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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa encerra semana com leve recuperação em real

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em alta de 0,3% em reais e em queda de 0,7% em dólares, por conta da depreciação de 1,4% do real, aos 168.498 pontos.
  • As bolsas globais encerraram a semana em queda (S&P 500: -2,7%; Nasdaq 100: -4,9%; Dow Jones: -0,9%), em um movimento marcado pela liquidação das ações ligadas à inteligência artificial após as eleições midterms. Apesar da forte criação de vagas de emprego em outubro, que reforçou a resiliência da economia americana, os mercados foram pressionados pelo temor de uma regulação mais dura sobre data centers após a vitória democrata no Congresso e no Texas, que levou o Nasdaq ao pior pregão desde abril de 2025 na quinta-feira, enquanto a probabilidade de alta de juros pelo Fed em dezembro encerrou a semana em 77%. No cenário geopolítico, a expectativa de uma saída diplomática para a guerra com o Irã levou o Brent a recuar cerca de 13,4% na semana, para US$ 98,1/barril. No micro, a venda se concentrou nos semicondutores: o índice SOX caiu 12,3% na quinta-feira, o pior dia desde março de 2020, com AMD e Micron em queda de 17% e Nvidia de 9%. O movimento se espalhou pela Ásia, onde o Kospi, da Coreia do Sul, acumulou queda de 11,7% na semana.
  • Enquanto isso, as ações brasileiras encerraram a semana em leve alta, mas ainda com elevada volatilidade após a forte reprecificação da semana anterior. A recuperação foi sustentada por bancos, varejistas e outras empresas cíclicas domésticas, enquanto a queda no petróleo pressionou Petrobrás, PRIO e Brava, e limitou o avanço do índice. No macro, o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes, diante do aumento das incertezas e das expectativas de inflação acima da meta. Em linha com esse cenário, nosso time Macro passou a projetar a Selic em 13,75% até o fim de 2027, reduziu as estimativas de crescimento do PIB para 1,5% em 2026 e 0,3% em 2027 e elevou as projeções de IPCA para 5,2% 5,5%, respectivamente. Assim, a ponta longa da curva recuou 34 bps na semana, enquanto o vértice mais curto ficou mais estável. O Caged registrou criação de 121 mil vagas formais em setembro, abaixo das expectativas, reforçando sinais de moderação da atividade. No micro, a temporada de resultados ganhou relevância e ampliou a dispersão entre ações. Até o momento, com 34% das empresas da nossa cobertura já tendo reportado seus resultados, 24% superou as estimativas de receita, 19% de EBITDA e 37% de lucro líquido. Por fim, vimos mais uma semana de saída relevante de fluxo de capital estrangeiro (R$ 2,06 bilhões, dados até quarta-feira), após outubro fechar com entrada líquida de R$ 8,2 bilhões, apesar de saída de R$ 8,01 bilhões na última semana do mês, totalizando entrada de R$ 33,5 bilhões no ano.
  • C&A (CEAB3, +23,8%) foi o destaque positivo da semana, após lucro líquido ajustado e EBITDA superarem as estimativas nos resultados do 3º trimestre de 2026. Por outro lado, Brava (BRAV3, -15,6%), junto com outras empresas de Óleo, Gás & Petroquímicos, foi o destaque negativo, acompanhando a forte queda do Brent e a retirada de parte do prêmio de risco geopolítico do petróleo.

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