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Ata do FOMC e dados de inflação na agenda da semana

No Brasil, o principal indicador desta semana será o IPCA de junho; veja alguns dos temas de maior destaque nesta segunda-feira, 06/07/2026

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IBOVESPA +0,74% | 174.070 Pontos

CÂMBIO -0,44% | 5,17/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana em alta de 0,5% em reais e de 0,4% em dólares, por conta da depreciação de 0,1% do real, aos 174.070 pontos.

Ultrapar foi o destaque positivo da semana (UGPA, +7,5%), revisões positivas no preço-alvo pelo mercado devido otimismo com margens do setor antes da temporada de resultados do 2T26.

Por outro lado, Azzas 2154 (AZZA3, -9,7%) foi o destaque negativo, devido a correção após alta com anúncio da possibilidade de IPO bilionário da Farm Rio e dúvidas em relação ao resultado trimestral. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com movimentos mistos. Nos EUA, considerando o fechamento de quinta-feira (02) devido ao feriado, os rendimentos das Treasuries avançaram e devolveram parte da queda observada na semana anterior. A T-note de 2 anos encerrou a 4,17% (+8 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,49% (+12 bps) e o T-bond de 30 anos a 4,87% (+11 bps). No Brasil, a ponta curta fechou em queda, beneficiada por indicadores mais fracos de atividade e mercado de trabalho, que elevaram as apostas em um novo corte da Selic em agosto. Já os vértices intermediários e longos apresentaram maior volatilidade ao longo da semana. O DI jan/27 encerrou a 14,00% (-5 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 14,25% (-1 bp) e o DI jan/31 a 14,37% (+2 bps). A curva de NTN-B encerrou com a B29 a 8,60% (vs. 8,58%), a B35 a 8,27% (vs. 8,10%) e a B50 a 7,69% (vs. 7,57%).

Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,5%; Nasdaq 100: +1,0%), dando continuidade ao forte desempenho da última semana. Apesar da recente realização no setor de semicondutores, investidores seguem rotacionando para outros segmentos, como financeiro, saúde e industrial, mantendo o suporte aos principais índices. Na Europa, as bolsas negociam em queda (Stoxx 600: -0,2%). Na Ásia, o fechamento foi misto, com o Nikkei (Japão) e o CSI 300 (China) estáveis, Kospi (Coreia do Sul) recuando 0,5% e HSI (Hong Kong) subindo 1,1%. Nesta semana, as atenções se voltam para a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que poderá trazer novos sinais sobre a trajetória da política monetária. Veja os Top 5 temas globais da semana.

IFIX

O IFIX encerrou a semana com valorização de 1,06%, recuperando parte das perdas observadas em junho. O movimento ocorreu mesmo em um ambiente macroeconômico ainda desafiador, marcado pelo avanço da dívida bruta brasileira para 81,1% do PIB e pela manutenção das preocupações fiscais. No cenário externo, a divulgação de um payroll mais fraco nos Estados Unidos reduziu temporariamente as expectativas de aperto monetário pelo Federal Reserve, contribuindo para um ambiente mais favorável aos ativos de risco.

Ainda assim, seguimos avaliando que a combinação entre inflação elevada e aumento da percepção de risco fiscal tende a manter a curva de juros doméstica pressionada, limitando uma recuperação mais consistente dos fundos imobiliários no curto prazo. Apesar desse contexto, alguns segmentos continuam sustentados por fundamentos operacionais sólidos, com destaque para os FIIs logísticos, beneficiados pela forte demanda de grandes empresas de e-commerce, baixa vacância e elevada qualidade dos ativos, fatores que seguem apoiando uma visão construtiva para o setor.

Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram DEVA11 (+5,2%), CACR11 (+4,4%) e HCTR11 (+2,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por BBIG11 (-1,5%), OUJP11 (-1,0%) e SNFF11 (-0,9%).

Economia

A OPEP+ anunciou novo aumento de produção de petróleo — 188 mil barris por dia a partir de agosto, o quinto acréscimo mensal consecutivo. Os preços do petróleo retornaram aos patamares anteriores ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, com a normalização gradual do tráfego pelo Estreito de Ormuz e o avanço das negociações de paz.

Tem início hoje, em Washington, a audiência pública do USTR sobre a proposta de tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros (Seção 301). Segundo os jornais, o governo vê pouca margem para reverter a medida. Avaliamos que o impacto macroeconômico agregado deve ser limitado.

Na agenda desta semana, o destaque internacional fica com a ata da última reunião do FOMC e com a inflação ao produtor e ao consumidor da China. No Brasil, o principal indicador da semana é o IPCA de junho, para o qual esperamos desaceleração ante maio, sobretudo pelo arrefecimento dos alimentos; a FGV divulga ainda o IGP-DI de junho, que deve registrar deflação. Leia o Economia em Destaque.

Veja todos os detalhes

Economia

IPCA é o destaque na agenda de indicadores desta semana

  • A OPEP+ anunciou novo aumento de produção de petróleo. Sete integrantes do grupo — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — decidiram elevar a oferta em 188 mil barris por dia a partir de agosto, o quinto aumento mensal consecutivo. Os preços do petróleo retornaram aos patamares anteriores ao início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, no fim de fevereiro, movimento que reflete a normalização gradual do tráfego pelo Estreito de Ormuz e o avanço nas negociações de paz.
  • Tem início hoje, em Washington, a audiência pública do USTR (Escritório de Representação Comercial dos EUA) sobre a proposta de tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros, aberta com base na Seção 301 da legislação americana — que alega práticas “irracionais” ou restritivas nas áreas de comércio digital e meios de pagamento (como o Pix), propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento. Segundo a CNN Brasil, o governo brasileiro vê pouca margem para reverter a medida. O principal argumento da equipe brasileira é que os Estados Unidos mantêm superávit comercial na relação bilateral, o que enfraquece a justificativa para medidas punitivas. Acreditamos que o impacto macroeconômico agregado sobre o Brasil deve ser limitado. Os Estados Unidos respondem por 10,8% das exportações brasileiras — participação que recuou em 2025 após o choque tarifário. Adicionalmente, as exportações totais do Brasil atingiram um recorde no ano passado, à medida que os produtores redirecionaram volumes para outros destinos.
  • Na agenda dessa semana, o destaque ficará para a divulgação da ata da última reunião do FOMC, comitê de política monetária dos Estados Unidos. Na China, os índices de inflação ao produtor e ao consumidor de junho serão publicados. No Brasil, o principal indicador desta semana será o IPCA de junho, para o qual esperamos desaceleração ante maio, sobretudo pelo arrefecimento nos preços de alimentos. Ainda do lado da inflação, a FGV publicará o IGP-DI de junho, que deverá registrar deflação, puxada pela queda nos preços de petróleo e derivados.

Empresas

XP Varejo: Frente fria, ventos favoráveis quentes; inverno mais frio deve sustentar sell-out de vestuário e demanda por OTC 

  • Nesta edição do XP Big Box, atualizamos nosso tracker de temperaturas e avaliamos potenciais implicações para varejistas de vestuário; 
  • Destacamos: (i) Sul e Sudeste tiveram outro junho frio, com nosso tracker apontando para temperaturas médias ~0,2°C abaixo de 2025, que já havia ficado ~2,4°C abaixo de 2024, enquanto Norte e Nordeste permaneceram amplamente estáveis em 25-27°C; 
  • (ii) isso importa, pois C&A, Renner e Riachuelo têm mais de 50% de sua base de lojas no Sudeste, com São Paulo sozinho representando mais de 30% das lojas; 
  • (iii) o clima frio prolongado deve sustentar o sell-out de inverno, mix mais rico e menor necessidade de markdowns à medida que varejistas entram no período de transição de coleção; 
  • e (iv) farmácias também podem se beneficiar do clima mais frio por meio de demanda mais forte por OTC, especialmente produtos relacionados a resfriado/gripe, com PNVL provavelmente mais exposta dada sua maior presença no Sul; 
  • No geral, vemos o inverno de 2026 como um vento favorável positivo para nomes de vestuário, principalmente LREN, CEAB e RIAA, com uma leitura cruzada secundária positiva para varejistas farmacêuticos;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Priner (PRNR3): Desbravando a Mineração

  • Estamos atualizando nossas estimativas para a Priner (introduzindo preço-alvo para o fim de 2027 de R$31,00/ação, implicando potencial de valorização de 72%), à medida que:
  • Avaliamos a evolução recente das operações legadas;
  • Dimensionamos a oportunidade em Serviços de Mineração;
  • Incorporamos a SEMEP às nossas estimativas (a mais recente aquisição da Priner e, possivelmente, a mais transformacional);
  • Destacamos três principais conclusões de nossa análise aprofundada:
  • A desaceleração recente do crescimento parece ser cíclica, e não estrutural (com Montagem Industrial e Integridade & Inspeção devendo retomar crescimento à frente);
  • Os serviços de mineração representam uma oportunidade material em três frentes (TAM estimado em ~R$17 bilhões¹ [XPe]), capturada por meio da elevação dos strip ratios, aumento da terceirização e ganhos de participação de mercado;
  • O plano de expansão da SEMEP em heavy hauling é transformacional (esperamos que sua participação no EBITDA consolidado avance de 35% em 2026E para 55% em 2030E);
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra, sustentada por uma avaliação atrativa (~7x P/L 2027E) combinada a um forte crescimento de resultados (CAGR de EPS de 30% entre 2026-30E);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Tesouro deve rever análise para garantir novo empréstimo aos Correios após críticas do TCU (Valor Econômico);
  • Axia Energia e Alupar vencem leilão de transmissão, que tem deságio médio de 53,2% (Valor Econômico);
  • HBR protocola OPA para assumir controle e fechar capital da Helbor (Valor Econômico);
  • ISA Energia avalia possível ‘follow-on’ de R$ 650 milhões (Valor Econômico);
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • Fundos negociados em Mercado de Balcão: Estrutura e funcionamento dos Fundos Cetipados e PR+
      • Publicamos um relatório especial sobre o funcionamento dos fundos negociados em mercado de balcão, incluindo estruturas cetipadas e PR+;
      • O material detalha as principais diferenças entre negociações realizadas em bolsa e no balcão organizado, abordando aspectos operacionais, regulatórios e de liquidez;
      • Ao longo do relatório, explicamos como ocorrem as negociações, quem são os participantes envolvidos e quais são os procedimentos de liquidação dessas operações;
      • Também destacamos os principais riscos, vantagens e características que investidores devem conhecer antes de acessar esse mercado;
      • O estudo esclarece dúvidas frequentes sobre tributação, precificação e negociação de ativos fora do ambiente tradicional da B3;
      • Clique aqui para mais informações.
    • Carteira Recomendada XP FIIs – Renda Total – Julho/26
      • Atualizamos a carteira Renda Total para o mês de julho de 2026;
      • Em junho, a carteira recuou 1,76%, desempenho superior ao do IMA-B 5+, que apresentou queda de 2,05% no período. Além disso, gerou um dividend yield mensal de 1,05%, equivalente a 12,6% em termos anualizados;
      • Com isso, a carteira acumula valorização de 12,9% nos últimos 12 meses, correspondendo a 238,9% do retorno do IMA-B 5+;
      • Clique aqui para mais informações.
    • Fundos Imobiliários (FIIs) [Daily]
      • Carteira de Fundos Listados Renda Total – Julho de 2026 (Research XP);
      • FIIs na Semana | HGRU11 e PMLL11 concluem aquisições e avançam na expansão de portfólio (Research XP);
      • IFIX sobe 0,34% e acumula ganho de 1,06% na semana (FIIs);
      • Clique aqui para acessar o relatório.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • Captação de ETFs cruza US$ 1 tri no semestre enquanto Bitcoin encerra 10 dias de saídas com entrada líquida apesar de iniciar o semestre em queda
      • Captação de ETFs passa US$ 1 tri na metade de 2026: junho puxou US$ 210 bi e colocou o ano na trajetória de US$ 2 tri, com equities levando a maior fatia e a renda fixa logo atrás, num semestre de recordes de bolsa. (ETF.com)
      • ETFs de Bitcoin encerram sequência de saídas de dez dias com entrada de US$ 221,7 milhões (TradingView)
      • Bitcoin fica abaixo de US$ 59 mil e inicia semestre com cautela (Valor Investe)
      • Tesouro dos EUA escolhe ETFs de State Street, BlackRock e Vanguard para as Contas Trump (Reuters)
      • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Eletrificação no Brasil ganha novo impulso; Atlas Lithium avança com projeto de lítio | Brunch com ESG
 

  • Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
  • Nesta semana, destacamos: (i) Venda de veículos eletrificados no Brasil salta 115% em relação ao ano anterior no 1° semestre de 2026; e (ii) Atlas Lithium recebe licença ambiental para expansão de seu principal projeto de lítio
  • Clique aqui pera ler o conteúdo completo.

Plano de Transformação Ecológica acelera investimentos sustentáveis e expande Fundo Clima | Café com ESG, 06/07 

  • O mercado encerrou a semana passada em leve alta, com o Ibovespa subindo 0,44% e o ISE, 0,03%. O pregão de sexta-feira também fechou no positivo, com o IBOV e o ISE subindo 0,74% e 0,64%, respectivamente;
  • No Brasil, o Ministério da Fazenda informou que o Plano de Transformação Ecológica (PTE) já mobilizou R$ 140 bilhões por meio da plataforma Eco Invest Brasil, captou US$ 5,5 bilhões em títulos soberanos sustentáveis e multiplicou o Fundo Clima em 316x, alcançando R$ 27,5 bilhões – sendo coordenado pelo Ministério da Fazenda, o PTE foi lançado em 2023 e compreende instrumentos financeiros, mecanismos de mercado e marcos regulatórios voltados a ampliar o financiamento sustentável, atrair capital privado e dar previsibilidade asetores estratégicos da transformação ecológica;
  • No internacional, (i) as tarifas impostas pela União Europeia sobre veículos elétricos chineses não têm sido suficientes para conter o avanço das montadoras da China no mercado europeu – apesar da medida ter como objetivo fortalecer a competitividade da indústria europeia, a participação de mercado das montadoras chinesas na região aumentou 3,9 pontos percentuais em um ano, atingindo 8,7%; e (ii) nos EUA, as empresas norte-americanas podem enfrentar um aumento de 40% a 120% nos custos de energia renovável com o encerramento dos subsídios previstos na Lei de Redução da Inflação (Inflation Reduction Act) para projetos solares e eólicos – paralelamente, a forte demanda dos data centers vem consumindo grande parte da oferta disponível de energia limpa, pressionando os preços e dificultando o cumprimento de metas corporativas e políticas de descarbonização.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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