Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,46% e 0,33%, respectivamente.
• No lado das empresas, (i) a White Martins, fabricante brasileira de gases industriais, alcançará a marca de mil toneladas de hidrogênio verde produzida por ano com a inauguração, nesta quarta-feira (15), da usina de produção do insumo em Jacareí, em São Paulo – a planta, que tem capacidade de processar 800 toneladas de hidrogênio verde por ano, fornecerá o produto para clientes industriais do sudeste que busquem descarbonizar operações; e (ii) a Petrobras informou que recebeu de acionistas que detêm, em conjunto, mais de 5% das ações ordinárias da companhia, a solicitação de adoção de voto múltiplo na eleição de membros do Conselho de Administração – o pleito ocorrerá na assembleia geral ordinária (AGO), que será realizada hoje.
• Na política, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cobrou avanços no uso do etanol pelo Brasil para minimizar os efeitos de crises do petróleo, como a causada atualmente pela guerra no Oriente Médio – segundo ele, o país poderia estar muito mais avançado, dado que a tecnologia do etanol foi desenvolvida localmente e está disponível para escala.
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Brasil
Empresas
White Martins inaugura 2ª usina de hidrogênio verde em SP e amplia capacidade de produção
“A White Martins alcançará a marca de mil toneladas de hidrogênio verde produzida por ano com a inauguração, nesta quarta-feira (15), da usina de produção do insumo em Jacareí, em São Paulo. A unidade será a segunda da companhia no país e a primeira no Sudeste. A planta, que tem capacidade de processar 800 toneladas de hidrogênio verde por ano, fornecerá o produto para clientes industriais de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais que busquem descarbonizar operações. A primeira unidade de hidrogênio verde da White Martins fica em Pernambuco e foi inaugurada em 2022. O hidrogênio verde será obtido por meio de um processo físico-químico chamado eletrólise da água, que a separa em moléculas de hidrogênio e oxigênio. O processo é considerado verde porque a eletricidade usada no processo é gerada por fontes renováveis, como eólicas e solares. O equipamento tem capacidade de 5 megawatts (MW). No mercado, o hidrogênio verde é considerado uma espécie de sucessor dos derivados de petróleo, usados para mover meios de transporte e para a produção de fertilizantes nitrogenados, utilizados na agricultura. A White Martins olha para o mercado interno e visa a exportações. Perspectivas de receitas e números de investimento não são conhecidos, por serem estratégicos, mas a companhia vê no hidrogênio verde uma rota de crescimento no Brasil.”
Fonte: Valor Econômico; 15/04/2026
J&F junta negócios de energia e gás e já escolheu CEO
“A J&F decidiu unificar seus negócios de energia elétrica e gás natural em uma única plataforma, que terá como diretor-presidente Eduardo Antonello, segundo um comunicado visto pela Reuters. No comunicado, enviado esta semana internamente na empresa, Aguinaldo Filho, presidente da holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, afirma que a J&F passa a ter um “negócio integrado de ponta a ponta”, envolvendo infraestruturas de suprimento de gás natural, 59 usinas de geração e a comercializadora de energia e gás. Recentemente, a companhia também passou a operar um terminal de gás natural liquefeito (GNL), voltado principalmente para as regiões Sul e Sudeste, e entrou na logística e distribuição “off grid”, com uma distribuidora de GNL e gás natural comprimido (GNC), mirando a descarbonização de veículos pesados. Antonello, que comandará a nova plataforma, tem 28 anos de experiência nos setores de energia, gás e petróleo, segundo o comunicado da companhia. A J&F tem se diversificado rapidamente em setores como finanças, mineração e celulose e papel. No setor de energia elétrica, cresceu nos últimos anos principalmente com compras de termelétricas a gás, sob a Âmbar Energia.”
Fonte: Valor Econômico; 15/04/2026
Petrobras recebe solicitação para adoção de voto múltiplo na eleição do conselho
“A Petrobras (PETR4) informou que recebeu de acionistas que detêm, em conjunto, mais de 5% das ações ordinárias da companhia, a solicitação de adoção de voto múltiplo na eleição de membros do Conselho de Administração. O pleito ocorrerá na assembleia-geral ordinária (AGO), que será realizada nesta quinta-feira (16). No comunicado, a estatal disse ainda que o boletim de voto à distância, divulgado aos acionistas para esta assembleia, já contempla a hipótese de adoção de voto múltiplo.”
Fonte: InfoMoney; 15/04/2026
Brasil pode aumentar produção de biodiesel em 36%, segundo a ANP
“Segundo Fernando Moura, diretor da ANP, já há capacidade produtiva autorizada da ordem de 15,5 milhões de metros cúbicos por ano, 36% além da produção atual, para a fabricação de biodiesel. Mas esse protagonismo não significa que outras culturas estejam fora do jogo. Segundo o chefe-adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, a canola é uma opção para a segunda safra e a macaúba, uma palmeira nativa do Brasil, pode contribuir, sobretudo em áreas não mecanizáveis. O grão de canola tem em torno de 38% a 42% de óleo, contra de 18% a 22% na soja. No fruto da macaúba, o índice chega a 60%, segundo pesquisas da Embrapa. “A soja ocupou uma área de 48,4 milhões de hectares na última safra, logo oferece muita matéria-prima para o biodiesel. Porém, é importante termos alternativas”, ressalta Laviola.Enquanto outras culturas estão em fase de pesquisa e desenvolvimento, é da pecuária que vem a segunda maior fonte para o biodiesel, com 8,3% de participação. Em 2025, gorduras bovina e suína, somadas, geraram 827,5 milhões de litros do combustível. É uma opção de custos atrativos, de baixa pegada de carbono e com potencial de crescimento. E se o biodiesel começou a ser produzido em larga escala no Brasil em 2007, o etanol já está por aqui há cinco décadas. Nos últimos dez anos, a produção evoluiu 20%, para quase 36 milhões de metros cúbicos em 2025, segundo a ANP.”
Fonte: Valor Econômico; 16/04/2026
Veículos híbridos a etanol ganham protagonismo
“A eletrificação avança no mercado automotivo, mas com velocidade menor do que a prevista, dando sobrevida aos modelos a combustão e maior destaque aos biocombustíveis. E são os modelos híbridos que ganham mais força. A opção mais comum é a dos veículos que recuperam a própria energia nas freadas, mas os plug-ins, com motor elétrico carregável em tomadas ou estações de carga, estão crescendo. A combinação deste tipo de tecnologia com um combustível mais limpo é a fórmula que muitas montadoras apostam para cumprirem a promessa de uma indústria menos poluente. “A guerra é contra a descarbonização”, afirma Ricardo Bastos, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O dirigente diz que saltos tecnológicos estão acontecendo e que, para esse processo seguir adiante de forma sustentável, ele precisa ser complementado por novas opções ligadas aos híbridos. “Vamos ter combustão e elétricos convivendo por muito tempo ainda. Alguns países avançam um pouco mais, talvez a China chegue a 50% do mercado, mas você ainda vai ter a realidade de que os países são diferentes”. O Brasil, que trabalha com a tecnologia flex há muitos anos, pode dar um salto à frente. A combinação da tecnologia das baterias de marcas chinesas com o know-how e o costume do consumidor local com o etanol torna-se uma fórmula importante nesse mercado.”
Fonte: Valor Econômico; 16/04/2026
Política
Tarcísio cobra avanços no uso do etanol contra crises do petróleo: “Dever de casa”
“O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cobrou avanços no uso do etanol pelo Brasil para minimizar os efeitos de crises do petróleo, como a causada atualmente pela guerra no Oriente Médio. “É impressionante, a esta altura do campeonato, a gente ainda estar sofrendo com o choque do petróleo. A gente poderia estar muito mais avançado, porque toda a tecnologia do etanol foi desenvolvida aqui. Eu me pergunto se a gente está fazendo o nosso dever de casa, se a gente está redirecionando nossa indústria para a direção correta, porque a questão dos biocombustíveis, da transição energética é uma vocação grande. Temos muito a ensinar e não era para a gente estar apanhando em termos de choque do petróleo como estamos apanhando agora”, disse. O alerta foi feito durante a participação do governador no Cana Summit, evento que reuniu outras autoridades e representantes do setor sucroenergético em Ribeirão Preto (SP), na manhã desta quarta-feira, 15. Nesta terça,14, por exemplo, uma das medidas anunciadas foi o aumento de fiscalização sobre as distribuidoras de combustíveis beneficiadas com subsídios para o óleo diesel. A medida se soma a outras já anunciadas anteriormente, como redução de impostos federais, subsídio ao diesel, um acordo com a maior parte dos estados para uma ajuda financeira aos importadores do combustível e, mais recentemente, medidas para o gás de cozinha e querosene da aviação.”
Fonte: NovaCana; 15/04/2026
Internacional
Empresas
“A fornecedora norte-americana de soluções de armazenamento de energia e materiais para baterias Redwood Materials e a montadora de veículos elétricos Rivian anunciaram o lançamento de uma nova parceria voltada à implantação de sistemas de armazenamento de energia usando baterias de “segunda vida” na fábrica da Rivian em Normal, Illinois. Pelo acordo, a Rivian fornecerá packs de baterias de veículos elétricos para a Redwood, que irá integrá-los em um sistema Redwood Energy apoiado pela tecnologia Redwood Pack Manager da empresa, permitindo que a energia armazenada seja usada diretamente na unidade fabril da Rivian. Segundo as empresas, o projeto utilizará mais de 100 packs de baterias Rivian de segunda vida, entregando inicialmente 10 MWh de energia despachável. O sistema foi projetado para reduzir custos de energia e aliviar a pressão sobre a rede elétrica durante períodos de pico de demanda, além de oferecer escalabilidade e vantagens de custo por meio da reutilização de tecnologia de baterias de VE já comprovada. As baterias de veículos elétricos costumam ser o componente de maior durabilidade do veículo, projetadas para durar centenas de milhares de milhas e, em muitos casos, permanecem funcionais mesmo quando o veículo chega ao fim de sua vida útil, o que as torna bem adequadas para uso como dispositivos de armazenamento estacionário de energia.”
Fonte: ESG Today; 15/04/2026
Líder chinês de baterias aprofunda aposta em mineração
“A CATL está aumentando os investimentos em exploração de minerais enquanto o maior fabricante de baterias do mundo busca reforçar sua autossuficiência na cadeia de suprimentos em meio ao aumento das tensões geopolíticas. As ações da empresa listadas em Hong Kong dispararam mais de 10% na quinta‑feira, depois que a companhia chinesa divulgou lucros acima do esperado e informou que criou uma subsidiária de mineração com capital social registrado de 30 bilhões de yuans (US$ 4,4 bilhões). A CATL, fundada em 2011, gastou bilhões de dólares ao longo dos anos para garantir acesso a recursos‑chave, incluindo lítio e níquel, conduzindo esses investimentos por meio de uma divisão interna. A criação de uma subsidiária dedicada sinaliza a intenção de acelerar os esforços de exploração de recursos na China e no exterior. A unidade, Shidai Resources Group, “expandirá ativamente sua atuação em projetos de recursos minerais de alta qualidade, domésticos e internacionais”, disse a CATL, acrescentando que os investimentos “garantirão o fornecimento de matérias‑primas e a segurança da cadeia de suprimentos”. Essa medida ocorre no momento em que a China enfrenta uma competição cada vez mais intensa dos EUA pelo acesso a materiais necessários para tecnologias avançadas — desde veículos elétricos e suas baterias até mísseis e semicondutores. Desde que retornou à Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, colocou a mineração doméstica e o acesso americano a minerais críticos no topo de sua agenda.”
Fonte: Financial Times; 15/04/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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