Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de terça-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,43% e 2,59%, respectivamente.
• No Brasil, (i) segundo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o país pode se tornar o segundo mercado mais competitivo para energia solar firme no mundo, ficando atrás apenas da China – o estudo aponta que o país pode alcançar um dos menores custos globais para a geração solar, atingindo cerca de US$ 41 por megawatt-hora (MWh) em 2035, considerando a combinação de geração fotovoltaica e sistemas de armazenamento em baterias (BESS); e (ii) o Ministério da Fazenda abriu uma consulta pública sobre a segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), com critérios para alinhar o financiamento verde a iniciativas que protegem ecossistemas e incentivam a economia circular – a primeira edição tinha critérios de mitigação, adaptação e redução das desigualdades socioeconômicas; esta acrescenta, além de biodiversidade e economia circular, o uso sustentável do solo e a redução das desigualdades regionais.
• No internacional, legisladores da União Europeia concordaram em flexibilizar as metas propostas para o teto de emissões de gases de efeito estufa de automóveis no bloco até 2035 – a nova proposta estabelece uma meta de redução de 87,5% para automóveis (vs. 90% anteriormente), com uma margem adicional de 7,5%, que pode ser suprida pela produção utilizando aço de baixo carbono fabricado na União Europeia.
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Brasil
Empresas
Data center da Pahlavan perde recurso, mas pode ter acesso por regra de transição
“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou, por unanimidade, nesta terça-feira, 20 de outubro, o recurso das empresas Pahlavan Ventures One, Two e Three, controladas pela CloudHQ, relacionado ao acesso à rede de transmissão para seus data centers em São Paulo. A decisão, porém, não impede que parte da capacidade adicional solicitada para 2029 seja contratada pelas regras de transição da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast), desde que atendidos os requisitos estabelecidos pela agência. O diretor-relator, Gentil Nogueira, afirmou que, em uma avaliação preliminar, os empreendimentos parecem se enquadrar no regime de transição, ao menos parcialmente. A análise deverá ocorrer em processo separado, inicialmente no Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com possibilidade de avaliação pela área técnica da Aneel. A Pahlavan One havia solicitado o reconhecimento do direito de contratar mais 11,53 MW de capacidade de transmissão em 2029 fora do processo competitivo da Pnast. A empresa argumenta que esse volume já estava contemplado nos estudos originais de acesso e nas solicitações apresentadas antes do prazo estabelecido para a aplicação das regras de transição.”
Fonte: MegaWhat; 20/10/2026
“O Brasil pode se tornar o segundo mercado mais competitivo para energia solar firme no mundo, atrás apenas da China, segundo o estudo 24/7 Renewables: The Economics of Firm Solar and Wind, da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena). O país pode alcançar um dos menores custos globais para a geração solar, com cerca de US$ 41 por megawatt-hora (MWh) em 2035. O valor considera a combinação de geração fotovoltaica e sistemas de armazenamento em baterias (BESS). Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a projeção reforça a competitividade do país na combinação entre geração solar e armazenamento e evidencia uma oportunidade estratégica para ampliar a participação das fontes renováveis na oferta de eletricidade. De acordo com o estudo, o avanço da competitividade das baterias é um dos principais fatores por trás da queda no preço. Entre 2010, e 2024, o custo global de sistemas de armazenamento caiu 93%, indo de US$ 2.634/kWh para US$ 197/kWh, segundo a Irena. A presidente do Conselho de Administração da Absolar, Bárbara Rubim, considera que a expansão do armazenamento pode contribuir com a integração de novas cargas e o aumento da flexibilidade do sistema elétrico.”
Fonte: Eixos; 20/10/2026
Bioo assina primeiro contrato de venda de CGOBs com comprador europeu
“A Bioo divulgou, nesta terça-feira (20/10), que assinou seu primeiro contrato de compra e venda de Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs) com um grande player europeu. O CGOB é um instrumento de rastreabilidade relacionado ao volume de biometano produzido e comercializado. Ele foi regulamentado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026. A entrega dos certificados está prevista para o fim deste ano, condicionada à conclusão das etapas operacionais necessárias à emissão dos certificados. Para Maurício Cótica, fundador da Bioo, a operação demonstra o interesse pelo atributo ambiental do biometano brasileiro no mercado internacional. “A operacionalização plena do instrumento será mais um vetor importante para a viabilização de novos projetos de biometano no país”, observa. A venda de CGOBs anunciada pela Bioo, que tem entre seus acionistas a gestora Flying Rivers e a Sebigas Cótica, além da BNDES Participações (BNDESPAR), é destinada ao mercado voluntário europeu. Mas o consumo da molécula pode ocorrer no território brasileiro.”
Fonte: Eixos; 20/10/2026
Com vento a favor, Raízen ganha fôlego para remar na maior recuperação extrajudicial da história
“Depois de um longo período de maré contrária, a Raízen Energia encontra condições mais favoráveis para seus negócios. A recuperação dos preços do açúcar e do etanol, margens melhores na distribuição de combustíveis, perspectiva de juros menores e venda de novos ativos podem ajudar o grupo a atravessar sua recuperação extrajudicial (RE). Além disso, no final da tarde da segunda-feira, 19, a empresa comunicou por meio de fato relevante o deferimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre um pedido para listagem de suas ações na B3. O órgão aprovou a conversão do registro da companhia de emissor de valores mobiliários da categoria B para a categoria A, que permite negociar ações no mercado de capitais. Segundo o fato relevante, a mudança integra a reestruturação societária do grupo Raízen e constitui uma das medidas previstas na implementação do plano de recuperação extrajudicial. No entanto, a autorização não implica, por si só, a abertura de capital ou a emissão de novas ações. A Raízen Energia e sua controladora, Raízen S.A., integram o grupo de empresas que obteve, em julho, a homologação do maior plano de RE da história do País, envolvendo aproximadamente R$ 65 bilhões em dívidas financeiras.”
Fonte: NovaCana; 20/10/2026
B3 quer atrair pequenas mineradoras que buscam capital no exterior
“A B3 quer ampliar sua aproximação com pequenas mineradoras e empresas que desenvolvem projetos minerais em estágio inicial, em uma tentativa de atrair companhias que hoje recorrem a bolsas estrangeiras para financiar suas operações no Brasil. A sinalização foi feita pela diretora de Listagem e Relacionamento da B3, Flávia Mouta, durante o encontro de executivos do setor mineral, promovido pela ADIMB (Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro), em São Paulo na última segunda-feira (19). Segundo a executiva, a bolsa já mantém relacionamento com grandes mineradoras, mas reconhece a necessidade de avançar na conexão com empresas menores, especialmente aquelas que ainda não iniciaram a produção comercial. “A gente reconhece que tem um gap aqui e precisa intensificar essa agenda desde o seu momento muito inicial”, afirmou. O movimento ocorre em um momento de expansão dos investimentos em minerais críticos no Brasil, especialmente terras raras, lítio e cobre. Boa parte dos novos projetos é desenvolvido por empresas conhecidas como junior mining companies, especializadas na pesquisa e no desenvolvimento de depósitos minerais.”
Fonte: CNN; 20/10/2026
Política
Programas divergem sobre clima e meta de desmatamento
“O plano de governo do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República não cita a mudança climática nas 76 páginas de “Para o Brasil vencer o atraso”. Por sua vez, clima é termo citado 38 vezes nas 84 páginas das “Diretrizes para o Programa de Transformação do Brasil”, o programa proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua reeleição. Trata-se de um indicador evidente da diferença como os dois candidatos tratam a crise climática. Em outros tópicos, como o combate ao desmatamento, as disparidades existem, mas são menos profundas. A intenção de investir em petróleo e gás, contudo, é um ponto convergente, mas mesmo aqui há diferenças. O programa de Lula quer acelerar a substituição progressiva de combustíveis fósseis por biocombustíveis e combustíveis de baixa intensidade de carbono, como derivados de hidrogênio. Flávio Bolsonaro não usa a expressão “combustíveis fósseis” – sua queima é responsável por mais de 75% da crise climática -, mas diz que pretende atrair investimentos para biocombustíveis, energias solar e eólica e hidrogênio verde.”
Fonte: Valor Econômico; 21/10/2026
Aneel aprova duas consultas sobre os efeitos da Reforma Tributária no setor elétrico regulado
“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (20/10), duas consultas públicas com prazo de 10 dias para detalhar os efeitos da Reforma Tributária no setor elétrico regulado. A primeira consulta servirá de base para o tratamento dos créditos remanescentes da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, vinculados aos ativos das concessionárias de distribuição e de transmissão de energia elétrica. Já a segunda consulta visa à adequação dos contratos regulados de geração e comercialização de energia elétrica, bem como de encargos setoriais, em decorrência da Reforma Tributária definida via Emenda Constitucional de 2023. Os efeitos se iniciam em 1º de janeiro de 2027. Com o prazo apertado, a diretoria definiu o período de 10 dias para as contribuições nas duas consultas, entre 21 e 30 de outubro de 2026. O relator é o diretor Gentil Nogueira. Em seu voto, ele explicou que a extinção do PIS/Pasep e da Cofins não significa a constituição automática de novos créditos tributários sobre ativos adquiridos anteriormente à vigência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).”
Fonte: Eixos; 20/10/2026
A corrida pelos data centers não pode custar nossa vantagem energética
“O Brasil acaba de transformar em lei uma política de incentivos para ampliar a instalação de data centers no país. O Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) chega em um momento de forte crescimento da demanda por capacidade computacional, impulsionada pela inteligência artificial, e encontra um país com atributos importantes para disputar esses investimentos, entre eles uma matriz elétrica predominantemente renovável com possibilidade de expansão a custos competitivos. A oportunidade é evidente, mas empreendimentos que concentram centenas de megawatts de demanda contínua também exigem pensar em como o sistema elétrico brasileiro será capaz de absorver essa nova carga sem comprometer a expansão do sistema nem implicar custos aos demais consumidores. Um dos pontos de atenção do Redata está na exigência de energia renovável ou de baixa emissão. A regulamentação dirá o que cabe nessa segunda categoria, mas a possibilidade de incluir o gás natural traz uma contradição importante. O gás natural entra nessa discussão por uma questão de operação. Data centers funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, com uma carga praticamente constante e exigências elevadas de continuidade do fornecimento.”
Fonte: Eixos; 20/10/2026
Fazenda quer ampliar exigências ambientais para biomassa e renováveis
“O Ministério da Fazenda abriu consulta pública sobre a segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), com critérios para alinhar o financiamento verde a iniciativas que protegem ecossistemas e incentivam a economia circular. A primeira edição tinha critérios de mitigação, adaptação e redução das desigualdades socioeconômicas; esta acrescenta, além de biodiversidade e economia circular, o uso sustentável do solo e a redução das desigualdades regionais. No caderno de eletricidade e gás, a geração térmica e a produção de biogás e biometano passam a ter de comprovar a origem da biomassa e dos resíduos. É uma proposta, já que os cadernos ainda podem mudar após a fase de consulta, que vai até 20 de novembro. A adesão também é facultativa. Editado pelo presidente Lula (PT) em outubro de 2025, o decreto que estabelece a TSB como instrumento do Plano de Transformação Ecológica desenhado pelo Ministério da Fazenda, prevê a adesão voluntária de instituições de financiamento neste começo. Até porque, o mecanismo ainda passará por revisões de forma a ser ajustado às demandas das atividades envolvidas.”
Fonte: Eixos; 20/10/2026
ANP publica comunicado sobre indicação de escriturador de CBio por cooperativas
“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou o Comunicado RenovaBio 06/2026, que orienta emissores de Créditos de Descarbonização (CBios) associados a cooperativas sobre a indicação de escriturador na Plataforma CBio. A medida alinha os procedimentos operacionais à Portaria Normativa MME nº 56/2022 e estabelece regras para usinas que delegam a emissão de CBios a suas cooperativas. Segundo o documento da ANP, o comunicado define que o emissor individual, quando associado a uma cooperativa, deve indicar o escriturador responsável pela emissão e movimentação dos créditos dentro da plataforma oficial. Conforme a agência, a orientação busca padronizar o registro e evitar inconsistências nos procedimentos de certificação de CBios emitidos por meio de estruturas cooperadas.”
Fonte: NovaCana; 20/10/2026
ANP recomenda incentivo fiscal a usina paulista de biometano de R$ 268 milhões
“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recomendou ao Ministério de Minas e Energia (MME) a aprovação do pedido da São Manoel Biogás para enquadrar um projeto de produção de biometano em São Manuel (SP) no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). Em ofício enviado ao MME em 16 de outubro, a agência informou que a empresa cumpriu os requisitos estabelecidos para a concessão do benefício fiscal. O projeto prevê investimentos de R$ 267,8 milhões em bens e serviços de terceiros, considerando a incidência dos tributos abrangidos pelo regime, ou R$ 251,4 milhões sem esses impostos e contribuições. O empreendimento será construído na Fazenda Boa Vista, na zona rural de São Manuel, e terá capacidade de produção ou processamento de 75.050 metros cúbicos normais por dia (Nm³/d) de biometano. O cronograma apresentado pela empresa prevê a conclusão das obras em agosto de 2028. O Reidi é um regime tributário especial que suspende a incidência de contribuições como PIS/Pasep e Cofins, inclusive nas modalidades de importação, sobre aquisições de bens e serviços destinados a projetos de infraestrutura habilitados. O mecanismo busca reduzir os custos de implantação desses empreendimentos.”
Fonte: NovaCana; 20/10/2026
Reciclagem no Brasil segue informal e longe das metas, mostram dados do setor e do governo
“A cadeia da reciclagem no Brasil ainda depende majoritariamente de pessoas físicas, em grande parte catadores autônomos, e alcança uma parcela pequena dos resíduos gerados no país. É o que indicam os dados da primeira edição do Retrato SyGeCom da Reciclagem no Brasil, lançada nesta terça-feira (19) na Eco Expo. Dos 323.500 fornecedores que realizaram ao menos uma transação de materiais recicláveis com clientes da SyGeCom em 2025, 274.276 (84,79%) eram pessoas físicas. As pessoas jurídicas somaram 49.224 (15,21%). A empresa desenvolve softwares de gestão para negócios de reciclagem e reuniu os registros de mais de 1.500 clientes ativos, presentes em todos os estados. Em outubro de 2026, os quatro sistemas da SyGeCom somavam mais de 1,1 milhão de fornecedores cadastrados ao longo de sua trajetória, dos quais 83,91% eram pessoas físicas e 16,09%, pessoas jurídicas.”
Fonte: Um Só Planeta; 20/10/2026
Internacional
Empresas
“A fabricante de biocombustíveis e refinadora de petróleo finlandesa Neste (NESTE.HE) instou, na terça-feira, a Comissão Europeia a flexibilizar as restrições sobre matérias-primas para biocombustíveis que não coloquem em risco o abastecimento alimentar ou as florestas. O apelo surge em um momento em que a alta nos preços dos combustíveis fósseis, impulsionada pela guerra, renovou o interesse nos biocombustíveis como uma forma de melhorar a segurança energética e, potencialmente, reduzir os custos de energia. Os biocombustíveis, geralmente misturados a combustíveis fósseis, podem ser obtidos a partir de uma variedade de materiais orgânicos, embora a maior parte seja produzida a partir de culturas destinadas à alimentação humana ou animal, como a cana-de-açúcar e o milho. Há muito tempo, eles estão no centro de um debate sobre se realmente ajudam a reduzir as emissões e fortalecer a segurança energética ou se, pelo contrário, impulsionam o desmatamento e a elevação dos preços dos alimentos. Por esse motivo, a Comissão Europeia limita a quantidade de matérias-primas para biocombustíveis que podem ser cultivadas na Europa. A Neste argumenta que essas preocupações não se aplicam aos biocombustíveis de segunda geração — ou avançados —, produzidos a partir de culturas intermediárias ou de cobertura, como a canola, cultivadas entre as safras principais ou em terras degradadas.”
Fonte: Reuters; 20/10/2026
Montadoras europeias recorrem ao retrô para enfrentar rivais chinesas
“As montadoras europeias estão apostando em versões elétricas acessíveis de modelos retrô para impulsionar as vendas, enquanto buscam enfrentar uma segunda onda de marcas chinesas inundando seus mercados domésticos. A Citroën, controlada pela Stellantis, está resgatando seu clássico 2CV, da era do pós-guerra, com planos de lançar uma versão elétrica que vai custar 15 mil euros em 2028, enquanto o novo hatchback elétrico ID.Polo, da Volkswagen, com preço de 25 mil euros, foi inspirado no design do Golf, um dos modelos mais vendidos da marca décadas atrás. O retorno do 2CV, apresentado em uma exposição do setor em Paris, vem após o sucesso da Renault com o relançamento em versão elétrica de pequenos carros clássicos, o R5 e o Twingo, e ocorre em um momento em que as montadoras europeias buscam capitalizar a nostalgia e a tradição que faltam às suas concorrentes chinesas mais recentes para conquistar os consumidores. “[O 2CV] tem um enorme potencial”, disse Antonio Filosa, presidente-executivo da Stellantis, que também controla a Peugeot e a Fiat, acrescentando que o carro seria construído sobre uma nova plataforma de veículos totalmente elétricos que reduziria os custos. “Ele será 100% fabricado na Europa.””
Fonte: Valor Econômico; 20/10/2026
ABB compra participação em unidade da Mitsubishi por US$ 495 milhões
“A ABB informou que está investindo cerca de US$ 495 milhões para adquirir uma participação controladora na recém-separada divisão de distribuição de energia de baixa tensão da japonesa Mitsubishi Electric. O grupo suíço de engenharia disse nesta terça-feira que está formando uma joint venture com a Mitsubishi Electric para fortalecer sua posição no Japão, com opção de assumir o controle total no médio prazo. A empresa divulgou o acordo ao apresentar seus resultados do terceiro trimestre, que mostraram aumentos nos pedidos e na receita, mas uma queda no lucro líquido, além de ter elevado ligeiramente sua projeção de vendas anuais.”
Fonte: Valor Econômico; 20/10/2026
Política
Departamento de Energia dos EUA investirá quase US$ 1 bilhão em novas melhorias na rede elétrica
“O Departamento de Energia dos EUA informou, na terça-feira, que investirá cerca de US$ 967 milhões em recursos adicionais para modernizar a infraestrutura energética crítica, em uma tentativa de reduzir os custos crescentes da eletricidade. O financiamento ocorre por meio do programa Grid Resilience State and Tribal Formula Grant (subsídio de fórmula para a resiliência da rede, destinado a estados e tribos) e apoiará projetos que ajudem estados, territórios e tribos a investir em melhorias na infraestrutura, visando garantir uma energia mais acessível e confiável, afirmou o Departamento.”
Fonte: Reuters; 20/10/2026
Japão teme ficar sem terras raras por restrições da China
“O Japão está a meses de esgotar seus estoques de ítrio, um metal essencial, e pediu aos Estados Unidos que pressionem a China a flexibilizar os controles de exportação de terras raras que ameaçam provocar graves perturbações nos setores automotivo, de defesa e de semicondutores em todo o mundo. Tóquio fez o pedido ao governo americano e a grandes empresas dos EUA, segundo pessoas familiarizadas com o assunto em Washington e no Japão. Nos últimos meses, Washington pressionou a China a aumentar o fornecimento de terras raras, incluindo o ítrio —metal resistente ao calor e fundamental para a fabricação de veículos, motores a jato e semicondutores—, aos Estados Unidos e seus aliados. As cadeias de fornecimento da indústria de defesa americana dependem de componentes fabricados no Japão que contêm ítrio. Se Pequim não mudar de posição e os países ocidentais não encontrarem substitutos ou ampliarem seus estoques, a escassez poderá surgir já no fim deste ano, afirmaram autoridades do governo japonês e executivos de tradings.”
Fonte: Folha de São Paulo; 20/10/2026
Legisladores da UE chegam a acordo para flexibilizar metas de CO2 para automóveis
“Legisladores da União Europeia concordaram em flexibilizar as metas propostas para as emissões de automóveis na UE até 2035, permitindo que as montadoras compensem parte da diferença esperada por meio do uso de aço de baixo carbono produzido na própria União Europeia, segundo um documento do acordo ao qual a Reuters teve acesso. No ano passado, a Comissão Europeia propôs que as montadoras reduzissem as emissões de CO2 em 90% em relação aos níveis de 2021 até 2035 — uma meta menos rigorosa do que a proposta anterior, que era de 100%. O braço executivo da UE afirmou que os 10% restantes poderiam ser compensados pelo uso de aço de baixo carbono e combustíveis alternativos. O acordo, firmado entre três dos principais grupos políticos do Parlamento Europeu, estabelece, em vez disso, uma meta de redução de 87,5% para automóveis, com uma margem adicional de 7,5% que pode ser suprida pela produção utilizando aço de baixo carbono fabricado na União Europeia. O acordo ainda precisa ser formalmente aprovado pelos grupos — o Partido Popular Europeu (centro-direita), os Social-Democratas (centro-esquerda) e o grupo Renew (centro) — para consolidar a posição oficial do Parlamento Europeu.”
Fonte: Reuters; 20/10/2026
A crise hídrica oculta sob o oeste americano
“A cerca de uma hora ao sul de Phoenix, no Arizona, os campos verdejantes da fazenda de Jace Miller surgem em meio à imensidão do deserto. No entanto, as áreas cultiváveis na região — mantidas por um sistema de poços e canais — estão diminuindo. “Não temos água subterrânea nem bombas suficientes”, diz Miller, agricultor de quinta geração que cultiva alfafa e algodão. Segundo o produtor de 35 anos, alguns poços secaram, o que o obrigou a deixar parte de suas terras em pousio. “Tentamos não ir à falência enquanto tentamos seguir em frente”, disse ele ao FT. “A situação está ficando difícil.” A escassez de água subterrânea nos arredores da fazenda, no Condado de Pinal, é um prenúncio do que muitos no oeste americano enfrentarão à medida que as mudanças climáticas impulsionam um futuro mais quente e seco, tornando a água de fontes superficiais — como rios e o degelo — cada vez mais escassa. Novos dados revelaram que a água subterrânea — um recurso fundamental que serve como reserva estratégica em anos de seca e sustenta a agricultura ao redor do mundo — está desaparecendo mais rapidamente do que a água superficial do rio Colorado, que abastece grande parte da região e atingiu níveis mínimos recordes este ano.”
Fonte: Financial Times; 20/10/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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