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Troca de comando da Petrobras (PETR4) em destaque, colocando luz ao debate sobre governança nas estatais | Café com ESG, 15/05 | Café com ESG, 15/05

Eletrobras produzirá hidrogênio renovável no Brasil; Tesla é processada pelas emissões da sua fábrica na Califórnia

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de terça-feira em leve alta, com o IBOV e o ISE subindo 0,28% e 0,27%, respectivamente.

• Do lado das empresas, destaque do dia fica para a mudança de comando da Petrobras (PETR4), frente à decisão do presidente Lula de tirar Jean Paul Prates da presidência, com o nome cotado para assumir sendo o de Magda Chambriard, ex diretora-geral da ANP no governo Dilma Rousseff – em nota, a companhia afirmou que “a indicação será submetida aos procedimentos internos de governança corporativa da Petrobras, incluindo as respectivas análises de conformidade e integridade necessárias ao processo sucessório da Companhia […]”.

• No internacional, (i) visando cumprir as metas de redução das emissões, que não têm sido atingidas, o planejador estatal da China ordenou que as províncias desenvolvam planos de eficiência energética para entidades que respondam por cerca de 70% do consumo e das emissões de carbono até o final de 2025; e (ii) o governo de Joe Biden anunciou nesta terça-feira (14) uma taxação pesada sobre as importações chinesas (US$ 18 bilhões), com as novas e pesadas tarifas aos veículos elétricos (VEs) e baterias do país asiático no centro dessas medidas – se por um lado tais ações proporcionam proteção temporária aos empregos automotivos dos EUA, isso viria potencialmente às custas dos esforços da Casa Branca para combater as mudanças climáticas. 

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Brasil

Empresas

Lula demite Jean Paul Prates da Petrobras

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu tirar Jean Paul Prates da presidência da Petrobras. A decisão acontece um mês depois de a empresa pagar metade dos dividendos extraordinários, posição defendida por Prates e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A mais cotada para assumir seu lugar é a ex-diretora-geral da ANP, Magda Chambriards. A indicação de Magda foi comunicada à Petrobras pelo Ministério de Minas e Energia em Fato Relevante enviado à noite. A substituição de um nome mais “pró-mercado” por uma visão mais “nacionalista” teria guiado a decisão do presidente, segundo uma fonte da empresa. Prates assumiu o comando da empresa no início do governo Lula e entregou, em 2023, o segundo melhor resultado da história da estatal.”

Fonte: Valor Econômico, 14/05/2024

Quem é Magda Chambriard, nova presidente da Petrobras

“Magda Chambriard deve assumir o comando da Petrobras no lugar de Jean Paul Prates, demitido nesta terça-feira (14/5) da companhia pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva. A informação foi divulgada pela colunista Malu Gaspar, de O Globo, e confirmada pela agência epbr. “A indicação será submetida aos procedimentos internos de governança corporativa da Petrobras, incluindo as respectivas análises de conformidade e integridade necessárias ao processo sucessório da Companhia, com apreciação pelo Comitê de Pessoas e pelo Conselho de Administração, nos termos do artigo 150 da Lei 6.404/76 e dos artigos 20 e 25 do Estatuto Social da Companhia”, informou a Petrobras, em nota. Com 40 anos de experiência no setor de óleo e gás, ela foi diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) no governo Dilma Rousseff é defensora das políticas de conteúdo local e crítica da gestão da Petrobras focada na exploração e produção do pré-sal.”

Fonte: Epbr, 14/05/2024

Bunker One se prepara para comércio internacional de biocombustíveis marítimos produzidos no Brasil

“A Bunker One divulgou, nesta terça (14/5), que recebeu a certificação internacional ISCC (International Sustainability & Carbon Certification) em duas categorias, abrindo caminhos para a comercialização de biocombustíveis produzidos no Brasil para abastecer navios que fazem o frete internacional. O ISCC EU comprova o cumprimento dos critérios específicos da União Europeia sobre produtos originados de biomassa, e o ISCC Plus tem abrangência no restante do mundo. Segundo a comercializadora de bunker (combustíveis marítimos) os certificados demonstram que a Bunker One é capaz de atender aos padrões internacionais de sustentabilidade em toda a sua cadeia de suprimentos para os biocombustíveis.”

Fonte: Epbr, 14/05/2024

Eletrobras assina acordos para produzir hidrogênio renovável

“A Eletrobras assinou dois acordos para produção de hidrogênio renovável no Brasil. A companhia informou que fechou memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) com a europeia Green Energy Park para avaliar oportunidades na área a preços competitivos. A colaboração combina recursos de mais de 10 gigawatts para produção de hidrogênio renovável da Eletrobras com uma plataforma de produção de hidrogênio e derivados, projetada e implementada pela Green Energy Park. A Eletrobras também oficializou acordo com o governo do Ceará para suprimento de energia renovável, fomento a descarbonização da economia e promoção da cadeia de hidrogênio de baixo carbono em futuros projetos industriais no Estado, diz a companhia em nota. Segundo a empresa, o Estado, por meio do HUB de Hidrogênio Verde, no Complexo do Pecém, incentiva as oportunidades de negócios com o suprimento de energia renovável.”

Fonte: Valor Econômico, 14/05/2024

Política

Senado deve votar hoje projeto para adaptação a mudanças climáticas

“Em meio à tragédia climática no Rio Grande do Sul (RS), o Senado adiou para esta quarta-feira (15) a análise do projeto de lei que estabelece diretrizes para a elaboração de planos de adaptação às mudanças climáticas. Em um acordo construído por governo e oposição – que defendeu um debate mais amplo sobre o tema -, foi decidido que a matéria será o primeiro item da pauta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) hoje e depois seguirá, sem pedido de vista (mais tempo para análise), ao plenário. Um dos principais pontos de discordância de parlamentares é em relação à falta de participação da iniciativa privada na elaboração dos planos de adaptação às mudanças do clima.”

Fonte: Valor Econômico, 15/05/2024

Judiciário vem mudando seu papel em matéria climática, diz Barroso

“O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (13/5) que os tribunais constitucionais em todo o mundo vêm adotando um novo papel em questão climática. Segundo ele, as grandes tragédias como as queimadas no Canadá, as inundações do Rio Grande do Sul e a seca na Amazônia mostram que é preciso reagir e que o aquecimento global deixou de ser uma matéria apenas para pequenos círculos de cientistas, ocupou o centro das discussões internacionais. “No primeiro momento, em diferentes partes do mundo, o Judiciário considerou o tema como uma questão política a ser tratada pelo Parlamento e pelo Executivo. Isso está mudando e acho que está mudando por três razões. Em primeiro lugar, pela percepção de que a proteção do meio ambiente é uma questão de direito fundamental. Olha o que está acontecendo no Rio Grande do Sul. Envolve um dos principais direitos fundamentais que é o direito da vida. As pessoas estão morrendo por conta da mudança climática”, destacou o ministro.”

Fonte: Epbr, 14/05/2024

Opinião

Quanto custa uma catástrofe climática?

“Em janeiro deste ano, relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF, em inglês) alertou que até 2050 as mudanças climáticas podem causar 14,5 milhões de mortes e US$ 12,5 trilhões em perdas econômicas em todo o mundo. Embora 2050 possa parecer distante, e trilhões de dólares uma cifra ainda mais intangível, o clima não perdoa e a conta de queimar combustíveis fósseis e florestas está no centro da mesa – todo mundo se entreolhando e perguntando: quem vai pagar? O ano de 2023 entrou para a história como o mais quente já registrado, marcado por eventos climáticos como secas extremas e incêndios, além de chuvas torrenciais e inundações, que contribuíram para o prejuízo global de US$ 250 bilhões. De acordo com dados compilados pela companhia de resseguro alemã Munich Re, apenas US$ 95 bilhões desse total estavam segurados.”

Fonte: Epbr, 14/05/2024

Internacional

Empresas

Tesla é processada por emissões da fábrica da Califórnia

“A Tesla foi processada por uma organização ambiental sem fins lucrativos que acusou a empresa de carros elétricos de Elon Musk de violar a Lei Federal do Ar Limpo centenas de vezes ao permitir que sua fábrica em Fremont, Califórnia, emitisse poluentes nocivos. Em uma queixa apresentada na segunda-feira, o Environmental Democracy Project disse que a Tesla tem exposto, desde janeiro de 2021, residentes e trabalhadores próximos a óxidos de nitrogênio excessivos, arsênico, cádmio e outros produtos químicos nocivos, principalmente por meio de suas operações de pintura. A organização sem fins lucrativos quer uma liminar para interromper o excesso de poluição, além de multas civis de até US$ 121.275 por dia por violação da Lei do Ar Limpo. A Tesla não respondeu imediatamente na terça-feira aos pedidos de comentários.”

Fonte: Reuters, 14/05/2024

Política

China pede planos de eficiência energética mais intensos para cumprir metas

“O planejador estatal da China ordenou que as províncias desenvolvam planos de eficiência energética para entidades que respondam por cerca de 70% do consumo e das emissões de carbono até o final de 2025, de acordo com um aviso, para cumprir as metas que não têm sido atingidas. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) disse na terça-feira que o plano abrangerá, até o final de 2025, entidades que consomem pelo menos 5.000 toneladas métricas de carvão equivalente padrão, abaixo das 10.000 toneladas previstas para 2024. Há cerca de 20.000 dessas entidades em nível nacional e todas elas serão cobertas por inspeções até o final de 2025, de acordo com o aviso. Em 2024, o governo quer que as províncias inspecionem 60% das entidades com consumo anual de 10.000 toneladas. “Certamente é uma tentativa de alcançar a meta de intensidade energética”, disse Yao Zhe, consultor de políticas globais do Greenpeace East Asia em Pequim.”

Fonte: Reuters, 15/05/2024

Uma guerra comercial entre os EUA e a China em relação a veículos elétricos ameaça a agenda de Biden para carros de energia limpa

“O plano do governo Biden de impor novas e pesadas tarifas aos veículos elétricos (VEs) e baterias chineses proporcionaria proteção temporária aos empregos automotivos dos EUA, potencialmente às custas dos esforços da Casa Branca para combater a mudança climática, acelerando a adoção de VEs nos EUA. Atualmente, poucos VEs fabricados na China são vendidos nos Estados Unidos, portanto, o impacto imediato sobre os consumidores de tarifas mais altas para VEs seria mínimo, segundo analistas. A Casa Branca também planeja mais do que triplicar as tarifas sobre as baterias e peças de baterias chinesas para 25%. Grafite, ímãs permanentes usados em motores de veículos elétricos e outros minerais para veículos elétricos receberiam novas tarifas de 25%. Essas tarifas poderiam afetar uma gama mais ampla de veículos.”

Fonte: Reuters, 14/05/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

Abastecendo o futuro: O papel dos biocombustíveis na transição energética(link)

COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

ESG Updates

O que escutamos do Diretor da Toyota em reunião sobre eletrificação com investidores? Veja os destaques (link)

ESG no 1T24: Três frentes que sinalizam um aumento do protagonismo (link)

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) (link)

Brunch com ESG

SUZB3 e VBBR3 se unem em prol do SAF; SBTi e o imbróglio envolvendo carbono (link)

WEGE3 e POMO4 entram no Mover; PL das eólicas offshore volta ao Senado; Repsol aposta no biometano (link)

Vendas de elétricos caem globalmente, enquanto China entra em peso no mercado local; EUA anuncia novo investimento em energia limpa (link)


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