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Orizon (ORVR3): Destaques da reunião com CEO e CFO; Quando ESG é essencial para geração de valor

Veja aqui os principais destaques da reunião com o CEO e CFO da Orizon (ORVR3)

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Geração de créditos de carbono, agenda contínua de aquisições e aumento de volume adiante

Esta semana, o time de Research ESG da XP se reuniu com o CEO da Orizon, Sr. Milton Pilão Jr., e o CFO, Sr. Leonardo Santos, durante a Conferência de Infraestrutura da XP. As principais mensagens transmitidas na agenda ESG foram: (i) fim dos lixões no Brasil como improvável de acontecer conforme a meta inicial de 2024; (ii) foco na conclusão dos registros de créditos de carbono para aumentar os volumes negociados; e (iii) aquisições seguem em pauta, com foco em biometano e biogás. De forma geral, saímos da reunião com uma visão positiva dos esforços da gestão executiva da Orizon na busca pela integração ESG, considerada essencial para a criação de valor das linhas de negócio da companhia. Temos uma recomendação de Compra para a ORVR3, com preço-alvo de R$47/ação.


#1. Fim dos lixões no Brasil como improvável de acontecer conforme a meta inicial de 2024. À medida que nos aproximamos do prazo previsto no Marco Legal do Saneamento, sancionado em julho/20, o fim dos lixões até o final de 2024 segue altamente improvável. O atraso no cumprimento do cronograma do governo já era antecipado pela Orizon e por outras empresas do setor, que estão colaborando com a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA) em busca de soluções alternativas – como, por exemplo, a proibição de lixões em um raio próximo de até 100km de um aterro sanitário, visando a promoção do tratamento adequado dos resíduos.

#2. Foco na conclusão dos registros de créditos de carbono para aumentar os volumes negociados. Mantendo uma estratégia de compensação de emissões, a Orizon está se consolidando como uma das principais lideranças no mercado de créditos de carbono do Brasil. Embora a expectativa em relação aos preços permaneça positiva, com a gestão da companhia apontando para um preço de US$ 6-7,0/tCO2e, o Sr. Santos ressaltou o ceticismo enfrentado por esse mercado em 2023, em grande parte devido aos riscos relacionados a: (i) controvérsias em torno de créditos vendidos anteriormente no mercado; e (ii) preocupações com a credibilidade da Verra, a maior certificadora global (link para os principais destaques da reunião com a Verra). Nesse contexto, a Orizon (assim como outros players) passou por um atraso nos processos de registro de créditos de carbono, aumentando os estoques da empresa (~5 milhões de créditos armazenados prontos para serem negociados no mercado voluntário). Olhando para frente, o Sr. Santos demonstrou confiança de que os créditos remanescentes provavelmente serão registrados durante o 1T24, potencialmente gerando receitas maiores (e não previamente esperadas). Por fim, em relação ao projeto de lei em trâmitação no Congresso brasileiro sobre o mercado regulado de carbono (link), a Orizon o vê como “positivo”, uma vez que isenta a obrigatoriedade do setor de reduzir suas emissões, permitindo que a companhia negocie os créditos disponíveis em sua totalidade.

#3. Aquisições seguem em pauta, com foco em biometano e biogás. Discorrendo sobre as recentes aquisições feitas pela Orizon, os líderes da empresa discutiram a estratégia de crescimento inorgânico adiante, destacando oportunidades para aquisições menores (e atrativas) em 2024. Além do crescimento via M&A, o Sr. Santos reforçou o esforço contínuo na transformação dos aterros em ecoparques, visando desbloquear receitas adicionais, principalmente via biometano e biogás – à título de referência, 69% dos ecoparques da Orizon (11) deverão inaugurar usinas de biometano, com início de operação previsto daqui 15-18 meses (1S25). De forma geral, nas palavras do Sr. Pilão Jr., CEO da Orizon, 2024 é um ano de CAPEX intenso, enquanto que, a partir de 2025, o foco da empresa passa a ser na geração de caixa a partir do início das operações das plantas. Por fim, explorando potenciais caminhos de crescimento a médio e longo prazo, o Sr. Santos mencionou o metanol e o hidrogênio verde como principais opcionalidades adiante, transformando resíduos sólidos em energia renovável.

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