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Raio-XP – Rebaixando a recomendação para a Bolsa brasileira para Neutro

Juros altos por mais tempo e riscos para as expectativas de lucros para 2027

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Em outubro, as bolsas globais caíram (MSCI ACWI, -1,7%), com a rotação de ações ligadas à IA para setores defensivos. A Bolsa brasileira teve forte volatilidade no período eleitoral e caiu 10% em reais e 14% em dólares no mês. Atualizamos nossas estimativas, considerando um cenário de juros altos por mais tempo, e introduzimos nosso valor justo do Ibovespa para o fim de 2027, em 200 mil pontos. Como o potencial de alta é parecido com o da renda fixa local no período, rebaixamos nossa visão para a Bolsa brasileira para Neutro, apesar da queda recente. Em nossa visão, 1) estamos perto de entrar em um regime macro desafiador para a Bolsa (“inflação em alta, juros em alta”), 2) vemos riscos de queda para as estimativas de lucro do consenso para 2027 e 3) nosso Índice de Sentimento XP voltou a níveis pessimistas, mas ainda não em um sinal de “Compra”. Como se posicionar? Seguimos preferindo empresas de alta qualidade, boas pagadoras de dividendos e exportadoras, e evitamos empresas muito alavancadas.

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A Bolsa brasileira cai 10% em Outubro. Outubro foi um mês misto para os mercados globais, com a rotação da IA para setores defensivos ganhando força no mundo. A Bolsa brasileira caiu forte depois da volatilidade do período eleitoral (Ibovespa -10% no mês e -20% desde o pico). Treze dos dezesseis setores caíram: os setores domésticos, que tinham subido antes do 2º turno, devolveram tudo, e as small caps sofreram mais (-17%). Já as exportadoras resistiram, em especial Papel & Celulose +6,9% e Óleo & Gás +4,0%.

Rebaixamos a Bolsa brasileira para Neutro. Apresentamos nosso valor justo para o Ibovespa para o fim de 2027, em 200 mil pontos, com potencial de alta de 19%. Como esse potencial não é muito maior que o retorno da renda fixa local no período, rebaixamos nossa visão para a Bolsa brasileira para Neutro. Depois da queda recente, o valuation voltou a níveis atrativos: o P/L projetado caiu para 8,2x, mas ainda não chegou às mínimas de 2025 (7,0x). O prêmio de risco do Ibovespa melhorou para 4,5%, mas também segue abaixo da média histórica, de 5,3% (nesse índice, quanto mais alto, melhor).

Motivos para cautela no curto prazo. Apesar do valuation atrativo, vemos motivos para cautela adiante: 1) estamos perto de entrar em um regime macro mais desafiador para a Bolsa (“inflação em alta, juros em alta”), historicamente o pior regime Macro para os retornos da Bolsa; 2) vemos riscos de queda para as estimativas de lucro do consenso para 2027, com a economia desacelerando; e 3) nosso Índice de Sentimento XP voltou a níveis pessimistas (18 de 100), mas ainda não dá sinal de “Compra”. Para quem busca oportunidades depois da queda, listamos nomes de alta qualidade que caíram muito, como SBSP3, RDOR3, TOTS3, ITUB4 e CURY3, entre outros.

Como se posicionar? Seguimos preferindo empresas de alta qualidade, boas pagadoras de dividendos e exportadoras, e evitaríamos empresas muito alavancadas: 1) Top Ações: entram WEGE3, JBSS32 e CXSE3, aumentamos RDOR3, reduzimos IGTI11 e saem BPAC11 e ROXO34. 2) Top Dividendos: aumentamos CXSE3 e reduzimos B3SA3. 3) Top Small Caps: entram SMTO3 e VTRU3, aumentamos ALUP11 e saem VIVA3, COGN3 e LWSA3.

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