IBOVESPA +0,52% | 171.258 Pontos
CÂMBIO +0,68% | 5,17/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa fechou ontem em alta de 0,5%, aos 171.258 pontos, na contramão das bolsas americanas (Nasdaq: -2,2%; S&P 500: -1,4%; Dow Jones: -0,1%), que recuaram com a realização de lucros no setor de tecnologia. O movimento reflete a menor exposição do índice brasileiro ao setor e o fechamento da curva de juros após a publicação da ata do Copom.
A MBRF (MBRF3: +9,8%) foi o destaque positivo do dia, beneficiada pela exposição da companhia ao mercado halal e pela expectativa de normalização do comércio no Oriente Médio. Na ponta negativa, a Hapvida (HAPV3: -3,1%) recuou, continuando a tendência negativa do papel, que recua 15,4% no mês de junho.
Renda fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de terça-feira em queda ao longo da curva. Nos EUA, a T-note de 2 anos recuou para 4,20% (-3bps), a T-note de 10 anos para 4,50% (-1bp) e o T-bond de 30 anos para 4,94% (-1bp), em meio à queda do petróleo e monitoramento de dados mais fortes de atividade, enquanto persistem expectativas de política monetária restritiva pelo Fed. No Brasil, a curva apresentou fechamento, com o DI jan/27 a 14,19% (-3bps), o DI jan/29 a 14,63% (-13bps) e o DI jan/31 a 14,58% (-11bps), em movimento puxado pela interpretação de que o Banco Central pode retomar cortes de juros, ainda que não ocorra de forma sequencial. A curva de NTN-B apresentou abertura, levando a B29 a 8,75% (vs. 8,68%), a B35 a 8,19% (vs. 8,18%) e a B50 a 7,58% (vs. 7,52%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,6%), com leve recuperação do setor de tecnologia, após a forte correção observada na véspera, e enquanto investidores aguardam os resultados de Micron após o fechamento do mercado. Micron (+4%) e Sandisk (+3%) lideram os ganhos no pré-mercado, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior.
Na Europa, o Stoxx 600 opera próximo da estabilidade. Na Ásia, os mercados fecharam mistos. O Kospi (Coreia do Sul) avançou 3,0%, recuperando parte da queda de quase 10% registrada na terça-feira, enquanto o Nikkei (Japão) recuou 0,9%. Na China, o HSI subiu 0,3% e o CSI 300 avançou 0,5%.
Apesar da recuperação pontual das ações de tecnologia, investidores seguem monitorando sinais de desaceleração no ciclo de investimentos em AI, especialmente após preocupações recentes envolvendo demanda por semicondutores e mudanças estratégicas entre grandes empresas do setor.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,09%, refletindo o fechamento da curva de juros, movimento associado à leitura de que o Banco Central pode voltar a reduzir a taxa de juros, ainda que de forma não contínua.
Os fundos de recebíveis recuaram 0,02%, mantendo desempenho próximo da estabilidade e reforçando seu perfil defensivo. Os fundos de tijolo cederam 0,11% no agregado, pressionados por Ativos Logísticos (-0,34%) e Shoppings (-0,11%), enquanto Lajes Corporativas se destacaram positivamente com alta de 0,09%. Multiestratégia avançou 0,15% e os Fundos de Fundos recuaram 0,13%, ao passo que os Fundos Híbridos cederam 0,19%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BROF11 (+4,4%), CACR11 (+3,5%) e CPTS11 (+1,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-2,1%), KORE11 (-2,0%) e TGAR11 (-1,7%).
Economia
No Brasil, o Banco Central publicou a ata da reunião de junho do Copom, que reduziu a Selic em 0,25 p.p. para 14,25% a.a. O documento descreve cenário mais desfavorável para a inflação e identifica “assimetria altista” no balanço de riscos. Em nossa leitura, o plano de voo do Copom aponta para manutenção da Selic em 14,25% na próxima reunião (agosto).
No exterior, os PMIs flash de junho trouxeram sinais mistos: atividade resiliente nos Estados Unidos, contração mais branda na Zona do Euro e queda surpreendente no Reino Unido.
Na agenda de hoje, nos Estados Unidos, destaque para as vendas de novas moradias e as licenças de construção de maio. No Brasil, a FGV divulga a Sondagem do Consumidor e o Banco Central publica o fluxo cambial semanal.
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Economia
Ata do Copom sinaliza suavização do ciclo de cortes
- O Banco Central publicou na manhã de terça-feira a ata da reunião de junho do Copom, que reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14,25% a.a. O documento descreve um cenário mais desfavorável para a inflação, apontando “aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre” e expectativas que permanecem “acima da meta” de 3%. O Comitê identificou “assimetria altista” no balanço de riscos — sinalização que não havia constado explicitamente no comunicado pós-reunião. Ao analisar diferentes trajetórias para a Selic, o Copom concluiu que a trajetória que levaria a inflação à meta em menor prazo implicaria “volatilidade excessiva nos preços dos ativos financeiros e agregados macroeconômicos”, preferindo uma trajetória mais suave, com “diferentes momentos de pausa e retomada do ciclo de calibração”, que levaria a inflação à meta no 1º trimestre de 2028. Em nossa leitura, essa combinação de cenário mais duro com a preferência revelada por uma trajetória com pausas sugere que o plano de voo do Copom inclui a manutenção da taxa Selic em 14,25% na próxima reunião (agosto), mas as portas para um corte adicional permanecem abertas. Nosso cenário-base atual contempla um corte final de 0,25 p.p. para 14,00% na próxima reunião, antes de uma pausa para avaliação;
- Nos Estados Unidos, o PMI composto flash de junho subiu para 52,2, acima dos 51,5 de maio e o maior nível desde janeiro — com suporte do setor industrial (PMI manufatura: 55,7, acima da estimativa de 54,6 e do 55,1 anterior) e de uma leve recuperação em serviços (51,3 vs. 50,7). O crescimento da produção na indústria foi o maior em seis anos. Pressões de preços continuaram elevadas, em ritmo similar ao do mês anterior, e o emprego recuou pelo segundo mês consecutivo. O dado é compatível com um cenário de atividade resiliente, mas não resolve o dilema do Fed entre crescimento e inflação;
- Na Zona do Euro, o PMI composto flash de junho subiu para 49,5 (vs. 48,5 em maio e estimativa de 49,1), o maior em três meses, mas ainda indicando contração marginal na atividade privada. A melhora foi puxada por uma queda menos intensa no setor de serviços (48,9 vs. 47,7), ao passo que a manufatura desacelerou levemente (51,3 vs. 51,6). Em paralelo, os preços de insumos subiram ao ritmo mais lento desde o início do conflito no Oriente Médio, sinalizando algum alívio nas pressões inflacionárias. No Reino Unido, o PMI de serviços flash veio bem abaixo do esperado (48,7 vs. estimativa de 50,1), indicando contração pela primeira vez desde abril de 2025 e sinalizando perda de fôlego da economia britânica;
- Na agenda de hoje, nos Estados Unidos, destaque para as vendas de novas moradias e as licenças de construção de maio. No Brasil, a FGV divulga a Sondagem do Consumidor e o Banco Central publica o fluxo cambial semanal.
Empresas
Locação de Veículos: Mesmo tema, nova dinâmica
- O governo anunciou novas medidas para importação de veículos eletrificados, em resposta a solicitações de montadoras chinesas (OEMs), movimento semelhante ao observado no ano passado;
- Os principais pontos foram:
- Uma nova rodada de cotas de importação com tarifa zero para veículos eletrificados, válida por seis meses (jul/26-dez/26), mantendo o mesmo benefício fiscal de US$463 milhões do programa anterior (equivalente a até ~34 mil veículos importados [XPe]);
- A manutenção do cronograma de escalonamento tarifário já existente, com todas as categorias de veículos atingindo a alíquota máxima de 35% até jan/27;
- Embora limitada pelo caráter temporário, avaliamos que a medida pode intensificar a concorrência entre montadoras (um ponto já sensível para a dinâmica de depreciação de curto prazo das locadoras);
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XP Varejo: Desaceleração confirmada, mas com melhora sequencial; lançando o XP Radar da Indústria Farmacêutica
- Como investidores seguem focados na dinâmica de receita das farmácias, estamos lançando um novo produto que acompanha mais de perto os dados de sell-in da indústria, complementando nosso tracker de importações e ajudando a identificar insights adicionais do setor;
- Destacamos: (i) os dados confirmaram a desaceleração amplamente esperada do crescimento do mercado a partir do 2T, dada a base mais comparável de Mounjaro;
- (ii) de acordo com nossa proxy, medicamentos GLP-1 cresceram sequencialmente;
- e (iii) os preços médios vêm caindo, o que pode indicar melhores termos comerciais para farmácias;
- Isso está alinhado com nossa recente atualização setorial, enquanto acreditamos que o desempenho inicial dos novos medicamentos similares de GLP-1 estará no centro das atenções, assim como potenciais implicações para medicamentos de referência;
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Randoncorp (RAPT4): Execução bottom-up em andamento; ventos contrários macro ainda persistem
- A Randoncorp realizou seu Investor Day hoje, reforçando sua execução de maior controle sobre custos/despesas diante de uma “tempestade perfeita” de juros altos por mais tempo, mix mais fraco e demanda mais fraca por caminhões no Brasil e nos EUA;
- Vemos disciplina no centro da estratégia da Randon discutida hoje, incluindo (i) revisão ativa do portfólio, com desinvestimentos guiados por limites de retorno e aderência ao ecossistema;
- (ii) capex mais rígido e seletivo, cada vez mais focado em automação e em tendência de queda;
- (iii) medidas contínuas de redução de custos e eficiência, junto com otimização de capital de giro;
- E (iv) parcerias (ex: com a Patria em consórcios/seguros) para diluir risco e apoiar a desalavancagem, que permanece uma prioridade-chave;
- Além disso, a companhia diversificou estruturalmente suas receitas, com maior exposição a reposição e receitas em moeda externa sustentando maior resiliência vs. ciclos anteriores;
- Dito isso, ainda vemos a tese da RAPT como, em última instância, dependente de uma normalização macro, que segue pouco clara para nós, particularmente considerando os desenvolvimentos mais recentes de política monetária no Brasil e nos EUA, levando-nos a reiterar nossa recomendação Neutra;
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Mineração & Siderurgia: Preços do minério de ferro e do ouro sob pressão em meio a ventos contrários macro
- Nesta semana, os preços do minério de ferro caíram -4% S/S, pressionados pela demanda sazonalmente mais fraca na China e por um pano de fundo mais confortável de oferta marítima;
- O movimento ocorreu após nova pressão na semana passada, quando os futuros caíram abaixo de US$100/t em Singapura pela primeira vez desde Mar’26, à medida que:
- A produção de aço da China voltou a contrair em Mai’26, o investimento em ativos fixos e o consumo enfraqueceram, e o ramp-up gradual de Simandou e embarques sazonalmente mais fortes (particularmente da Austrália) continuaram adicionando pressão do lado da oferta;
- Os preços do ouro também recuaram -5% S/S apesar das entradas em ETFs, enquanto expectativas crescentes de altas de juros pelo Fed e um dólar americano mais forte continuaram pesando sobre o metal;
- Também observamos que (i) os estoques portuários de minério de ferro na China caíram -1% S/S; e
- (ii) os preços de bobina quente subiram +1% e os preços de vergalhão ficaram estáveis S/S no Brasil, respectivamente, com a paridade de importação do aço plano em +21% (estável S/S) e a paridade do aço longo em -3% (-1 p.p. S/S);
- Com importações de aço do Egito (isentas de tarifas) sugerindo paridade em +9%;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Petrobras e Pemex firmam acordo para prospectar pré-sal mexicano (InvestNews);
- Com corte de gastos, SLC prega cautela diante de Super El Niño (The AgriBiz);
- Aneel aprova revisão tarifária de 20,51% para Copel Distribuição (Valor Econômico);
- Família Hering quer a marca de volta e contrata BR Partners para negociar com Azzas (Pipeline Valor).
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Estratégia
Posicionamento dos Fundos de Ações – Junho de 2026
- Nos últimos 30 dias, o posicionamento estende a rotação para setores Cíclicos observada no mês anterior;
- TMT (+176 bps; +4,2 p.p. sobrealocado) registrou o maior aumento pelo segundo mês consecutivo, seguido por Bens de Capital (+156 bps; +3,4 p.p. sobrealocado) e Óleo, Gás e Petroquímicos (+129 bps; +1,8 p.p. sobrealocado), este último entrando em território sobrealocado;
- Por outro lado, Inst. Financeiras (-242 bps; -6,9 p.p. subalocado) registrou a maior redução, seguido por Elétricas (-149 bps; -4,3 p.p. subalocado) e Educação (-147 bps; -2,1 p.p. subalocado);
- Os setores com sobrealocação mais concentrada (crowded) são Propriedades Comerciais, Saúde e TMT. Os setores mais subalocados (underbought) são Bancos, Inst. Financeiras e Mineração & Siderurgia;
- Destaques dos fatores: Nas últimas quatro semanas, a rotação para fora de Qualidade teve continuidade. Valor (+377 bps) apresentou o movimento mais forte, estendendo sua recuperação pelo segundo mês, enquanto Qualidade (-309 bps) registrou a maior queda. Baixo Risco (+247 bps) subiu de forma relevante, enquanto Tamanho (-140 bps) recuou e Momentum (-17 bps) permaneceu relativamente estável;
- A exposição ao mercado caiu 158 bps, reduzindo parcialmente o beta de mercado. Vale destacar que o Índice de Risco Ativo manteve sua recuperação (z-score de 5 anos de -1,2 para 0,1), retornando a níveis neutros pela primeira vez em meses e confirmando que os fundos vêm reconstruindo de forma consistente o posicionamento ativo em relação ao benchmark;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Valora CRI CDI (VGIR11) | Rentabilidade esperada atrativa, mas com risco de crédito concentrado (Research XP);
- Kinea Fundo de Fundos (KFOF11) tem dividend yield “convidativo” (Eu Quero Investir);
- IFIX recua para 3.792,93 pontos e fecha terça-feira em queda de 0,09% (Suno Notícias);
- Clique aqui para acessar o relatório.
Valora CRI CDI (VGIR11) | Rentabilidade esperada atrativa, mas com risco de crédito concentrado
- Reiteramos a recomendação de COMPRA para o VGIR11, com base nos seguintes fatores:
- Equipe de gestão experiente e qualificada;
- Carteira composta por operações com risco de crédito moderado e garantias robustas;
- Exposição majoritária a operações estruturadas internamente, assegurando maior controle e monitoramento;
- Carrego elevado, com 100% de exposição ao CDI e yield estimado de 14,1% em nosso cenário base para os próximos 12 meses;
- Como ponto de atenção, destacamos a ainda elevada concentração em alguns devedores;
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ESG
Ministério de Minas e Energia adia reunião do CNPE sobre aumento do etanol na gasolina para E32 | Café com ESG, 24/06
- O pregão de terça-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,52% e 1,05%, respectivamente;
- No Brasil, (i) o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) propôs ao Ministério da Fazenda caminhos para superar o impasse com a CVM sobre a divulgação de informações financeiras de sustentabilidade e clima pelas empresas de capital aberto – de forma geral, o conselho propõe restabelecer a obrigatoriedade de reportes alinhados aos padrões IFRS S1 e S2, que a autarquia revogou em maio, mas com o prazo de início de vigência alterado de 2026 para 2028; e (ii) o governo desmarcou uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) prevista para hoje, que discutiria o aumento da mistura do etanol na gasolina de 30% para 32%, segundo informações da assessoria do Ministério de Minas e Energia – a pasta disse que a reunião foi adiada “por motivos de agenda”, e uma nova data será divulgada em breve;
- No internacional, a empresa de energia NatPower e a Tesla anunciaram, nesta terça-feira, que chegaram a um acordo para construir 25 gigawatts-hora de armazenamento em baterias na Itália e no Reino Unido, a primeira fase de um projeto avaliado em até US$ 5 bilhões – nos termos do acordo plurianual, a NatPower utilizará o sistema de armazenamento em baterias Megapack da Tesla;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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