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Temporada de Resultados, Economia Americana, China, Jap√£o e Semaglutida | ūüĆé Top 5 temas globais da semana

1. Temporada de resultados global: Reta final 2. Economia Americana: Fechamento da curva de Treasuries em semana de FOMC 3. China: Ano do dragão segue positivo 4. Japão: Iene desvaloriza e volta a patamares de 1990 5. Semaglutida: A fórmula mágica!

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1. Temporada de resultados global: Reta final – 80% das empresas do S&P 500 j√° reportaram resultados

2. Economia Americana: Fechamento da curva de Treasuries em semana de FOMC РDecisão de política monetária e dados de emprego impulsionam mercados

3. China: Ano do dragão segue positivo РBolsas chinesas seguem em alta com sinalização de estímulos para o setor imobiliário

4. Japão: Iene desvaloriza e volta a patamares de 1990 РBanco do Japão intervém duas vezes na moeda

5. Semaglutida: A fórmula mágica! РLilly e Novo Nordisk reportaram resultados nessa semana

1. Temporada de resultados global: Reta final

Chegamos a 80% das empresas do S&P 500 j√° tendo divulgado seus n√ļmeros ao mercado e, com isso, j√° come√ßamos a ter uma ideia do que ser√° o n√ļmero final de crescimento do lucro por a√ß√£o (LPA) do principal √≠ndice de a√ß√Ķes dos EUA.

Com a substitui√ß√£o das estimativas dos analistas pelos n√ļmeros reais das 400 empresas que j√° reportaram, a nova previs√£o do mercado √© de um LPA de US$ 55,29. Este n√ļmero √© um aumento significativo em rela√ß√£o aos US$ 52,91 esperados para o trimestre no dia 16/04 mas apenas 1,4% acima dos US$ 54,47 que o mercado esperada no in√≠cio da temporada, quando divulgamos a nossa pr√©via.

Os setores de comunica√ß√Ķes e de sa√ļde seguem como os grandes destaques positivos da temporada, com mais de 90% das empresas surpreendendo positivamente na m√©trica de lucratividade. A m√©dia dos beats tamb√©m √© alta, com mais 13,9% e 10,5%, respectivamente. Nessa m√©trica, um outro setor se destaca, o de consumo discricion√°rio, no qual apenas 68% das empresas reportaram lucros acima das expectativas mas com uma m√©dia de surpresa extremamente alta, de 18,3%, ao computar os resultados de Amazon (42% acima das expectativas quando exclu√≠do o efeito n√£o recorrente das perdas com Rivian) e Etsy (27% acima). Do lado negativo, como comentamos no Top5 anterior, o setor de energia.

Durante a semana, mais 2 Big Techs reportaram: Amazon e Apple. Ambas mostraram lucros acima das expectativas e agradaram o mercado. Com isso, ficaremos no aguardo de Nvidia, que reporta no dia 22/05, para completar nosso ‚Äú√°lbum‚ÄĚ abaixo:

Para mais detalhes, confiram:

A p√°gina com todos os relat√≥rios e coment√°rios das empresas: Temporada de Resultados 1¬ļ trimestre de 2024 – Internacional – XP Investimentos

Nossa pr√©via da temporada: Pr√©via da temporada de resultados do 1¬ļ trimestre de 2024 nos EUA: Boa, mas sem grandes surpresas – XP Investimentos  

O calend√°rio de divulga√ß√Ķes: A√ß√Ķes internacionais: Calend√°rio da temporada de resultados do primeiro trimestre de 2024 – XP Investimentos

Agenda de resultados da próxima semana

2. Economia Americana: Fechamento da curva de Treasuries em semana de FOMC

Nesta semana, o comit√™ de pol√≠tica monet√°ria do Federal Reserve (FOMC) se reuniu e decidiu por manter a taxa de juros dos Fed Funds inalterada, conforme amplamente esperado. O comunicado p√≥s-reuni√£o reconheceu perspectiva mais desafiadora para a infla√ß√£o ao mencionar uma “falta de progresso adicional em dire√ß√£o √† meta de infla√ß√£o de 2%”, e tamb√©m destacou a resili√™ncia da atividade econ√īmica.

Durante a coletiva de imprensa, Jerome Powell, presidente do Fed, indicou que é improvável que ocorra uma elevação nas taxas em resposta à recente reaceleração da inflação. No entanto, Powell não transmitiu confiança de que o comitê acredita que as taxas se encontram em patamar suficientemente restritivo.

O FOMC tamb√©m anunciou que ir√° abrandar o ritmo do quantitative tightening (QT) a partir de junho, reduzindo o tamanho do seu balan√ßo em 25 bilh√Ķes de d√≥lares por m√™s, ao inv√©s de 60 bilh√Ķes de d√≥lares. QT √© o processo de redu√ß√£o do balan√ßo do banco central, o que tamb√©m reduz a quantidade de liquidez da economia. O processo √© o inverso do quantitative easing (QE), medida adotada nas crises de 2008 e 2020 que consiste na compra de ativos pelos bancos centrais para injetar liquidez na economia. O QT, no entanto, √© um processo passivo, que consiste em n√£o realizar recompras √† medida que os t√≠tulos adquiridos pelo banco central vencem. Uma redu√ß√£o no quantitative tightening era esperada, uma vez que a realiza√ß√£o de um QT seria concorrente ao processo de corte de juros, por√©m a expectativa √© que ocorresse mais pr√≥xima ao in√≠cio da flexibiliza√ß√£o da pol√≠tica monet√°ria, e sua antecipa√ß√£o pode ser lida como um sinal mais brando (dovish).

Na sexta-feira, dados de mercado de trabalho ficaram aqu√©m das expectativas, com cria√ß√£o de emprego abaixo do esperado em abril (175 mil vagas x 240 mil esperadas) e uma revis√£o para baixo nos n√ļmeros dados de fevereiro e mar√ßo do payroll, correspondendo a uma redu√ß√£o de 22 mil vagas. Os rendimentos mensais tiveram aumento de 0,2% m/m, levando a varia√ß√£o em 12 meses de 4,11% em mar√ßo para 3,92% em abril, n√ļmero mais baixo desde maio de 2021. A taxa de desemprego teve leve aumento, de 3,8% para 3,9% em abril (o consenso era que permanecesse est√°vel).

Com a sinalização mais dovish do Fed e desaceleração no emprego, as taxas das treasuries fecharam nessa semana. A taxa de 10 anos encerrou a semana em 4,51% (contra 4,66% do fechamento da semana passada, e a taxa de 30 anos encerrou a semana em 4,66% (contra 4,78% na semana anterior). O mercado atualmente espera que o Fed inicie o corte de juros em setembro, com 90% de chances de ocorrer um corte até lá.

Ainda que o mercado de trabalho esteja se equilibrando, a persist√™ncia da infla√ß√£o e uma reacelera√ß√£o na categoria de servi√ßos s√£o sinais de que a converg√™ncia para a meta n√£o ocorrer√° t√£o cedo, e o risco de iniciar o processo de flexibiliza√ß√£o da pol√≠tica monet√°ria antecipadamente excede o risco de adiar a decis√£o de cortar juros. A XP acredita que o Federal Reserve dever√° realizar cortes de juros a partir de dezembro de 2024 para que a infla√ß√£o americana convirja para a meta de 2%.

3. China: Ano do drag√£o segue positivo

Nesta semana, o FXI, ETF representativo das grandes empresas chinesas, teve uma nova semana de forte alta, disparando 5,7%. A alta em 2024, o ano do dragão na China, já acumula 13,8%, a melhor performance dentre os ETFs regionais que acompanhamos. Seguimos com a visão de que os ativos chineses estão atrativos, conforme comentamos em nosso relatório Perspectivas Globais, de dezembro de 2023.

No encontro realizado no final de abril, o Politburo do Partido Comunista Chin√™s sinalizou que o governo deve explorar novas medidas para lidar com os efeitos da crise no setor imobili√°rio do pa√≠s, que se arrasta desde 2021, com in√≠cio marcado pelo default da incorporadora Evergrande. De acordo com a m√≠dia estatal, o governo ir√° procurar maneiras de lidar com os im√≥veis parados, e far√£o uso ‚Äúflex√≠vel‚ÄĚ de medidas para impulsionar a economia.

O mercado leu a declaração como uma possível indicação de possibilidade de cortes nas taxas de juros adiante, assim como redução nos requerimentos de depósitos bancários obrigatórios, o que estimularia a liquidez. Bonds chineses tiveram um rali que levou a taxa dos títulos chineses de 10 anos para o patamar mais baixo desde março, e o yuan caiu apenas 0,1% contra o dólar na semana devido ao movimento de enfraquecimento intrínseco do dólar (DXY: -0,86%) por conta dos motivos comentados no tema #2.

O setor de desenvolvimento imobili√°rio na China possui um d√©ficit de cerca de US$ 550 bi para completar projetos j√° vendidos. Ap√≥s as sinaliza√ß√Ķes do governo, o setor viu seu maior rali semanal em mais de um ano, contribuindo para a performance das bolsas chinesas. Na semana passada, a not√≠cia de que o governo vem atuando como comprador de a√ß√Ķes desde o in√≠cio do ano explicou parte do movimento de alta.

Adicionalmente, o Politburo ressaltou a necessidade de prudência com a política monetária e proatividade com a política fiscal, no que entendemos como uma sinalização de que o partido fará o necessário para atingir a meta de crescimento de 5% e estimular a composição da produção no país de acordo com objetivos de longo prazo, mas não tentará ir além da meta.

4. Jap√£o: Iene desvaloriza e volta a patamares de 1990

Os movimentos bruscos do iene chamaram a atenção dos mercados nessa semana. A moeda japonesa vinha se desvalorizando em relação ao dólar e tinha chegado a atingir uma mínima em 34 anos e ultrapassando a marca dos 160 ienes/dólar, até que um movimento repentino na segunda-feira levantou suspeitas de uma intervenção do Banco do Japão (BoJ).

De acordo com a Bloomberg, essa interven√ß√£o pode ter custado 5,5 trilh√Ķes de ienes, ou US$ 34,8 bilh√Ķes. Apesar do banco central n√£o ter comentado a interven√ß√£o e n√£o ter realizado a pr√°tica nos √ļltimos 18 meses, traders j√° estavam de sobreaviso e j√° monitoravam o tamanho de suas posi√ß√Ķes √† medida que a moeda chegava perto da marca dos 160 ienes/d√≥lar.

Na quarta-feira, ap√≥s a decis√£o de juros do Federal Reserve (conforme comentamos no tema #2), o iene voltou a se depreciar contra o d√≥lar, motivando nova interven√ß√£o do BoJ. Com isso, os mercados passam a esperar atua√ß√Ķes mais fortes ao redor dos 160 ienes/d√≥lar a qualquer momento.

Em março, o BoJ encerrou um período de oito anos de taxas de juros nominais negativas e outras políticas monetárias não convencionais, marcando uma mudança histórica em relação ao foco anterior do banco em reativar o crescimento e combater a tenência deflacionária estrutural do país com estímulos monetários massivos. O país foi pioneiro em medidas como o quatitative easing (compra de ativos e expansão do balanço do banco central), yield curve control (controle da curva de juros, em que o banco central determina uma banda de flutuação para taxas longas) e taxas de juros nominais negativas.

O Japão mantém a taxa de juros em 0%, nível consideravelmente inferior a qualquer outra região do mundo.

5. Semaglutida: A fórmula mágica!

Desenvolvidos para o tratamento de diabetes tipo 2, as medica√ß√Ķes √† base de semaglutida s√£o respons√°veis pela regula√ß√£o dos n√≠veis de saciedade no corpo e, rapidamente, ganharam notoriedade por casos de emagrecimento r√°pido nos pacientes com sobrepeso.

Com esse ‚Äúefeito colateral‚ÄĚ positivo, abriu-se um mercado potencial muito maior. Dados da World Obesity Federation apontam que o n√ļmero de pessoas com √≠ndice de massa corporal acima de 25, valor considerado limite entre o normal e o sobrepeso, dever√° subir de 2,6 bilh√Ķes de pessoas em 2020 para mais de 4 bilh√Ķes at√© 2035, representando mais de 50% da popula√ß√£o mundial. A organiza√ß√£o aponta, tamb√©m que os custos associados √† obesidade, incluindo gastos com o sistema de sa√ļde e redu√ß√£o da produtividade, podem atingir a marca de US$ 4 trilh√Ķes at√© 2035.

Diante de n√ļmeros t√£o alarmantes, n√£o √© surpresa que haja uma corrida para descoberta e aprova√ß√£o de drogas que ataquem essa mazela do mundo moderno (afinal, quem tem tempo para dieta e exerc√≠cios?). √Č a√≠ que entram em cena as agonistas de GLP-1, essa nova classe de drogas que emulam os efeitos do horm√īnio que regula a fome e a saciedade.

E nesta semana as duas maiores fabricantes dos medicamentos para diabetes tipo 2 e obesidade do mundo, a Novo Nordisk e a Lilly, reportaram resultados e indicaram que a demanda segue alta. A novo faturou mais de US$ 8bi com Ozempic, Wegovy e similares no trimestre enquanto a Lilly somou US$ 2,3bi com Mounjauro e Zepbound. Ambas as empresas seguem investindo para aumentar capacidade produtiva para que sejam capazes de atender ao crescente n√ļmero de novas ordens.

Outras empresas do setor farmacêutico também apostam em seus próprios medicamentos à base de agonistas de GLP-1 como, por exemplo, a Pfizer, que teve duas drogas reprovadas em testes iniciais recentemente, e a Astrazeneca, que se associou à empresa chinesa Eccogene para desenvolvimento e distribuição de uma molécula semelhante, mas com administração oral. Os testes em fase 1 foram bem sucedidos e, em 2024, a Astrazeneca iniciará os testes em fase 2.

A Astrazeneca faz parte da nossa lista Top A√ß√Ķes Internacionais.

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