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Mover: Empresas já podem se habilitar no programa | Café com ESG, 27/03

Petrobras confirma pretensão em instalar projetos de eólicas offshore; Regulamento do Mover focado em montadoras é lançado

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de terça-feira terminou em território neutro, com o IBOV andando de lado (0,05%) e o ISE sem variação.

• Do lado das empresas, (i) Mauricio Tolmasquim, diretor de transição energética e sustentabilidade da Petrobras, disse ontem que a companhia pretende instalar dois projetos-piloto de eólicas offshore, para realizar estudos da fonte, um no Rio Grande do Norte e outro no Rio de Janeiro – segundo ele, os projetos serão instalados até 2029; e (ii) devido à baixa demanda por equipamentos no Brasil e à sobre-oferta no mercado de energia, a WEG vai paralisar temporariamente a linha de produção de turbinas eólicas em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, a partir do segundo semestre de 2024 – segundo o diretor da WEG Energia, João Paulo Gualberto da Silva, a companhia está finalizando a entrega de 72 aerogeradores para o parque eólico de Coxilha Negra, da Eletrobras, e não tem mais pedidos na carteira.

• Na política, o governo federal editou ontem a portaria que regulamenta o Mover, trazendo regras para as montadoras poderem usufruir dos créditos financeiros para investimento em P&D visando sustentabilidade da frota de carros, ônibus e caminhões – de forma geral, as empresas já podem se habilitar no programa, com a obrigatoriedade de investimentos mínimos em inovação e demais pontos já definidos no documento.

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Brasil

Empresas

Setor privado elabora sugestões com foco em crescimento sustentável

“A participação do setor privado no G20 – por intermédio do fórum Business 20 (B20), que reúne representantes empresariais com a missão de elaborar sugestões de ações para os governos das maiores economias globais – tem como ponto de partida propostas em linha com o crescimento inclusivo para um futuro sustentável. As oito forças-tarefas serão comandadas por um seleto time de empresários brasileiros voltados para os eixos de transição energética e clima; comércio internacional e investimento; finanças e infraestrutura; emprego e educação; transformação digital; integridade e compliance; sistemas alimentares sustentáveis e agricultura; e o conselho de ação mulheres, diversidade e inclusão em negócios. Os dois últimos são novidades no B20. Cada CEO estará à frente de uma força-tarefa, com cerca de 150 pessoas, além de co-chairs, executivos escolhidos entre os países do G20 para atuar em conjunto com as lideranças, os chairs. No fim, o B20 espera entregar ao G20, em novembro, poucas, mas impactantes recomendações. Um desafio, sem dúvida, tendo em vista que 1,4 mil líderes globais participarão das discussões, com visões, interesses e problemas regionais distintos.”

Fonte: Valor Econômico, 27/03/2024

Eólicas esperam lei para investir em projetos ‘offshore’

“A ausência da definição do marco regulatório para as eólicas marinhas (offshore) precisaria avançar rapidamente para que esse novo mercado possa deslanchar no país, avaliam especialistas do segmento. Em paralelo, empresas esperam apenas a aprovação do PL para aportar os primeiros investimentos, cuja maturação demanda entre sete e dez anos. O Brasil é visto como país de oportunidades no setor no momento em que os ventos estão fracos para a indústria nacional. O mais recente episódio que marca a fase adversa da indústria eólica é a decisão da WEG de paralisar temporariamente a linha de produção de turbinas em Jaraguá do Sul (SC) a partir do segundo semestre. O motivo é a baixa demanda por equipamentos eólicos e sobras contratuais de energia. Em 2023, a Siemens Gamesa hibernou as operações de sua fábrica em Camaçari, na Bahia, para ajustar sua estrutura produtiva e atender às demandas atuais do mercado. Em 2022, a americana GE Renewable Energy suspendeu a produção de novas turbinas eólicas no Brasil por questões conjunturais e de reposicionamento em função da cadeia mundial. O projeto de lei 5.932/2023, que estabelece o marco regulatório das eólicas offshore ainda tramita no Congresso Nacional, sem previsão de ser votado. O tema foi aprovado em novembro do ano passado na Câmara dos Deputados e seguiu para apreciação pelo Senado. As previsões mais recentes indicavam que a proposta pode ir à votação em abril.”

Fonte: Valor Econômico, 27/03/2024

Petrobras pretende instalar dois projetos-piloto de eólicas offshore, no Rio e RN

“O diretor de transição energética e sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, disse nesta terça-feira (26) que a companhia pretende instalar dois projetos-piloto de eólicas offshore, para realizar estudos da fonte, um no Rio Grande do Norte e outro no Rio de Janeiro, próximo ao Porto do Açu, que fica no norte do Estado. Segundo ele, que participa do Brazil Offshore Wind Summit, os projetos serão instalados até 2029. Ele contou, ainda, que, seguindo os trâmites impostos pela governança da companhia, a Petrobras está estudando, para fins de leilões futuros, a viabilidade de quatro áreas marinhas para projetos de eólicas offshore. Uma das áreas localiza-se no Sudeste, outra situa-se no Sul e duas ficam no Nordeste. “Estamos treinando para ‘bids’ [ofertas] em leilões”, disse Tolmasquim. Para o executivo, o avanço do projeto de lei que estabelece o marco regulatório para as eólicas offshore não avança no Congresso Nacional por causa da inclusão de emendas que não têm relação com o tema – os chamados “jabutis”.”

Fonte: Valor Econômico, 26/03/2024

WEG vai paralisar produção de turbinas eólicas em Santa Catarina, no 2º semestre

“A fabricante de equipamentos catarinense WEG vai paralisar temporariamente a linha de produção de turbinas eólicas em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, a partir do segundo semestre de 2024. O motivo é a baixa demanda por equipamentos no Brasil associada à sobre-oferta no mercado de energia. A empresa está finalizando a entrega de 72 aerogeradores para o parque eólico de Coxilha Negra, da Eletrobras, em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, e não tem mais pedidos na carteira. Ao Valor, o diretor superintendente da WEG Energia, João Paulo Gualberto da Silva, explica que o setor passa por dificuldades e há mais de um ano nenhuma fabricante fecha contrato no Brasil. O motivo se deve ao excesso de subsídios para novos projetos de energia renovável, que buscam descontos nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão (Tust) e distribuição (Tusd). “O mercado brasileiro passou por uma migração gigante que aconteceu de 2021 para aproveitar os benefícios da Tust e da Tusd, o que gerou essa corrida por projetos solares e alguma coisa para eólica. Como a gente instalou muito e os reservatórios estão cheios, sobra energia. O Brasil precisa voltar a crescer a demanda de energia, para a indústria eólica voltar a ser robusta”, diz Gualberto.”

Fonte: Valor Econômico, 26/03/2024

Nissan visa negócios lucrativos de veículos elétricos com novos modelos e tecnologias

“A Nissan Motor lançará 30 novos modelos globalmente até o ano fiscal de 2026, dos quais 16 serão veículos elétricos ou híbridos, disse a montadora na segunda-feira (25). A montadora japonesa espera aumentar sua lucratividade ao mesmo tempo em que continua a impulsionar a eletrificação com novos modelos, tecnologias e parcerias, revela em seu plano de negócios para os próximos anos. O plano da empresa de lançar 16 modelos eletrificados inclui os modelos híbridos e-Power e veículos elétricos. A empresa planeja lançar um total de 34 desses modelos até 2030, que deverão representar 60% de suas vendas globais. Relembrando o plano anterior, anunciado em 2020, o presidente-executivo da Nissan Motor, Makoto Uchida, disse: “Conseguimos melhorar nosso lucro operacional, mas nossas vendas unitárias permaneceram estáveis”, em um briefing aos repórteres. Embora a indústria enfrente desafios, incluindo um ritmo desigual de eletrificação, cadeias de abastecimento com problemas e a intensificação da concorrência com os rivais chineses, Uchida reconhece que não é possível atribuir somente a fatores externos os problemas da empresa.”

Fonte: Valor Econômico, 26/03/2024

Universalização do saneamento pode gerar R$ 47 bilhões para quem vive no Paraná

“O estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento no Paraná”, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a EX Ante Consultoria, revela que a universalização dos serviços de água e esgoto sanitário no Paraná pode gerar benefícios bilionários. Os números foram divulgados nesta terça-feira, 26. Entre 2023 e 2040, projeta o estudo, os benefícios dos investimentos devem atingir R$ 82,524 bilhões. São estimados R$ 48,360 bilhões de benefícios diretos (renda gerada pelo investimento e pelas atividades de saneamento e impostos sobre consumo e produção recolhidos) e outros R$ 34,165 bilhões resultantes da redução de perdas geradas por externalidades. O prazo para a universalização, segundo o Marco Legal do Saneamento, é 2033. O ano 2040 é o prazo limite com exceções. A projeção é de que haverá um movimento crescente de geração de empregos e renda na fase de expansão das redes, com a estabilização em um nível acima de 60 mil postos de trabalho na região.”

Fonte: Exame, 26/03/2024

Censo de diversidade nas empresas: saiba o que é e por que a B3 considera importante

“A B3, bolsa de valores brasileira, criou um guia para empresas que orienta o desenvolvimento de censos de diversidade. A iniciativa “Mapeando a Diversidade nas Empresas – Desafios e Potencialidade do Censo Corporativo de Diversidade” é uma parceria com o Instituto Locomotiva, de gestão de pesquisas e dados, e a iO Diversidade, consultoria corporativa. O objetivo é ajudar na formação de dados sobre a representatividade dentro das companhias. Além de direcionar as ações necessárias internamente, os dados de diversidade são uma obrigatoriedade para as empresas de capital aberto: desde 2021, uma resolução da Comissão de Valores Imobiliários exige transparência sobre dados de ESG entre as companhias listadas na bolsa. Na prática, o censo orientado pela B3 se baseia na autoidentificação dos colaboradores em temas como identidade de gênero, raça, orientação sexual, idade e deficiências. O guia ainda orienta o desenvolvimento de questões sobre a prática da inclusão na companhia, como a percepção dos colaboradores sobre o acolhimento de grupos diversos e se já vivenciaram situações de discriminação.”

Fonte: Exame, 26/03/2024

Política

País tem oportunidade para liderar a transição energética

“A presidência do Brasil no G20 e a realização da COP30, ano que vem, em Belém, no Pará, abrem oportunidades para o país liderar a agenda internacional de transição para uma economia de baixo carbono, uma das três prioridades do governo Lula à frente do grupo de maiores economias do mundo. As outras são o combate à fome e à pobreza e a reforma da governança global. Há, no entanto, riscos para as discussões, que podem travar em um ponto: como descentralizar os investimentos e fazer com que os recursos cheguem aos países mais pobres, que são os mais afetados pelos efeitos das mudanças climáticas. Soma-se ainda um contexto global polarizado e de políticas monetárias mais rigorosas, o que dificulta o fluxo de capitais para o chamado Sul Global. O cenário foi apresentado por especialistas e autoridades que participaram do seminário “Kick-off G20 no Brasil”, primeira rodada do projeto “G20 no Brasil”, uma parceria entre os jornais Valor e, “O Globo” e rádio CBN, realizado na quarta-feira (20), no Rio. “A transição energética é como a covid. Ou todo mundo faz, ou o mundo vai aquecer e todos vão sofrer as consequências. Só que as consequências são desiguais entre os países”, alerta a diretora de infraestrutura e transição energética do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciana Costa. Os países do G20 representam quase 80% da população global. Estima-se que o bloco, formado por 19 países membros, mais a União Europeia e a União Africana, seja responsável por 80% das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera.”

Fonte: Valor Econômico, 27/03/2024

Ministro de Minas e Energia acusa Ibama de fazer ‘chicana processual’ em licenciamento de projetos

“O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, subiu o tom novamente em declarações contra o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Rodrigo Agostinho, relacionadas ao licenciamento de bloco exploratório da Petrobras na Margem Equatorial — considerado a nova fronteira de exploração de petróleo em alto mar no Brasil, que vai da costa do Amapá à do Rio Grande do Norte. Hoje, o ministro reagiu à declaração do dirigente do órgão ambiental sobre a aplicação de decreto em elaboração no governo sobre a Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS). No ano passado, as duas autoridades já haviam protagonizado embate público sobre a exigência de AAAS no licenciamento do bloco da Petrobras. O Ibama tem defendido que é necessário elaborar tal análise para áreas da foz do rio Amazonas. Já o ministro e a estatal defendem que o empreendimento está a mais de 500 quilômetros de distância do local onde o rio amazônico deságua no Atlântico. Ontem à noite, em reportagem da “Folha de S.Paulo”, Agostinho falou que o decreto trataria da necessidade de realizar avaliação de área sedimentar em locais ambientalmente sensíveis, como a bacia Foz do Amazonas. Hoje, Silveira admitiu que os ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente trabalham na redação desse decreto. A iniciativa seria, porém, para constituir a Comissão Interministerial para Avaliação de Área Sedimentar (CIAAS), que irá aprovar novas avaliações ambientais de área sedimentar.”

Fonte: Valor Econômico, 26/03/2024

Lula e Macron lançam plano de investimentos de R$ 5,4 bi em bioeconomia na Amazônia

“Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Emmanuel Macron, lançaram hoje um programa de investimentos de 1 bilhão de euros (cerca de R$ 5,4 bilhões) em bioeconomia na Amazônia. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores no dia em que os dois líderes se encontram em Belém, uma das etapas da visita de Macron ao Brasil. O programa envolve parceria técnica e financeira entre bancos públicos brasileiros, como o Basa e o BNDES, e a Agência Francesa de Desenvolvimento. “Estamos lançando um grande programa de investimentos em bioeconomia para a Amazônia brasileira e guianense, com o objetivo de alavancar 1 bilhão de euros em investimentos públicos e privados em bioeconomia nos próximos quatro anos”, informa comunicado distribuído pela chancelaria brasileira. O programa envolve a nomeação de coordenadores especiais para “as empresas francesas e brasileiras mais inovadoras no campo da bioeconomia”; um novo acordo científico entre a França e o Brasil, operado pelo CIRAD e pela Embrapa, para desenvolver novos projetos de pesquisa sobre setores sustentáveis; e a criação de um hub de pesquisa, investimento e compartilhamento de tecnologias-chave para a bioeconomia. O programa faz parte de um plano de ação dos dois países sobre bioeconomia e a proteção de florestas tropicais, com vistas à COP30, conferência climática que será realizada em Belém em 2025.”

Fonte: Valor Econômico, 26/03/2024

Conselho aprova uso do FGTS Futuro para famílias de baixa renda

“O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira (26) o uso do FGTS Futuro para financiamento de imóveis das faixas mais baixas do programa Minha Casa, Minha Vida. A nova modalidade aprovada pelo órgão hoje permite o uso futuro do fundo para famílias de renda mensal até R$ 2.640, que fazem parte do Faixa 1 do programa. Nas estimativas do governo, o uso do FGTS Futuro no programa habitacional pode favorecer 43,1 mil famílias. Uma família que pode comprometer somente até 25% de sua renda com o financiamento do imóvel poderá ampliar esse percentual para até 30% com o uso do FGTS Futuro, por exemplo. O Ministério das Cidades deu um exemplo: uma família com renda de R$ 2 mil mensais conta com um depósito mensal de cerca de R$ 160 reais em sua conta vinculada. Caso essa família aprove junto à instituição financeira um financiamento que comprometa 22% de sua renda mensal (prestação de R$ 440 reais), ela financiaria cerca de R$ 100 mil reais, considerando a menor taxa de juros oferecida pelo fundo e o prazo máximo de amortização, 420 meses. Caso essa família opte por utilizar os recursos dos depósitos futuros da sua conta pelo período de 60 meses, seu financiamento poderia ser ampliado em cerca de 9%, chegando a cerca de R$ 108 mil reais.”

Fonte: Valor Econômico, 26/03/2024

MME quer adiantar debates sobre critérios de escolha e disputa de áreas para eólicas offshore

“O ministério de Minas e Energia (MME) vai começar a avaliar a regulamentação dos parâmetros para a seleção de áreas destinadas a projetos de geração eólica offshore, segundo o secretário de Transição Energética e Planejamento do ministério, Thiago Barral. O executivo também disse que o ministério vai debater critérios para que a competição pelas áreas considere parâmetros além das propostas financeiras. O marco legal das eólicas offshore (PL 576/2021) foi aprovado na Câmara dos Deputados em dezembro, com o acréscimo de emendas referentes a outros assuntos, como contratações de hidrelétricas e extensão de contratos de termelétricas. O texto agora vai ser analisado pelo Senado. Segundo Barral, o fato de o marco legal do setor ainda estar em discussão no Congresso não impede o andamento de discussões em relação a critérios para seleção de áreas e aspectos de planejamento, como transmissão e infraestrutura portuária. Para ele, é possível desde já adiantar discussões para “queimar etapas” da regulamentação do segmento. “Nesse momento, a prioridade e aprofundar os parâmetros para priorização das áreas a serem num primeiros momento destinadas para estudos de viabilidade dos projetos. Isso é fundamental para dar previsibilidade e mobilizar os atores”, disse a jornalistas durante o Offshore Wind Summit, no Rio de Janeiro, nesta terça (26/3).”

Fonte: Epbr, 26/03/2024

Governo define regras para montadoras participarem do Mover; veja como vai funcionar

“O governo federal editou nesta terça (26/3) a portaria que regulamenta o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), iniciativa que destinará cerca de R$ 19,5 bilhões em incentivos à eficiência e descarbonização da indústria automotiva. O regulamento editado hoje traz regras para as montadoras poderem usufruir dos créditos financeiros para investimento em P&D visando sustentabilidade da frota de carros, ônibus e caminhões. Entre outros pontos, define a obrigatoriedade de investimentos mínimos em inovação, como essas aplicações serão acompanhadas e as penalidades em casos de descumprimento. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com a publicação da portaria, as empresas já podem se habilitar no programa. A habilitação vale até 31 de janeiro de 2029. Durante a assinatura da portaria nesta terça, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, disse que, desde a publicação da medida provisória que criou o programa, no final do ano passado, montadoras já anunciaram cerca de R$ 107 bilhões em investimentos no Brasil.”

Fonte: Epbr, 26/03/2024

Municípios de até 50 mil habitantes ganham cartilha para encerrar lixões

“Os municípios com até 50 mil habitantes têm pouco mais de quatro meses, até 2 de agosto, para garantir o destino correto dos resíduos sólidos e atender a Lei 14.026/2020, que atualizou o Marco do Saneamento (Lei 11.445/2007). A Confederação Nacional de Municípios (CNM) preparou uma cartilha, disponível na Biblioteca Digital da entidade, com orientações para os gestores municipais sobre como encerrar os lixões, recuperar os terrenos e estruturar aterros controlados. A publicação inclui o papel dos catadores de lixo. Segundo a cartilha, o poder público deve atuar na inserção antes do fechamento do lixão. “Os catadores que estão inseridos nesses locais dependem dos materiais ali dispostos para sua sobrevivência. Assim, tão logo o lixão/aterro controlado feche, os catadores já devem estar alocados nas atividades de triagem e/ou coleta seletiva do município ou serem inseridos em outros programas de capacitação”, detalha o guia. Caso a prefeitura queira organizar os catadores em cooperativas ou associações, uma alternativa é realização de um chamamento público, amplamente divulgado, para reunir os interessados em ingressar em uma organização de catadores, como cooperativa ou associação. A CNM trata ainda dos catadores que trabalham nas ruas e que podem fazer parte do programa.”

Fonte: Exame, 26/03/2024

Opinião

Ciclo virtuoso de desenvolvimento: potencial do Programa de Aceleração da Transição Energética

“Durante a sessão extraordinária da Câmara dos Deputados em 19 de março de 2024, o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), apresentado no âmbito do Projeto de Lei nº 5174/2023, foi aprovado como Subemenda Substitutiva Global ao Projeto de Lei nº 327/2021, que tratava da Política Nacional da Transição Energética (Ponte). Após a consolidação dos projetos, o tema segue para deliberação do Senado Federal. O Paten é um dos temas que integra a Agenda Verde, estratégia mais ampla para formação de um ecossistema entre empresas e instituições financeiras, com a finalidade de impulsionar a inovação e sustentabilidade no setor energético, reforçar o compromisso do país com a transição energética e fortalecer sua posição no cenário ambiental internacional. Alinhado com as demais iniciativas da Agenda, o Programa pretende promover o financiamento de iniciativas que fomentem fontes de energia renovável, destacando-se pela criação de dois instrumentos que visam transformar ineficiências financeiras e tributárias em alavancas para fomentar a infraestrutura sustentável: o Fundo de Garantias para o Desenvolvimento Sustentável (Fundo Verde) e a transação tributária vinculada aos investimentos sustentáveis.”

Fonte: Epbr, 26/03/2024

Internacional

Empresas

Papel fiduciário ganha ênfase em carta da BlackRock

“A agenda da sustentabilidade – na qual Larry Fink, principal executivo (CEO) e presidente do conselho de administração da gestora americana BlackRock, foi um dos representantes mais vocais do setor na fase pré-pandemia – esteve presente na sua carta anual aos investidores, mas de uma forma lateral, num capítulo sobre transição energética e descarbonização, conectadas à infraestrutura. Para abrir o documento, ele preferiu tratar do futuro da previdência. O discurso de que as mudanças climáticas representam um risco financeiro, na carta dirigida a lideranças empresariais em 2020, agora dá lugar à ênfase ao papel fiduciário do gestor de recursos. As reflexões de Fink vêm com o peso de cerca de US$ 10 trilhões em recursos de terceiros. Fink lembra que começou a escrever sobre transição energética em 2020, mas o assunto se tornou mais controverso nos Estados Unidos e a BlackRock e outros grupos financeiros foram bastante atacados. Políticos conservadores criticaram grandes bancos e gestoras de recursos por serem demasiadamente “woke” – o movimento conhecido pelo “despertar” da consciência racial, social e ambiental, hostil aos combustíveis fósseis. Secretários das finanças de Estados republicanos colocaram grandes grupos financeiros, como BlackRock, Goldman Sachs, State Street e Wells Fargo, em suas listas de exclusão de investimento.”

Fonte: Valor Econômico, 27/03/2024

Castanha-do-pará: mais uma vítima do desmatamento na Bolívia

“Vital Muñoz se aventura dentro da Amazônia boliviana em busca das últimas castanhas da temporada. Assim como milhares de coletores, ele se preocupa com o avanço do desmatamento, que reduz a produção deste fruto aliado das florestas tropicais. “Tirávamos mais barris (sacos) antes. Agora estamos tirando menos”, lamenta o colhedor de 76 anos, enquanto abre com golpes de facão os frutos escurecidos dos quais extrai a castanha-do-pará – ou castanha em casca. No ano passado, foram exportadas 23.000 toneladas de castanha, uma queda de 15% em relação a 2022, quando foram vendidas 27.000 toneladas, segundo o Instituto Boliviano de Comércio Exterior, uma entidade privada. Da produção boliviana, 90% é distribuída para os Países Baixos, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Brasil, principalmente. A Bolívia é um dos principais produtores da castanha-do-pará, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Vital vive em Nueva Vista, a 1.200 quilômetros de La Paz, uma pequena comunidade com 42 famílias, pertencente ao município de Cobija, no departamento de Pando, na fronteira com o Brasil.”

Fonte: Exame, 26/03/2024

Política

Europeus pedem alívio de lei antidesmatamento

“Cerca de 20 países europeus pediram ontem à Comissão Europeia – o braço executivo da União Europeia (UE) – que reduza e possivelmente suspenda a lei antidesmatamento do bloco, alegando que a política prejudicaria os agricultores, na mais recente oposição à agenda ambiental do bloco. A lei da UE tem como objetivo erradicar o desmatamento das cadeias de abastecimento de carne bovina, soja e outros produtos agrícolas vendidos na Europa, para que os consumidores europeus não contribuam para a destruição das florestas em todo o mundo, da Amazônia ao Sudeste Asiático. Essas regras se aplicam igualmente aos agricultores europeus, que serão proibidos de exportar produtos cultivados em áreas desmatadas ou degradadas. Os ministros de Agricultura de 20 dos 27 países-membros da UE apoiaram um pedido da Áustria para revisar a lei, em uma reunião ontem em Bruxelas, disse o ministro da Agricultura da Áustria, Norbert Totschnig. “Pedimos à Comissão uma suspensão temporária da legislação, permitindo uma implementação viável acompanhada de uma revisão da regulamentação”, disse em comunicado. Autoridades da UE confirmaram que 20 países apoiaram o pedido na reunião fechada com França, Itália, Polônia e Suécia.”

Fonte: Valor Econômico, 27/03/2024

China entra com queixa contra EUA na OMC por subsídios a carros elétricos

“A China decidiu levar sua disputa com os Estados Unidos sobre subsídios para veículos elétricos para a Organização Mundial do Comércio (OMC), desafiando pontos da emblemática lei climática do presidente americano, Joe Biden, aprovada em 2022. O Ministério do Comércio da China disse em comunicado nesta terça-feira (26) que o Ato de Redução da Inflação e as regras associadas são “discriminatórios” e têm “distorcido seriamente” a cadeia de fornecimento global de veículos elétricos. E anunciou uma reclamação apresentada à OMC. A principal representante comercial dos EUA, a embaixadora Katherine Tai, respondeu que a China continua a usar políticas e práticas “injustas” para minar a concorrência justa e dominar os mercados globais. O setor de veículos elétricos tem sido cada vez mais envolvido em tensões comerciais e geopolíticas à medida que o mundo faz a transição em que se afasta do motor de combustão interna.”

Fonte: Bloomberg Línea, 26/03/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

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Feedback da reunião sobre energia nuclear com Marcelo Lopez(link)

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BYD intensifica debate sobre eletrificação no Brasil; PL do ‘Combustível do Futuro’ segue para o Congresso (link)


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