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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa registra forte queda após resultados eleitorais

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em queda de 18,1% em reais e de 24,3% em dólares, por conta da depreciação de 9,2% do real, aos 167.922 pontos.
  • As bolsas globais encerraram a semana em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq: -2,0%; Dow Jones: -0,9%), em um movimento marcado pela rotação para fora das ações ligadas à inteligência artificial. Apesar do alívio no início da semana com o pedido de IPO da Anthropic e da manutenção dos juros pelo Fed, os mercados foram pressionados pelos resultados de Alphabet, Amazon e Intel, que reacenderam as dúvidas sobre o retorno e financiamento dos investimentos em IA, enquanto a busca por segurança levou a Treasury de 10 anos ao menor nível em sete semanas. No cenário geopolítico, os relatos de que os EUA preparam uma ofensiva contra o Irã após as eleições midterms levaram volatilidade ao Brent, que caiu cerca de 3,8% na semana, para US$ 112,3/barril. No micro, a Microsoft acelerou o crescimento do Azure para 48% A/A e a Oracle subiu 10,7% após apresentar suas metas para 2030. Na contramão, a Alphabet teve o pior pregão de sua história (-12,6%), mesmo com o Google Cloud dobrando de tamanho.
  • Enquanto isso, as ações brasileiras passaram por uma semana de queda acentuada, com o resultado do segundo turno das eleições presidenciais provocando ampla reprecificação dos ativos locais. O Ibovespa acionou o circuit breaker na segunda-feira, registrando a quinta maior perda diária desde o Plano Real e a maior desde março de 2023 (-13,9%), e permaneceu pressionado ao longo da semana. O dólar avançou +9,2%, enquanto a curva de juros longa (jan/26) abriu +251 bps e a ponta mais curta (jan/27) avançou 18 bps. O Tesouro Nacional cancelou leilões de títulos no início do período, em meio à volatilidade, e as taxas seguiram elevadas nos pregões seguintes diante das incertezas sobre a trajetória fiscal. Nesse contexto, as maiores perdas se concentraram em empresas mais sensíveis aos juros e ao custo de capital, com destaque negativo para consumo, varejo, construção, locação de veículos, tecnologia e bancos. Na outra ponta, exportadoras e companhias de Papel e Celulose mostraram maior resiliência, beneficiadas pela depreciação do real, enquanto Petrobras e Vale também ajudaram a amortecer parte das perdas em alguns pregões, acompanhando a alta do petróleo e dos metais. Dessa forma, vimos saída líquida de R$ 7,6 bilhões de capital estrangeiro na semana (dados até quarta-feira), reduzindo a entrada líquida acumulada no mês para R$ 8,6 bilhões, além de saída expressiva de investidores institucionais locais após o resultado eleitoral.
  • Suzano (SUZB3, +16,4%) foi o destaque positivo da semana, beneficiada pela depreciação do real e após confirmar reajuste de US$ 50 por tonelada nos preços da celulose para Europa e América do Norte a partir de novembro. Por outro lado, Vamos (VAMO3, -62,9%) foi o destaque negativo, pressionada pela forte abertura da curva de juros e pela reprecificação das companhias domésticas mais alavancadas e intensivas em capital.

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