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Expert 2026: Das telas à vida real: um papo com Will Smith

Na Expert 2026, em conversa com Guilherme Sant'Anna, diretor de Growth Advisory e Distribuição da XP, Will Smith falou sobre histórias, medo, sucesso e a escolha de colocar as pessoas no centro de tudo, com uma mensagem que ressoou entre milhares de assessores. 

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As histórias como ponte entre as pessoas 

Em um painel na Expert XP 2026, o ator e produtor Will Smith, fundador da Westbrook Inc., foi entrevistado por Guilherme Sant’Anna, diretor de Growth Advisory e Distribuição da XP, para uma conversa menos sobre os filmes e mais sobre a pessoa por trás deles. Smith contou que começou na música, que segue sendo seu grande amor, ainda que se reconheça mais naturalmente como ator, e falou da importância de encontrar equilíbrio entre aquilo que se gosta de fazer e aquilo em que se é bom. No fundo, disse, sempre foi um contador de histórias, primeiro na música, depois na televisão, no cinema e nos negócios. Para ele, a mente humana é uma máquina de contar histórias, e por isso costuma abrir até reuniões com uma boa narrativa: é o caminho mais próximo do coração de quem escuta. 

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Veja os destaques do primeiro dia da Expert XP 2026

Sucesso e felicidade: aprender a viver a jornada 

Com franqueza, Smith admitiu que sua vida se tornou algo que ele nunca imaginou sonhar, e que a definição de sucesso mudava a cada conquista. Depois do primeiro disco de sucesso veio o desejo de um programa de televisão, e assim por diante, até perceber que sucesso e felicidade são coisas diferentes. A partir daí, passou a cultivar a capacidade de desfrutar o caminho, mesmo quando ele não sai exatamente como o esperado. A reflexão dialogou diretamente com a rotina da plateia, lembrada por Sant’Anna como uma profissão de resultados de longo prazo, feita de resiliência e de recomeços. Smith reforçou que é muito difícil ter sucesso em algo que não se ama, porque sempre haverá dias difíceis, e que gostar de gente é parte inseparável de qualquer trabalho voltado a pessoas. Ao falar de talento, foi humilde: nunca se viu como o mais talentoso, mas como alguém sério, disciplinado e disposto a trabalhar duro. 

As pessoas certas ao lado e a coragem de escrever a própria história 

Um dos momentos mais afetuosos da conversa veio quando Smith falou sobre parcerias. Para ele, a primeira pessoa escolhida para caminhar junto pode definir o destino de qualquer sonho, e uma má escolha de sócio é capaz de arruinar tudo. Com gratidão, lembrou dos amigos e parceiros que o acompanham há trinta, quarenta anos. Deixou também um convite a todos na plateia: escrever a própria história, publicando ou não, como forma de se compreender melhor e de compreender a própria família e trajetória. Entre os personagens que interpretou, destacou À Procura da Felicidade, o filme pelo qual mais é parado nas ruas, pela forma como Chris Gardner enfrentou as dificuldades e correu atrás de um sonho quando ninguém mais acreditava. Gardner, disse, é um exemplo de resiliência, disciplina e de olhar a adversidade nos olhos e seguir em frente. 

Atravessar o medo para chegar ao amor 

Em um dos trechos mais pessoais, Smith contou que sempre teve medo da vida e das pessoas, e que cresceu em um ambiente marcado pela violência. Aprendeu cedo que o medo paralisa e que é difícil ter sucesso quando ele domina. Mesmo hoje, ao subir ao palco, seu coração ainda dispara. Ao redor dos 50 anos, decidiu enfrentar aquilo que o assustava e percebeu que o medo bloqueia sobretudo o amor, porque amar exige vulnerabilidade. Nesta fase da vida, disse buscar não ter medo de errar nem de deixar de agradar, e abraçar o que significa amar. Falou ainda sobre o desejo de que sua vida tenha valor para os outros: se a primeira metade foi de acumular, a segunda quer ser de retribuir, compartilhando experiências e aprendizados e criando algo que ajude as pessoas. 

Colocar as pessoas no centro: a mensagem que fica 

Ao tratar de decisões e de liderança, Smith relatou que, com o tempo, deslocou o foco do produto para as pessoas, convicto de que um negócio é feito muito mais de gente do que de produtos. Pediu à plateia que olhasse ao redor e lembrasse que cada pessoa enfrenta alguma dificuldade, e que sempre é possível escolher ser quem ajuda o outro a se reerguer. Compartilhou uma prática simples que usa em sua empresa, perguntar no início das reuniões se cada um está verde, amarelo ou vermelho, para ler o momento de cada pessoa e ajustar a conversa. Sobre o futuro, disse estar animado com novos projetos no cinema, na hospitalidade e na empresa de água do filho, e afirmou preferir viver o presente a pensar em legado, confiando que fazer bem o agora conduz a algo maravilhoso adiante. No encerramento, deixou a mensagem que resume o painel: o trabalho, todos os dias, é sobre pessoas, e quando cuidamos de quem está diante de nós, abrimos corações e mentes. Pessoas, pessoas, pessoas. 

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