IBOVESPA +1,2% | 172.742 Pontos
CÂMBIO -0,4% | 5,13/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 1,2%, aos 172.742 pontos, interrompendo uma sequência de três quedas, impulsionado pela queda dos preços do petróleo e fechamento da curva de juros.
Magazine Luiza (MGLU3, +8,5%) liderou os ganhos em um movimento de recuperação das ações domésticas e sensíveis aos juros, enquanto Vamos (VAMO3, +6,0%) e Yduqs (YDUQ3, +5,7%) também se destacaram pelo mesmo movimento.
Na ponta negativa, Petrobras (PETR3;PETR4, -0,8%;-0,5%) e Prio (PRIO3, -0,8%) ficaram entre as poucas quedas do índice, pressionadas pela queda do preço do petróleo e prorrogação da tributação sobre exportações de petróleo.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em queda, devolvendo parte dos prêmios recentes em meio ao alívio das tensões no Oriente Médio, à retração dos preços do petróleo e à consequente redução das preocupações com impactos inflacionários globais. Nos EUA, as Treasuries encerraram com a T-note de 2 anos a 4,17% (-4bps), a T-note de 10 anos a 4,55% (-2bps) e o T-bond de 30 anos a 5,06% (-1bp), refletindo a percepção de possíveis avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
No Brasil, a curva de juros acompanhou o movimento externo, com o DI jan/27 a 13,99% (-7bps), o DI jan/29 a 14,21% (-17bps) e o DI jan/31 a 14,34% (-15bps), também favorecidos pela boa recepção ao leilão de títulos do Tesouro Nacional. A curva de NTN-B teve um recuo no curto e certa manutenção no longo, com a B29 a 8,42% (vs. 8,50%), a B35 a 8,18% (vs. 8,13%) e a B50 a 7,56% (vs. 7,55%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,4%). As ações de chips recuam no pré-mercado, com quedas em Intel, Micron, Nvidia e Broadcom, enquanto o mercado acompanha a estreia da SK Hynix na Nasdaq.
Na Europa, as bolsas operam próximas da estabilidade, com o Stoxx 600 em leve alta (+0,1%), apesar da fraqueza das ações de tecnologia. As ações da Vodafone dispararam cerca de 11% após a E& anunciar a venda de sua participação de 16,2% na companhia para a Vega em uma operação de US$ 5,95 bilhões. Na Ásia, o Kospi liderou os ganhos (+2,5%) e o Nikkei avançou 1,2%, enquanto o CSI 300 caiu 2,0%. Além da estreia de SK Hynix na Nasdaq, a agenda do dia também conta com o balanço de Delta Air Lines.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 0,27%, aos 3.831,41 pontos. Entre os segmentos, os fundos de tijolo avançaram 0,43%, impulsionados principalmente pelas lajes corporativas (+0,79%), ativos logísticos (+0,44%) e shoppings (+0,22%). Os fundos híbridos também registraram desempenho positivo (+0,40%), enquanto os fundos de recebíveis apresentaram leve valorização (+0,02%). Já os fundos de fundos recuaram 0,07%, sendo o único segmento a encerrar o dia no campo negativo, enquanto multiestratégia/FOFs avançou 0,28%. Dentre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TOPP11 (+2,7%), LIFE11 (+2,2%) e KORE11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por DEVA11 (-2,7%), HCTR11 (-2,4%) e VGRI11 (-2,4%).
Economia
Destaque para a divulgação do IPCA de junho no Brasil, principal indicador de inflação ao consumidor e importante para avaliar a dinâmica recente dos preços e das medidas subjacentes acompanhadas pelo Banco Central. Não há indicadores econômicos relevantes previstos no Brasil ou no exterior para o restante do dia.
A escalada entre Estados Unidos e Irã continuou elevando as tensões no Oriente Médio e mantendo os riscos para a oferta global de petróleo. O preço do petróleo Brent é negociado próximo a US$ 76 o barril, contra US$ 72 no início da semana.
O índice de preços ao produtor (PPI) do Japão acelerou em junho no ritmo mais rápido desde o início de 2023, reforçando o argumento para que o Banco do Japão continue elevando as taxas de juros.
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Economia
IPCA no Brasil é o destaque do dia, em meio ao recrudescimento de tensões geopolíticas
- A escalada entre Estados Unidos e Irã prosseguiu nesta quinta-feira, com novos ataques militares de ambos os lados e aumento das tensões no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos informou ter atingido 90 alvos militares iranianos, enquanto o Irã respondeu com ataques contra ativos americanos em países do Golfo e afirmou que a normalização do tráfego marítimo dependerá de suas próprias condições. Segundo entidades do setor, o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz caiu para cerca de 30 navios por dia, bem abaixo dos níveis observados antes do conflito, reforçando os riscos para a oferta global de petróleo e para a inflação internacional;
- Neste ambiente, o preço do petróleo Brent é negociado próximo a 76 dólares o barril, contra 72 no início da semana;
- O índice de preços ao produtor (PPI) do Japão acelerou em junho no ritmo mais rápido desde o início de 2023, reforçando os indícios de pressões inflacionárias crescentes que sustentam o argumento para que o Banco do Japão continue elevando as taxas de juros. Segundo o banco central do Japão, indicador de custos de insumos para as empresas japonesas subiu 7,1% em junho na comparação anual, e o aumento de maio foi revisado para cima;
- Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (banco central estadunidense), Kevin Warsh, anunciou os integrantes das cinco forças-tarefa que revisarão aspectos centrais da condução da política monetária, incluindo comunicação, produtividade, utilização de dados e modelos de inflação. Entre os participantes está o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Armínio Fraga, e Mervyn King, ex-presidente do Banco Central do Reino Unido, que integrarão o grupo dedicado à comunicação da política monetária. Os trabalhos deverão ser concluídos até o fim do ano e poderão resultar em recomendações para aperfeiçoar o processo decisório do Federal Reserve;
- No Brasil, será divulgado o IPCA de junho, principal indicador de inflação ao consumidor do país. Esperamos alta de 0,32% na comparação mensal e de 4,81% em termos anuais, em linha com o consenso de mercado. O resultado também deverá fornecer sinais importantes sobre a dinâmica da inflação subjacente e dos serviços, componentes acompanhados de perto pelo Banco Central na avaliação das perspectivas para a política monetária. No exterior, não há divulgações relevantes de indicadores econômicos;
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo continua negociando com a Febraban para ampliar a adesão dos bancos privados ao programa Desenrola Adimplentes. A iniciativa busca reduzir o custo do crédito para trabalhadores que mantêm suas obrigações em dia, mas enfrentam taxas de juros elevadas. Segundo o ministro, além da renegociação de dívidas, é necessário ampliar a oferta de crédito de melhor qualidade, em um contexto de elevado endividamento das famílias.
Empresas
Tupy (TUPY3): Uma perspectiva mais construtiva começa a tomar forma
- Vemos indicações mais tangíveis de uma recuperação sustentada no mercado norte-americano de caminhões pesados;
- Embora a visibilidade permaneça limitada, dados recentes e comentários do management sugerem cada vez mais uma melhora das condições da indústria;
- Apoiada por sinais mais fortes de demanda, melhora da dinâmica de fretes, mercados industriais finais resilientes e, potencialmente, uma contribuição incremental da EPA 2027;
- Considerando isso, juntamente com a inflexão de resultados esperada para a Tupy e sua trajetória de desalavancagem, elevamos a recomendação da ação para Compra;
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Tech | ConstruSummit 2026 da Starian
- Na última semana, participamos do ConstruSummit, evento anual da Starian focado na adoção de tecnologia pela indústria da construção:
- A conferência reuniu mais de 2.500 participantes e proporcionou acesso direto à alta administração, incluindo CEO, Head da vertical de Construção, CFO, CIO, CAIO e lideranças das áreas de dados e produtos;
- Saímos do evento com quatro principais conclusões, todas com viés positivo para a TOTVS:
- (i) a IA é um vetor de expansão de mercado endereçável (TAM), e não uma fonte de compressão; em uma visão simples e conservadora, apenas a “agentificação” poderia expandir o TAM da Starian em 6-8x;
- (ii) o modelo de precificação do software está migrando para uma estrutura híbrida, combinando cobrança por usuários (seats), módulos e monetização baseada em serviços/resultados, sem sinais evidentes de platô de receita;
- (iii) a Starian parece estar significativamente avançada na adoção de IA, tanto internamente quanto em seu portfólio de produtos; e
- (iv) a reforma tributária brasileira deve atuar como um vento favorável para as receitas dos fornecedores de ERP.
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Intelbras (INTB3): Recuperação sequencial em andamento, mas pressões de custos começam a ganhar força no 2S
- Para o 2T26, esperamos que a Intelbras apresente uma recuperação sequencial em todas as unidades de negócio, com receita de R$ 1,135 bilhão (-8,9% A/A; +2,2% T/T), EBITDA de R$ 154 milhões (margem de 13,6%, +117 bps A/A) e lucro líquido de R$ 150 milhões (+10,4% A/A):
- Embora os resultados devam confirmar uma melhora gradual da rentabilidade, o cenário para a margem bruta começa a exigir mais cautela, à medida que o aumento dos custos de commodities e memórias passa a ser refletido nos estoques;
- Vemos o trimestre como levemente positivo e reiteramos nossa recomendação de Compra, mas destacamos a evolução da margem bruta e das pressões de custos como os principais pontos de atenção para os próximos trimestres.
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Panvel (PNVL3): Vantagem competitiva intacta; feedback do NDR com CFO e gerente de RI
- Realizamos ontem um NDR com o CFO da PNVL, Sr. Antonio Napp, e o gerente de RI, Sr. Ismael Rohrig, para obter atualizações sobre as tendências recentes da companhia;
- O tom foi positivo, com as principais mensagens sendo: (i) o 2T devê ser outro trimestre forte, com aceleração da receita e ganhos de produtividade compensando pressão na margem bruta;
- (ii) a recente onda de cortes de preços destravou demanda, com uma parcela relevante do crescimento vindo de novos usuários;
- (iii) a velocidade do ramp-up do Ozivy surpreendeu a administração;
- (iv) a potencial entrada do MELI no setor foi um tema, mas os moats estruturais das farmácias permanecem firmes;
- (v) expansão disciplinada à frente, com geração de caixa e ROIC como prioridades;
- e (vi) ventos regulatórios contrários acelerariam a consolidação;
- Mantemos nossa recomendação de Compra, sustentada por momentum sólido de resultados, execução consistente e valuation atrativo (a 7x P/L 2027e);
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Marcopolo (POMO4): Volumes domésticos compensando exportações mais fracas no 2T26
- A FABUS divulgou os dados de produção de carrocerias de ônibus de Jun’26, com produção total de 2.634 unidades, alta de +23% A/A (+6% M/M), encerrando o 2T26 com avanço de +12% A/A;
- Destacamos: (i) produção doméstica em alta de +35% A/A em Jun’26 (+18% A/A no 2T26), enquanto (ii) as exportações seguem em queda (-31% A/A em Jun’26 e -22% A/A no 2T26);
- Por segmento, os micro-ônibus continuam sustentando o desempenho (encerrando o 2T26 em +82% A/A);
- Confirmando nossa leitura de que programas governamentais seguem apoiando a demanda (e devem continuar sustentando volumes no 2S26, à medida que as entregas do Caminho da Escola começarem);
- Enquanto urbanos e rodoviários permaneceram pressionados por dinâmicas fracas de renovação de frota;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
SLC (SLCE3) | Redimensionando o bloco
- O que aconteceu?
- A SLC Agrícola anunciou um acordo revisado com o Grupo Radar para a aquisição do “Bloco Mato Grosso”, após negociações entre os arrendatários que também haviam exercido seus direitos de preferência;
- Pelo novo arranjo, a SLC adquirirá 8,9 mil ha agricultáveis, uma redução significativa em relação à primeira proposta (28,8 mil ha agricultáveis). Os ativos adquiridos incluem infraestrutura instalada, como silos, algodoeira e outras benfeitorias operacionais;
- Veja nossa visão no relatório completo: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/slc-slce3-redimensionando-o-bloco/.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Taesa encerra emissão de debêntures de R$ 1,7 bilhão (Canal Energia);
- O desfecho da venda de terras da Radar: três compradores (Pipeline Valor);
- Caixa da Ambipar tinha R$ 1,2 bi em pré-precatório (Valor Econômico);
- Governo renova imposto de exportação de petróleo; empresas irão à Justiça (Brazil Journal).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha em alta de 0,27% (FIIs);
- FIIs de varejo adaptam portfólios em cenário de juros altos (ClubeFII News);
- Resultado do XPML11 avança 53% e vendas atingem maior nível de 2026 (Suno Notícias);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- SK Hynix’s US Trading Debut Unleashes Wave of New Leveraged ETFs: a estreia da SK Hynix nos EUA já disparou uma onda de novos ETFs alavancados sobre a ação, num movimento que ecoa a corrida vista em nomes ligados a IA e memória. O que essa velocidade de lançamento diz sobre o apetite por risco concentrado é o ângulo do dia. (Bloomberg)
- Small-Cap ETFs Are Beating the S&P 500 as Mag 7 Stumble (ETF.com)
- Wall Street encontra em ETF forma de evitar Elon Musk (Valor)
- Meme ETF Rally Leaves Many Underwater (Reuters)
- Destaque XP — Bússola de ETFs, Julho de 2026: nossa visão mensal de alocação em ETFs, com posicionamento por classe de ativo e temas prioritários. (XP Research)
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
EUA propõe flexibilizar regras de emissões para veículos pesados | Café com ESG, 10/07
- O pregão de quinta-feira fechou em alta, com o IBOV e ISE avançando 1,22% e 1,96%, respectivamente.
- No Brasil, o presidente da Câmara, Hugo Motta, não aceitou o cancelamento da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) prevista para quarta-feira para deliberar sobre o aumento do percentual de 30% para 32% do etanol na gasolina – segundo ele, foi acertado com os ministros Bruno Moretti e Alexandre Silveira a reconvocação do conselho para a próxima terça-feira.
- No internacional, (i) empresas chinesas ampliam sua vantagem competitiva após as restrições às exportações de terras raras impostas por Pequim, fortalecendo sua posição na cadeia global de minerais críticos – a China responde por mais de 90% da capacidade mundial de produção de óxido de ítrio, insumo essencial para setores como veículos elétricos, semicondutores e materiais avançados; e (ii) a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) propôs flexibilizar as regras de emissões para caminhões pesados, permitindo que fabricantes mantenham por mais tempo modelos que não atendem aos padrões mais rigorosos adotados durante o governo Biden – a agência estima uma economia de US$ 12 bilhões para o setor, com redução de até US$ 6 mil no custo por caminhão, enquanto a medida reacende o debate sobre os impactos ambientais da flexibilização regulatória.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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