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Serra Verde, produtora de terras raras do Brasil, é comprada pela USA Rare Earth por US$2,8bi | Café com ESG, 22/04

Terras raras e minerais críticos em alta no Brasil; Fusão nuclear avança nos EUA

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de segunda-feira, véspera do feriado de Tiradentes, encerrou em leve alta, com o IBOV e o ISE avançando 0,20% e 0,21%, respectivamente.

• De olho no potencial do Brasil em terras raras, (i) a americana USA Rare Earth, listada na Nasdaq, anunciou nesta segunda-feira (20) a assinatura de um acordo para adquirir 100% do Serra Verde Group, dono da única mina que atualmente produz e processa terras raras no Brasil – a transação, prevista para ser concluída no 3T26, foi estimada em ~US$ 2,8 bilhões e acontece em meio a uma corrida por fontes alternativas à China, que controla esse mercado; e (ii) o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, incluiu na pauta de votações de hoje o projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos – entre os principais impasses em torno do projeto, está a criação da Terrabras, uma nova empresa estatal para a cadeia de terras raras e minerais críticos.

• No internacional, a construção da primeira usina comercial do mundo a gerar energia por fusão nuclear deve começar nos EUA em 2027, segundo o CEO da Commonwealth Fusion Systems – a empresa, sediada em Massachusetts, já captou cerca de US$3 bilhões em recursos privados, o maior volume de investimento privado já registrado no setor.

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Brasil

Empresa dos EUA compra única mina de terras raras do Brasil por US$ 2,8 bi

“A americana USA Rare Earth (USAR), empresa listada na Nasdaq, anunciou nesta segunda-feira (20) a assinatura de um acordo para adquirir 100% do Serra Verde Group, dono da única mina que produz e processa terras raras no Brasil. A transação foi estimada em cerca de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões) e será paga com US$ 300 milhões em dinheiro e uma outra parte em ações: a USAR fará a emissão de 126,8 milhões de novas ações ordinárias, com base no preço de fechamento de US$ 19,95 em 17 de abril. A transação, prevista para ser concluída no terceiro trimestre, acontece em meio a uma corrida por fontes alternativas à China, que controla esse mercado. Terras raras são um grupo de elementos que, junto com minerais como lítio, nióbio e cobalto, compõem a categoria dos chamados minerais estratégicos: insumos essenciais para veículos elétricos, armamentos e chips, entre outros produtos. A China domina a produção e o processamento desses materiais e esse virtual monopólio a beneficia em disputas geopolíticas. Depois de abandonar essa cadeia, os americanos viram o futuro de algumas indústrias estratégicas vulneráveis às políticas restritivas chinesas. A Serra Verde, localizada em Goiás, é a única mineradora fora da Ásia a extrair em escala comercial os quatro elementos mais cobiçados dos 17 que são chamados de terras raras, segundo o Ministério de Minas e Energia. Segundo a USAR, essa caraterística faz a Serra Verde ser um “ativo único” fora da Ásia. Esses minérios são estratégicos para a expansão da inteligência artificial (IA), transição energética e sistemas de defesa.”

Fonte: Capital Reset; 20/04/2026

Coamo busca captar R$ 500 milhões para construção de usina de etanol de milho no PR

“A Coamo Agroindustrial Cooperativa deu início à sua segunda emissão de notas comerciais escriturais, no valor total de R$ 500 milhões, com vencimento em 2036 e rentabilidade prefixada de 12,37% ao ano. A operação, registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), está vinculada ao Programa Eco Invest Brasil, voltado ao financiamento de projetos com impacto ambiental e social. Os recursos serão integralmente destinados à nova planta de etanol de milho da cooperativa paranaense. A unidade terá capacidade de produzir 763,3 mil litros por dia de etanol hidratado e 723 mil litros por dia de etanol anidro, processando 1,7 mil toneladas diárias de milho. O custo total estimado do empreendimento é de R$ 1,948 bilhão, dos quais 25,66% serão financiados por esta emissão. De acordo com o documento, os recursos captados serão aplicados na construção da usina em Campo Mourão (PR) e na modernização da infraestrutura. O projeto, já em obras desde fevereiro de 2024, tem conclusão prevista para fevereiro de 2027.”

Fonte: Eixos; 20/04/2026

Empresas alemãs e do Brasil investirão R$ 12 bi no RN em energias sustentáveis

“O Rio Grande do Norte deve receber investimentos no valor de 2 bilhões de euros (cerca de R$ 12 bilhões) em um empreendimento que inclui produção de hidrogênio verde, energia eólica e solar formado por um consórcio de empresas do Brasil e da Alemanha. O anúncio foi feito nesta terça-feira (21) na Hannover Messe, a feira industrial de Hanôver, na Alemanha, no estande da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que lidera a participação do Brasil como país homenageado em 2026. Chamado de Morro Pintado, o projeto fica na cidade de Areia Branca, no litoral norte do Rio Grande do Norte, e recebeu licença ambiental prévia do governo do estado para sua instalação. O diretor-presidente da Brazil Green Energy, Fernando Luiz Vilela, afirmou que, com a licença prévia, o consórcio de empresas avança para levantar os recursos. O projeto transforma o hidrogênio verde em amônia verde, para ser exportado para a Alemanha, onde pode ser transformado de volta em hidrogênio. A amônia também pode ser utilizada para a produção de fertilizantes. O empreendimento inclui um terminal portuário para escoamento da produção. De acordo com Viela, mais de 20 bancos têm interesse na iniciativa e já há conversas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ser um dos financiadores.”

Fonte: Valor Econômico; 21/04/2026

Brasil mantém 5ª posição entre países com maior capacidade instalada de energia eólica

“O Brasil é o quinto maior país em capacidade instalada de energia eólica, ao adicionar 2,3 gigawatts (GW) de potência em 2025, de acordo com dados do Global Wind EWnergy Council (GWEC), divulgados nesta segunda-feira (20). Com isso, o país passou a deter 36 GW de capacidade instalada da energia renovável, atrás de China, Estados Unidos, Índia e Alemanha. A posição no ranking se manteve em relação a 2024. Segundo o GWEC, a indústria global de energia eólica instalou 164,6 GW de nova capacidade em 2025, 40% a mais em relação a 2024, no que seria o sinal mais claro de rápido crescimento do setor. Desse total, 155,3 GW foram de usinas terrestres (“onshore”) e 9,3 GW marinhas (“offshore”). A China liderou a expansão, com 120,5 GW instalados em 2025, seguidos por Estados Unidos (6,9 GW), Índia (6,3 GW) e Alemanha, com 5,7 GW. O Brasil vem em quinto colocado no ranking do GWEC, com os 2,3 GW adicionados no ano passado. Essa ordem se mantém quando se olha a capacidade instalada total de energia eólica no ano passado. A China fechou 2025 com 640,5 GW, seguida por EUA (161,2 GW), Alemanha (77,7 GW), Índia (54,5 GW) e Brasil, com 36 GW, de acordo com os dados do GWEC. O levantamento do GWEC mostra ainda que 14 países instalaram mais de 1 GW de nova capacidade no ano passado. Ao todo, o mundo totalizou 1.206,7 GW de potência instalada eólica em 2025.”

Fonte: Valor Econômico; 20/04/2026

Alckmin: Programa de Sustentabilidade da indústria química será regulamentado nos próximos dias

“O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta segunda (20/4), que o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq) será regulamentado nos próximos dias. Alckmin fez a afirmação após visitar a unidade fabril da Unipar, em Cubatão (SP). A unidade concluiu em dezembro seu processo de instalação e recebeu investimentos da ordem de R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Teremos nos próximos cinco anos o Presiq Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química, que será regulamentado nos próximos dias”, disse Alckmin. De acordo com ele, o Presiq envolve um montante de R$ 15 bilhões, sendo R$ 3 bilhões por ano em crédito tributário para insumos e para melhorar a competitividade da indústria química e investimento. Alckmin aproveitou para voltar a destacar a ampliação do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) com a liberação de R$ 3,1 bilhões para socorrer o setor petroquímico e fomentar novos investimentos. “O presidente Lula e nós, como ministro da indústria, fizemos a recomposição tarifária, acionamos defesa comercial para combater dumping e o Reiq este ano terá R$ 3,1 bilhões, R$ 2 bilhões para crédito para insumos e R$ 1,1 bilhão para investimento”, afirmou Alckmin.”

Fonte: Eixos; 20/04/2026

Motta inclui na pauta de votação da Câmara marco regulatório dos minerais críticos

“O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), incluiu na pauta de votações desta semana o projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos. O projeto, relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), consta na pauta desta quarta-feira (22). Ao Valor, Jardim afirmou que apresentará seu parecer nesta quarta (22). Ele já havia feito chegar ao governo o seu relatório e aguarda considerações. “Houve um apelo ao Hugo [Motta] para que ele me pedisse para segurar a apresentação enquanto o governo enviava suas observações. Nós demos esse prazo, mas as observações ainda não chegaram. Então, pretendemos apresentar o projeto amanhã”, disse o relator. As terras raras foram tratadas em conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Hugo Motta em almoço no Palácio do Planalto, na semana passada. “O presidente Lula tratou do assunto com Hugo Motta no almoço, eles acordaram que o governo não enviará uma proposta, o que o governo vai fazer é enviar considerações e dialogar com a Câmara através do meu parecer”, disse o deputado. A inclusão na pauta vem na esteira da compra, por parte da empresa norte-americana USA Rare Earth da mineradora brasileira Serra Verde. A empresa é a única que produz os elementos em larga escala fora da Ásia. As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos, considerados cruciais para a produção de tecnologias importantes para os dias atuais, presentes em smartphones, carros elétricos, sistemas militares e entre outros.”

Fonte: Valor Econômico; 21/04/2026

Brasil chega a encontro climático com promessa vencida no bolso

“Teve início nesta terça, 21, em Berlim, o Diálogo Climático de Petersberg, um dos principais encontros preparatórios que precedem as conferências do clima da ONU. O Brasil chega à reunião em condição bem diferente da que ocupava na edição anterior, há um ano, quando se preparava para receber o mundo em Belém. Contudo, o país que sediou a COP30 em novembro passado desembarca agora na Alemanha ainda devendo uma das promessas centrais que fez ao encerrar a cúpula. No último Diálogo, houve pressão sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas – à época ainda sob avaliação do Ibama, que liberaria a autorização para a fase de testes somente em outubro, cerca de vinte dias antes da COP30. Já em Belém, o país não conseguiu incluir o tema dos combustíveis fósseis no acordo final, e assumiu o compromisso de liderar uma agenda paralela sobre a transição energética.Em discurso de abertura do evento, Simon Stiell, Secretário Executivo da ONU para Mudanças Climáticas, contextualizou o momento sem economizar nas palavras. Citou o conflito no Oriente Médio como fator que agravou a dependência global dos fósseis e elevou seus custos por meses, possivelmente anos. Falou também sobre a estagflação impulsionada pelos combustíveis fósseis eleva preços, reduz o crescimento e afunda orçamentos em dívidas crescentes. A cooperação climática, disse Stiell, é fundamental para evitar ao mesmo tempo o aquecimento global e o caos econômico gerado por essa dependência.”

Fonte: Exame; 21/04/2026

Internacional

Nissan pode equipar veículos elétricos com baterias de estado sólido a partir de 2028

“A Nissan atingiu as metas de desempenho com um protótipo de bateria totalmente de estado sólido para veículos elétricos, aproximando a montadora japonesa da produção em massa planejada para o ano fiscal de 2028. A Nissan testou o desempenho de uma bateria de estado sólido com 23 camadas de células, conforme revelado em um briefing técnico realizado recentemente. Isso ocorre após um avanço em 2025, quando as células protótipo da Nissan atingiram o desempenho necessário para a comercialização. Comparadas às baterias de íon-lítio convencionais do mesmo tamanho, as baterias de estado sólido contêm o dobro da capacidade de armazenamento de energia por unidade de volume, dobrando a autonomia de um veículo elétrico. As baterias de estado sólido também suportam alta potência, reduzindo o tempo de carregamento em dois terços. A Nissan também desenvolveu um novo carregador bidirecional que chegará ao mercado em 2028. Com o carregador, o veículo elétrico poderá funcionar como um banco de energia para fornecer eletricidade a residências. Os carregadores bidirecionais atualmente disponíveis são caros, custando 1,5 milhão de ienes (US$ 9.450). A Nissan planeja oferecer seus carregadores a um preço significativamente menor para tornar a tecnologia acessível a famílias comuns, embora ainda não tenha divulgado o valor exato.”

Fonte: Valor Econômico; 21/04/2026

VW vai exportar mais veículos elétricos fabricados na China em ofensiva de vendas globais

“A Volkswagen planeja exportar mais veículos elétricos (EVs) fabricados na China para mercados emergentes, aproveitando os menores custos e a tecnologia avançada adquirida por meio de seus parceiros chineses em uma tentativa de impulsionar as vendas globais. A nova estratégia de exportação da maior montadora da Europa coincide com uma desaceleração nas vendas de carros no maior mercado automotivo do mundo. Isso levou a um excesso de capacidade e a uma intensa competição de preços, além de ter levado rivais chinesas a expandirem de forma dramática suas vendas internacionais. “Queremos atender o hemisfério sul a partir da China, por meio da China, por causa do posicionamento de custo e do perfil tecnológico que podemos oferecer para essas regiões”, disse o presidente executivo da VW, Oliver Blume, na terça-feira, antes do salão anual do automóvel em Pequim. O grupo alemão planeja lançar 50 modelos híbridos plug-in e elétricos na China até o fim da década para renovar sua linha, hoje fortemente baseada em motores a combustão, com veículos projetados e desenvolvidos localmente como parte de sua estratégia “na China, para a China”. A VW também fez parcerias com a chinesa Xpeng e com a estatal chinesa SAIC para desenvolver veículos mais rapidamente. Blume afirmou que a estratégia totalmente local “tornou a empresa mais rápida, mais competitiva e, claro, mais resiliente até mesmo além da China”.”

Fonte: Financial Times; 21/04/2026

CATL afirma recarga de 6 minutos e alcance de 1.500 km para novas baterias de veículos elétricos

“A CATL desenvolveu uma bateria capaz de permitir que um veículo elétrico percorra 1.500 km com uma única carga, afirmou o grupo chinês nesta terça-feira, ao desafiar a BYD pela supremacia em autonomia e velocidade de recarga. A versão mais recente da bateria condensada Qilin da companhia tem um alcance maior do que a distância por estrada entre Londres e Barcelona e representa um salto em relação ao limite de 1.000 km da edição anterior. A CATL também lançou uma atualização da Shenxing, que pode ser carregada de 10% a 98% em seis minutos e meio, uma melhora em relação à versão anterior, que carregava de 5% a 80% em 15 minutos. Ela também é consideravelmente mais rápida do que os nove minutos necessários para a mais recente bateria Blade da BYD, apresentada no mês passado, carregar de 10% a 97%. CATL e BYD, que juntas respondem por mais da metade do mercado global de baterias para veículos elétricos, estão investindo bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, mirando inovações em química das células e em manufatura. “As fronteiras da eletroquímica ainda estão longe de serem alcançadas, e as possibilidades da ciência dos materiais ainda estão longe de serem esgotadas”, disse Robin Zeng, bilionário fundador da CATL, a jornalistas e investidores em Pequim, nesta terça-feira. As empresas esperam que seus avanços tecnológicos ajudem a eliminar a preocupação persistente dos consumidores de que as baterias de veículos elétricos podem demorar muito para carregar, descarregar em viagens longas ou falhar em condições de calor e frio extremos.”

Fonte: Financial Times; 21/04/2026

Primeira usina comercial de fusão se aproxima da construção nos EUA, diz CEO da Commonwealth

“A construção do que pode ser a primeira usina comercial do mundo a gerar energia por fusão — o processo que alimenta as estrelas — deve começar nos Estados Unidos em 2027, e a busca por mais locais já está em andamento, disse o chefe da Commonwealth Fusion Systems em uma entrevista ao Reuters NEXT Newsmaker nesta terça-feira. A Commonwealth, sediada em Massachusetts, levantou cerca de US$ 3 bilhões em recursos privados, mais do que qualquer outra empresa que busca construir usinas de fusão e começar a gerar energia no início da década de 2030. Cientistas tentam dominar a fusão, uma reação evasiva na qual átomos leves são comprimidos sob calor extremo, há pelo menos 50 anos. Mas apoiadores dizem que ela está mais perto de se tornar comercialmente viável à medida que o dinheiro passa a fluir para o setor. A fusão é o oposto da fissão nuclear, que divide átomos pesados, criando uma reação em cadeia e resíduos nucleares de longa duração. Bob Mumgaard, cofundador e CEO da CFS, disse que a máquina de demonstração de fusão da empresa em Massachusetts está mais de 75% concluída e será ligada em 2027. “Em seguida, iremos imediatamente o mais rápido que pudermos para a construção da primeira usina comercial de energia na Virgínia”, afirmou, acrescentando que um início em 2026, embora menos provável, é possível.”

Fonte: Reuters; 21/04/2026

Em meio à guerra, mundo gasta 2,5 vezes mais com combustíveis fósseis do que com energia limpa

“Em meio à pressão crescente pela transição energética com a guerra no Oriente Médio, as maiores economias do mundo ainda destinam muito mais recursos para sustentar combustíveis fósseis do que para acelerar alternativas limpas. Dados divulgados nesta terça-feira, 20, pelo International Institute for Sustainable Development (IISD) mostram que nove dos dez maiores importadores de fontes fósseis poluentes gastaram US$ 313,6 bilhões (R$ 1,568 trilhões) em subsídios ao setor em 2024, o que amplia riscos econômicos e expõe países a novas crises. No mesmo período, o apoio público às energias renováveis somou apenas US$ 121,7 bilhões (R$ 608,5 bilhões), cerca de 39 centavos para cada US$ 1 gasto com fósseis e 2,5 vezes menos. Juntas, essas economias respondem por aproximadamente 62% das emissões globais de gases de efeito estufa. O desequilíbrio ocorre em um momento de instabilidade no mercado global de energia. O fechamento do Estreito de Ormuz, após os conflitos militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, provocou uma das maiores interrupções já registradas no fornecimento de petróleo, elevando os preços para acima de US$ 100 (R$ 500) por barril. Para analistas do estudo, esse cenário não é surpresa e sim “uma consequência direta da dependência contínua de combustíveis fósseis.”

Fonte: Exame; 21/04/2026

Reino Unido aposta em contratos de renováveis de longo prazo para se proteger de choques no preço do gás

“O Reino Unido planeja enfraquecer a ligação entre os custos de eletricidade e os voláteis preços do gás, relação essa culpada por travar a economia. Em comunicado nesta terça-feira, o governo disse que buscará migrar usinas eólicas e solares mais antigas para contratos fixos a fim de reduzir as contas de energia. O país tem entre os preços de eletricidade mais altos do mundo devido à estrutura de seu mercado de energia, na qual o gás define o preço de praticamente toda a geração na maior parte do tempo, pesando fortemente sobre as famílias e tornando a indústria britânica menos competitiva. Esse modelo fez os preços dispararem após a invasão da Ucrânia pela Rússia e novamente com a guerra no Irã, levando o Reino Unido a sofrer os maiores rebaixamentos de projeção de crescimento para 2026 por parte da OCDE e do Fundo Monetário Internacional, em grande medida devido à exposição da economia aos altos custos de energia. A ministra das Finanças, Rachel Reeves, apresentou essa nova reforma do mercado de energia na semana passada como um impulso ao crescimento econômico. Mas analistas e entidades empresariais ficaram, em grande parte, pouco impressionados com o plano, que pode fazer com que o gás continue definindo o preço da eletricidade em cerca de 50% do tempo até 2030, ante 60% atualmente. “O escopo e o impacto limitados das medidas destacadas hoje refletem a limitada capacidade e disposição do governo britânico em promover mudanças de grande alcance”, disseram analistas da Bernstein.”

Fonte: Reuters; 20/04/2026

UE vai alertar contra fechamento antecipado de usinas nucleares em esforço para enfrentar a crise de energia

“A União Europeia está prestes a advertir seus membros para que não fechem usinas nucleares de forma antecipada, mostra um rascunho de documento visto pela Reuters, enquanto a Europa reforça o fornecimento de energia para lidar com o impacto da guerra no Irã. A Comissão Europeia deve publicar, na quarta-feira, um pacote de medidas para compensar a disparada dos preços de energia. Um rascunho dos planos, previamente reportado pela Reuters, prevê cortes em impostos sobre eletricidade e a ampliação de tecnologias limpas. Uma versão revisada do rascunho, vista pela Reuters na terça-feira, apresenta diversas medidas para que os governos forneçam “alívio imediato”. Eles devem “evitar a aposentadoria prematura de ativos de geração, como as instalações nucleares existentes que podem continuar a fornecer eletricidade confiável, de baixo custo e baixas emissões”, dizia o texto, acrescentando que isso pode ajudar a reduzir a demanda por combustíveis fósseis em aquecimento e na indústria. “As usinas nucleares fornecem energia limpa, adequada para melhorar a integração do sistema e oferecer flexibilidade que facilita a expansão de outras tecnologias limpas”, acrescenta o rascunho do documento. Um porta-voz da Comissão não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre o rascunho. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou no mês passado que reduzir o setor de energia nuclear da Europa foi um “erro estratégico”, já que a guerra no Irã evidenciou a exposição da Europa à disparada dos preços das importações de petróleo e gás.”

Fonte: Reuters; 21/04/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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