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Tesouro Direto capta R$ 707 milhões em janeiro

Os investimentos no Tesouro Direto registraram captação líquida de R$ 707 milhões em janeiro. Veja mais aqui.

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No dia 23 de fevereiro, o Tesouro Nacional divulgou os dados do Tesouro Direto referentes a janeiro de 2024. Os resultados apresentados para o mês seguiram a tendência observada nos últimos meses, de forma que as aplicações nos títulos públicos por pessoas físicas superaram o volume de resgates, atingindo uma captação líquida de R$ 707,1 milhões no mês. Com exceção de janeiro de 2023, o Tesouro Direto apresenta captação líquida positiva desde abril de 2021.

Visão geral

No total, o volume de vendas de títulos públicos (aplicações) somou R$ 3,6 bilhões no mês, uma queda de 16,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando arrecadou R$ 4,3 bilhões. Já os resgates totalizaram cerca de R$ 2,9 bilhões, valor bastante inferior ao resgatado em janeiro de 2023 de R$ 4,8 bilhões. Assim, as aplicações no Tesouro Direto superaram em R$ 707,1 milhões o volume de resgates em janeiro de 2024.

Em 2023, os resgates superaram aplicações apenas no mês de janeiro. Com exceção desta data, o volume mensal de aplicações é maior que o de resgates desde abril de 2021.

Ao final de janeiro de 2024, o estoque dos investimentos no Tesouro Direto totalizou R$ 130,1 bilhões, o maior volume da série analisada e uma alta de 23,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando atingiu R$ 105,7 bilhões. Quanto aos títulos em estoque, aqueles atrelados à inflação (híbridos) permanecem com a maior representatividade, com quase 49% do total.

Já no mês de janeiro de 2024, o principal ativo comprado por investidores foi o Tesouro Selic, com cerca de 66,3% das vendas, seguido dos títulos indexados à inflação (que incluem Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+), com 23,8% das aplicações, e prefixados, com 9,9%.

Em relação ao prazo de emissão, 49,6% das vendas no Tesouro Direto no mês corresponderam a títulos com vencimento entre 5 e 10 anos, seguidos pela venda de títulos com prazo entre 1 e 5 anos (35,8%) e com prazo acima de 10 anos, com 14,6% do total.

Desde o início de 2023, nota-se um maior interesse por títulos de médio e longo prazos, em detrimento de títulos de 1 a 5 anos, como demonstrado na imagem abaixo. No mês de janeiro de 2024 em específico, houve inclusive uma maior procura por títulos acima de 10 anos se comparado ao mês anterior. Vale reforçar, entretanto, que entendemos ainda não ser suficiente para afirmar uma tendência de alongamento adicional de prazos.

Acreditamos que estes movimentos estejam relacionados à atratividade dos investimentos em títulos públicos no momento, com boa relação de risco vs. retorno. Destacamos os títulos pós-fixados e híbridos: (i) os patamares da taxa Selic permanecem elevados, em 11,25%, mesmo com a trajetória de queda; e (ii) o carrego dos títulos atrelados à inflação seguem conferindo boa rentabilidade ao portfólio.

Investidores

Em janeiro, o número de investidores cadastrados no programa teve acréscimo de 468 mil novos participantes, atingindo 27,3 milhões de clientes (+18,9% nos últimos doze meses). Deste total, parcela de 2,5 milhões é de investidores ativos (aqueles que possuem investimentos de fato), cerca de 9,2% da base.

Em relação ao perfil dos investidores cadastrados no Tesouro Direto em janeiro, o destaque foi para os jovens entre 16 e 25 anos, que representaram 36% dos novos clientes do mês e passaram a compor 22% do total dos investidores. Acreditamos que o fato está relacionado aos novos títulos lançados pelo Tesouro Direto, em especial o Tesouro Educa+, voltado ao financiamento de estudos, além do maior interesse por investimentos através da educação financeira entre os mais novos.

Em termos de gênero, a maioria da base do Tesouro Direto segue composta por homens (73,4%), e apenas 26,6% por mulheres.

Nossa visão

Consideramos o Tesouro Direto uma excelente porta de entrada ao mundo dos investimentos. Sendo assim, o crescimento do número de investidores é um bom indicativo não apenas para esta aplicação, mas para investimentos como um todo.

Entendemos fazer sentido alocação em títulos IPCA+, sejam eles públicos ou privados, de prazos médios a longos. Afinal, em nossa visão, são os títulos que protegerão os investidores de pressões inflacionárias que possam vir a aparecer ao longo dos próximos anos, principalmente se mantidos até o vencimento. Ademais, apesar de certa queda recente, o patamar de juro real atual oferecido ainda é elevado, representando boa oportunidade de retorno às carteiras.

Estimamos que a inflação se mantenha acima do centro da meta do Banco Central nos próximos dois anos. De acordo com o nosso time de economia da XP, os índices de inflação de 2024 e 2025 devem atingir, respectivamente, 3,7% e 4,0%. Desta forma, no momento, privilegiamos a alocação em títulos atrelados à inflação (IPCA+), através de investimentos diretamente nas NTN-Bs, Tesouro Direto (que incluem Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) ou crédito privado.

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Fonte

Tesouro Nacional

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