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Posicionamento dos Fundos de Ações – Novembro de 2026

Fornecemos uma estimativa atualizada do posicionamento dos fundos de ações a vários setores e fatores. Também mostramos uma carteira de ações que busca replicar a exposição dos fundos aos fatores.

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Atualizamos nossa estimativa do posicionamento dos fundos de ações, analisando regressões em janela móvel que comparam o desempenho dos fundos a vários setores e fatores.

Nosso universo inclui fundos com exposição líquida significativa a ações, calculada como a diferença entre o valor das posições compradas e vendidas em relação ao total de patrimônio líquido. Para esta análise, selecionamos fundos com exposição líquida variando de 50% a 150%, com base nos dados mais recentes disponíveis. No mês passado, isso correspondeu a 976 fundos com um total de patrimônio líquido de R$ 299,6 bilhões.

Os principais destaques do relatório incluem:

Destaques dos setores: Os fundos locais aumentaram a exposição aos cíclicos domésticos durante o período eleitoral. Somados, Varejo (+128 bps), Construção Civil (+139 bps) e Educação (+118 bps) passaram de uma alocação estimada de 7,5% para 11,4% nos últimos 30 dias, bem acima do peso de 3,4% desses setores no Ibovespa. A maior parte desse aumento ocorreu entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Com isso, os fundos de ações tiveram desempenho pior que o do mercado na queda da Bolsa. Nosso Índice de Fundos de Ações caiu 15,0% em 26 de outubro, contra 13,9% do Ibovespa, depois de já ter ficado atrás do índice na alta de 5 de outubro, que se seguiu ao primeiro turno (+7,2% vs. +7,7%). A exposição a Elétricas caiu 316 bps, para 12,0%, e agora está 1,5 p.p. abaixo do peso no Ibovespa. A exposição também caiu em Mineração & Siderurgia (-248 bps; -5,7 p.p. abaixo do Ibovespa), TMT (-172 bps; +4,0 p.p. acima do Ibovespa) e Papel & Celulose (-158 bps; +4,9 p.p. acima do Ibovespa), enquanto Instituições Financeiras (+253 bps; -8,4 p.p. abaixo do Ibovespa) e Saneamento (+195 bps; -1,4 p.p. abaixo do Ibovespa) tiveram os maiores aumentos no mês.

Os setores mais sobrealocados (crowded) são Papel & Celulose, TMT e Transportes. Os setores mais subalocados (underbought) são Instituições Financeiras, Mineração & Siderurgia e Óleo, Gás e Petroquímicos.

Destaques dos fatores: Os fundos também assumiram mais risco durante o período eleitoral e reduziram a exposição aos fatores defensivos. Baixo Risco caiu 529 bps e Qualidade recuou 274 bps, enquanto Valor (+557 bps) e Momentum (+172 bps) ganharam terreno. A exposição a Valor está agora em 5,5%, 1,3 desvio-padrão acima da média dos últimos cinco anos, e Baixo Risco continua sendo o fator com maior peso, com 33,2%. A exposição ao mercado subiu 53 bps, para 55,2%, e Tamanho ficou relativamente estável (+21 bps).

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