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Atrasos em data centers expõem desafio energético; Europa avança em minerais críticos | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Atrasos na construção de data centers evidenciam o desafio ambiental de cargas massivas de energia

Na mídia. Atrasos na construção de data centers ameaçam impactar a expansão da IA – Financial Times, 17 de abril (link)

Nossa visão. Novos dados divulgados nesta semana pela SynMax, empresa de análises por satélite e inteligência artificial, indicam um gargalo crescente na infraestrutura física que sustenta o boom de IA. A empresa estima que cerca de 40% dos projetos de data centers nos EUA previstos para 2026 correm risco de atraso, principalmente devido a restrições de licenciamento e à escassez de mão de obra, de equipamentos e de disponibilidade de energia. À medida que a IA avança e os data centers passam a ser projetados para cargas superiores a 1 GW – aproximadamente equivalente à produção de um reator nuclear –, garantir um fornecimento confiável de energia está se tornando um desafio central. Nessa escala, os projetos deixam de ser adições marginais à rede: passam a exigir atualizações na transmissão, novas interconexões e, em alguns casos, capacidade adicional de geração, o que estende os prazos e aumenta o risco de execução. Na nossa visão, isso também traz uma nova ótica ao debate ESG. Até agora, a discussão vinha se concentrando principalmente em como os data centers são abastecidos (se por fontes renováveis ou combustíveis fósseis), mas as conclusões da SynMax sugerem que o desafio central pode ser se o sistema consegue, ou não, entregar a energia necessária. Mesmo quando atendidas integralmente por fontes renováveis, cargas na ordem de gigawatts trazem implicações ambientais relevantes, incluindo: (i) alta intensidade de uso do solo para infraestrutura de geração e transmissão; (ii) pressão sobre recursos hídricos locais utilizados para resfriamento, especialmente em regiões com estresse hídrico; e (iii) impactos ao longo de todo o ciclo de vida associados à rápida expansão de hardware, abrangendo mineração, manufatura e descarte ao fim da vida útil.

#2. União Europeia aposta em minerais críticos como pilar climático e comercial

Na mídia. UE lança operações da plataforma de aquisição de minerais críticos – Reuters, 13 de abril (link)

Nossa visão. Esta semana, a UE lançou o módulo de minerais críticos da sua Plataforma de Energia e Matérias-Primas, uma iniciativa criada para consolidar a demanda dos compradores europeus junto a fornecedores, reforçar o poder de negociação coletiva e reduzir a dependência em relação à China. A medida representa um dos primeiros passos concretos da estratégia RESourceEU do bloco (anunciada em dezembro de 2025), que busca garantir cadeias de abastecimento de terras raras e outros minerais estratégicos essenciais para a transição energética e para o setor de defesa. A China controla hoje cerca de 90% de várias etapas-chave da cadeia de valor dos minerais críticos, o que deixa a Europa vulnerável a choques geopolíticos e comerciais. Na nossa visão, a iniciativa deve ser vista não apenas sob a ótica comercial, mas também como um pilar central da política climática da UE. Materiais como lítio, níquel, cobalto e elementos de terras raras são insumos essenciais para baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, energia solar fotovoltaica e sistemas de armazenamento de energia – todos fundamentais para a trajetória de descarbonização do continente. Sem acesso seguro e diversificado a esses insumos, a expansão das energias renováveis e da eletrificação, no ritmo necessário para que a UE cumpra suas metas climáticas, torna-se significativamente mais difícil. Dessa forma, vemos a plataforma como um primeiro passo importante. Sua eficácia final, no entanto, dependerá da adesão dos fornecedores e da dinâmica de preços, especialmente em um mercado em que a diversificação relevante para além da China continua estruturalmente difícil no curto prazo.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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