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Senado quer votar PL do mercado de carbono em abril, diz Padilha | Café com ESG, 15/04

BNDES começou a receber projetos de descarbonização no setor automobilístico; Startup apoiada por Bill Gates tornou-se uma das primeiras fabricantes de e-combustível do mundo.

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• Na semana passada, o Ibovespa e o ISE recuaram 0,7% e 2,08%, respectivamente, em meio a maiores preocupações com juros americanos e tensões geopolíticas. O pregão de sexta-feira também terminou em território negativo, com o IBOV caindo 1,12% e o ISE em queda de 1,68%.

• No Brasil, (i) o BNDES informou que começou a receber, na semana passada, projetos de desenvolvimento industrial e tecnológico no setor automotivo que visem a descarbonização da mobilidade e da logística – a ação, que integra o programa BNDES Rota 2030, tem disponíveis R$40 milhões em recursos não reembolsáveis para financiamentos em 2024; e (ii) o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, pediu ao Congresso que aprovasse, com celeridade, temas que fazem parte da agenda prioritária do governo, como projetos de lei ligados à agenda verde – nessa linha, segundo Padilha, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pretende colocar o projeto que regula o mercado de carbono para votar já em abril.

• No internacional, a Infinium, startup apoiada por Bill Gates e sediada na Califórnia, tornou-se uma das primeiras fabricantes de e-combustível do mundo, nome dado aos eletrocombustíveis, tipo de combustível sintético feito a partir de hidrogênio e dióxido de carbono – com potencial para desempenhar um papel vital para descarbonizar a indústria de transporte, desde a aviação até o transporte pesado de carga, a Infinium produz quase 8.300 litros por dia do e-combustível (ou e-fuel) e distribui para clientes nos EUA.

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Brasil

Empresas

‘O Brasil não tem resiliência climática’, diz diretora do iCS

“economista Maria E. Netto de A. C. Schneider conhece há 30 anos o setor financeiro da cooperação global assim como a crise do clima e tem a habilidade de fazer perguntas certeiras: o programa Minha Casa Minha Vida está considerando materiais que resistam a eventos climáticos? O planejamento das cidades leva em conta o avanço do nível do mar? O Novo Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, tentou contabilizar riscos climáticos? “O futuro não pode mais ser pensado apenas olhando para bases históricas”, diz. “O tema da resiliência climática e algo ainda novo para o Brasil, mas muito importante.”. O Brasil, até agora, teve “relativa sorte”, avalia, ao comparar o que vem acontecendo aqui, em perdas climáticas, com outros mais devastados. “Somos um país que não tem catástrofes ambientais na proporção da maioria do mundo”, afirma. Ocorre que alguns, como o México, têm histórico de pensar planos para se adequar às secas. No Brasil a discussão de resiliência climática é tênue. “Hoje não existem critérios claros de resiliência para infraestrutura no PAC. Não é fácil ter esses critérios mas é importante ter um diálogo”, diz. Perdas agrícolas pela mudança do clima, por exemplo, podem acontecer em um dia, com uma enxurrada, mas podem ser vagarosas, com safras que se perdem aqui e ali em regiões que não produzem como antes.”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

Principais estatais do Brasil pagam mais para homens que para mulheres

“As três principais estatais do Brasil pagam mais para homens do que para mulheres. Os dados são dos relatórios de igualdade salarial das empresas, divididos por unidades com mais de 100 funcionários em cada estado. O Banco do Brasil tem 59 relatórios, a Caixa, 44 e a Petrobras, 38. Em 110 das 146 unidades analisadas, o equivalente a 75%, os homens recebem salários maiores que as mulheres. A situação é pior na Petrobras, onde a média salarial é maior para homens em 84% das unidades. Em seguida vem o Banco do Brasil, com 75%, e a Caixa, com 69%. Em empresas estatais, diferentemente do setor privado, a entrada é por concurso público e os salários iniciais são iguais para todos. A diferença no rendimento surge a partir da progressão da carreira. A Petrobras afirmou que seu plano de cargos não admite distinções entre homens e mulheres na mesma função e unidade de trabalho. “A única diferença que pode ocorrer está relacionada aos ganhos com regime de trabalho diferenciado, como por exemplo, quem trabalha embarcado”, afirmou a assessoria de imprensa da petroleira. Há mais homens embarcados, diz a empresa, o que se reflete na média salarial.”

Fonte: Valor Econômico, 13/04/2024

Petrobras: União tem alternativas para a AGO do dia 25 após afastamento de ‘chairman’, dizem especialistas

“Faltando pouco mais de 10 dias para a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Petrobras, a estatal foi surpreendida com o afastamento, por uma decisão judicial, do presidente do conselho de administração e candidato à reeleição, Pietro Mendes. Para interlocutores que acompanham o caso, o mais provável é que a estatal tente reverter a decisão até a data da reunião, marcada para o dia 25 de abril. Caso isso não aconteça, outras alternativas podem incluir a troca do indicado ou até mesmo a suspensão da reunião, a pedido da União. Na assembleia geral, a União segue tendo maioria dos votos e tem poderes para fazer passar as deliberações que desejar, desde que não haja conflitos e cumpra a lei da Sociedade por Ações (Lei 6.404). “A perda [temporária] de assento no conselho não significa que a União vai ter uma situação pior na assembleia. Uma coisa não interfere na outra”, afirma o advogado Leonardo Ugatti Peres, sócio fundador do Azeredo & Ugatti Advogados.”

Fonte: Valor Econômico, 13/04/2024

União recorre contra liminar que suspende presidente do conselho da Petrobras

“A União recorreu de uma liminar que suspende o mandato do presidente do conselho de administração da Petrobras, Pietro Mendes. A Advocacia-Geral da União (AGU) impetrou agravo de instrumento junto ao presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), Marcelo Saraiva. O recurso tenta revogar a decisão liminar no âmbito da ação popular impetrada pelo deputado estadual Leonardo de Siqueira Lima (Novo-SP), na qual ele aponta conflito de interesses na indicação e eleição de Mendes ao conselho da companhia, em 2023. O argumento da ação era de que, como secretário de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia (MME), ele não poderia comandar o conselho da estatal. Na época, a indicação de Mendes foi vedada pelas instâncias internas de governança da Petrobras, porém, o parecer tinha caráter de recomendação, a União manteve a candidatura e o elegeu.”

Fonte: Valor Econômico, 12/04/2024

RZK Energia capta R$ 47 milhões para construção de usinas solares no Rio de Janeiro

“A RZK Energia, empresa do Grupo Rezek que atua no setor de energia solar e de biogás, captou no mercado de capitais R$ 47 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) para viabilizar parte do financiamento da construção de projetos de sistemas fotovoltaicos destinados empresas ligadas ao setor de telecomunicação e bioenergia. Os recursos foram emitidos pela Virgo e distribuídos pela Galápagos DTVM. Ao todo serão duas usinas solares que somam cerca de 10 megawatt-pico (MWp) de capacidade instalada na modalidade de geração distribuída (GD). Os CRIs são títulos que geram um direito de crédito ao investidor, por meio de instrumento de captação de recursos destinados a financiar transações do mercado imobiliário. Ao Valor, o CEO da RZK, Luiz Serrano Marchesi, e o sócio e diretor comercial da RZK, Ricardo Valente, explicam que os empreendimentos vão contar também com capital próprio, numa razão de 85% de capital de terceiros e 15% com capital próprio. As taxas de captação foram de IPCA mais 8,5% ao ano e o contrato com os clientes tem 15 anos. “São contratos de longo prazo, o que nos deu tranquilidade de fazer investimentos para construir as usinas. A RKZ desenvolveu, está em término das construções das plantas e vai operar. Os clientes são os locatários das usinas”, diz Marchesi.”

Fonte: Valor Econômico, 12/04/2024

Após embargo, JHSF diz que empreendimentos passaram por devidos processos ambientais

“A JHSF comunicou ao mercado que seus empreendimentos em Porto Feliz, em São Paulo, foram submetidos de forma “transparente e tempestiva” aos devidos processos de licenciamento ambiental, após a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo de embargar o empreendimento Boa Vista Village. Segundo a JHSF, advogados contratados pela companhia estão avaliando o sentido e alcance da ação civil movida pelo Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo questionando o fracionamento dos estudos de impactos ambientais de empreendimentos em Porto Feliz. O Valor reportou que a ação levou ao embargo do empreendimento Boa Vista Village, sob legação de que a magnitude do empreendimento não foi considerada na elaboração dos estudos de impacto ambiental durante o licenciamento, porque as licenças foram obtidas de forma parcelada. A JHSF diz que seus empreendimentos Fazenda Boa Vista, Boa Vista Village e Boa Vista Estates foram submetidos aos devidos processos de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) e licenciamentos através dos diversos órgãos competentes, inclusive com audiências públicas e assim obtiveram as licenças e autorizações legais a eles aplicáveis por meio das aprovações dos órgãos competentes.”

Fonte: Valor Econômico, 12/04/2024

Investigação aponta furos em certificação de algodão brasileiro usado por Zara e H&M

“Uma investigação recém-publicada joga luz sobre as falhas no rastreio na cadeia do algodão e sobre a confiança de gigantes da fast fashion em certificações com exigências frágeis e insuficientes para garantir melhores práticas ambientais e sociais. O tema interessa especialmente ao Brasil, que pode ultrapassar os Estados Unidos neste ano e se tornar o maior exportador de algodão do mundo. Após um ano de trabalho, a ONG londrina Earthsight acaba de publicar o relatório ‘Fashion Crimes’, no qual alega que o algodão vendido por duas das maiores varejistas de roupas do mundo – H&M e Inditex, dona da Zara – está vinculado a desmatamento, apropriação de terras, abusos de direitos humanos e conflitos violentos. A pesquisa foca em fazendas do Grupo Horita e SLC Agrícola no Cerrado baiano e, em muitos aspectos, não consegue fechar completamente os argumentos que embasam a acusação. Vários pontos levantados são contestados pelas empresas. Independentemente dos casos, o mais relevante é que o relatório traz à tona uma realidade do agronegócio no bioma responsável por abrigar a maior parte do algodão plantado em escala industrial no país e também as falhas na metodologia da iniciativa Better Cotton (BCI).”

Fonte: Capital Reset, 12/04/2024

Empresa da Votorantim triplica capacidade de processamento de resíduos no Paraná

“A Verdera, unidade de gestão e destinação sustentável de resíduos da Votorantim Cimentos, acaba de inaugurar uma nova unidade de processamento em Itaperuçu, interior do Paraná, que vai permitir quase triplicar a atual capacidade instalada no estado – passando de 17 mil toneladas por ano para 48 mil toneladas anuais. A unidade, com uma área de 4,4 mil metros quadrados, vai ser o destino de resíduos que não podem ser reciclados e que serão preparados para destinação com a ajuda de tecnologia de coprocessamento. Um triturador de resíduos de última geração, como informa a empresa, possibilita que a Verdera trate os materiais descartados e viabilize a destinação sustentável de novos tipos de materiais não recicláveis, tais como móveis, produtos paletizados e resíduos armazenados em tambores.”

Fonte: Exame, 12/04/2024

Rota 2030: BNDES começa a receber projetos de descarbonização do setor automotivo

“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou ter começado a receber, a partir desta sexta-feira, 12, projetos de desenvolvimento industrial e tecnológico no setor automotivo que visem a descarbonização da mobilidade e da logística. O banco de fomento informou ter disponíveis R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para financiamentos em 2024. A ação integra o programa BNDES Rota 2030, com orçamento total de R$ 200 milhões nos próximos cinco anos, frisou o banco, em comunicado. Os projetos precisam ter valor mínimo de R$ 10 milhões por operação e serem propostos por instituições de pesquisa, embora possam ter parceria de empresas intervenientes. “Em projetos com a participação de montadoras, será obrigatória a participação de pelo menos uma empresa da cadeia de fornecimento de componentes e insumos críticos. O Banco terá participação máxima de até 80% do valor dos itens financiáveis; e de até 90% para projetos ou empresas sediadas nas regiões Norte e Nordeste”, especificou o banco de fomento, na nota.”

Fonte: Exame, 12/04/2024

Amaggi recebe primeira autorização para teste de biodiesel em embarcação fluvial

“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deu sinal verde para que a Amaggi, o gigante do setor de grãos, utilize o biodiesel B100 em sua frota fluvial, em fase experimental. É a primeira autorização do país para uso do biocombustível em uma embarcação. Segundo a ANP, a Hermasa Navegação da Amazônia, subsidiária integral do Grupo Amaggi, responsável pela navegação fluvial e operações portuárias, estará à frente da operação das embarcações. A Amaggi fornecerá o biodiesel a ser usado no teste, que deve atender a especificação descrita na Resolução ANP nº 920/2023. A permissão foi anunciada na quinta-feira, 11. A Amaggi explicou, por meio de nota, que a autorização da ANP para uso experimental de B100 foi concedida para uma viagem específica, com informações definidas quanto a origem e destino, bem como a quantidade de biocombustível necessário. O deslocamento será entre Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), percorrendo os rios Madeira e Amazonas, com consumo de 150 mil litros de biodiesel.”

Fonte: Exame, 12/04/2024

Política

Pacheco pode pautar marco do mercado de carbono neste mês, diz Padilha

“O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, clamou nesta sexta-feira, 12, o Congresso a aprovar temas que fazem parte da agenda prioritária do governo, como projetos de lei ligados à agenda verde. Entre os projetos em discussão, ele comentou que está confiante na aprovação do marco regulatório do mercado de carbono ainda este ano. Segundo ele, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) quer colocar o projeto para votar já em abril. “Vamos ter como base a recuperação do texto que já tinha sido aprovado no Senado que foi um grande acordo com o setor do agronegócio”, disse. O ministro também citou sobre o projeto do Combustível do Futuro que o governo pretende ter aprovado “neste ano, se possível neste semestre”, e o das Patentes, com expectativa de votar “o mais rápido possível”. Por fim, Padilha comentou sobre o projeto de lei das eólicas offshore, votado na Câmara com diversos jabutis. “Ali, quero deixar explícito, existem temas que inclusive entram em choque com a expectativa de transição energética e transição ecológica, então o governo vai trabalhar no Senado para a gente recuperar a ideia original das eólicas offshore.”

Fonte: Exame, 12/04/2024

Internacional

Empresas

Sudeste Asiático “lamentavelmente fora dos trilhos” em investimentos verdes, diz Bain

“O Sudeste Asiático está “lamentavelmente fora do caminho” em relação aos investimentos verdes para reduzir as emissões e precisa de novas políticas e mecanismos financeiros para ajudar a preencher a lacuna, disse a consultoria global Bain & Company na segunda-feira. Com a expectativa de que o consumo de energia na região cresça 40% nesta década, as emissões de dióxido de carbono, que causam o aquecimento climático, permanecem em ascensão, com a região ainda dependente de combustíveis fósseis, disse um relatório anual compilado pela Bain, pelo grupo de investimentos verdes GenZero, pelo Standard Chartered Bank e pela Temasek. Embora o investimento verde tenha crescido 20% no ano passado, ele está muito aquém dos US$ 1,5 trilhão necessários nesta década, e as emissões nos 10 países da região poderiam ultrapassar em 32% suas promessas para 2030 se continuarem em sua trajetória atual, alertou. “Acreditamos que a aceleração dos esforços de países, empresas e investidores é imperativa, pois o Sudeste Asiático continua lamentavelmente fora do caminho”, disse Kimberly Tan, diretora administrativa da GenZero.”

Fonte: Reuters, 15/04/2024

Biden gasta US$ 1 tri para conter mudanças climáticas, mas os eleitores não se importam

“O presidente Joe Biden tem feito mais para enfrentar as mudanças climáticas do que qualquer um de seus antecessores. Mas até agora os eleitores parecem não se importar com isso. A campanha de Biden e um conjunto de grupos progressistas estão tentando mudar isso. Eles acreditam que o histórico do presidente na questão das mudanças climáticas poderá aumentar sua popularidade entre os eleitores jovens. A estratégia é arriscada porque o clima nunca foi uma prioridade para os eleitores. E não está claro se as políticas climáticas poderão reverter o profundo ceticismo que muitos jovens sentem em relação a Biden. Pesquisas recentes do “The Wall Street Journal” constataram que o apoio a Biden entre os jovens está encolhendo em comparação a 2020, em meio às preocupações com a idade do presidente e seu apoio a Israel na guerra contra o Hamas. O primeiro grande desafio é contar aos eleitores o que Biden conseguiu. Paris Thompson, 19, da Filadélfia, diz que Biden não tem feito o suficiente na questão das mudanças climáticas: “Acho que nada mudou desde que ele é presidente”. Thomson, uma democrata, diz que está pensando em votar no candidato independente Robert F. Kennedy Jr.”

Fonte: Valor Econômico, 13/04/2024

Emissões de gases de efeito estufa do Japão caem e chegam ao menor nível desde 1990

“De acordo com a Bloomberg, as emissões de gases de efeito estufa por parte do Japão caíram 2,3% de março de 2022 a março de 2023, impulsionadas por uma contração na poluição gerada pelo setor industrial. A informação é do ministério do meio ambiente japonês. A queda representa uma diminuição de 23% em comparação com as emissões de 2013. No entanto, o governo japonês mira em uma redução de 46% até o ano de 2030. Conforme a produção de aço decaiu, limitando a demanda por energia, a indústria observou uma queda de 5,3% nas emissões. Por outro lado, a poluição gerada por veículos cresceu quase 4%. Trata-se dos menores níveis de poluição observados desde o começo dos registros, em 1990. No período de 2021 a 2022, as emissões cresceram pela primeira vez em oito anos. De acordo com o ministério do meio ambiente, o objetivo é atingir o net zero – estado em que as emissões de dióxido de carbono e sua remoção da atmosfera estão em equilíbrio – em 2050.”

Fonte: Exame, 12/04/2024

Startup apoiada por Bill Gates produz combustível a partir de CO2 e água

“A economia da cidade de Corpus Christi, no Texas, é amplamente baseada em combustíveis fósseis. Vizinha de grandes campos de petróleo e gás, a cidade portuária é lar de dezenas de empresas de combustíveis fósseis. Exporta mais petróleo bruto a cada ano do que qualquer outra cidade nos EUA. Mas o futuro da fortuna de Corpus Christi, pelo menos aos olhos de uma startup, será feito de um combustível derivado de dióxido de carbono. Se puder ser escalado, esse combustível poderia desempenhar um papel vital para descarbonizar a indústria de transporte, desde a aviação até o transporte pesado de carga. Desde que sua instalação em Corpus Christi entrou em operação em outubro, a Infinium, sediada em Sacramento, na Califórnia, tornou-se uma das primeiras fabricantes de e-combustível do mundo a transformar a produção em larga escala de um conceito em realidade. E-combustível é o nome dado aos eletrocombustíveis, tipo de combustível sintético feito a partir de hidrogênio e dióxido de carbono. Em sua planta, eletrólitos quebram a água em hidrogênio e oxigênio, usando eletricidade gerada a partir de parques eólicos e solares próximos. O hidrogênio é então transportado para um reator, onde encontra o CO2 capturado das refinarias locais, desencadeando uma série de reações químicas auxiliadas por catalisadores patenteados. O resultado é um combustível sintético com as mesmas propriedades químicas de seus primos à base de combustíveis fósseis. A Infinium produz quase 8.300 litros por dia do e-combustível (ou e-fuel) e distribui para clientes nos EUA. Um slogan nos caminhões da empresa diz: “Combustíveis limpos feitos a partir de energia renovável e dióxido de carbono”.”

Fonte: Bloomberg Línea, 14/04/2024

Fabricante de EV da China, Nio, pede abertura em discurso nos EUA em meio a tensões

“O fundador da fabricante chinesa de veículos elétricos (EV) Nio pediu abertura em um raro discurso nos Estados Unidos, onde os políticos têm procurado restringir ainda mais o acesso da China ao segundo maior mercado automotivo do mundo. William Li, falando em um evento na Universidade de Harvard no sábado, disse que o rápido crescimento de veículos elétricos na China resultou de um mercado “aberto e competitivo” onde “todos os produtos são bem-vindos, independentemente de suas marcas ou origens”. Ele citou o sucesso da Tesla na China, onde a montadora do bilionário Elon Musk vendeu 1,36 milhão de veículos elétricos nos últimos três anos, acrescentando que sua presença impulsionou a penetração dos veículos elétricos e energizou o setor. “A concorrência levará a um maior investimento, maior tempo para atingir o ponto de equilíbrio, menor margem para erros e menores chances de sucesso”, disse Li, de acordo com uma transcrição de seu discurso fornecida pela empresa.”

Fonte: Reuters, 14/04/2024

Shell e Friends of the Earth dizem que a decisão climática europeia apóia seu ponto de vista no caso holandês

“A Shell disse a um tribunal holandês na sexta-feira que uma decisão climática europeia contra o governo suíço apoiava seu recurso contra uma decisão climática holandesa de 2021 porque confirmava que os estados e não os tribunais deveriam estabelecer regras sobre reduções de emissões. A Friends of the Earth Netherlands, no entanto – que apresentou o caso original da Shell – disse exatamente o oposto durante o quarto e último dia de audiências no recurso da Shell contra a decisão holandesa de 2021, na qual um tribunal holandês inferior ordenou que a Shell reduzisse suas emissões de carbono que aquecem o planeta em 45% até 2030 em relação aos níveis de 2019. Essa ordem – uma decisão histórica que chocou o setor de energia – dizia respeito não apenas às emissões da própria Shell, mas também àquelas causadas pelos compradores e usuários de seus produtos em todo o mundo. Durante as audiências na sexta-feira, o advogado da Shell, Daan Lunsingh Scheurleer, disse que a decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos desta semana no caso suíço não mudou nada no caso holandês. Mas ele disse que, na opinião da Shell, a decisão da CEDH de que o governo suíço havia violado os direitos humanos de mulheres idosas por não fazer o suficiente para combater a mudança climática confirmou o argumento da Shell de que as emissões eram uma questão de responsabilidade do Estado.”

Fonte: Reuters, 12/04/2024

Os administradores do grupo de metas climáticas procuram acalmar a tempestade da governança

“Na sexta-feira, os curadores de um grupo de verificação de metas climáticas, no centro de uma tempestade de governança, procuraram amenizar a preocupação com seu plano de permitir a compensação das emissões da cadeia de suprimentos das empresas. A iniciativa Science Based Targets apresentou inicialmente seu plano em uma declaração em seu site na terça-feira, o que levou a equipe e alguns consultores técnicos a escreverem cartas separadas para o conselho criticando a medida. Entre as reclamações estava a de que o conselho havia contornado um processo de governança estabelecido e tomado a decisão de permitir a compensação das chamadas emissões de Escopo 3 sem a concordância do grupo mais amplo. Ao permitir o uso limitado de compensações para as emissões do Escopo 3, espera-se que isso ajude a direcionar dinheiro para projetos favoráveis ao clima, como o florestamento. As emissões do Escopo 1, aquelas diretamente sob o controle da empresa, não poderiam ser compensadas. Em troca do financiamento de um projeto, como o plantio de mais árvores, uma empresa poderia receber um crédito que poderia ser usado para compensar a poluição de partes de sua cadeia de valor, como quando um cliente usa seus produtos.”

Fonte: Reuters, 12/04/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

Abastecendo o futuro: O papel dos biocombustíveis na transição energética(link)

COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

ESG Updates

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) (link)

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) (link)

Destaques do evento da ABRAINC e SecoviSP: Construindo uma São Paulo mais sustentável (link)

Brunch com ESG

WEGE3 e POMO4 entram no Mover; PL das eólicas offshore volta ao Senado; Repsol aposta no biometano (link)

Vendas de elétricos caem globalmente, enquanto China entra em peso no mercado local; EUA anuncia novo investimento em energia limpa (link)

Governança em destaque: VIVA3 e ASAI3 passam por mudanças (link)


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