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XP Morning Call 10/05/2019: Bolsas em alta e negociações comerciais

Diariamente compilamos e analisamos diversas notícias e publicamos um relatório com comentários relativos às notícias relevantes para nossa cobertura, assim como eventos importantes para monitorar no cenário político e macroeconômico, tanto no Brasil quanto no mundo, e seus respectivos impactos para a bolsa brasileira.

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Tópicos do dia

Brasil

  1. Política Brasil: Derrota na manutenção do COAF no Ministério da Justiça; Pesquisa XP-Ipespe divulgada hoje

Internacional

  1. EUA impõem tarifa de 25% sobre US$ 200 bilhões de produtos chineses, guerra comercial escala

Empresas

  1. Vale (VALE3) 1T: Provisões elevadas e incerteza devem pesar nas ações no curto prazo
  2. Suzano (SUZB3): Resultados do 1T fracos, mas foco está na disciplina de oferta
  3. B2W (BTOW3): Vendas totais mais fracas, mas sólida expansão do marketplace

COE News

  1. ArcelorMittal: 1T19 impactado pela queda dos preços do aço e aumento do preço do minério
  2. Tech: Ataques cibernéticos geram maiores preocupações no Vale do Silício

Resumo

Bolsas em alta e negociações comerciais

As bolsas globais operam em território positivo apesar dos EUA ter elevado as tarifas para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, reiterando que estaria estudando a implementação de 25% sobre os outros US$325 bilhões importados pelos EUA da China. A China declarou que retaliaria caso a rota de aumentos de tarifas forem mantidos.
 
Na nossa visão, a alta de hoje pode ser justificada pelo fato da rodada de negociações entre os EUA e a China marcada para hoje ter sido mantida, enquanto que Trump sinalizou que ainda há espaço para negociações adiante, trazendo esperanças, mesmo que com progresso mais gradual do que se esperava na semana passada.
 
Em linha com a leitura acima, o nosso estrategista global, Alberto Bernal, destacou esta semana que a guerra comercial não teria vencedores, com a China preocupada com o seu crescimento e o Trump de olho nas eleições de 2020. Na nossa visão, apesar da volatilidade, a China e os EUA devem, eventualmente, chegar a um consenso nas negociações comerciais.
 
No Brasil, destaque hoje a nossa pesquisa XP-Ipespe de maio, que mostrou que a aprovação de Bolsonaro ficou estável em 35%. No entanto, a desaprovação do presidente subiu de 26% para 31%. Em relação à reforma da previdência, 62% dos entrevistados reconhecem a necessidade de mudanças nas regras da Previdência no Brasil.
 
Do lado das empresas, a Vale reportou ontem seus resultados do 1T. As atualizações sobre Brumadinho foram o principal ponto de foco, com uma provisão de US$4,3bi anunciada, sem ainda considerar possíveis danos ambientais e coletivos (indicando potenciais provisões adicionais), o que deve ser negativamente recebido pelo mercado e pesar nas ações.
 
A Suzano anunciou resultados fracos, mas, no geral, em linha com o consenso. Apesar disso, o foco agora está em potenciais atualizações que possam vir hoje na teleconferência de resultados (14h), no que se refere ao anúncio do corte de produção de 1,5-1,9mt, e o planejamento do volume a ser vendido, à medida que a iniciativa deve dar suporte a uma recuperação dos preços de celulose mais rápida do que a esperada.
 
A B2W reportou um fraco crescimento das vendas online de 15% A/A no 1T19, impactado negativamente pelas vendas do e-commerce após fim do benefício fiscal sobre alguns produtos (Lei do Bem). Do lado positivo, o marketplace continua apresentando crescimento sólido e a geração de caixa continua a melhorar.
 
Por último, a Lojas Americanas reportou resultados fracos no 1T19, com crescimento de vendas mesmas lojas líquido, com base nos 4 primeiros meses do ano para incluir a Páscoa, de 4,9% A/A (versus 8,5% no 4M18).


Conteúdo na íntegra

Brasil

Política Brasil: Derrota na manutenção do COAF no Ministério da Justiça; Pesquisa XP-Ipespe divulgada hoje

  • A área de articulação política do governo já havia desistido de segurar o COAF no Ministério da Justiça, mas aliados de Moro no Congresso insistiram e foram derrotados pelos parlamentares. A atuação descoordenada fez atrasar a tramitação da MP 870, da reorganização administrativa, que caduca em 3 de junho;
  • Foi divulgada hoje a pesquisa XP-Ipespe de maio, que mostrou que a aprovação de Bolsonaro ficou estável em 35%. No entanto, a desaprovação do presidente subiu de 26% para 31%. Foram feitas mil entrevistas entre 6 e 8 de maio. O levantamento mostrou ainda que Sérgio Moro (6,5) teve a maior nota média entre as personalidades da política brasileira, seguido por Bolsonaro (5,7) e Paulo Guedes (5,7). Na outra ponta, Rodrigo Maia (4,1) e Fernando Haddad (3,8);
  • Pela primeira vez perguntamos a opinião dos entrevistados sobre a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Jair Bolsonaro. A PEC da Nova Previdência tem o apoio de 45% da população, ainda que 21% divirjam parcialmente do texto proposto. Outros 50% discordam da PEC, mas nesse grupo 22% acreditam que alguma reforma seja necessária. Ainda assim 74% dos entrevistados contam com a aprovação da proposta de Bolsonaro, mesmo que haja alterações.
     

Internacional

EUA impõem tarifa de 25% sobre US$ 200 bilhões de produtos chineses, guerra comercial escala

  • Os Estados Unidos aumentaram tarifas sobre US$ 200 bilhões de importações chinesas nesta sexta-feira e o presidente Trump ameaçou impor taxas sobre praticamente todas as exportações chinesas para os EUA. O aumento tarifário entrou em vigor horas depois que negociadores de ambos os países se reuniram para retomar as negociações comerciais;
  • Embora as discussões devam continuar hoje, a Casa Branca disse que não tem planos de suspender o aumento de tarifas. Logo após a decisão dos EUA, o Ministério do Comércio da China declarou que contramedidas serão tomadas, embora detalhes sobre quando e como a retaliação ocorrerá não tenham sido fornecidos. Segundo o Wall Street Journal, as opções vão desde um aumento recíproco de tarifas e penalizações a companhias americanas. Em uma nota ligeiramente positiva, o Ministério do Comércio da China também expressou otimismo de que um acordo ainda pode ser alcançado, e o enviado chinês Liu He também expressou esperança em entrevistas;
  • O impacto do aumento da tarifa nos EUA para 25% provavelmente não será sentido imediatamente, já que os produtos sujeitos ao aumento já passaram por um aumento de 10% em setembro. A maior parte dos 5000 itens diferentes que enfrentam aumento de tarifas são bens intermediários, como circuitos, microprocessadores e maquinário.

Empresas

Vale (VALE3) 1T: Provisões elevadas e incerteza devem pesar nas ações no curto prazo

  • A Vale divulgou ontem os resultados do 1T19. As atualizações sobre Brumadinho foram o principal foco, com uma provisão de US$4,3bi anunciada, sem considerar possíveis danos ambientais e coletivos, o que deve surpreender negativamente o mercado e pesar nas ações;
  • Além disso, a Vale retirou US$3,5bi de seu caixa, dado que estes recursos estão bloqueados pela justiça, levando à dívida líquida a aumentar em US$2,4bi, atingindo US$12bi;
  • O EBITDA operacional veio em US$4,1bi, 6% acima do nosso, mas 7% abaixo do consenso devido ao custo operacional por tonelada US$3,8 acima do que o esperado;
  • Mantemos recomendação de Compra, mas esperamos pressão nas ações no curto prazo. Clique aqui para acessar o relatório completo.

Suzano (SUZB3): Resultados do 1T fracos, mas foco está na disciplina de oferta

  • ​A Suzano divulgou ontem resultados do 1T, com EBITDA de R$2,8bi, 5% abaixo do nosso (-22% T/T), mas, no geral, em linha com o consenso. Na nossa opinião, apesar dos resultados fracos, o foco agora está em potenciais atualizações que possam vir hoje na teleconferência de resultados (14hrs), no que se refere ao anúncio do corte de produção de 1,5-1,9mt, e o planejamento do volume a ser vendido, o que deve suportar uma recuperação dos preços de celulose mais rápida do que a esperada;
  • No segmento de celulose, o EBITDA de R$2,4bi, ficou 5% abaixo do nosso, queda de 21% T/T. No papel, o EBITDA de R$290mi ficou 4% abaixo do nosso (-33% T/T); ​
  • Novamente, reiteramos o anúncio feito hoje pela Suzano de que os volumes de produção de celulose devem atingir entre 9,0 e 9,4mt em 2019. Como mencionamos ontem, vemos a decisão como um passo importante para reduzir os estoques de celulose no mercado. Além disso, isso é uma sinalização importante quanto à disciplina de oferta, o que é positivo para preço de celulose. Mantemos nossa recomendação de Compra. Clique aqui para acessar o relatório completo.

B2W (BTOW3): Vendas totais mais fracas, mas sólida expansão do marketplace

  • A B2W reportou um fraco crescimento das vendas online de 15% A/A no 1T19 (vs XPe em 19%), devido principalmente pelo impacto da Lei do Bem nas vendas do e-commerce, que caíram 16,5% A/A, vs a nossa estimativa de queda de 12%. Do lado positivo, o marketplace continua apresentando crescimento sólido e subiu +52% A/A, contra nossa estimativa de +55% A/A;
  • Excluindo os efeitos da Lei do Bem (itens que possuíam o benefício fiscal), o crescimento do GMV Total teria sido de 25% no 1T19. Após esse período de ajustes, ao longo do ano, a B2W espera retomada gradual do e-commerce, que somado ao forte crescimento do marketplace vai resultar na aceleração do GMV Total. A empresa reiterou seu objetivo de crescer o dobro do mercado em 2019. Esperamos crescimento de 30% em 2019;
  • No 1T19, a receita líquida totalizou R$ 1.282,6 milhões, 5% abaixo da nossa e -13% A/A. Porém o EBITDA de R$83mn foi 12% acima do nosso (+3% A/A), com margem de 6,5%, 100bps acima da esperada e do 1T18, principalmente devido à maior representatividade do marketplace. Por fim, o prejuízo de R$139mn foi maior que a nossa estimativa de -R$115mn e dos -R$117mn no 1T18. O consumo de caixa foi de R$385mn, redução de R$ 92mn vs os R$477mn registrados em 1T18;
  • Mantemos recomendação de compra para B2W. Porém, acreditamos que os investidores aguardam maior visibilidade sobre ganhos e estrutura societária da Ame Digital, braço de pagamentos da empresa com a Lojas Americanas, para ganharem convicção no papel. Portanto, esperamos que as ações continuem pressionadas no curto prazo, também impactadas pela volatilidade e cenário competitivo no setor.

Lojas Americanas (LAME4): Resultado do 1T19 mais fraco do que o esperado

  • A Lojas Americanas reportou resultados mais fracos do que o esperado no 1T19. O principal fator foi um crescimento de vendas mesmas lojas, com base nos 4 primeiros meses do ano para incluir a Páscoa, de 4,9% A/A (versus 8,5% nos 4M18);
  • ​Vale lembrar que a Páscoa é um evento muito representativo nas vendas das Lojas Americanas e esse crescimento abaixo do esperado pode trazer decepção no curto prazo. De fato, o Grupo Pão de Açúcar comentou durante a teleconferência de resultados do trimestre que o desempenho da Páscoa em 2019 foi mais fraco em comparação com 2018, com consumidores optando por produtos mais baratos;
  • ​Considerando o 1T19, o EBITDA somou R$386 milhões com queda de 20% A/A. Vale ressaltar que essa queda ano contra ano reflete o efeito calendário, pois em 2019 a Páscoa foi em abril (portanto 2T) enquanto em 2018 foi no fim de março (portanto 1T). Segundo a empresa, se considerarmos os quatro primeiros meses do ano, para excluir essa diferença de calendário, o EBITDA cresceu 7,3% A/A.  

B3 (B3SA3): 1T19 forte como esperado; Volume recorde em ações

  • A B3 reportou ontem o 1T19 com receita líquida de R$1,4 bilhão, + 5% no tri e + 24% A/A, um pouco acima da XPe e consenso. O EBITDA ajustado de R$970,8 milhões (margem de 70,4%) ficou 2% acima do XPe e 3,4% abaixo do consenso. Mais uma vez, a B3 apresentou resultados muito fortes, com volumes robustos levando a empresa a explorar sua alavancagem operacional e alcançar uma impressionante margem EBITDA. Vale ressaltar que a B3 mudou a forma de reportar suas receitas, como comentamos abaixo;
  • Os principais destaques foram: (1) Títulos listados (62% da receita) atingiram R$955 milhões, crescimento de 31% em relação ao 1T18. As receitas de ações expandiram acentuadamente, 40% A/A, impulsionadas por maiores volumes, especialmente em ações à vista e contratos futuros de índices de ações. As receitas de juros, moedas e mercadorias subiram 17% em relação ao 1T18, principalmente em função do aumento de volume e do preço dos contratos; (2) Os títulos negociados no mercado de balcão (16% da receita) expandiram suavemente, 5,8% A/A, já que o aumento das receitas de CDBs e LCIs foi compensado pela redução das receitas de Tesouro Direto, principalmente impactadas por programas de incentivo e tarifas mais baixas e (4) As despesas cresceram 10,3% em relação ao ano anterior, atingindo R$665 milhões e impulsionadas por despesas com pessoal e atreladas ao faturamento e (5) A companhia captou R$1,2 bilhão em debêntures no mercado local e atingiu endividamento de 1,2x (últimos doze meses), abaixo do guidance de até 1,5x dívida bruta / EBITDA recorrente 12 meses;
  • Em resumo, os resultados permaneceram fortes como esperado e observados nos dados operacionais mensais. Vemos a B3 como uma das principais alternativas para aproveitar a recuperação de longo prazo da economia brasileira e o desenvolvimento do mercado de capitais. Devido à falta de gatilhos de curto prazo e ao recente forte desempenho, mantemos nossa recomendação Neutra e Preço-Alvo de R$37,00.

brMalls (BRML3) 1T19: Fluxo de caixa operacional ligeiramente acima, sinais tímidos de recuperação

  • A brMalls reportou resultados sólidos no 1T19, em linha com o consenso no geral. Apesar da pressão nas despesas operacionais, o EBITDA veio em linha com o consenso em R$ 236 milhões, e o lucro líquido ajustado foi de R$ 155 milhões, ~5% acima do consenso. O fluxo de caixa operacional (FFO) atingiu R$ 160 milhões;
  • Do lado positivo, destacamos: (i) crescimento de 5,7% nos aluguéis mesmas lojas (SSR), impulsionado principalmente pelo reajuste da inflação na base de contratos; (ii) queda de 40 bps no giro dos lojistas e (iii) queda de 110 bps na inadimplência líquida, seguindo melhor desempenho dos lojistas e esforços de cobrança da brMalls. Além disso, embora os descontos ainda estejam acima da média, a empresa ressalta a queda sequencial dos descontos, fruto de um equilíbrio maior entre oferta e demanda pelos espaços;
  • Por outro lado, as vendas mesmas lojas (SSS) apresentaram crescimento tímido de 1,5%, impactadas pelo efeito Páscoa (que aconteceu no 2T18) e por sinais ainda suaves de recuperação no cenário macroeconômico. Destacamos ainda as despesas operacionais pressionadas, impactadas principalmente pela consolidação das despesas de backoffice e pela maior contratação em função de projetos de retrofit (revitalização dos ativos). O Delivery Center também teve uma contribuição negativa de ~R$ 5 milhões;
  • Em resumo, apesar dos sinais ainda tímidos de recuperação nas vendas dos shoppings (como visto pelas SSS), os aluguéis em mesmas lojas tiveram um crescimento saudável, e os descontos tem sido sequencialmente reduzidos, possivelmente indicando que a recuperação está a caminho. Temos recomendação de compra para as ações de brMalls e mantemos nossa visão positiva para o setor, reconhecendo que a recuperação deverá ser mais forte a partir do segundo semestre apenas.

Carrefour (CRFB3): Sólidos resultados no 1T19 com destaque positivo para o Atacadão

  • O Carrefour reportou ontem sólidos resultados do 1T19, com o EBITDA de Atacadão e Multivarejo acima das nossas estimativas, enquanto as vendas, divulgadas previamente, foram sólidas. No consolidado, o EBITDA de R$983 milhões (+17% A/A) e lucro líquido de R$413 milhões (+29% A/A) ficaram em linha com nossas expectativas, dado que a forte performance do alimentar foi compensada desempenho abaixo do esperado da operação financeira;
  • O Atacadão reportou ganho de margem bruta de 125bps A/A. Metade dessa expansão é reflexo de melhor estratégia comercial e a outra metade efeito positivo de créditos fiscais de ICMS-ST. O EBITDA de R$620 milhões apresentou forte crescimento de 33% A/A superando nossa expectativa em 5%. A margem EBITDA expandiu 100bps A/A para 7,2% (acima da nossa expectativa de 6,8%);
  • No Multivarejo, a margem bruta ficou estável em 23,6% e em linha com nossa estimativa, refletindo maior participação do e-commerce e eletrodomésticos no mix. O EBITDA de R$153 milhões caiu 17% A/A mas ficou 8% acima da nossa expectativa. A margem EBITDA caiu 70bps A/A para 3,3% (levemente acima da nossa estimativa de 3,5%).

Grupo Pão de Açúcar (PCAR4): Teleconferência de resultados não traz detalhes adicionais sobre notícia de reorganização

  • Durante teleconferência de resultados do 1T19 realizada ontem, o Grupo Pão de Açúcar ressaltou que não tem nenhum comentário adicional sobre a notícia de reorganização de ativos do Casino no Brasil. Relembrando que, em Fato Relevante, o Casino afirmou que está estudando diferentes opções estratégicas na região, mas no momento não há algo material que justifique um anúncio ao mercado;
  • O grupo também destacou a geração de aproximadamente US$140 milhões de sinergias entre seus ativos na América Latina, com destaque para o segmento têxtil. A iniciativa de aproximar as operações na região em busca de sinergias começou em 2015 com a reestruturação de ativos que levou a incorporação de parte do GPA ao grupo Éxito;
  • Com relação à desinvestimentos, o GPA reafirmou que: 1) continua com a estratégia de foco no Alimentar e venda da Via Varejo para um investidor estratégico até o final do ano; e 2) mantém interesse em vender sua participação na Cnova, ainda sem detalhes sobre cronograma. Vale ressaltar que esses comentários já haviam sido divulgados anteriormente e não trazem novidades adicionais;
  • Ainda com relação a Via Varejo, segundo notícia do Valor Econômico desta manhã,  os potenciais interessados na compra devem entregar propostas indicativas no começo de junho. Entre os grupos interessados no negócio, a notícia sugere que ao menos um private equity está estudando o assunto e a família Klein (que já detém participação no negócio) também é considerada um potencial comprador.

Braskem (BRKM5): Paralisa atividade de extração de sal em Alagoas

  • A Braskem anunciou a suspenção das atividades de extração de sal e produção de cloro-soda e dicloretano em Alagoas após divulgação do laudo do Serviço Geológico do Brasil que associou o afundamento do solo em três bairros de Maceió às atividades da companhia;
  • Com a decisão, a Braskem se antecipou a um pedido que seria feito pelo Ministério Público Estadual e pela Defensoria Pública à justiça, Ambos os órgão ratificaram o pedido de bloqueio de R$6,7 bilhões da companhia por indenização às famílias afetadas. Por enquanto, o bloqueio está limitado a R$100 milhões e o pagamento de dividendos de R$2,7 bilhões foi suspenso. As ações sofreram queda de -7.4% do pregão de ontem.

COE News

ArcelorMittal: 1T19 impactado pela queda dos preços do aço e aumento do preço do minério

  • A empresa registrou lucro de US$ 414mi, número 65,2% inferior no ano contra ano, e receitas praticamente inalteradas no mesmo período ao atingir US$ 19,1bi;
  • Dentre os principais destaques para este resultado estão (i) a continua queda dos preços globais do aço e aumento do preço do minério de ferro, com a redução de oferta dado o rompimento da barragem de Brumadinho no Brasil (Vale), (ii) atividade econômica global mais fraca e excesso de capacidade e (iii) efeito negativo do câmbio na produção brasileira vendida na Argentina;
  • No campo positivo, os maiores preços com a venda de aço no Brasil, especialmente de aços longos, ajudaram a compensar parte do recuo das receitas, além do ganho extraordinário com a exclusão do ICMS sobre a base de cálculo do PIS-Cofins;
  • Segundo os dirigentes da empresa, a produção na Europa, cerca de três milhões de toneladas, será reduzida devido à lenta aceleração da atividade e consequente demanda mais fraca na região. Além disso, a siderúrgica pretende desacelerar as exportações das operações da Itália e manter o foco na redução de custos e qualidade dos produtos.

Tech: Ataques cibernéticos geram maiores preocupações no Vale do Silício

  • Ataques ocorridos no início deste ano ocorreram semanas após um hacker anônimo vazar em algumas redes sociais uma lista com detalhes pessoais de algumas das maiores figuras do Vale do Silício, incluindo endereços residenciais e nomes de familiares. Além de executivos do Facebook e Instagram, a lista apresentava dados pessoais de jornalistas, celebridades e funcionários do governo;
  • As empresas de tecnologia tornaram-se alvos, em parte, porque estão mais ativas na remoção do “discurso de ódio” e/ou informações anti-culturais contra qualquer raça, grupo ou gênero, além da continua remoção de contas anônimas, incluindo aquelas pertencentes a criminosos que traficam drogras e produtos ilegais. A indústria de mídias sociais também tem se protegido de acusações por ser responsável por vazamento de dados de seus usuários e desigualdade de renda;
  • Tais incidentes indicam o aumento da preocupação das grandes empresas de tecnologia com a segurança da informação, tema que deverá ser foco de investimentos das empresas.

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