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Parlamento Europeu adia monitoramento de emissão de metano para importações de petróleo e gás | Café com ESG, 23/10

Reporte de emissão de metano adiado pela UE

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quinta-feira fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 1,15% e 1,14%, respectivamente.

• No Brasil, (i) a WEG espera que o leilão de reserva de capacidade para armazenamento de energia em baterias, previsto para este ano, contribua para desenvolver o mercado brasileiro e ampliar as oportunidades de negócios no segmento – como parte da sua estratégia, a companhia anunciou a ampliação de sua fábrica de sistemas de armazenamento em Santa Catarina, com investimento de R$ 330 milhões que deve ser concluída no segundo trimestre de 2027; e (ii) o Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma consulta pública para receber contribuições sobre os desafios de expansão da infraestrutura de recarga de veículos elétricos no Brasil e a integração à rede elétrica nacional – o objetivo do ministério é estruturar um diagnóstico nacional que mapeie as condições atuais, gargalos técnicos e necessidades de investimentos para suportar a frota crescente de eletroimobilidade e evitar impactos negativos no Sistema Interligado Nacional (SIN). 

• No Internacional, o Parlamento Europeu aprovou um adiamento de três anos na aplicação das normas da União Europeia (UE) sobre emissões de metano provenientes de importações de petróleo e gás – as normas que deveriam entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027 exigiriam que fornecedores estrangeiros monitorassem e reportassem as emissões de metano.

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Brasil

WEG vê armazenamento como negócio de médio e longo prazo no Brasil

“A WEG espera que o leilão de reserva de capacidade para armazenamento de energia em baterias, previsto para este ano, contribua para desenvolver o mercado brasileiro e ampliar as oportunidades de negócios no segmento. Segundo André Salgueiro, diretor de Finanças e Relações com Investidores da companhia, o investimento da empresa tem como perspectiva o médio e longo prazo, diante da necessidade de soluções para os problemas enfrentados no grid atualmente pela rede elétrica brasileira. Como parte da sua estratégia, a companhia anunciou, recentemente, a ampliação de sua fábrica de sistemas de armazenamento em Santa Catarina, com investimento de R$ 330 milhões e capacidade prevista de 4 GWh por ano. A ampliação da fábrica deve ser concluída no segundo trimestre de 2027. Durante teleconferência para apresentação dos resultados do terceiro trimestre deste ano, o executivo afirmou que ainda existem informações importantes sobre o leilão que não foram divulgadas, incluindo regras e volumes, mas que a companhia está se preparando para o processo. Para ele, o relacionamento da empresa com os diferentes agentes do setor elétrico e a oferta de produtos competitivos e tecnologias adequadas às necessidades do mercado são fatores competitivos para o posicionamento da companhia no segmento. Já André Rodrigues, vice-presidente Administrativo e Financeiro da WEG, afirmou que a companhia continuará direcionando investimentos para ampliar seu portfólio de produtos e atender às demandas do mercado de equipamentos elétricos. Entre as frentes mencionadas estão o aumento da capacidade de produção de transformadores, os investimentos em compensadores síncronos e a fabricação de equipamentos de maior porte, demandados pelo mercado.”

Fonte: MegaWhat; 22/10/2026

Hitachi Energy anuncia expansão no interior paulista com aporte de R$ 385 milhões

“A Hitachi Energy optou por ampliar, antes mesmo da inauguração, o complexo fabril que está construindo em Pindamonhangaba (SP), no interior paulista. A companhia decidiu construir uma nova planta na mesma área, desta vez, para produção de componentes como buchas e comutadores, dispositivos que são adicionados aos transformadores usados para transmissão de energia. O investimento é de R$ 385 milhões (cerca de US$ 77 milhões) e se soma aos outros US$ 210 milhões já anunciados para o complexo pensado inicialmente para fabricação dos transformadores. A expectativa é que a primeira planta fique pronta em novembro de 2027 e, esta nova, de componentes, um ano depois, informou o presidente da Hitachi Energy no Brasil, Glauco Freitas. “Os componentes de transformadores acabaram por virar um gargalo. Hoje, mundialmente, existe um grande gargalo. Então, a empresa está se preparando, ela se antecipou para atender à demanda que vem com cargas eletrointensivas, como data centers e mobilidade elétrica”, afirmou o executivo sobre a decisão de investimentos.”

Fonte: Valor Econômico; 22/10/2026

Leilão de gás da União termina com todos os lotes arrematados por 23 empresas

“O primeiro leilão de gás natural da União, no qual um total de 1,1 milhão de metros cúbicos (m³) por dia foram oferecidos diretamente a grandes consumidores, foi encerrado com todos os 110 lotes arrematados. Ao todo, 23 empresas de cinco setores industriais se sagraram vencedoras de um total de 36 proponentes habilitados. O preço médio, que considera fatores como o valor do gás e o prêmio pago pelas vencedoras, e o ágio ainda serão divulgados. Entre empresas vencedoras estão Vale, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Gerdau, Samarco e Ternium, do setor siderúrgico, metalúrgico e de mineração; Dexco, Incepa e Mohawk, do setor cerâmico; Braskem e Evonik Brasil, do setor químico e petroquímico; e a Yara Brasil, de fertilizantes. Também participaram indústrias do setor vidreiro. O insumo será fornecido entre março e dezembro de 2027 a partir da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, da Petrobras, localizada no Complexo de Energias Boaventura, antigo Comperj, no Rio de Janeiro. A responsabilidade de contratar o transporte do gás será dos vencedores. As companhias vencedoras arremataram todos os lotes em cinco etapas, de modo que não foi realizada a etapa extra na qual teriam que competir entre si, ou seja, sem separação por setor industrial.”

Fonte: Valor Econômico; 22/10/2026

Canadense amplia descoberta de terras raras em MG e avalia vender projeto

“A mineradora canadense Libra Energy Materials ampliou a área com ocorrência de terras raras no projeto Penelope, em Minas Gerais, e avalia a possibilidade de vender o empreendimento ou buscar parceiros para desenvolvê-lo. A companhia pretende concentrar seus investimentos em projetos de lítio no Canadá. Segundo comunicado divulgado na terça-feira (20), a empresa concluiu sua primeira campanha de sondagens no projeto brasileiro, com 22 perfurações que somaram aproximadamente 261 metros. Os resultados identificaram novas zonas de enriquecimento em terras raras próximas à superfície, ampliando a extensão conhecida da mineralização. Dos 15 furos apresentados no novo comunicado, dez registraram pelo menos uma amostra com concentrações superiores a 500 partes por milhão (ppm) de óxidos totais de terras raras. A companhia também identificou concentrações de gálio, mineral crítico utilizado na fabricação de semicondutores, além de resultados anteriores que apontaram a presença de nióbio e tântalo na área.”

Fonte: CNN; 22/10/2026

MME abre consulta pública sobre expansão da infraestrutura de recarga para veículos elétricos

“O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu nesta sexta-feira (23/10) uma consulta pública para receber contribuições sobre os desafios de expansão da infraestrutura de recarga de veículos elétricos no Brasil e a integração à rede elétrica nacional. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). A consulta toma como base uma nota técnica elaborada pelo Departamento de Eletromobilidade da pasta. O objetivo do ministério é estruturar um diagnóstico nacional que mapeie as condições atuais, gargalos técnicos e necessidades de investimentos para suportar a frota crescente de eletroimobilidade e evitar impactos negativos no Sistema Interligado Nacional (SIN). Os agentes do setor elétrico, montadoras, operadores de infraestrutura e demais interessados terão 30 dias para enviar dados, evidências, informações e percepções sobre o tema por meio do portal de consultas públicas do MME ou da Plataforma Brasil Participativo. A coordenação entre o avanço dos veículos elétricos e a infraestrutura de rede é importante, para evitar riscos de sobrecarga em transformadores de distribuição em horários de pico. Além disso, a sinalização regulatória clara é crucial para viabilizar investimentos privados em eletropostos de alta potência nas rodovias brasileiras.”

Fonte: Eixos; 23/10/2026

Brasil encontra novos indícios de minerais críticos no fundo do Atlântico

“O Brasil identificou novos indícios de atividade hidrotermal em uma região do fundo do Oceano Atlântico com potencial para abrigar depósitos de cobre, zinco, ouro e prata. A descoberta preliminar ocorreu durante uma expedição científica do SGB (Serviço Geológico do Brasil), que investigou, ao longo de 29 dias, três áreas da Cordilheira Mesoatlântica, no Atlântico Equatorial, ao norte do arquipélago de São Pedro e São Paulo, em águas internacionais e próximo aos limites marítimos brasileiros. Os resultados, divulgados na última quinta-feira (22), apontam a presença de anomalias de partículas em suspensão na água, que podem indicar a existência de fontes hidrotermais associadas à formação de depósitos minerais. Apesar dos indícios, o SGB ressalta que ainda são necessárias análises complementares para confirmar a atividade hidrotermal e determinar o potencial mineral da região. Até o momento, não foram identificadas jazidas economicamente aproveitáveis.”

Fonte: CNN; 23/10/2026

Efeitos do El Niño derrubam mais de 290 torres de energia no Brasil desde julho

“Eventos climáticos extremos relacionados ao fenômeno El Niño derrubaram mais de 290 torres de transmissão de energia no país desde o fim de julho, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). O diretor-geral do ONS, Márcio Rea, diz que as previsões indicam que as tempestades vão piorar nos próximos meses, mas há pouco a fazer para evitar as quedas, já que torres resistentes aos ventos registrados nos últimos meses seriam caras demais. “Antigamente, com uma chuva forte, você tinha vento de 90 a 100 quilômetros por hora. Hoje chega a 250 km/h. Então as torres não são preparadas”, disse Rea, em entrevista após evento no Rio de Janeiro. Pouco antes, o diretor de Operação do ONS, Valter Cardeal, havia dito que 191 torres de linhas de 230 kV (quilovolts) e 500 kV caíram de 26 de julho até esta quarta-feira (21). Além delas, foram derrubadas mais de cem torres de 138 kV.”

Fonte: Folha de São Paulo; 22/10/2026

Brasil corta emissões, mas conta ainda não fecha fora das florestas

“As emissões de gases de efeito estufa do Brasil recuaram 6% em 2025, atingindo o menor patamar em oito anos, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima. O resultado foi impulsionado pela queda do desmatamento em todos os biomas, especialmente na Amazônia e no Cerrado. Esta é a terceira redução anual seguida (-12,7% em 2024 e -7,5% em 2023), que somadas resultam em queda de 26% nas emissões brutas no período, revertendo o ciclo anterior — entre 2019 e 2022 o país registrou uma alta expressiva do desmatamento. “Os últimos três anos reverteram uma tendência de mais de uma década de crescimento de emissões”, disse David Tsai, coordenador do Seeg e gerente no Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (21). As emissões brutas somaram 2,06 bilhões de toneladas de CO2 equivalente no ano passado. A maior parcela vem da mudança do uso do solo (39%), que é a conversão da vegetação nativa em outros usos, como agropecuária e urbanização — ou seja, desmatamento. A agropecuária foi o segundo maior emissor (30%), seguida de energia (21%, inclui transportes), resíduos (5%) e processos industriais e uso de produtos (5%). O Seeg também calcula a quantidade total de remoção de carbono, que foi de 650 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2025. Assim, as emissões líquidas do país (emissões brutas descontadas as remoções) totalizaram 1,41 bilhão de toneladas no ano.”

Fonte: Capital Reset; 22/10/2026

Internacional

GM quer reduzir para dois anos desenvolvimento de carros com IA

“A GM (General Motors) afirmou nesta quarta-feira (21) que começou a usar IA (inteligência artificial) para reduzir pela metade o tempo necessário para desenvolver um novo veículo, chegando a apenas dois anos. Se bem-sucedida, a iniciativa aumentaria as chances da montadora de competir com as fabricantes chinesas, que avançam rapidamente no setor. BYD, Geely, Xiaomi e outras montadoras chinesas surpreenderam as fabricantes tradicionais ao lançar rapidamente novos modelos equipados com as tecnologias mais recentes. As vendas de veículos chineses relativamente baratos dispararam na Ásia, na África, na Europa e na América Latina, muitas vezes às custas de marcas americanas, europeias e japonesas. A GM também afirmou que reformulará os sistemas computacionais de seus veículos e reduzirá drasticamente o custo das baterias para carros elétricos, medidas que também podem ser interpretadas como uma resposta aos concorrentes chineses.”

Fonte: Folha de São Paulo; 22/10/2026

Heidelberg Materials suspende projeto de captura de carbono na Alemanha

“A Heidelberg Materials (HEIG.DE), uma das maiores fabricantes de cimento do mundo, suspendeu seu projeto de uma unidade de captura de carbono em Geseke, na Alemanha, informou a empresa na quinta-feira, justificando que as condições atuais não permitem um modelo de negócios viável. O projeto, denominado GeZero, foi planejado para ser a primeira fábrica de cimento em território alemão a implementar uma tecnologia escalável de captura de carbono. “Como uma empresa de capital aberto, só avançaremos com a captura de CO2 se tivermos um modelo de negócios estável e sólido. Ainda não temos isso em Geseke”, afirmou o CEO Dominik von Achten à Reuters, acrescentando que a suspensão do projeto foi uma “decisão difícil, mas correta”. A medida aplica-se apenas ao projeto GeZero — que recebeu 191 milhões de euros (214 milhões de dólares) em financiamento da União Europeia — e não terá impacto imediato nas operações da fábrica da empresa em Geseke. A companhia apontou como motivos para a paralisação o desenvolvimento insuficiente da infraestrutura de transporte e armazenamento de CO2, bem como das cadeias de valor associadas.”

Fonte: Reuters; 22/10/2026

Por que o clima pode, em breve, voltar a ganhar destaque na agenda global

“Olá e bem-vindos de volta ao Energy Source, diretamente de Londres, onde ocorreu esta semana a Cúpula de Transição Energética do FT. O evento começou com um debate sobre se o termo “transição energética” é, de fato, útil. Segundo Jean-Baptiste Fressoz, autor de um livro sobre o tema, o termo não é — e nunca foi — útil. Deixando a semântica de lado, houve um amplo consenso entre os participantes de que os esforços de descarbonização foram afetados por preocupações com o fornecimento de hidrocarbonetos, dos quais o mundo ainda depende fortemente. O conflito no Oriente Médio tem restringido a oferta global de petróleo há quase oito meses. Produtores do Golfo e empresas de transporte marítimo adaptaram-se utilizando rotas alternativas, mas o impacto acumulado de meses de volumes perdidos está cobrando seu preço. É improvável que essa instabilidade diminua tão cedo, afirmou na terça-feira, durante a cúpula, Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia. “Não vejo um caminho plausível para que 2027 seja o ano da normalização.” Ainda assim, Birol sugeriu que 2027 também poderia marcar o retorno das mudanças climáticas ao topo da agenda global. Um dos motivos é o ritmo sem precedentes de crescimento das energias renováveis, impulsionado — segundo ele — não apenas por preocupações ambientais, mas pela rapidez e pelas vantagens de custo dessas tecnologias. “Não porque sejam limpas, mas porque são rápidas e baratas”, disse ele.”

Fonte: Financial Times; 22/10/2026

China intensifica a corrida pelo desenvolvimento da energia solar térmica

“A China está impulsionando a adoção em larga escala da energia solar térmica de concentração (CSP, na sigla em inglês) — que gera eletricidade a partir do calor do sol —, com o objetivo de consolidar essa tecnologia como mais uma opção de energia renovável, ao lado da energia solar fotovoltaica e da energia eólica. A cidade de Dunhuang, na província de Gansu, no interior do país, foi, no passado, um ponto central na Rota da Seda. Nos arredores da cidade, torres que brilham intensamente — visíveis a mais de 10 quilômetros de distância — surgem em meio à imensidão do deserto. Essas torres são o elemento central de uma usina de CSP operada pela empresa local Shouhang High-Tech Energy Technology. As torres, com 260 metros de altura, não emitem luz própria. O topo delas apresenta um brilho ofuscante porque a luz solar é refletida por espelhos distribuídos em uma área de 2,7 quilômetros de diâmetro ao redor da estrutura.”

Fonte: Valor Econômico; 23/10/2026

EUA anunciam acordo para abastecer data center com energia de Itaipu

“O governo dos Estados Unidos anunciou um acordo entre a americana Crusoe e a paraguaia Araico para desenvolver uma infraestrutura de computação de alto desempenho no Paraguai, abastecida com energia da hidrelétrica de Itaipu. A previsão é que a primeira etapa do empreendimento entre em operação em meados de 2027. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado americano nesta quarta-feira, 21 de outubro, durante a divulgação dos resultados da visita do vice-secretário de Estado Christopher Landau ao Paraguai, realizada entre os dias 19 e 21 de outubro. Segundo o governo americano, o projeto poderá representar um dos maiores investimentos privados da história do Paraguai. O comunicado, no entanto, não informa o valor previsto para o empreendimento, sua capacidade de processamento ou a demanda de energia elétrica. A infraestrutura deverá atender clientes de serviços de nuvem dos Estados Unidos e da América Latina. O Departamento de Estado não detalhou as condições de fornecimento da energia de Itaipu nem informou a existência de um acordo específico com a hidrelétrica. A parceria foi anunciada durante uma missão comercial liderada por Landau em Assunção, voltada à ampliação dos investimentos americanos no Paraguai e à identificação de oportunidades em tecnologia, minerais críticos, infraestrutura hidroviária e logística.”

Fonte: MegaWhat; 22/10/2026

Peru anuncia medidas econômicas para conter impacto do El Niño

“O governo do Peru anunciou nesta quinta-feira um pacote de medidas econômicas para amortecer os efeitos do El Niño, fenômeno climático que pode desacelerar o ritmo de atividade do país. As empresas impactadas pelo El Niño receberão apoio na forma de suporte à liquidez e adiamento no recolhimento de tributos, informou o ministro da Economia, Elmer Cuba, em coletiva de imprensa. Ele acrescentou que o país tem condições fiscais, no momento, para financiar essas iniciativas. “Só países solventes têm condições de fazer isso, e a vasta maioria no mundo não teria como dar uma resposta como esta”, afirmou o ministro peruano. O déficit fiscal do Peru nos 12 meses até setembro correspondeu a 0,9% do PIB, o menor em quatro anos, com o desempenho das contas públicas sendo favorecido pelo aumento da receita tributária. O ministro da Economia disse também que a economia do Peru pode crescer acima da previsão de 3,4%, mesmo quando se considera o efeito desfavorável do El Niño sobre a atividade no país, que afeta em especial a indústria da pesca. Na mesma entrevista coletiva, a presidente Keiko Fujimori disse que as regras fiscais do país serão alteradas para que abram espaço a um dispêndio adicional correspondente a US$ 5,22 bilhões em investimentos, no próximo ano.”

Fonte: Valor Econômico; 22/10/2026

Parlamento Europeu vota a favor de um adiamento de três anos nas regras da UE sobre metano

“O Parlamento Europeu votou, na quinta-feira, pela aprovação de um adiamento de três anos na aplicação das normas da União Europeia (UE) sobre emissões de metano provenientes de importações de petróleo e gás. O prazo é mais longo do que o inicialmente previsto, resultado de pressões exercidas por governos como os da França e dos Estados Unidos. Até poucas semanas atrás, a expectativa era de um adiamento de apenas um ano; contudo, o lobby — que contou com a participação da República Tcheca e da Itália — intensificou-se em prol de um prazo de três anos. As normas, que deveriam entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027, exigiriam que os fornecedores estrangeiros de petróleo e gás para a UE monitorassem e reportassem as emissões de metano, um potente gás de efeito estufa. Os Estados Unidos, maior fornecedor de gás natural liquefeito para a Europa, haviam alertado a UE, ainda em junho, de que a legislação sobre o metano poderia comprometer o fornecimento de combustíveis — um posicionamento que também foi endossado por empresas do setor, incluindo a gigante do petróleo ExxonMobil (XOM.N).”

Fonte: Reuters; 22/10/2026

BEI dobrará financiamento para adaptação climática para € 30 bilhões

“O Banco Europeu de Investimento anunciou, na quinta-feira, que planeja investir pelo menos 30 bilhões de euros (33,6 bilhões de dólares) até o final da década em projetos voltados para a adaptação aos impactos das mudanças climáticas. A nova meta — o dobro da estabelecida no plano de investimento quinquenal anterior — surge antes das negociações climáticas da COP31, na Turquia, que terão início em 9 de novembro. O novo plano visa auxiliar a Europa a se adaptar a ondas de calor, secas, incêndios florestais e inundações, abrangendo áreas como redes de energia, sistemas hídricos e agricultura. A iniciativa inclui financiamento, garantias e suporte consultivo, e ajudará a ampliar tecnologias climáticas europeias em setores que incluem sistemas de refrigeração, energia e água.”

Fonte: Reuters; 22/10/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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