Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão de terça-feira em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,51% e 0,82%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a Vale e a Green Energy Park Global lançaram a plataforma Hydeas (Aliança para a Descarbonização do Aço com Hidrogênio), que prevê a instalação de um mega hub de ferro verde no Maranhão – o projeto foca na produção de DRI (ferro reduzido direto) a partir de hidrogênio verde, com o objetivo de exportar para siderúrgicas na Alemanha e em outros países europeus; e (ii) segundo Pablo Cesário, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o Brasil entrou no radar dos investidores em minerais críticos para as indústrias de tecnologia da informação e defesa e estratégicos para a transição energética – contabilizando os projetos em minerais críticos e estratégicos já anunciados, o Ibram estima que o país é destino de investimentos de US$ 21,3 bilhões entre 2026 e 2030.
• Na Conferência de Santa Marta, quase 60 governos estão se reunindo nessa semana, na Colômbia, para discutir caminhos para a transição dos combustíveis fósseis – a conferência, organizada pela Colômbia e pelos Países Baixos, reúne países produtores de petróleo e gás, como Brasil, Canadá e Noruega, embora não conte com a participação de alguns dos maiores emissores mundiais, como China, EUA e Rússia.
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Brasil
Empresas
Azzas 2154 acelera no ESG e quer liderar uma nova lógica na moda
“Em um mundo em que a urgência climática impõe novos ritmos à economia e ao consumo, transformar a moda e torná-la cada vez mais responsável do ponto de vista socioambiental deixou de ser escolha para se tornar compromisso e um imperativo. Mais do que acompanhar essa mudança, o Azzas 2154, maior grupo de moda da América Latina, vem liderando esse movimento com avanços em sua agenda ESG que conectam circularidade, rastreabilidade e impacto positivo em toda a cadeia produtiva, desde a origem da matéria-prima ao destino final de cada peça pós-consumo. Nome por trás de marcas icônicas como Arezzo, Schutz, FARM Rio, Reserva e Hering, a companhia acaba de divulgar o seu segundo Relatório Anual de Sustentabilidade, como parte de um movimento que reforça sua meta de ampliar os seus impactos socioambientais positivos no país e no mundo. Estruturado sob três pilares — Moda Mais Limpa e Responsável, Moda Mais Bela e Justa e Moda Mais Ética e Transparente — o documento referente ao ano de 2025 mostra como a sustentabilidade permeia a estratégica do negócio. Essa transformação já se traduz em avanços concretos. No último ano, o Azzas 2154 atingiu 100% de uso de energia elétrica renovável e certificada em todas as operações próprias — fábricas, centros de distribuição, lojas e escritórios — cinco anos antes do prazo previsto. No mesmo período, reduziu em mais de 30% suas emissões de gases de efeito estufa nos escopos 1 e 2, aproximando-se da meta de diminuição de 42% até 2030.”
Fonte: Brazil Journal; 28/04/2026
Vale indica Maranhão como destino para Mega Hub de “ferro verde”
“A Vale e a Green Energy Park Global (GEP) lançaram a plataforma Hydeas (Aliança para a Descarbonização do Aço com Hidrogênio, na tradução livre) — inciativa que prevê a instalação de um mega hub de ferro verde no Maranhão, com foco na produção de DRI (ferro reduzido direto) a partir de hidrogênio verde. O DRI — um produto intermediário entre o minério de ferro e aço — depois será exportado para siderúrgicas na Alemanha e em outros países europeus. A palataforma, que foi lançada durante a feira de tecnologia de Hanover na semana passada, busca resolver um dos principais gargalos da transição energética na indústria pesada, que é o dilema do “ovo e da galinha”. Ao conectar, desde a origem, a produção de DRI verde no Brasil com a demanda de siderúrgicas europeias por aço de baixo carbono, o projeto tenta criar uma ponte industrial capaz de destravar investimentos em ambas as pontas da cadeia. “O Hyadeas é mais do que um projeto — é uma nova lógica industrial. Estamos conectando, de forma integrada, energia renovável, hidrogênio verde e minério de ferro para viabilizar a produção de ferro verde em escala” afirma Ludmila Nascimento, CEO da GEP no Brasil. Segundo Sergio Fernandes, diretor de projetos de Mega Hubs da Vale, os estudos iniciais apontaram o Maranhão — mais especificamente a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) — como o local mais promissor para o empreendimento, devido à combinação de energia renovável competitiva, logística consolidada e proximidade de reservas de minério de ferro de alta qualidade.”
Fonte: Eixos; 28/04/2026
Petrobras e Novonor indicam nomes para nova composição do conselho da Braskem
“A Braskem divulgou aviso na CVM na noite desta terça-feira (28) informando que recebeu de seus acionistas Petrobras e Novonor as indicações de nomes para a nova composição do conselho de administração da petroquímica. A eleição para o conselho acontecerá em assembleia geral ordinária nesta quarta-feira (29).Magda Chambriard, atual presidente da Petrobras, foi indicada pela petroleira como presidente do colegiado da Braskem, de acordo com o aviso. Héctor Nuñez foi indicado pela Novonor para vice-presidente.”
Fonte: Valor Econômico; 28/04/2026
Investimentos em minerais críticos devem somar US$ 21,3 bi até 2030
“O Brasil entrou no radar dos investidores em minerais críticos para as indústrias de tecnologia da informação e defesa e estratégicos para a transição energética. “Estamos vivendo uma expansão relevante de prospecção de negócios no Brasil, o que deve se traduzir em novos investimentos”, diz Pablo Cesário, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O interesse reflete a grande disponibilidade no país de reservas minerais de grafita, terras raras, lítio, nióbio, manganês, cobre e níquel, que apresentam curvas de demanda ascendentes, além de uma indústria mineral madura.Mas também deve-se à neutralidade brasileira diante das disputas geopolíticas globais – com boas relações com antagonistas como Estados Unidos, China e Rússia. “O Brasil passa segurança ao investidor estrangeiro e isso conta muito em períodos conturbados, como o atual”, diz Cesário. Contabilizando os projetos em minerais críticos e estratégicos já anunciados, o Ibram estima que o país é destino de investimentos de US$ 21,3 bilhões entre 2026 e 2030. O volume representa um crescimento de 15,2% em relação ao projetado para o período de 2025-2029.”
Fonte: Valor Econômico; 29/04/2026
Política
Mercado de carbono: estudo propõe filtros para aceitar créditos no Brasil
“A Câmara de Comércio Internacional (ICC Brasil) e a WayCarbon, companhia de gestão de riscos climáticos, divulgam nesta quarta-feira, 29, um relatório que mira uma das principais decisões ainda em aberto no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, o SBCE: quais créditos de carbono poderão ser usados pelas empresas para compensar parte de suas obrigações no mercado regulado. Criado pela Lei nº 15.042, de 2024, o SBCE ainda depende de regulamentação para começar a funcionar. O estudo analisou 25 metodologias usadas no mercado voluntário de carbono, distribuídas em dez padrões independentes de certificação, para apoiar as próximas decisões do governo sobre o tema. “O fato de a lei ter sido aprovada não quer dizer que a gente tem um mercado. A lei estabelece uma rota para que o mercado seja criado”, afirma Henrique Pereira, COO e cofundador da WayCarbon. O trabalho foi desenvolvido em uma iniciativa financiada pelo programa britânico UK PACT Brasil, com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) como beneficiário direto. A ideia não é apontar quais metodologias devem ser aceitas pelo governo, mas criar uma base técnica para essa discussão. “Não é uma avaliação assim: é íntegro ou não é íntegro. Mas onde estão os riscos, onde estão as exposições de integridade e onde estão as oportunidades também de garantir que o mercado brasileiro aceite e transacione apenas projeto de alta qualidade”, diz Pereira.”
Fonte: Exame; 29/04/2026
Internacional
Empresas
Guerra do Irã impulsiona biocombustíveis e eleva lucros das gigantes agrícolas dos EUA
“A disparada nos mercados de petróleo bruto levou os preços do óleo de soja aos níveis mais altos em mais de três anos, beneficiando processadoras de oleaginosas como a Bunge Global e a Archer Daniels Midland, que viram as margens de esmagamento de soja na América do Norte subir ao patamar mais elevado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Esse ganho extraordinário tem sustentado os lucros dessas empresas de agronegócio e ajudado a suavizar o impacto do aumento dos custos de energia para processamento e transporte de grãos, além de mitigar os efeitos das interrupções no comércio global decorrentes de disputas tarifárias e da guerra no Irã. O movimento também está levando alguns analistas a elevarem suas projeções de lucro para 2026 dessas duas tradings de grãos de referência, que também se beneficiam do aumento das metas de mistura de biocombustíveis divulgado pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) no mês passado, após um longo atraso. A Bunge deve divulgar seus resultados trimestrais na quarta‑feira, seguida pela ADM na próxima semana. Espera‑se que ambas reportem lucros menores no primeiro trimestre em relação aos fortes resultados do mesmo período do ano passado. No entanto, é provável que também revisem para cima suas projeções de lucro para 2026, diante de uma perspectiva favorável para o processamento de oleaginosas e do fato de que o anúncio do mandato de biocombustíveis da EPA eliminou a incerteza que vinha pressionando os resultados nos últimos trimestres.”
Fonte: Reuters; 28/04/2026
Volkswagen lança veículos elétricos mais baratos em disputa com montadoras chinesas
“A Volkswagen revelou um de seus veículos elétricos mais baratos até hoje, apostando em uma série de novos lançamentos para aumentar os lucros com modelos a bateria de entrada e competir com rivais chinesas. O ID.Polo, lançado na quarta-feira, terá preço inicial em torno de €25.000 e será o carro‑chefe de uma nova “família” de quatro veículos elétricos de entrada que serão lançados este ano em três marcas do Grupo Volkswagen — VW, Škoda e Cupra. Segundo a Volkswagen, os carros foram desenvolvidos em conjunto, gerando economias de cerca de €650 milhões ao evitar a duplicação de trabalhos entre as marcas. A empresa busca aumentar a rentabilidade de seus veículos elétricos e reduzir o custo de produção de modelos de grande volume. “É assim que estamos tornando a eletromobilidade economicamente viável no segmento de volume e acessível para as massas”, afirmou Thomas Schäfer, CEO da marca VW, em um evento em março. Os veículos compartilham uma plataforma comum, têm quase 80% dos componentes iguais e serão produzidos em uma única fábrica na Espanha, onde os custos de mão de obra são menores do que na Alemanha.”
Fonte: Financial Times; 29/04/2026
Política
Quase 60 países participam de primeiro encontro na Colômbia para superar as energias fósseis
“Diante do Mar do Caribe, cruzado por navios que transportam carvão, quase 60 governos se reúnem nesta terça (28) e quarta-feira (29) em um encontro inédito na Colômbia para abandonar os combustíveis fósseis, apesar da dependência mundial desses poluentes. A conferência organizada pela Colômbia e pelos Países Baixos em Santa Marta acontece em meio ao conflito no Oriente Médio, que colocou em xeque a segurança energética mundial e disparou os preços do petróleo. À medida que os delegados chegavam na segunda-feira (27) para a reunião, ativistas climáticos e povos indígenas protestavam contra os combustíveis fósseis nas ruas e praias da cidade turística e, ao mesmo tempo, grande porto de exportação do carvão colombiano. O encontro reúne desde países produtores de combustíveis fósseis, como Brasil, Canadá e Noruega, até pequenos Estados insulares ameaçados pelo aquecimento, como Tuvalu. Porém, a reunião não terá a participação de alguns dos maiores emissores mundiais, como China, Estados Unidos e Rússia, mas para os participantes isso é uma vantagem para evitar que atrapalhem as discussões, como costuma acontecer nas conferências do clima da ONU (Organização das Nações Unidas). Na COP28 de Dubai, em 2023, a comunidade internacional se comprometeu a iniciar uma transição para abandonar o petróleo, o gás e o carvão, os maiores poluentes do planeta.”
Fonte: Folha de S. Paulo; 28/04/2026
França anuncia mapa do caminho para longe dos combustíveis fósseis
“A França anunciou na plenária de abertura da Conferência de Santa Marta, na terça-feira, na Colômbia, seu roadmap para longe dos combustíveis fósseis. É a primeira grande economia a divulgar seu mapa do caminho pelo fim da dependência de combustíveis fósseis. A energia nuclear responde por cerca de 70% da energia elétrica produzida no país. O roteiro francês tem o objetivo de eliminar gradualmente os combustíveis fósseis com datas definidas — 2040 para carvão, 2045 para petróleo e 2050 para gás. “Gostaria também de lembrar que, há 10 anos, o presidente Macron deu um passo ousado ao decidir encerrar, até 2040, a exploração e a extração de combustíveis fósseis em nosso território nacional”, disse Benoît Faraco, enviado especial da França para negociações climáticas na plenária de abertura do segmento ministerial da Conferência de Santa MartaIsso também inclui a Guiana Francesa. “O que gerou muitas perguntas e desafios, para ser honesto, porque está-se observando o que vem acontecendo na Guiana e no Suriname”. Os dois países têm sido fronteira de novas explorações de petróleo.”
Fonte: Valor Econômico; 28/04/2026
China vê ‘pouso suave’ em disputa tarifária com UE sobre carros elétricos
“A China e a União Europeia alcançaram um “pouso suave” em sua disputa sobre as tarifas da UE aplicadas a veículos elétricos fabricados na China, disse o ministro do Comércio chinês ao se reunir com a chefe de um grupo de montadoras alemãs, mas pediu que o bloco respeite as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). O ministro do Comércio, Wang Wentao, afirmou que a China espera que a Associação Alemã da Indústria Automotiva use sua influência para pressionar a UE a “respeitar a livre concorrência, cumprir as regras da Organização Mundial do Comércio e modificar disposições inadequadas”, de acordo com um comunicado de sua reunião na segunda-feira com a presidente da entidade, Hildegard Muller, divulgado nesta terça-feira. A Comissão Europeia havia imposto tarifas adicionais sobre veículos elétricos importados fabricados na China desde 2024. No entanto, em fevereiro de 2026, a Comissão aprovou, pela primeira vez, um pedido da marca Cupra, da Volkswagen, para isentar de tarifas o SUV Tavascan produzido na China, em troca de um modelo que estabelece preço mínimo e cota anual. Separadamente, o vice-ministro da Indústria, Xin Guobin, disse a Sigrid de Vries, diretora-geral da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis, nesta terça-feira, que a China acolhe montadoras estrangeiras e está disposta a trabalhar com a associação para apoiar a inovação conjunta no setor, segundo um comunicado do ministério.”
Fonte: Valor Econômico; 28/04/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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