IBOVESPA -0,01% | 185.188 Pontos
CÂMBIO -0,61% | 5,09/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira praticamente estável, em queda de 0,01%, aos 185.188 pontos, interrompendo uma sequência de 11 altas consecutivas. O índice chegou a avançar cerca de 1,0% durante a sessão, com o mercado repercutindo o cenário político, mas perdeu força com a pressão de Vale e das ações ligadas a petróleo. Ainda assim, a sessão teve amplitude positiva, com 50 dos 77 papéis do índice em alta.
Na ponta positiva, CSN (CSNA3, +6,7%) esteve entre os principais destaques após Benjamin Steinbruch deixar o cargo de CEO, sendo substituído por Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale. Já a PRIO (PRIO3, -4,5%) liderou as quedas do índice, acompanhando a correção das ações do setor de petróleo.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam em queda novamente. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries recuaram, com a T-note de 2 anos a 4,34% (-3 bps), a T-note de 10 anos a 4,77% (-1 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,25% (-1 bp).
No Brasil, a curva de DI acompanhou o movimento externo e seguiu favorecida pelo arrefecimento da inflação, sinais de moderação da atividade e pela redução dos prêmios de risco associados ao cenário eleitoral, com o DI jan/27 a 13,58% (0 bp), o DI jan/29 a 13,89% (-6 bps) e o DI jan/31 a 14,15% (-5 bps). A NTN-B acompanhou o movimento, com a B29 a 7,82% (vs. 7,89%), a B35 a 7,78% (vs. 7,86%) e a B50 a 7,47% (vs. 7,51%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta, mas em magnitudes distintas (S&P 500: +0,0%; Nasdaq 100: +0,4%), à espera do relatório de emprego de agosto, depois que comentários mais brandos do diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) Christopher Waller reduziram para cerca de 50% a probabilidade de alta de juros em setembro. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve queda (-0,1%). Na Ásia, os mercados fecharam em direções opostas: o Kospi (Coreia) avançou 1,6% e o Nikkei 225 (Japão) subiu 0,9%, enquanto na China, o CSI 300 recuou 0,1% e o Hang Seng avançou 1,7%.
O mercado acompanha o payroll de agosto, para o qual o consenso espera criação de 58 mil vagas, com taxa de desemprego estável em 4,1%. O Brent recua 0,3%, para próximo de US$ 95/barril, mas acumula alta de cerca de 5% na semana, sustentado pela retomada das hostilidades no Oriente Médio e pela incerteza sobre o tráfego no Estreito de Ormuz. Os investidores também direcionam o foco para os resultados de Oracle na próxima semana, além do CPI, apontado como o dado decisivo para o Fed.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 0,20%, aos 3.761 pontos.
Os ganhos foram disseminados entre os principais segmentos do mercado. As lajes corporativas lideraram as altas do dia, com valorização de 0,92%, seguidas pelos fundos híbridos (+0,41%) e pelos fundos de shoppings (+0,34%). Os fundos de tijolo avançaram 0,35% no agregado, impulsionados também pelos ativos logísticos (+0,18%). Já o segmento de multiestratégia/FOFs registrou alta de 0,26%, enquanto os fundos de recebíveis apresentaram leve recuo de 0,08%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram PVBI11 (+4,2%), BTAL11 (+2,1%) e LIFE11 (+2,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por GZIT11 (-3,1%), HSAF11 (-2,5%) e VISC11 (-1,5%).
Economia
Destaque para os dados do mercado de trabalho de agosto nos EUA. Um resultado mais forte poderia reforçar a perspectiva de que o Fed elevará as taxas de juros neste mês. Ontem, a probabilidade de alta de juros diminuiu nos mercados futuros depois que o dirigente do Fed Christopher Waller afirmou que dados econômicos recentes mostravam sinais encorajadores de desinflação.
No Brasil, os mercados continuarão monitorando as notícias do Supremo Tribunal Federal e as investigações sobre o caso do Banco Master. Publicamos nosso relatório Brasil Macro Mensal, destacando a desaceleração mais cedo do que esperávamos da atividade econômica este ano.
Veja todos os detalhes
Economia
Todas as atenções voltadas para o mercado de trabalho nos EUA e para as notícias do STF no Brasil
- Os dados do mercado de trabalho nos EUA referentes a agosto serão divulgados hoje. Um resultado mais forte poderia reforçar a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) elevará as taxas de juros neste mês. Ontem, a probabilidade de alta de juros diminuiu nos mercados futuros depois que o dirigente do Fed Christopher Waller afirmou que dados econômicos recentes mostravam sinais encorajadores de desinflação.
- Os dados publicados ontem nos EUA penderam para o lado mais forte. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego subiram marginalmente para 206 mil, praticamente em linha com o consenso de 205 mil. O ISM de serviços acelerou de 54,1 para 55,4 em agosto, com novas encomendas atingindo 60,9, maior nível desde fevereiro de 2023. O principal ponto de atenção veio no indicador de preços pagos, que avançaram de 70,3 para 72,6, máxima em três anos, indicando que as pressões inflacionárias não estão restritas aos bens.;
- O preço do petróleo apresentou movimento misto, com alguma acomodação do prêmio de risco geopolítico, mas permaneceu em patamares elevados próximos a 96 dólares por barril. Vladimir Putin afirmou que a Rússia deve restaurar em breve os 10% restantes da capacidade de refino afetada pelos ataques ucranianos, reduzindo parte das preocupações com a oferta de derivados. No Oriente Médio, porém, a continuidade dos confrontos entre Estados Unidos e Irã e as restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz mantêm elevado o risco sobre os fluxos físicos de petróleo;
- No Brasil, os mercados continuarão monitorando as notícias do Supremo Tribunal Federal, e as investigações da Polícia Federal sobre o caso do Banco Master;
- Publicamos hoje nosso Brasil Macro Mensal, “Desaceleração antes do esperado”. Os dados recentes indicam perda de força mais rápida dos componentes cíclicos da economia, levando-nos a reduzir a projeção de crescimento do PIB de 2026 de 2,0% para 1,7%. Para 2027, mantemos crescimento de 1,0%, ainda com viés de baixa. No fiscal, projetamos déficit primário do governo central de 0,3% do PIB em 2026 e 0,2% em 2027, com a política fiscal caminhando para terreno contracionista no final deste ano. O ambiente externo permanece misto: o risco de juros mais altos nos EUA é um vetor negativo, enquanto preços mais elevados de petróleo, soja, milho e açúcar favorecem as contas externas brasileiras. Nesse contexto, mantemos o câmbio em R$ 5,00/US$ no fim de 2026 e R$ 5,30/US$ em 2027, enquanto o déficit em conta corrente deve permanecer confortavelmente financiado pelos ingressos de IDP. Na inflação, reduzimos a projeção de IPCA de 2026 de 5,1% para 5,0% e mantemos 4,2% para 2027, ainda com riscos assimétricos para cima. Diante da desaceleração mais precoce da atividade, não esperamos uma pausa no ciclo de flexibilização monetária: projetamos Selic de 13,25% no fim de 2026 e 11,50% em 2027, com esse último patamar sendo alcançado em junho. Os principais riscos ao cenário permanecem ligados à política monetária do Fed, aos preços do petróleo, ao El Niño e à trajetória fiscal brasileira. Para detalhes, acesse Brasil Macro Mensal: Desaceleração antes do esperado – XP Investimentos;
Empresas
BrasilAgro (AGRO3) | Revisão do 4T26 (2T26 ano corrente): um cenário mais favorável à frente
- A BrasilAgro reportou resultados fracos, como esperado, refletindo uma base de comparação difícil devido à ausência de vendas de fazendas e à pressão contínua das operações de cana-de-açúcar e algodão;
- Ainda assim, o EBITDA Ajustado atingiu BRL 57 mi (vs. XPe de BRL 15 mi), impulsionado principalmente pelos resultados com derivativos e pela realização de ativos biológicos. A receita líquida caiu 25% A/A, para BRL 256 mi, enquanto o lucro líquido foi de BRL -14 mi;
- No geral, apesar de um trimestre fraco, a BrasilAgro entra na safra 2026/27 com exposição relevante à alta dos preços das commodities, ao mesmo tempo em que grande parte dos custos de insumos já está travada;
- O principal potencial de revisão negativa para a tese continua sendo uma recuperação mais fraca do que o esperado da operação de cana-de-açúcar;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Sabesp (SBSP3): do benefício da dúvida ao ônus da prova
- Mantendo nossa visão construtiva de longo prazo; a execução agora é o catalisador para a compressão do prêmio de risco de ação
- O decepcionante 2T da Sabesp não altera nossa visão construtiva de longo prazo sobre a ação, mas o ônus da prova voltou a recair sobre a execução;
- Após uma performance abaixo do esperado desde a divulgação dos resultados, de 10 p.p. em relação ao IBOV, nossa visão é que o desempenho reflete mais do que apenas os impactos econômicos da frustração com os resultados, incorporando também um aumento na percepção de risco, que só deverá se dissipar por meio de resultados trimestrais sequenciais que comprovem que os efeitos mencionados pela companhia, R$ 600 milhões dos R$ 800 milhões em impactos esperados para 2026, são transitórios;
- Acreditamos que: i) os próximos 2 a 3 resultados trimestrais serão catalisadores relevantes para validar, ou invalidar, a tese de transitoriedade; e ii) o reajuste tarifário deste ano também será importante para avaliar se há revisões adicionais a serem feitas para 2027e, para o qual temos um aumento de 16% em nosso modelo;
- A tese de longo prazo permanece intacta, mas agora a Sabesp precisa entregar resultados para recuperar o momentum da tese;
- Nosso novo preço-alvo para o final de 2027 é de R$ 36,8/ação;
- Nossas estimativas de EBITDA foram revisadas para baixo e agora estamos aproximadamente 5% abaixo do consenso entre 2026e e 2029e;
- Agora adotamos um Ke real de 10%, ante 8,5% anteriormente, o que incorpora a premissa de que a Sabesp não negociará com prêmio em relação aos seus pares brasileiros, ao menos até que os riscos de execução se dissipem;
- Mantemos nossa recomendação de Compra e vemos SBSP como uma de nossas ações preferidas dentro da nossa cobertura;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Market Dispatch – Agosto de 2026
- Nesta edição do nosso Market Dispatch mensal, apresentamos atualizações sobre os mapas climáticos para os próximos meses e recapitulamos o que foi um mês negativo para os preços de energia de curto prazo, com quedas mensais de 7% para ago/26 e de 11% para set/26;
- No entanto, agosto também foi marcado por leves revisões para cima nos preços de energia de médio e longo prazo;
- Seguindo as tendências observadas em julho, agosto apresentou volatilidade limitada no curto prazo e pequenas variações no longo prazo, uma vez que a liquidez continua sendo uma restrição nos vértices mais longos da curva, refletindo as perspectivas incertas trazidas pela consolidação de um Super El Niño;
- Até o momento, as duas consequências mais claras são: i) chuvas no Sul, exercendo pressão baixista sobre os preços de curto prazo; e ii) potenciais ondas de calor e volatilidade na geração eólica, exercendo pressão altista sobre os preços no 4T26;
- Contudo, os mapas agora indicam anomalias hidrológicas relevantes para os próximos 3 a 4 meses, com condições secas no Norte/Nordeste e úmidas no Sul e em pequenas áreas do Sudeste;
- Nesse sentido, realizamos novamente nossa análise de “mark-to-model”, que continua apontando para algum risco baixista em relação às nossas estimativas de EBITDA para a AXIA no período de 2026-30e;
- Do ponto de vista de avaliação, porém, esse efeito vem sendo compensado pelos preços de longo prazo cada vez mais elevados, medidos pela Dcide;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Azzas: o custo do casamento e do divórcio entre Arezzo e Soma (Pipeline Valor);
- C6 Bank compra a Alymente e estreia em mercado de benefícios de R$ 150 bilhões (Bloomberg Línea);
- Cofco e Bunge avançam por fatia da Rumo, mas Cosan seguirá influente (InvestNews);
- Taesa se prepara para redução de receita com renovações (CanalEnergia).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX sobe 0,2%; índice encerra quinta-feira aos 3.761 pontos (Suno Notícias);
- Tijolo responde por 43,2% da carteira de FIIs da XP em setembro (EuQueroInvestir);
- Pátria busca R$ 700 milhões para comprar participação em oito edifícios (Estadão);
- Clique aqui para acessar o relatório.,
- Carteira Recomendada XP FIIs – Renda Total – Setembro/26
- Atualizamos a carteira Renda Total para o mês de setembro de 2026;
- Em agosto, a carteira recuou 0,65%, enquanto o IMA-B 5+ apresentou alta de 1,81% no mesmo período. Além disso, gerou dividend yield mensal de 1,08% (equivalente a 12,9% a.a.);
- Com isso, acumula valorização de 10,8% nos últimos 12 meses, correspondendo a 117,3% do retorno do IMA-B 5+;
- Clique aqui para mais informações.
ESG
Banco Central anuncia novas exigências para a divulgação de informações sobre riscos sociais, ambientais e climáticos | Café com ESG, 04/09
- O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em território misto, com o IBOV andando de lado (-0,01%) e o ISE avançando 0,65%.
- No Brasil, (i) o Banco Central anunciou novas exigências para a divulgação de informações sobre riscos sociais, ambientais e climáticos pelas instituições financeiras reguladas – o novo modelo passa a incluir um conjunto de métricas e indicadores padronizados que permitirão maior comparabilidade entre as instituições, a serem feitos no Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticas (GRSAC); e (ii) a Lei do Combustível do Futuro, que consolidou um novo marco regulatório para a produção e o uso de combustíveis sustentáveis no país, pode mobilizar cerca de R$ 260 bilhões em investimentos até 2037, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira – na sua visão, a legislação criou maior segurança jurídica e regulatória para projetos de descarbonização.
- Do lado das empresas, de olho em governança corporativa, a Cosan está em conversas avançadas com um consórcio formado pela COFCO e a Bunge para vender uma fatia de 15% na Rumo – o sticking point, contudo, pode ser a governança da empresa, dado que os controladores não parecem estar dispostos a ceder poder político desproporcional à participação.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!