IBOVESPA +0,74% | 186.595 Pontos
CÂMBIO -0,89% | 5,11/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 0,7%, aos 186.596 pontos, acompanhando o apetite por risco global após uma forte queda do petróleo. O cenário externo favorável, somado à redução da projeção da Selic no Focus para 13,50%, impulsionou ações domésticas e mais do que compensou a pressão sobre as commodities.
Hapvida (HAPV3, +8,1%), C&A (CEAB3, +6,6%), Vamos (VAMO3, +6,1%) e Vivara (VIVA3, +5,5%) lideraram os ganhos, favorecidas pela expectativa de juros mais baixos. Na ponta negativa, Petrobras (PETR3/PETR4, -1,0%) e PRIO (PRIO3, -3,5%) recuaram diante da queda do petróleo.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em queda. Nos EUA, as Treasuries fecharam em queda, com a T-note de 2 anos a 4,75% (-1 bp), a de 10 anos a 4,95% (-5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,28% (-5 bps), em movimento favorecido pelo recuo do petróleo em meio a perspectivas de novas altas de juros.
No Brasil, a curva fechou ao longo do pregão, com o DI jan/27 a 13,55% (-1 bp), o DI jan/29 a 13,68% (-16 bps) e o DI jan/31 a 13,88% (-14 bps). Além do suporte externo, pesaram ruídos eleitorais e a revisão da Selic terminal no Focus, de 13,75% para 13,50%, reforçando a expectativa de um novo corte de 25 bps em novembro. A NTN-B encerrou com a B29 a 7,41% (vs. 7,42%), a B35 a 7,35% (vs. 7,66%) e a B50 a 7,36% (vs. 7,37%).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade, em leve alta (S&P 500: +0,0%; Nasdaq 100: +0,1%), revertendo as perdas do início da manhã após notícias de que o Irã teria oferecido reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias caso Washington avance na desescalada, na esteira de uma segunda-feira forte, quando o S&P 500 subiu 1,49%, aos 7764,7 pontos. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,6%, também revertendo a abertura negativa, com o varejo entre os destaques. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 0,1% e o Nikkei (Japão) avançou 0,1%, enquanto na China, o CSI 300 ganhou 0,1% e o Hang Seng avançou 0,2%.
O mercado acompanha sobretudo a queda do petróleo, principal vetor da virada no apetite por risco: o Brent recua cerca de 2,2%, para próximo de US$ 98/barril, pressionando as ações do setor de energia. Os investidores também direcionam o foco para a agenda da semana, com os resultados trimestrais da Costco na quinta-feira e novas falas de dirigentes do Fed, em um pano de fundo de confiança do consumidor fragilizada.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em alta de 0,30%, aos 3.761,68 pontos. O movimento acompanhou o fechamento da curva de juros futuros, favorecido pela melhora do ambiente externo, marcada pelo aumento do apetite a risco e pelo recuo dos preços do petróleo.
Os ganhos foram disseminados entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de shoppings lideraram as altas do dia, com valorização de 0,66%, seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (+0,55%) e pelos fundos híbridos (+0,38%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão no campo positivo (+0,28%), enquanto os fundos de tijolo avançaram 0,27% no agregado. Na contramão, os ativos logísticos registraram leve recuo de 0,05%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSLG11 (+5,4%), MCRE11 (+3,8%) e ITRI11 (+2,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-2,2%), BTLG11 (-1,2%) e HTMX11 (-1,0%).
Economia
Na conjuntura internacional, os Estados Unidos e a China retomaram as discussões sobre tarifas e formalizaram um canal de diálogo sobre inteligência artificial, enquanto o FMI alertou para inflação persistente, custos crescentes de serviço da dívida e vulnerabilidades associadas ao ciclo de investimentos em tecnologia. No mercado de energia, expectativas de avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã e a recuperação dos embarques sauditas levaram o petróleo tipo Brent a cair quase 4% ontem, para US$ 100 por barril, embora as cotações globais de diesel continuem pressionadas pelas restrições russas.
No Brasil, o Boletim Focus mostrou nova alta das expectativas de inflação de 2026 e revisões baixistas para a atividade, enquanto a mediana para a taxa Selic no final de 2026 caiu de 13,75% para 13,50%. Na agenda de hoje, destaque para a Ata do Copom. Esperamos reconhecimento mais claro da desaceleração da atividade e da melhora recente da inflação, mas manutenção da cautela diante das expectativas desancoradas, dos choques globais de oferta e dos riscos fiscais. Em nossa visão, esse quadro deve permitir a continuidade gradual dos cortes de juros. Prevemos a taxa Selic em 13,25% no final de 2026 e 11,50% em 2027.
Veja todos os detalhes
Economia
Mercado reduz projeção da taxa Selic no final deste ano; Ata do Copom no centro das atenções hoje
- No cenário global, destaque para os ganhos no mercado acionário dos Estados Unidos ontem. As ações de tecnologia lideraram as altas, particularmente os papeis ligados a semicondutores, gerando o melhor dia das bolsas desde o início de agosto. O índice S&P 500 subiu 1,5%, enquanto o Nasdaq se valorizou em 2,3%. Além disso, os mercados se preparam para a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping nesta semana (5ª-feira), com as autoridades de ambos os países avaliando positivamente as conversas sobre inteligência artificial (IA), comércio exterior e investimento;
- Em relação aos conflitos no Oriente Médio, Trump afirmou que estaria “provavelmente” aberto a um encontro com o Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, à margem da Assembleia Geral da ONU. Ademais, os embarques de petróleo da Arábia Saudita a partir do Golfo Pérsico avançaram no final de semana, trazendo alívio ao mercado de petróleo. Os preços do barril do tipo Brent recuaram quase 4% ontem, para 100 dólares;
- Apesar da queda nos preços do petróleo bruto, o mercado global de diesel permanece pressionado. A Rússia considera estender por pelo menos mais um mês sua proibição à maior parte das exportações do combustível, diante da continuidade dos ataques da Ucrânia contra refinarias. Antes das restrições, o país respondia por aproximadamente 10% da oferta marítima mundial de diesel. A retirada desses volumes se soma às interrupções provenientes do Oriente Médio e levou o preço médio do diesel nos Estados Unidos ao recorde de 6,50 dólares por galão. Assim, a melhora recente no mercado de petróleo bruto ainda não representa normalização equivalente nos mercados de derivados;
- O FMI (Fundo Monetário Internacional) avalia que a economia mundial continua resiliente, mas enfrenta riscos elevados associados à inflação persistente, ao aumento dos custos de serviço da dívida e ao forte ciclo de investimentos em IA. A instituição projeta crescimento global de 3,0% em 2026, ante 3,5% em 2025. A Diretora-Geral do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que não espera uma resolução rápida das pressões inflacionárias e avaliou que diversos bancos centrais precisarão manter ou intensificar o aperto monetário. Georgieva também alertou para riscos relacionados à alavancagem e ao financiamento circular dos investimentos em IA, principalmente nos Estados Unidos, argumentando que uma eventual frustração com os retornos esperados da tecnologia poderia provocar um choque financeiro;
- No Brasil, conforme divulgado no Boletim Focus do Banco Central, a mediana das projeções de mercado para a taxa Selic no final de 2026 recuou de 13,75% para 13,50%, a primeira alteração desde o final de julho. Enquanto isso, as medianas para 2027 e 2028 permaneceram em 12,00% e 10,50%, respectivamente. No que diz respeito à inflação, a expectativa para o IPCA deste ano subiu de 4,90% para 4,92%, após três recuos semanais consecutivos. As projeções para os próximos dois anos seguiram em 4,30% e 3,80%. Por fim, as previsões para crescimento da atividade doméstica continuam em trajetória de queda. A mediana para o PIB de 2026 caiu de 1,89% para 1,88%, ao passo que a mediana para o PIB de 2027 cedeu de 1,45% para 1,43%;
- No que diz respeito às relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o Presidente Lula afirmou que não aplicará a Lei da Reciprocidade enquanto as negociações comerciais com Washington estiverem em andamento. Lula reiterou que pretende privilegiar a negociação e evitar uma guerra tarifária, mantendo, contudo, a possibilidade de utilização dos instrumentos previstos na legislação caso as conversas não resultem em acordo. O diálogo bilateral foi retomado recentemente entre representantes comerciais dos dois governos;
- Na agenda internacional, atenções voltadas para o relatório semanal de empregos ADP dos Estados Unidos. No Brasil, o destaque será a Ata do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). Esperamos poucas mudanças em relação ao comunicado pós-reunião da semana passada. No geral, o documento deve reconhecer uma economia doméstica menos aquecida e dados recentes de inflação mais benignos, ao mesmo tempo em que mantém as preocupações com a desancoragem das expectativas e os choques globais de oferta. A Ata deve detalhar os fatores que justificam a postura cautelosa do Comitê, sem necessariamente fornecer sinalização explícita sobre os próximos passos da política monetária. Em nossa visão, a desaceleração da atividade deve sustentar novos cortes de 0,25 p.p. na taxa Selic até o final do ano, embora essa trajetória continue condicionada à evolução dos choques inflacionários globais e dos riscos fiscais domésticos. Vale lembrar que a próxima reunião do Copom ocorrerá após a eleição presidencial. Prevemos a taxa básica de juros em 13,25% no final de 2026 e 11,50% em 2027.
Commodities
Papel e Celulose: preços dos cavacos importados na China sobem em Ago’26
- Os volumes de cavacos importados pela China recuaram M/M em Ago’26, enquanto os preços mais altos de importação ampliaram a vantagem de custos dos produtores integrados que utilizam madeira doméstica, com custos marginais estimados em ~US$530/t vs. ~US$580/t para aqueles que utilizam madeira importada;
- Esse diferencial de custos deve sustentar as negociações de preços da celulose, embora a madeira doméstica mais barata continue limitando uma recuperação sustentada dos preços da BHKP;
- Enquanto isso, os dados da SCI99 mostraram uma redução adicional de estoques na China, com os estoques de celulose recuando -6% S/S, embora os preços spot da fibra curta tenham permanecido amplamente estáveis;
- Uma vez que a fraca lucratividade na ponta continuou restringindo transações a preços mais altos, e condições climáticas favoráveis podem aumentar a oferta doméstica de cavacos, reduzindo ainda mais o suporte de custos para os produtores integrados;
- Em relação aos dados recentes do setor, observamos (i) os estoques de consumo de fibra curta na Europa aumentaram +4% M/M em Ago’26 (-7% A/A), enquanto os estoques de fibra longa recuaram -9% M/M (-18% A/A) no mesmo período;
- E (ii) os preços líquidos da BHKP e da NBSK na China estão atualmente em US$576/t e US$628/t, respectivamente, enquanto os futuros de BHKP estão em US$585/t para Out’26 (estáveis S/S);
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Empresas
Randoncorp e Frasle Mobility: Move Brasil apoiando melhores tendências para implementos rodoviários
- O que há de novo? Hoje, Randoncorp e Frasle Mobility divulgaram receitas mensais de Aug’26 de R$1,18 bilhão (+3% A/A; -4% M/M) e R$457 milhões (-2% A/A; -5% M/M), respectivamente;
- Excluindo a Frasle, as receitas da Randoncorp atingiram R$727 milhões (+8% A/A; -3% M/M);
- Nossa visão Vemos como positivos os melhores números das operações da Randon excl. Frasle, em linha com os dados recentes da indústria, que têm sido mais favoráveis;
- Segundo a ANFIR, os emplacamentos de Aug’26 aumentaram +16% A/A, com os implementos para o agronegócio crescendo +21% A/A, indicando uma melhora na demanda por implementos rodoviários após um 1S26 fraco;
- Dito isso, parte da melhora ainda parece estar ligada ao programa Move Brasil, o que limita nossa convicção de que as tendências atuais reflitam uma recuperação mais estrutural;
- Para a Frasle, vemos uma leve correção sequencial (potencialmente refletindo movimentos de estoques), mas continuamos vendo fundamentos saudáveis tanto no Brasil quanto nos EUA, apoiados por um cenário de demanda resiliente e pelo envelhecimento da frota de veículos;
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Kepler Weber (KEPL3): aguardando maior visibilidade
- Realizamos uma reunião com o CEO da Kepler Weber, Sr. Bernardo Nogueira, e o CFO, Sr. Renato Arroyo, para discutir os desafios de curto prazo e as oportunidades de longo prazo para soluções de armazenagem pós-colheita;
- Embora o ambiente operacional permaneça desafiador, devido às condições restritivas de financiamento, à incerteza macroeconômica e aos riscos relacionados ao clima, vemos alguns sinais iniciais de que os fundamentos agrícolas podem estar avançando na direção correta;
- Particularmente por meio da melhora dos preços dos grãos e da lucratividade dos produtores rurais, caso sustentada;
- Continuamos vendo a Kepler tomando as medidas necessárias para administrar o ciclo de baixa, com iniciativas como a crescente contribuição de Reposição & Serviços e de outros negócios mais resilientes (que também permanecem no centro da estratégia da companhia à frente);
- Também aproveitamos a oportunidade para atualizar nossas estimativas, reiterando nossa visão Neutra (preço-alvo para o fim de 2027 de R$7,00/ação), enquanto incorporamos uma perspectiva de margens mais conservadora à frente;
- Embora continuemos esperando uma recuperação cíclica gradual ao longo do tempo, vemos o valuation atual (P/L 2027-28E de 12-9x) como amplamente justo, dado o atual estágio da companhia no ciclo;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- GPA rebate Casas Bahia e diz que demora para homologar recuperação extrajudicial pode afetar o caixa (InvestNews);
- Credores da Braskem cobram injeção de US$ 3 bilhões de Petrobras e IG4, segundo fontes (Bloomberg Línea);
- Pagamentos de R$ 1,48 tri testam mercado de dívida (Valor Econômico);
- Eneva fecha acordo com americana Halliburton de olho no petróleo na Venezuela (InvestNews).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX abre semana com avanço de 0,3%, em 3.761,68 pontos (FIIs);
- FIIs batem recorde e chegam a 3,3 milhões de investidores (EuQueroInvestir);
- No centro de São Paulo, o retrofit chegou aos escritórios (Metro Quadrado);
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- Utilities | Complexidade da Precificação: Um Modelo Hora a Hora do Mercado de Energia Elétrica Brasileiro
- Estamos apresentando nosso modelo proprietário, que projeta o balanço horário entre oferta e demanda para o setor elétrico até 2031;
- Após um extenso trabalho buscando simplificar a operação da matriz elétrica brasileira (o que ainda é uma tarefa altamente complexa), decidimos compartilhar nossas principais conclusões neste relatório;
- A primeira e talvez mais relevante: a assimetria para os preços da energia ainda permanece fortemente inclinada para cima, o que reforça nossa visão construtiva de longo prazo para as geradoras com elevada capacidade descontratada no longo prazo, notadamente AURE e AXIA, mas outros nomes, como ENEV, CPLE e EGIE, também tendem a se beneficiar;
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ESG
Motiva investe em eletropostos em São Paulo e visa expansão neste mercado | Café com ESG, 22/09
- O pregão de segunda-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,74% e 1,38%, respectivamente.
- No Brasil, a Motiva está ampliando seu escopo de atuação em eletromobilidade por meio da oferta de soluções de infraestrutura de recarga para ônibus elétricos – o investimento inicial focou na frota de ônibus elétricos da capital paulista, mas a companhia informou estar em conversas com outras empresas para ampliar o negócio.
- No internacional, (i) as remessas chinesas de imãs de terras raras aos Estados Unidos diminuíram em agosto (-20% M/M e -13% A/A) em meio à expectativa de que o suprimento desses materiais seja um ponto de atrito na reunião de cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping em Washington nesta semana – para os americanos, a queda mostra que a China não cumpriu plenamente seu compromisso de garantir o suprimento ininterrupto, um ponto-chave da trégua comercial de um ano acertada em novembro pelos dois líderes em Busan, na Coreia do Sul; e (ii) a Comissão Europeia propôs ontem novas regras que exigem que os data centers na Europa divulguem a eficiência com que utilizam energia e água, em meio a uma expansão dessas instalações e preocupações com o consumo de recursos – para incentivar as empresas a construir data centers mais eficientes, a Comissão propôs um sistema de classificação para essas instalações, no qual obrigaria os operadores de instalações com capacidade de 500 kW a informar sua eficiência energética e hídrica utilizando um sistema de rotulagem criado pela UE.
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