Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em queda, com o IBOV e o ISE caindo 0,78% e 1,08%, respectivamente.
• Na política brasileira, (i) pesquisadores do Instituto Mauá de Tecnologia iniciam em maio testes para avaliar a viabilidade de elevar para 20% (B20) a mistura de biodiesel no diesel – o movimento ganha força em meio à guerra entre EUA e Israel com o Irã, que intensificou a pressão no país por teores obrigatórios mais altos de biocombustíveis e pela redução da dependência de combustíveis fósseis e de energia importada; e (ii) o Ministério de Minas e Energia realizou a primeira reunião do grupo técnico que vai estudar a infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência, a fim de recepcionar pequenos (SMRs) e microrreatores modulares – entre os temas prioritários estão definição de locais para instalação, gestão de rejeitos radioativos, formação profissional, modelos operacionais, financiamento, seleção tecnológica e desenvolvimento da cadeia de suprimentos.
• Ainda na agenda política, executivos da Huawei, Brasol, Elera Renováveis e Axia Energia se reuniram em Brasília nesta quinta-feira (23/4) para reforçar a necessidade de o Brasil publicar as diretrizes do leilão de baterias, de forma a sinalizar demanda e destravar investimentos – inicialmente previsto para abril deste ano, o certame agora é esperado para o segundo semestre, já que o governo ainda não apresentou as bases para elaboração do edital.
Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mail? Clique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!
Brasil
Empresas
Petrobras assina novo acordo de acionistas da Braskem
“A Petrobras informou nesta quinta-feira (23) que assinou um novo acordo de acionistas da Braskem com o Shine I Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (FIP), com o objetivo de promover o “aperfeiçoamento da governança” e estabelecer o controle compartilhado da petroquímica. Em comunicado ao mercado, a estatal também informou que notificou a Novonor, atualmente em recuperação judicial, sobre sua decisão de não exercer os direitos de preferência e de “tag along” (venda conjunta) previstos no acordo de acionistas vigente da Braskem. No início da semana, a Novonor (ex-Odebrecht) anunciou um acordo com o Shine I para vender sua participação na Braskem. O Valor havia antecipado em dezembro o acordo entre a antiga Odebrecht e a gestora IG4, assessora do fundo, para adquirir os R$ 20 bilhões em créditos da companhia garantidos por papéis da Braskem. O comunicado divulgado pela Braskem detalha que a operação envolve a alienação de cerca de 50,1% das suas ações ordinárias e 34,3% do capital social total da petroquímica. Segundo a Petrobras, o novo acordo de acionistas prevê que todas as deliberações do conselho de administração e da assembleia geral da Braskem deverão ser tomadas por consenso entre Petrobras e o FIP. O documento também garante às partes o direito de indicar número igual de representantes tanto para o conselho de administração quanto para a diretoria estatutária da Braskem.”
Fonte: Valor Econômico; 23/04/2026
Política
Brasil iniciará em maio testes com mistura de diesel contendo 20% de biocombustível
“Pesquisadores brasileiros do Instituto Mauá de Tecnologia vão iniciar em maio testes para avaliar a viabilidade de elevar para 20% a mistura de biodiesel no diesel, afirmou nesta quinta-feira Renato Romio, gerente da divisão de veículos do instituto. O Brasil é um grande produtor de biocombustíveis a partir de matérias-primas como soja e cana-de-açúcar, com misturas obrigatórias atuais de 15% de biodiesel no diesel e 30% de etanol na gasolina. A disrupção global de energia causada pela guerra entre Estados Unidos e Israel com o Irã desde fevereiro tem levado a pedidos, no país, para aumentar esses percentuais obrigatórios e reduzir a dependência de combustíveis fósseis e de fontes de energia importadas. “A ideia é começar em maio”, disse Romio à Reuters, à margem de um evento realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, em São Paulo.Na primeira fase, o instituto vai testar misturas de biodiesel de 15% e 20% — conhecidas, respectivamente, como B15 e B20 — e planeja instalar o primeiro motor a ser testado no próximo mês, disse Romio. Os combustíveis a serem testados devem chegar na última semana de maio, acrescentou. Os motores serão testados por 300 horas para avaliar entupimento de filtros, o comportamento do sistema de injeção e inspecionar o bico injetor, disse Romio, acrescentando que a segunda fase de testes também vai analisar emissões de poluentes em diesel misturado com 7% e 25% de biodiesel.”
Fonte: Reuters; 23/04/2026
Indústria pressiona por regras para primeiro leilão de baterias
“Prometido pelo governo para 2026, o primeiro leilão de baterias segue indefinido e o mercado já demonstra sinais de ansiedade com a publicação das regras para a concorrência. Reunidos em Brasília nesta quinta (23/4), executivos da Huawei, Brasol, Elera Renováveis e Axia Energia foram unânimes em uma afirmação: Brasil precisa publicar as diretrizes para sinalizar demanda para os investimentos. Antes previsto para abril deste ano, o certame agora é esperado para o segundo semestre, já que o governo ainda não apresentou as diretrizes para elaboração do edital. O objetivo é contratar os sistemas de armazenamento no modelo de leilão de reserva de capacidade (LRCAP) e, com isso, dar um sinal para que o mercado se desenvolva no país. “Falando em América Latina, o Brasil está perdendo sua vanguarda neste momento”, alertou o diretor executivo da Absae (Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia), Fabio Lima, durante evento promovido com o Canal Energia. Lima citou exemplos do Chile, que supera 4 GWh instalados e planeja chegar a 25 GWh até 2030, e da Argentina, que realizou seu primeiro leilão em 2025 e está com o segundo programado para este ano. Além de México e Colômbia, que lançaram normas e leilões para o armazenamento de energia neste mês de abril. Segundo o executivo, embora o Brasil tenha a maior perspectiva de mercado na América Latina, há risco de o país perder o timing e investimentos para mercados mais maduros na vizinhança.”
Fonte: Eixos; 23/04/2026
Governo instala grupo técnico de estudo de pequenos reatores nucleares
“O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, na quarta-feira (22/4), a primeira reunião do grupo técnico que vai estudar a infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência, a fim de recepcionar pequenos (SMRs) e microrreatores modulares. De acordo com o governo, entre os temas prioritários estão definição de locais para instalação, gestão de rejeitos radioativos, formação profissional, modelos operacionais, financiamento, seleção tecnológica e desenvolvimento da cadeia de suprimentos. O grupo foi nomeado em março. O encontro desta semana marcou a instalação do colegiado que será coordenado pelo MME, com participação dos Ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação; Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e Meio Ambiente. Também fazem parte servidores da Amazul, Marinha, Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Eletronuclear, Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Indústrias Nucleares do Brasil (INB). “O grupo de trabalho representa um passo importante para que o Brasil avance de forma estruturada e segura na avaliação de novas tecnologias nucleares”, disse, em nota, o subsecretário de Governança do MME, Dênis Soares, que coordena o grupo. Os trabalhos vão durar 180 dias, podendo ser prorrogados por mais 90 dias, e resultarão em um documento técnico com os desafios e oportunidades relacionados à infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência.”
Fonte: Eixos; 23/04/2026
Internacional
Empresas
BP queria afrouxar regras de transparência climática – os acionistas disseram não
“A petroleira britânica BP queria dar menos satisfações sobre seu impacto climático. Os acionistas disseram não, e de forma decisiva. As duas resoluções precisavam de 75% dos votos, mas só 47% dos acionistas compraram o argumento do conselho — o de que exigências regulatórias já tornariam redundantes essas medidas de transparência. A assembleia anual da empresa expôs uma tensão antiga do setor de combustíveis fósseis. Crises globais rendem lucros extraordinários no curto prazo — a BP teve seu melhor resultado da história com a alta do petróleo e do gás causada pela guerra na Ucrânia. Mas os conselheiros têm entre suas responsabilidades olhar mais longe. Os investidores não vão tolerar por muito tempo tentativas de fugir do tema clima nem adiar as decisões que vão manter o negócio relevante daqui a uma ou duas décadas — como a BP vem fazendo recentemente. Duas propostas foram levadas à votação nesta quinta-feira (23). A primeira pedia o cancelamento de duas resoluções (de 2015 e 2019) que obrigavam a companhia a divulgar informações detalhadas sobre emissões, risco climático e transição energética. A segunda queria transformar as assembleias em reuniões online, o que permitiria a participação de investidores de mais partes do mundo, de acordo com a empresa. A tensão entre o conselho administrativo e uma parcela dos acionistas já dura anos. Mais recentemente, a direção da petroleira se recusou a colocar em pauta uma proposta encabeçada pelo grupo holandês de investidores ativistas Follow This.”
Fonte: Capital Reset; 23/04/2026
Volvo Cars fabricará veículos elétricos nos EUA, mesmo sem incentivos fiscais
“Apesar dos desafios enfrentados pelos veículos elétricos nos Estados Unidos sob o governo do presidente Donald Trump, a Volvo Cars começará a fabricar um novo veículo elétrico no país no final de 2026, afirmou o executivo-chefe (CEO) Hakan Samuelsson ao “Nikkei Asia”. Muitas montadoras reconsideraram seus planos para veículos elétricos nos Estados Unidos desde que o governo Trump encerrou os incentivos fiscais para a compra desses veículos, mas a Volvo, montadora de origem sueca pertencente à chinesa Geely, segue em frente. “Deve haver muitos clientes que talvez queiram algo diferente da Tesla”, disse Samuelsson. Ele afirmou que a Volvo planeja começar a fabricar novos híbridos nos Estados Unidos até 2030, destacando a popularidade desses veículos no mercado americano. “Acho que realmente precisamos de um híbrido de segunda geração, que funcione como um elétrico, mas com um motor a combustão como reserva”, disse ele. Atualmente, a Volvo produz apenas híbridos “leves”, que utilizam um motor elétrico de forma limitada para funções como aceleração, e híbridos plug-in, que podem ser carregados a partir de uma fonte de energia externa. Samuelsson indicou que não descartaria o desenvolvimento de um novo tipo de híbrido.Em setembro de 2024, a Volvo revisou sua meta de ter todos os seus novos carros elétricos até 2030. Agora, a empresa pretende que os veículos eletrificados — elétricos e híbridos plug-in — representem pelo menos 90% do seu volume de vendas até esse ano. Isso permite outros tipos de híbridos, mas eles serão limitados a 10% do total.”
Fonte: Valor Econômico; 24/04/2026
TotalEnergies aprova projeto de renováveis no Cazaquistão apesar de disputas
“A petroleira francesa TotalEnergies aprovou nesta sexta-feira um investimento de US$ 1,2 bilhão em um parque eólico de 1 gigawatt no Cazaquistão, avançando com o projeto apesar de disputas jurídicas em curso no país. A decisão final de investimento no projeto Mirny ocorre enquanto a TotalEnergies contesta uma multa ambiental de US$ 4,6 bilhões e uma disputa de custos de múltiplos bilhões de dólares ligada ao gigantesco campo de petróleo offshore de Kashagan, no Mar Cáspio, que a companhia opera em consórcio com outras grandes petroleiras. A decisão da TotalEnergies de seguir adiante contrasta com a da Shell, parceira no consórcio de Kashagan, que suspendeu novos investimentos no Cazaquistão por causa dessas disputas. O projeto Mirny incluirá um sistema de baterias de 600 megawatt-hora. A TotalEnergies deterá 60% de participação, enquanto as estatais cazaques KazMunayGas e Samruk Energy ficarão com 20% cada. O projeto será incorporado a uma joint venture 50/50 em renováveis na Ásia que a TotalEnergies está formando com a empresa emiradense Masdar, permitindo o compartilhamento dos custos de investimento. Cerca de 75% do projeto será financiado por capital externo, e a expectativa é que alcance plena capacidade em 2029. A TotalEnergies vem expandindo seu portfólio de 31 GW em renováveis — já o maior entre as grandes petroleiras — e tem como meta atingir 100 GW de capacidade instalada bruta até 2030. Parte desse crescimento virá do fornecimento de soluções renováveis para clientes de óleo e gás, incluindo um projeto multienergia emblemático no Iraque, que combina dessalinização de água do mar, energia solar e recuperação de gás antes queimado (flared gas).”
Fonte: Reuters; 24/04/2026
Política
“O retorno das condições climáticas de El Niño é esperado já a partir de maio deste ano, com potencial para afetar temperaturas globais e padrões de chuva, informou a Organização Meteorológica Mundial (OMM). El Niño é um aquecimento periódico da temperatura da superfície do mar no Pacífico central e oriental, que normalmente dura entre nove e doze meses, segundo a OMM. Foi observada uma mudança clara no Pacífico Equatorial, com as temperaturas da superfície do mar subindo rapidamente, o que sugere alta probabilidade de desenvolvimento de condições de El Niño entre maio e julho deste ano, disse a organização. “Após um período de condições neutras no início do ano, os modelos climáticos agora estão fortemente alinhados, e há alta confiança no início de um El Niño, seguido de maior intensificação nos meses seguintes”, afirmou Wilfran Moufouma Okia, chefe de Previsão Climática da OMM, em comunicado. Embora os modelos indiquem a possibilidade de um evento de El Niño forte neste ano, a OMM acrescentou que previsões feitas durante a primavera costumam ser menos confiáveis, e uma maior confiança nas projeções será possível após abril. O fenômeno é conhecido por alterar climas regionais, podendo trazer aumento de chuvas para o sul da América do Sul, sul dos Estados Unidos, partes do Chifre da África e Ásia Central, ao mesmo tempo em que causa seca na Austrália, Indonésia e em áreas do sul da Ásia. Ele também pode ter um efeito de aquecimento sobre o clima global, segundo a OMM.”
Fonte: Reuters; 24/04/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!
![YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]](https://conteudos.xpi.com.br/wp-content/uploads/2025/12/YA_Banner_Intratexto_-_download1.jpg)
