sociedade como um todo. Se os danos fossem efetivamente incluídos no preço das passagens, um passageiro teria de pagar, segundo a UBA, um adicional de 1,4 mil euros por um voo só de ida de Berlim para Nova York. No caso de um voo de Berlim para Istambul, o acréscimo seria de cerca de 330 euros. A boa notícia é que as emissões na aviação podem ser reduzidas de maneira significativa, e isso é possível por meios relativamente simples e de baixo custo, segundo o estudo.”

Fonte: NovaCana; 03/11/2026

Drax obtém apoio da Brookfield para data center movido a biomassa

“A Drax e a Brookfield anunciaram planos para desenvolver uma ampla capacidade de centros de dados na usina termelétrica a biomassa (lenha) do grupo energético, localizada em North Yorkshire, com o apoio de capital do Catar. O acordo prevê que a usina a biomassa da Drax possa fornecer energia para modelos de inteligência artificial (IA) na próxima década; inicialmente, no entanto, a eletricidade virá da rede elétrica geral, por meio de uma conexão já existente. O grupo energético britânico e a investidora canadense em infraestrutura Brookfield informaram que estão unindo forças para viabilizar, até 2028, uma capacidade de centros de dados de até 100 megawatts (MW), com planos de expansão para 500 MW até 2031 e até 1 gigawatt (GW) ao longo da década de 2030. Na segunda fase, o centro de dados passará a operar “atrás do medidor” (behind-the-meter), o que significa que a eletricidade será obtida diretamente da usina a biomassa. Segundo a Drax, os planos devem exigir um investimento de até £ 2,5 bilhões na primeira fase, totalizando até £ 20 bilhões ao longo de todo o projeto. Uma joint venture entre a Brookfield e a Qai — subsidiária da Qatar Investment Authority — fornecerá o capital inicial. A Radiant, plataforma de IA da Brookfield no Reino Unido, será a responsável pelo desenvolvimento do projeto em parceria com a Drax.”

Fonte: Financial Times; 03/11/2026

A China responde por quase metade dos investimentos em indústria limpa, aponta pesquisa

“A China garantiu US$ 45 bilhões em investimentos em indústrias limpas em 2026 e, atualmente, responde por 49% de todas as instalações industriais limpas em operação ou em construção, informou na quarta-feira uma plataforma de monitoramento de investimentos globais. A Mission Possible Partnership (MPP) foi criada para promover projetos de descarbonização em setores de “difícil abatimento” (hard-to-abate) ao redor do mundo — incluindo a produção de cimento e aço com menor emissão de carbono, a fabricação de metanol limpo, o desenvolvimento de combustível sustentável de aviação e a fundição de alumínio com o uso de fontes de energia mais ecológicas. Segundo o Global Project Tracker da MPP, um número recorde de 36 projetos industriais de descarbonização em escala comercial alcançou a decisão final de investimento nos últimos 12 meses — sendo 23 deles apenas na China. Os setores de combustível sustentável de aviação, metanol e amônia limpa foram os que apresentaram maior destaque no período. O levantamento aponta que o número total de projetos desse tipo financiados ou construídos globalmente chegou a 189 — dos quais 93 estão na China —, com outros 838 projetos anunciados ou em fase de desenvolvimento.”

Fonte: Reuters; 04/11/2026

Empresas do setor de energias renováveis ​​terão de investir nas comunidades do Reino Unido onde desenvolverem projetos

“Empresas de energia renovável serão legalmente obrigadas a investir nas comunidades britânicas onde desenvolvem seus projetos. A medida faz parte de um esforço do governo para ampliar o apoio público à meta de emissões líquidas zero (net zero), em um momento em que o consenso político sobre o enfrentamento das mudanças climáticas começa a se fragmentar. Comunidades na Inglaterra, Escócia e País de Gales também passarão a ter o direito de adquirir até 20% de projetos de energia renovável instalados em suas proximidades — um aumento em relação ao limite atual de 5%. Pela primeira vez, essa regra também se aplicará a empreendimentos de menor porte, com capacidade a partir de 1 MW. Um novo projeto de lei, denominado “projeto de lei de independência energética”, será apresentado ao Parlamento na quarta-feira para formalizar essas medidas, marcando uma transição em relação ao modelo atual, baseado em apoio voluntário. A iniciativa segue um anúncio feito pelo governo do Reino Unido na semana passada, declarando que sua prioridade é, “antes de tudo, energia mais barata, sendo a energia limpa fundamental para alcançar esse objetivo” — o que sugere um possível recuo na “missão” de descarbonizar todo o sistema elétrico até 2030. Segundo o levantamento mais recente sobre a percepção pública, realizado pelo departamento governamental responsável pelo setor empresarial durante o verão, quase oito em cada 10 pessoas demonstraram preocupação com as mudanças climáticas, enquanto 51% esperam que, a longo prazo, a meta de emissões líquidas zero traga impactos positivos. O uso de energia renovável contou com o apoio de 79% dos entrevistados.”

Fonte: Financial Times; 04/11/2026

Portugal prepara regras rígidas para água e energia diante da expansão de data centers

“Portugal exigirá que os centros de dados sejam abastecidos por energia renovável e utilizem tecnologias de refrigeração que não consumam água — ou fontes alternativas de água —, de modo a não comprometer o abastecimento destinado a residências e empresas, afirmou a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, na terça-feira. O país está se consolidando como um polo europeu de centros de dados, com mais de 2,6 gigawatts em desenvolvimento — destaque para o projeto Start Campus, de 1,2 GW, em Sines, que conta com investimentos da Microsoft em infraestrutura para inteligência artificial. Em todo o mundo, os centros de dados têm enfrentado uma oposição crescente por parte de grupos ambientalistas e comunidades preocupados com o seu elevado consumo de eletricidade e água. Carvalho informou que o governo está finalizando um decreto que estabelecerá “requisitos rigorosos quanto ao uso de água” e submeterá os centros de dados a uma avaliação ambiental “muito rigorosa”.”

Fonte: Reuters; 03/11/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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