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MME propõe elevar meta de descarbonização para o gás natural para 1% em 2027 (vs. 0.5% hoje) | Café com ESG, 07/10

Aumento no uso de biometano em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de terça-feira fechou em território misto, com o IBOV recuando 0,52% e o ISE avançando 0,34%.

• No Brasil, (i) a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem novas regras para orientar a divisão dos prejuízos provocados pelos cortes de geração de energia elétrica (curtailment) – pela decisão, usinas eólicas, solares e hidrelétricas estarão sujeitas ao rateio dos custos nos casos de cortes por razão energética; e (ii) o Ministério de Minas e Energia (MME) propôs elevar dos atuais 0,5% para 1% em 2027 a meta de descarbonização do mercado de gás natural, a ser cumprida pelos agentes obrigados por meio da participação do biometano no consumo do gás – a meta para 2027 equivale a um volume de 995,2 mil m³/dia de biometano e 3,632 milhões em Certificados de Garantia de Origem do Biometano (CGOBs).

• No internacional, o Google e a Constellation Energy fecharam uma parceria para adicionar 890 megawatts (MW) de capacidade nuclear à rede elétrica dos Estados Unidos, visando atender à crescente demanda por energia – o contrato de compra e venda de energia de 20 anos viabilizará aportes em equipamentos e tecnologia em 11 reatores nucleares da Constellation em Illinois, Pennsylvania e New Jersey.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Elétricos e híbridos dobram fatia nas vendas em um ano

“Um milhão de veículos híbridos e elétricos já circulam no Brasil. A marca foi alcançada em setembro, mas o dado mais relevante é a velocidade dessa transformação. Em um ano, a participação dos eletrificados nas vendas mais do que dobrou, de 9,2% para 19,8%. O avanço surpreendeu a própria indústria instalada no país, que perdeu terreno para os chineses. Executivos do setor admitem ter errado nos cálculos: o volume atual era esperado apenas entre 2029 e 2030. Agora, as marcas chinesas partem para uma nova etapa, com produção no Brasil. Às vésperas da eleição presidencial, a principal discussão no setor não é mais se os chineses vieram para ficar, mas quais serão as regras do jogo. O mercado aguarda sinais sobre a disposição do próximo governo de manter incentivos para a importação de veículos semimontados ou adotar políticas que privilegiem conteúdo local.”

Fonte: Valor Econômico; 07/10/2026

Dona do Fasano tem R$ 6,6 bi em ativos expostos a eventos extremos

“A JHSF Participações, dona de empreendimentos de luxo como o shopping Cidade Jardim e o hotel Fasano, mapeou que mais de um terço dos seus ativos estão vulneráveis a riscos climáticos críticos, como tempestades e ventanias. Os dados fazem parte do relatório financeiro de sustentabilidade e clima no padrão IFRS S1 e S2, que mapeia os riscos e oportunidades para os negócios nessas duas frentes. A holding atua no que chama de lifestyle de alta renda: construção de empreendimentos residenciais e comerciais de luxo e operação de shopping centers, hotéis, restaurantes, clubes, aviação executiva e varejo dedicado à representação de marcas internacionais. Os R$ 18,6 bilhões em ativos do grupo estão concentrados no estado de São Paulo. Os principais riscos físicos mapeados estão nos ativos de renda recorrente, como hotéis, restaurantes e o Aeroporto São Paulo Catarina, cuja operação fica mais exposta a condições meteorológicas. O grupo identificou que 35,6% dos ativos (equivalente a R$ 6,6 bilhões) estão expostos a eventos climáticos extremos que podem causar dano à infraestrutura e paralisar as operações. A maior parte está vulnerável a tempestades e ventanias (37%), enquanto uma parte pequena (1%) também a efeitos de ondas de calor. A companhia estima uma perda possível entre R$ 119 milhões e R$ 263 milhões no curto prazo (até um ano); entre R$ 325 milhões e R$ 721 milhões no médio prazo (dois a cinco anos); e entre R$ 205 milhões e R$ 454 milhões no longo prazo (acima de cinco anos).”

Fonte: Capital Reset; 06/10/2026

Produtoras de fertilizantes entram na corrida por terras raras no Brasil

“A produtora de fertilizantes Verde AgriTech avançou em sua aposta em terras raras no Brasil e divulgou nesta terça-feira (6) novos resultados de sondagem do projeto Minas Americas, em Minas Gerais. Por meio da subsidiária Magnes Rare Earths, a companhia reportou um intervalo de 30 metros desde a superfície com teor médio de 1.853 partes por milhão (ppm) de óxidos de terras raras magnéticas. Desse total, 1.792 ppm correspondem a óxidos de neodímio e praseodímio (NdPr), elementos utilizados na fabricação de ímãs permanentes. O intervalo também apresentou 270 ppm de óxidos de terras raras pesadas.Resultados de sondagens mais rasas também mostraram teores acima de 2.100 ppm de terras raras magnéticas. Em um dos furos, foram identificados 11 metros desde a superfície com 2.179 ppm de MREO e 335 ppm de terras raras pesadas. Até o momento, a companhia ainda não estabeleceu uma taxa de recuperação comercial, recurso mineral ou avaliação econômica para o projeto.”

Fonte: CNN; 06/10/2026

Mercado de baterias elétricas vive boom de vendas

“Sistemas de armazenamento de energia elétrica, conhecidos pela sigla BESS, estão vendendo como nunca no País. Enquanto o leilão do Governo para contratar grandes projetos de baterias continua agendado para dezembro mas enfrenta incertezas, o mercado encontrou seu caminho no varejo. Instalações menores em indústrias, comércios, condomínios e residências, muitas vezes associadas a sistemas solares em telhados, têm movimentado a indústria num ritmo recorde. Em 2025, o volume vendido e contratado atingiu 730 MWh, mais do que o acumulado dos cinco anos anteriores. E só no primeiro semestre deste ano foram mais 504 MWh, a caminho de uma nova marca histórica para o setor, segundo um levantamento da consultoria Greener. “O leilão é importante, claro, mas o BESS de uma forma distribuída, vamos chamar assim, vai ser em minha visão uma das grandes fontes de flexibilidade para o sistema elétrico no País,” Marcio Takata, o CEO da Greener, disse ao Brazil Journal.”

Fonte: CNN; 06/10/2026

Transição energética precisa focar cidades

“As cidades consomem dois terços da energia do mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE); portanto, os centros urbanos são cruciais para a redução das emissões. As medidas envolvem escolhas que vão da frota de ônibus ao destino de um prédio antigo. No Brasil, os elétricos já começam a substituir o diesel no transporte público. Na arquitetura e no urbanismo, reformar os edifícios existentes e reduzir seu consumo de energia são caminhos possíveis, além da utilização de novas tecnologias menos energívoras. Para ampliar essas mudanças, as cidades precisam adaptar sua infraestrutura e levar os benefícios a uma população que tem condições muito diferentes de acesso à energia. “Precisamos garantir essa infraestrutura elétrica pelas cidades para que possamos ampliar o acesso à energia”, disse nesta terça-feira (6) Sylvia Meimaridou Rola, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura (Proarq) da UFRJ, uma das participantes da live “Energia nas cidades: mobilidade, edifícios e consumo”, do projeto Transição Energética, promovido pelo Valor Econômico e por O Globo, com patrocínio da Vale. “A gente tem que fazer chegar essa energia para quem realmente precisa”, completou.”

Fonte: Valor Econômico; 07/10/2026

Anac quer rever meta de combustível sustentável na aviação

“A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) quer rever a meta de adoção de combustível sustentável na aviação. Alternativa ao querosene tradicional, ele é feito a partir de diversas substâncias, como óleo de cozinha usado, gordura animal, restos agrícolas, lixo ou etanol. Pela regra atual, a participação desse tipo de combustível na mistura usada pelos aviões deve crescer gradualmente nos próximos anos, até chegar a 100% em 2050. O objetivo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor aéreo. Objetivo de 100% de uso de combustível sustentável daria lugar a um corte de 50% nas emissões até 2050 Regras de redução de emissões também passariam a incluir novos modelos de aviões disponíveis no mercado O plano da agência é trocar essa trajetória de uso por metas específicas de redução das emissões, que começariam em 1% e alcançariam 50% no mesmo período.”

Fonte: Folha de São Paulo; 06/10/2026

Governo avalia assumir parte dos riscos com efeitos climáticos em concessões de portos e aeroportos

“O governo federal avalia assumir parte dos riscos provocados por eventos climáticos extremos em concessões de aeroportos, portos e hidrovias, dividindo com empresas privadas os prejuízos de situações que ultrapassem a capacidade de cobertura dos seguros contratados. A medida está em fase de consulta pública e vai receber contribuições até 23 de outubro. O objetivo do Ministério de Portos e Aeroportos é definir, desde o planejamento das concessões, quais riscos podem ser cobertos por seguros e quem ficará responsável pelas perdas que escaparem dessa proteção. Essa definição ocorreria na etapa dos estudos de viabilidade técnica e econômica dos projetos, os quais são elaborados por órgãos ligados ao próprio governo como o BNDES e a estatal Infra SA. À Folha o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé da Franca, disse que o plano é aprovar a medida nas próximas semanas, ainda neste mandato presidencial. “Nosso objetivo é assinar a portaria até o fim de novembro. É uma mudança importante para o setor de infraestrutura”, disse.”

Fonte: Folha de São Paulo; 06/10/2026

MME propõe mandato de 1% para o biometano em 2027 e curva crescente até 5% em 2030

“O Ministério de Minas e Energia (MME) propôs elevar dos atuais 0,5% para 1% em 2027 a meta de descarbonização do mercado de gás natural, a ser cumprida pelos agentes obrigados por meio da participação do biometano no consumo do gás. A meta para 2027 equivale a um volume de 995,2 mil m³/dia de biometano — e 3,632 milhões em Certificados de Garantia de Origem do Biometano (CGOBs). A pasta também propôs a curva do mandato do biometano para os próximos anos: de 3% para 2028; 4% para 2029; e 5% para 2030. A proposta ainda passará por período de consulta pública. O MME esclareceu que as metas possuem caráter indicativo — ou seja, as metas indicativas poderão ser confirmadas ou revistas anualmente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), após análise de impacto regulatório.”

Fonte: Eixos; 06/10/2026

Aneel aprova editais de leilões destinados à compra de energia de usinas já existentes

“A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (6), os editais de três leilões destinados à compra de energia elétrica de usinas já existentes. Os certames estão previstos para 13 de novembro deste ano. Cabe à agência realizar as licitações para atender à demanda das distribuidoras de energia para recomposição dos contratos para os próximos anos e, assim, garantir o suprimento aos consumidores atendidos pelas empresas. A diferença entre os leilões está na data de início do fornecimento de energia. No A-1, a entrega deverá começar em 1º de janeiro de 2027. No A-2, o fornecimento terá início em janeiro de 2028 e, no A-3, em janeiro de 2029. A contratação será feita na modalidade por quantidade, para energia proveniente de qualquer fonte de geração, com contratos de dois anos. Poderão participar dos leilões usinas que já estejam em operação comercial. As regras também estabelecem que, durante a vigência dos contratos, não haverá atualização do preço da energia. Os editais preveem ainda regras para calibrar os valores das garantias financeiras para registro dos contratos.”

Fonte: Valor Econômico; 06/10/2026

Aneel aprova regras para definir rateio dos prejuízos de cortes de geração

“A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (6), novas regras para orientar a divisão dos prejuízos provocados pelos cortes de geração de energia elétrica, o chamado “curtailment”. Pela decisão, usinas eólicas, solares e hidrelétricas estarão sujeitas ao rateio dos custos nos casos de cortes por razão energética. Apesar de a proposta prever que os prejuízos com os cortes serão divididos entre as usinas eólicas, solares e hidrelétricas, a regra começará a valer em momentos diferentes. As hidrelétricas com vertimento turbinável serão incluídas no rateio de forma gradual após um “período sombra”, que funcionará como uma fase de testes e terá duração de um ano. Esse período começará seis meses após a publicação da resolução. Assim, serão 18 meses até o início da aplicação da regra para essas usinas.”

Fonte: Valor Econômico; 06/10/2026

Internacional

Applied Digital vai abrir campus de IA na Finlândia em seu primeiro projeto fora dos EUA

“A Applied Digital fechou um acordo para garantir até 1 gigawatt (GW) de potencial capacidade de energia na Finlândia, marcando sua primeira oportunidade de desenvolvimento fora dos Estados Unidos. A companhia, que projeta, constrói e opera data centers, informou hoje que planeja construir um campus de grande porte voltado para inteligência artificial no país nórdico, com capacidade de expansão para até 1 GW e início da disponibilidade energética previsto para 2028. O acordo estabelecerá uma base estratégica no emergente mercado europeu de IA, afirmou a Applied Digital. Os termos financeiros da transação não foram divulgados, mas a empresa ressaltou que o contrato foi estruturado para viabilizar um potencial relevante de crescimento no longo prazo, ao mesmo tempo em que limita sua exposição inicial e preserva uma alocação disciplinada de capital. Apesar da expansão internacional, a Applied Digital frisou que sua estratégia de desenvolvimento no curto prazo e suas prioridades de execução permanecem “firmemente centradas em seu crescente portfólio nos Estados Unidos”.”

Fonte: Valor Econômico; 06/10/2026

Google e Constellation fecham parceria para adicionar 890 MW de energia nuclear à rede nos EUA

“O Google e a Constellation Energy fecharam uma parceria para adicionar 890 megawatts (MW) de capacidade nuclear à rede elétrica da dos Estados Unidos, visando atender à crescente demanda por energia. O contrato de compra e venda de energia de 20 anos viabilizará aportes em equipamentos e tecnologia em 11 reatores nucleares da Constellation situados em Illinois, Pennsylvania e New Jersey, ampliando a eficiência térmica e elétrica para destravar geração adicional voltada à rede PJM, informaram hoje as companhias. A capacidade gerada é inteiramente nova e expandirá o parque total de geração de eletricidade no mercado da PJM, que coordena a transmissão e o comércio atacadista de energia em 13 estados, concentrados majoritariamente na região central americana. O Google e a Constellation destacaram que o acordo deve sustentar cerca de 4.400 postos de trabalho existentes, além de abrir aproximadamente 7.200 vagas no setor de construção durante a fase de obras. A operação representa mais de US$ 4,3 bilhões em novos investimentos pela Constellation.”

Fonte: Valor Econômico; 06/10/2026

LG Electronics fecha contrato para sistemas de resfriamento de ‘data centers’ de IA nos EUA

“A LG Electronics fechou um novo contrato de longo prazo para o fornecimento de sistemas de resfriamento voltados a data centers de inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos. A gigante sul-coreana de eletroeletrônicos vem expandindo aceleradamente sua divisão de resfriadores industriais, impulsionada pelo ciclo global de investimentos em infraestrutura de IA, que ampliou a demanda por soluções eficientes de gerenciamento térmico. Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a empresa informou que sua subsidiária norte-americana fechou um acordo de longo prazo com a fornecedora de plataformas de data centers AIR Control Concepts, sediada na Virgínia, para fornecer equipamentos a centros de IA com capacidade combinada superior a 5 gigawatts (GW). “O contrato de longo prazo acelera a expansão da LG no mercado global de resfriamento de data centers de IA”, destacou a companhia. A LG não divulgou o valor financeiro da operação, mas expressou forte otimismo quanto às perspectivas de seu segmento de resfriadores industriais.”

Fonte: Valor Econômico; 06/10/2026

Energy Transfer comprará Vaquero Midstream por US$ 2,63 bilhões

“A Energy Transfer LP, do bilionário Kelcy Warren, concordou em comprar a Vaquero Midstream LLC por cerca de US$ 2,63 bilhões (R$ 13,11 bilhões) em dinheiro e ações, ampliando sua rede de transporte de gás natural na Bacia do Permiano. A Energy Transfer pagará cerca de US$ 2 bilhões (R$ 9,9 bilhões) em dinheiro e aproximadamente 33,3 milhões de ações recém-emitidas pela Vaquero, sediada em Dallas (EUA), segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (6). A expansão de sua rede na prolífica Bacia do Permiano permitirá à Energy Transfer injetar mais gás em sua rede de distribuição, à medida que o forte crescimento das exportações dos Estados Unidos e a construção de data centers impulsionam a demanda pelo combustível.”

Fonte: Folha de São Paulo; 06/10/2026

UE adiará regras sobre emissões de metano por um ano, e não mais do que isso, diz chefe de energia

“A União Europeia planeja adiar em um ano — mas não mais do que isso, apesar de pedidos de alguns Estados-membros por um prazo maior — a implementação das regras sobre emissões de metano para importações de petróleo e gás, afirmou nesta terça-feira o comissário de Energia da UE, Dan Jorgensen. As normas, previstas para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027, exigiriam que fornecedores estrangeiros de petróleo e gás para a UE monitorassem e relatassem as emissões de metano, um potente gás de efeito estufa. Jorgensen disse que a Comissão Europeia estava considerando um adiamento de um ano. O metano é o segundo maior contribuinte para as mudanças climáticas, atrás apenas do dióxido de carbono. A legislação da UE sobre metano, a primeira do gênero no mundo, foi criada para combater essas emissões, mas enfrentou crescente pressão política depois que a guerra envolvendo o Irã perturbou o abastecimento global de energia e aumentou as preocupações com a disponibilidade de combustível neste inverno. “Decidi solicitar às minhas equipes que analisem a possibilidade de adiar as diferentes regras relacionadas à parte de importação deste regulamento”, disse Jorgensen ao Parlamento Europeu. “Não prevemos que isso ultrapasse um ano”, afirmou ele, acrescentando que se esperaria que os governos da UE garantissem estar prontos para aplicar as regras assim que o período de adiamento terminasse.”

Fonte: Reuters; 06/10/2026

Chefe da área de qualidade do ar da EPA deixa a agência após supervisionar a revogação de regulamentações implementada por Trump

“Um funcionário da Agência de Proteção Ambiental (EPA) que supervisionou algumas das iniciativas mais significativas do governo Trump para revogar regulamentações sobre clima e poluição do ar deixou o cargo na semana passada, informou a agência na terça-feira. Aaron Szabo, advogado que liderava o Escritório de Ar e Radiação da EPA como administrador assistente, saiu na sexta-feira. A EPA havia dito anteriormente que Szabo sairia em julho, mas pediu que ele permanecesse por mais tempo. A Reuters noticiou na época que sua mudança planejada para um escritório de advocacia não havia se concretizado. Na EPA, Szabo supervisionou programas relacionados à poluição do ar, emissões de veículos, mistura de combustíveis renováveis ​​à gasolina e outras disposições importantes da Lei do Ar Limpo (Clean Air Act). Durante sua gestão, a EPA avançou na revogação de sua decisão de 2009 — que classificava os gases de efeito estufa como uma ameaça à saúde e ao bem-estar públicos —, um passo que poderia limitar substancialmente a autoridade da agência para regular a poluição climática. O escritório também trabalhou na reversão de normas de emissão que abrangiam usinas de energia, veículos e a indústria de petróleo e gás. Em um e-mail enviado à Reuters, a EPA agradeceu a Szabo por seu “trabalho extraordinário” no avanço da agenda do presidente Donald Trump. A agência afirmou que o escritório dele ajudou a concretizar “a maior ação de desregulamentação da história dos EUA” e estimou a economia de custos resultante das medidas de desregulamentação durante a gestão de Szabo em mais de US$ 1,6 trilhão.”

Fonte: Reuters; 06/10/2026

Pesquisadores holandeses dizem que milhares de sistemas de energia eólica e solar europeus foram expostos online

“Milhares de sistemas administrativos em parques de energia eólica e solar na Europa estão expostos à internet, o que pode dar a invasores acesso a interfaces capazes de interromper o funcionamento de turbinas e aumentar o risco de sabotagem, alertaram pesquisadores holandeses na terça-feira. Os sistemas expostos incluíam interfaces administrativas e de login, bem como interfaces operacionais que exibiam dados e controles. No entanto, um dos pesquisadores, Soufian El Yadmani, da empresa de varredura de internet Modat, disse à Reuters que a equipe acreditava ser possível obter controle total em cerca de 181 instalações. A página web de uma das turbinas exibia dados em tempo real, botões de “Iniciar, Parar e Reiniciar” e a localização do equipamento, segundo a pesquisa. Alguns sistemas controlavam várias turbinas ou um parque inteiro. “O que conseguimos mapear em questão de horas, um invasor também consegue mapear no mesmo intervalo de tempo”, afirmou o relatório. Os pesquisadores recomendaram fortemente que os operadores removessem imediatamente as interfaces administrativas da internet.”

Fonte: Reuters; 06/10/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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