Ofertas públicas de renda fixa: O que são?

O que é uma Oferta Pública de Renda Fixa? Tire todas as suas dúvidas aqui.


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O que é uma Oferta Pública de Renda Fixa?

Oferta pública é uma das formas de empresas captarem recursos para financiamento de suas atividades, para expandir seus negócios ou até mesmo realizar aquisições de outras empresas. No caso de ofertas públicas de Renda Fixa, o meio utilizado para captação de recursos é a emissão de uma nova dívida e os ativos mais comuns envolvidos nessa captação pelas empresas são as debêntures, os CRIs, os CRAs e as LFs.

Ao investir em um destes títulos, os investidores emprestam recursos para a empresa emissora, que pagará uma remuneração previamente acordada durante um prazo definido. A remuneração está diretamente relacionada aos riscos envolvidos na operação, que serão vistos mais adiante.

Como funciona?

A oferta pública passa por quatro etapas: originação, estruturação (anteriores à divulgação da oferta), distribuição e reserva e liquidação. Somente na etapa de distribuição é que os produtos são ofertados publicamente aos investidores interessados, que assim passam a ter acesso a todas as informações necessárias para sua decisão de investimento. 

1. Originação

A etapa de originação se inicia normalmente no contato entre uma empresa com necessidade de captação de recursos e uma instituição financeira, como a XP, que irá atuar como assessora financeira no processo. Uma vez definido entre as partes que o melhor caminho para esta captação de recursos é a emissão de uma nova dívida privada, chega-se à etapa de estruturação da oferta.

2. Estruturação

Na estruturação, a empresa emissora e a instituição financeira discutirão cláusulas contratuais e chegarão ao desenho final da oferta, incluindo cronograma da oferta, volume da captação, prazo da dívida, remuneração aos investidores (taxa a ser recebida), potenciais garantias e outros termos essenciais para a proteção e entendimento tanto do emissor quanto dos investidores. 

3. Distribuição e Reserva da Oferta

O que uma pessoa interessada em investir deve fazer?

Finalizada a etapa de estruturação, passa-se à etapa de distribuição, quando a emissão será apresentada para os investidores que, durante um período, poderão analisar as condições das ofertas. Aqueles que se interessarem podem realizar uma ordem de reserva para tentar adquirir uma fatia da emissão de dívida.

Nesta fase, o investidor interessado deve cadastrar a sua intenção de compra na instituição financeira, como a XP, informando o valor total que deseja investir e taxa de remuneração mínima que deseja receber, dentre as possibilidades apresentadas. Após o período de reservas ocorre um procedimento chamado bookbuilding.

Neste procedimento, os Coordenadores da Oferta (que é o conjunto de instituições financeiras envolvidas na oferta) coletam todas as intenções de reservas, considerando o volume desejado e a taxa de remuneração requerida. O resultado do procedimento de bookbuilding é bem semelhante ao de um leilão holandês, o qual podemos entender como um leilão invertido: investidores que solicitam as menores taxas de remuneração têm mais chances de serem alocados na oferta.

Ou seja, a empresa emissora busca emitir o volume total da oferta, pelo menor custo possível (escolhendo as menores taxas solicitadas pelos investidores), que é conhecido como a “taxa de corte”.

Os investidores que pediram uma remuneração maior do que a taxa de corte serão cortados na oferta. Já as ordens que solicitaram uma remuneração igual ou menor que a taxa de corte serão alocadas na oferta (parcial ou integramente sobre o montante reservado).

Vale ressaltar que a remuneração final do ativo será a mesma para todos os clientes alocados na oferta primária (igual à taxa de corte), independentemente da taxa solicitada.

4. Liquidação da oferta

Após a divulgação do resultado final com a alocação dos investidores contemplados, chega-se à etapa final, de liquidação da oferta, quando os investidores recebem os títulos de dívida (ou seja, as debêntures, os CRIs, CRAs ou as LFs) e, em troca, seus recursos são transferidos para a empresa emissora.

O que acontece depois da liquidação?

Agora é o momento de acompanhar o ativo em sua carteira de investimentos.

  1. Observar as datas de pagamento de juros e/ou amortizações para reinvestir os recursos creditados.
  2. Acompanhar o valor de negociação do ativo no mercado secundário, caso haja a necessidade/oportunidade de vender parcialmente ou integralmente sua posição antes do prazo de vencimento (sujeito à oferta e demanda do mercado, sem garantia de liquidez) ou até mesmo aumentar sua posição.

As condições de negociação devem ser verificadas no momento da compra ou venda do ativo, pois são afetadas pelo mercado.

Quais os benefícios de comprar uma oferta pública de renda fixa?

  1. Participar ativamente da formação de preços de uma nova emissão de dívida e financiar diretamente a captação de recursos de uma empresa.
  2. Adquirir um ativo na taxa de emissão da oferta primária pode ser mais atraente do que adquirir um ativo no mercado secundário (dependendo do momento de mercado).
  3. Maior volume e disponibilidade para os clientes adquirirem o ativo.

Quais os riscos envolvidos na oferta pública de renda fixa?

No início do artigo, falamos sobre a remuneração da oferta. Ao realizar uma ordem de reserva, as pessoas informam a remuneração mínima que gostariam de receber pelo ativo. Esta remuneração, por sua vez, terá relação com os riscos envolvidos na operação.

Os principais riscos são: de crédito (risco de calote), de mercado (variações no preço do ativo no mercado secundário) e de liquidez (possibilidade de não haver liquidez no mercado secundário antes do prazo de vencimento).

Para facilitar a identificação do risco, é possível consultar a pontuação de risco do ativo em questão no momento da aplicação ou a classificação de rating por uma agência de avaliação de risco, se houver. É importante notar que os ativos de crédito privado não contam com a garantia do FGC (exclusiva para alguns ativos de emissão bancária).


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