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Ministério da Fazenda sinaliza ajustes nas regras de exportação de créditos de carbono | Café com ESG, 11/08

Exportação de carbono em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em território negativo, com IBOV e ISE recuando 0,19% e 1,52% respectivamente.

• No Brasil, (i) a JBS anunciou que Wesley Batista Filho assumirá a presidência executiva global da companhia em janeiro de 2027, em substituição a Gilberto Tomazoni, marcando a chegada da terceira geração da família fundadora ao comando executivo da companhia – Wesley Batista Filho é filho de Wesley Batista, um dos controladores da JBS, e neto do fundador José Batista Sobrinho (JBS (JBSS32) | Trimestre em linha mas com muito ruído – XP Investimentos); e (ii) o Ministério da Fazenda tenta acalmar o mercado após a reação negativa à proposta de regulamentação para exportar créditos de carbono, os ITMOs (Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente) – segundo especialistas, o desenho proposto pode levar o Brasil a perder uma janela de demanda internacional uma vez que para serem exportados, os créditos de carbono precisam ser convertidos em um ativo do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que só estará operacional em 2031. 

• No internacional, a América Latina atingiu a marca de 10 mil ônibus elétricos em operação, segundo o E-Bus Radar, plataforma digital que monitora e mapeia a mobilidade elétrica – as frotas de 80 cidades em 13 países evitam a emissão de mais de 10 milhões de toneladas de CO2 por ano, além de uma economia de 57 milhões de litros de diesel.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

JBS anuncia Wesley Batista Filho como novo CEO global a partir de 2027

“A JBS anunciou que Wesley Batista Filho assumirá a presidência executiva global da companhia em janeiro de 2027, em substituição a Gilberto Tomazoni. A mudança marca a chegada da terceira geração da família fundadora ao comando executivo da maior produtora de proteínas do mundo. Wesley Batista Filho é filho de Wesley Batista, um dos controladores da JBS, e neto do fundador José Batista Sobrinho. A transição de comando ocorrerá nos próximos cinco meses sob a supervisão do próprio Tomazoni. Em janeiro de 2027, o atual executivo passará a ocupar o cargo de vice-presidente do conselho de administração da JBS N.V. e atuará como conselheiro sênior. Tomazoni continuará na presidência do conselho da Pilgrim’s Pride Corporation e assumirá o comando do Instituto J&F. “Foi uma honra liderar esta grande companhia nos últimos oito anos”, afirmou Tomazoni em comunicado ao mercado, completando que a empresa está mais forte. O novo CEO atua hoje na presidência da JBS USA, que gera mais da metade do faturamento global do grupo. Wesley Batista Filho afirmou sentir-se honrado com a responsabilidade e destacou que as prioridades são operar com excelência e gerar valor para os acionistas. Sob a gestão de Tomazoni desde 2018, a receita líquida da JBS saltou de US$ 49,7 bilhões para US$ 86,2 bilhões. A empresa expandiu sua atuação em novas categorias, fortaleceu marcas de maior valor agregado, como a Seara, e listou suas ações na bolsa de Nova York.Wesley Batista Filho iniciou sua trajetória na JBS há 15 anos e passou por diversos cargos de base e de liderança. O executivo começou como trainee nos Estados Unidos e liderou divisões no Canadá, no Brasil e no Paraguai antes de assumir a presidência global de operações. A troca de comando ocorre em meio a uma das maiores movimentações da história recente da companhia na Ásia. A JBS anunciou um acordo de US$ 2,5 bilhões com o Danantara Investment Management, braço do fundo soberano da Indonésia, que terá 25% das operações do grupo na Austrália e Nova Zelândia.”

Fonte: UOL; 10/08/2026

Acesse aqui para o relatório do time de Agri, F&B

Reinvenção das sucroenergéticas terá mais matérias-primas e novos produtos

“Entre 2000 e 2014, a área colhida de cana-de-açúcar no Brasil passou de 4,8 milhões para 10,42 milhões de hectares, um aumento de 116,9%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste período, o interesse das companhias do setor pelo etanol cresceu graças à popularização do carro flex. Desde então, o espaço ocupado ficou relativamente estável, com as sucroenergéticas buscando por maior produtividade. Para a presidente da Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil (Stab), Raffaella Rossetto, isso é um indicativo de que o setor sucroenergético está em constante mudança – e sempre disposto a buscar novos espaços. “O mundo mudou, a sociedade está mais exigente, o ambiente clama por maior atenção e a descarbonização da economia é urgente”, enumera e segue: “O setor sucroenergético acompanha esta mudança transformando uma agroindústria em uma biorefinaria que produz toda a energia necessária para seu funcionamento e, também, está atenta à economia circular”. O presidente da União Nacional da Bioenergia (Udop), Hugo Cagno Filho, segue a mesma linha. “O mercado não demanda apenas açúcar e etanol. Exige descarbonização, segurança energética, rastreabilidade e novos produtos de base renovável”, afirma ele, que também é o presidente de honra da Fenasucro & Agrocana 2026. “As usinas deixaram de ser apenas produtoras de commodities para se tornarem plataformas de bioenergia e de biomateriais. Essa transformação já está em curso. A reinvenção, portanto, não é uma ruptura com o passado, mas uma evolução natural de um setor que sempre soube transformar desafios em oportunidades”, acrescenta. Por sua vez, o diretor da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone, acredita que o setor sucroenergético é “um exemplo de mudança”. Para ele, toda a história das usinas de cana-de-açúcar é acompanhada por transformações, sempre em busca de melhores resultados, mais qualidade e novos produtos. Essa característica, segundo o executivo, é derivada da própria pluralidade da cana – o que torna esta planta tão desafiadora quanto recompensadora. “A cana-de-açúcar é uma das espécies mais complexas do nosso planeta”, garante. Realizada em Sertãozinho (SP), a Fenasucro & Agrocana é considerada a maior feira do mundo totalmente voltada à cadeia de bioenergia. Em 2026, o evento acontece de 11 a 14 de agosto, marcado pelo lançamento do Fenabio, um espaço de 1,2 mil m² dedicado a expositores e a uma conferência com dois palcos simultâneos, os quais devem somar mais de 100 horas de conteúdos ao longo de dois dias.”

Fonte: NovaCana; 10/08/2026

Fazenda tenta acalmar mercado sobre regras para exportar créditos de carbono

“O Ministério da Fazenda tenta acalmar o mercado após a reação negativa à proposta de regulamentação para exportar créditos de carbono. As regras são muito aguardadas pela possibilidade de atrair investimento internacional e dar escala a projetos de compensação de emissões de gases de efeito estufa. A proposta de regulamentação dos ITMOs (Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente, na sigla em inglês) recebeu 450 comentários na consulta pública, encerrada na última semana. A principal preocupação do mercado é que o desenho proposto leve o Brasil a perder uma janela de demanda internacional, uma vez que para serem exportados os créditos de carbono precisam ser convertidos em um ativo do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que só estará operacional em 2031. “Mas isso não significa que os créditos não podem começar a ser autorizados e vendidos em contratos de off-take [venda antecipada] antes: a partir do ano que vem ou de 2028. Acho que isso não ficou claro na minuta [da consulta pública]”, disse ao Reset Cristina Reis, secretária extraordinária do Mercado de Carbono, do Ministério da Fazenda. A pasta trabalha em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e das Relações Exteriores (MRE) para regulamentar o instrumento. Para que os créditos possam ser autorizados, uma série de coisas precisa acontecer: a publicação da portaria com a regulamentação; a definição de quais tipos de projeto poderão ser convertidos em ITMOs (que, por sua vez, depende da publicação do Programa Brasileiro de Compensação de Emissões para definir os critérios para credenciamento de metodologias); e a criação de um sistema de registro para os créditos. “Se depender da Secretaria do Mercado de Carbono, a gente consegue aprovar o PBCE [Programa Brasileiro de Compensação de Emissões] e credenciar duas metodologias ainda esse ano ou nos 100 dias do próximo governo, seja ele qual for”, diz Reis. O Sistema de Registro Central do mercado regulado está sendo desenvolvido junto com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a empresa pública de tecnologia da informação do governo federal brasileiro. Segundo a secretária, o produto mínimo viável (MVP) da plataforma já está pronto. O governo também avalia antecipar o período de verificação dos créditos previsto na minuta, atualmente entre 2031 e 2035, para o ciclo de 2026 a 2030. Esta é uma das propostas que a consulta pública trouxe e também é defendida pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA). O Corsia, programa de descarbonização da aviação civil internacional, inicia sua fase obrigatória em 2027 e admite ITMOs para compensações de emissões. “Nós vamos revisar [a proposta de antecipação] e vamos considerar”, diz Reis. Para ela, a preocupação com a velocidade precisa ser equilibrada com a necessidade de construir um mercado que tenha credibilidade internacional. “Nós também temos que pensar na operação, não só na ideia e concepção. O Brasil pretende ser um exportador de crédito de carbono e para isso a operação precisa funcionar muito bem.””

Fonte: Capital Reset; 11/08/2026

Nós próximos dias será assinado decreto para abertura de mercado de energia, diz ministro

“O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD), informou que nos próximos dias haverá a assinatura do decreto que regulamenta a abertura do mercado livre de energia elétrica para os consumidores de baixa tensão – residenciais e pequenas indústrias. Ele indicou que a norma poderá ser publicada nesta ou na próxima semana. Em entrevista à CNN Money, ele também voltou a estimar uma redução de 20% a 22% na conta de luz, a partir de novembro de 2028, com a possibilidade de compra de energia diretamente dos comercializadores. Foi explicado ainda que esse porcentual não considera as parcelas fixas no balanço de custos para formação final da tarifa de energia. Foi a lei sancionada pelo presidente Lula em novembro de 2025 que abriu a possibilidade de consumidores em tensão inferior a 2,3 kV (quilovolt) escolherem, a partir do próximo ano, o seu fornecedor de energia e negociarem condições específicas como preço, prazo, fonte geradora e volume contratado. De acordo com o cronograma, até novembro de 2027 haverá a abertura para os consumidores das classes industrial e comercial na baixa tensão. Para os consumidores da classe residencial, o prazo é até novembro de 2028. Os pequenos consumidores serão representados por comercializadores varejistas perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entidade que viabiliza as operações de compra e venda de energia elétrica. Na hipótese de um comercializador perder a sua habilitação ou deixar o mercado, entra a figura do Supridor de Última Instância (SUI). Ou seja, esse agente vai assumir o atendimento por um período temporário, no momento em que o consumidor poderá escolher um novo fornecedor. Na prática, sempre que um cliente ficar sem o fornecimento, ele será automaticamente alocado ao SUI da sua região. “Esse vai ter a garantia da compensação da parcela, caso haja necessidade”, disse Silveira nesta segunda-feira, sem entrar em detalhes. O ministro também informou que governo avalia decretos para hidrogênio verde, estocagem de carbono e combustível sustentável de aviação (SAF). Ele não entrou em detalhes sobre essas outras normas infralegais.”

Fonte: Eixos; 10/08/2026

Lula 4 aposta na transição com biocombustíveis, mas sem abrir mão do petróleo

“O programa de governo apresentado pelo presidente Lula (PT) para um novo mandato aposta na transição energética como uma oportunidade de neoindustrialização, mas evita uma ruptura com petróleo e gás. A diretriz é combinar segurança energética, redução de emissões e industrialização, com expansão das fontes renováveis e dos combustíveis de baixo carbono ao mesmo tempo em que a Petrobras mantém investimentos em exploração, refino e produção de óleo e gás. No final de 2025, logo após o Brasil sediar a COP30, Lula encomendou a um grupo de ministérios a entrega de “diretrizes para elaboração do mapa do caminho para uma transição energética justa e planejada, com vistas à redução gradativa da dependência de combustíveis fósseis no país”. O prazo venceu em fevereiro e o assunto foi arrefecendo nos meses seguintes. No documento (.pdf) divulgado na sexta (7/8), o compromisso é de contribuir com o roteiro internacional “preservando soberania e segurança energéticas”. O plano estabelece como prioridade para o próximo mandato aumentar a participação de fontes renováveis, ampliar investimentos em armazenamento e flexibilidade do sistema elétrico e acelerar a substituição progressiva de combustíveis fósseis por biocombustíveis e combustíveis de baixa intensidade de carbono, incluindo derivados de hidrogênio. De olho no powersoring para atrair investimentos industriais, a proposta cita o desenvolvimento de cadeias de baterias, hidrogênio de baixa emissão, petroquímica verde, bioprodutos, fertilizantes e reatores nucleares modulares. Os biocombustíveis aparecem como uma das principais apostas para a descarbonização dos transportes. O programa promete ampliar a produção de etanol de milho e cana, biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF), além de estimular o aproveitamento de subprodutos da agroindústria para produzir bioenergia e biogás. Para o RenovaBio, o plano é “continuar aprimorando” e incluir diretrizes para incorporar rotas de segunda e terceira geração, isto é, a partir de resíduos. Já a atuação em SAF, biometano e combustíveis marítimos segue como frente de desenvolvimento tecnológico. Embora cite marcos legais como as leis do Combustível do Futuro e do hidrogênio de baixo carbono, o documento não explora uma questão crucial que tem deixado a indústria ansiosa: a regulamentação. A publicação dos decretos do SAF, captura de carbono (CCUS) e hidrogênio é aguardada desde 2024. São temas que também interessam a Petrobras. No plano, a promessa é fortalecer a participação da estatal no segmento de biocombustíveis, por meio da PBio, e avançar no desenvolvimento de SAF, biometano e combustíveis marítimos. O programa destaca como resultados do atual mandato a ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 27% para 32% e de biodiesel no diesel de 10% para 15%. E cita oito plantas de etanol de segunda geração e duas biorrefinarias para SAF incluídas na carteira do Novo PAC.”

Fonte: Eixos; 10/08/2026

Brasil quer deixar de importar descarbonização para exportar soluções de baixo carbono

“O Brasil tem potencial de ser um exportador de soluções de baixo carbono — e não apenas um comprador das tecnologias de descarbonização desenvolvidas no exterior. A avaliação é do assessor especial do ministro da Fazenda, Rafael Dubeux, um dos coordenadores do Plano de Transformação Ecológica, que vê na agenda climática uma estratégia para ampliar a competitividade do país e atrair investimentos. Em entrevista ao Valor, durante evento organizado pela Amcham na SP Climate Week, na quarta-feira (5), Dubeux fez um balanço das principais frentes da política econômica voltada à transição ecológica. Segundo ele, instrumentos como o Tropical Forest Forever Facility (TFFF), o mercado regulado de carbono, a harmonização das taxonomias verdes e os títulos soberanos sustentáveis podem posicionar o Brasil como fornecedor de ativos da economia de baixo carbono. Na visão do assessor, essas soluções incluem tanto créditos de carbono — florestais e industriais — quanto instrumentos financeiros e tecnologias ligadas à transição energética, como combustíveis de baixo carbono e hidrogênio de baixa emissão. O objetivo é fazer com que o país deixe de importar tecnologias de descarbonização para se tornar um exportador de ativos associados à economia verde. Entre as iniciativas em andamento, Dubeux destacou a coalizão internacional do mercado de carbono, que classificou como “uma das propostas que eu mais me entusiasmo”. Segundo ele, a iniciativa busca contornar um problema estrutural das negociações climáticas, que é a necessidade de unanimidade nas decisões das conferências do clima da ONU, o que frequentemente reduz a ambição das propostas para alcançar consenso. A coalizão reúne, de forma plurilateral, apenas os países dispostos a adotar um teto de emissões declinante ao longo do tempo, em um trabalho paralelo ao das negociações. Para Dubeux, trata-se de uma solução “politicamente viável” e “eficiente”. A meta de longo prazo é ampliar a precificação do carbono e criar incentivos para que outros países também adotem mecanismos semelhantes. Segundo o assessor, a coalizão avançou em maio, quando uma reunião em Florença, na Itália, definiu sua estrutura de governança, incluindo secretariado executivo e comitê gestor.”

Fonte: Valor Econômico; 10/08/2026

Internacional

IA impulsionará mais a produção de petróleo e gás do que a de energia verde, aponta relatório

“Os ganhos de produtividade impulsionados pela IA na indústria de petróleo e gás aumentarão substancialmente as emissões globais, segundo um relatório liderado por dois ex-funcionários da Microsoft, superando quaisquer ganhos potenciais provenientes de energia limpa. Empresas de exploração e produção (upstream) de petróleo e gás podem utilizar a IA para reduzir custos de perfuração, localizar novas reservas e melhorar as taxas de recuperação — tornando esses recursos mais baratos e abundantes. A tecnologia também pode ajudar operadores de energia solar e eólica a gerar mais energia renovável, prevendo a disponibilidade de luz solar e vento, realizando manutenção preditiva e determinando o melhor momento para acionar sistemas de armazenamento em baterias. No entanto, o relatório revisado por pares, publicado nesta semana na revista Nature, aponta que essa redução de emissões seria anulada pela expansão da oferta de combustíveis fósseis viabilizada pela IA. Se a adoção da IA ​​se disseminasse por todos os setores energéticos, ela poderia adicionar entre 0,5 bilhão e 1,8 bilhão de toneladas de dióxido de carbono à atmosfera anualmente, segundo os autores do relatório, vinculados à Enabled Emissions Campaign, um grupo de defesa de causas climáticas. Embora o uso de IA em energias renováveis ​​possa evitar a emissão de até 500 milhões de toneladas de CO₂ por ano, cada ganho de 1% na produtividade de combustíveis fósseis exigiria um aumento de 4% a 5% na produtividade do setor de renováveis ​​para manter as emissões líquidas neutras, concluíram eles. “Os ganhos de produtividade impulsionados pela IA geram mais emissões do que evitam — reforçando a predominância dos combustíveis fósseis em vez de substituí-los”, afirmou o relatório. Grande parte do debate sobre o impacto ambiental da IA ​​concentra-se nos centros de dados e no uso intensivo de gás natural e carvão para suprir a demanda energética computacional. Empresas de energia e gigantes da tecnologia (Big Techs) estão promovendo uma enorme expansão de usinas termelétricas a gás. Em 2025, os EUA quase triplicaram sua capacidade de geração a gás em fase de desenvolvimento, segundo o Global Energy Monitor. Desenvolvedores de centros de dados também estão utilizando motores a gás e diesel nas próprias instalações, alegando longos prazos de espera para a construção e conexão de usinas à rede elétrica. A administração Trump prorrogou a vida útil de seis usinas a carvão que estavam programadas para serem desativadas. Contudo, os pesquisadores afirmam que essa abordagem ignora o impacto do uso da IA ​​por algumas das maiores empresas de combustíveis fósseis, o qual supera o impacto ambiental direto dos centros de dados. O impacto nas emissões decorrente do uso de IA por empresas de energia é de 2,8 a 10 vezes maior do que a estimativa da Agência Internacional de Energia para as emissões de data centers no ano passado, fixada em 0,18 gigatoneladas de dióxido de carbono.”

Fonte: Financial Times; 10/08/2026

Kansai Electric e Kawasaki avançam em projeto de captura de CO2 no Japão

“A Kansai Electric Power e a Kawasaki Heavy Industries estão cooperando para transportar ainda neste ano fiscal o dióxido de carbono (CO2) emitido por uma usina termelétrica a carvão para um local distante, em um projeto que busca desenvolver a tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês). A Kawasaki Heavy será responsável pela captura do CO2 na usina de Maizuru, da Kansai Electric, na província de Kyoto. Os testes de captura intermitente do gás, com equipamentos específicos, já começaram. A Japan CCS, empresa financiada por 10 companhias de energia, incluindo a Kansai Electric, transportará o CO2 da usina de Maizuru para Tomakomai, em Hokkaido. Será a primeira operação no Japão de transporte para fora da usina de CO2 capturado em uma unidade de geração de energia. O fechamento de fato do Estreito de Ormuz durante a guerra com o Irã interrompeu cadeias de abastecimento de energia, incluindo as de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), levando a um aumento do uso de carvão para geração de eletricidade. A maior parte do carvão consumido pelo Japão é importada da Austrália e da Indonésia, e o país não depende do Oriente Médio para seu abastecimento. Em março, o governo suspendeu, para o atual ano fiscal, as restrições à operação de usinas termelétricas a carvão consideradas ineficientes. Usinas a carvão emitem cerca de duas vezes mais CO2 do que termelétricas a gás natural liquefeito. Se o CO2 emitido pelas unidades a carvão puder ser capturado e armazenado no subsolo, porém, as emissões podem ser reduzidas em até 90%. Tomakomai, destino do CO2, recebeu autorização do governo em setembro de 2025 para realizar perfurações de teste visando ao armazenamento subterrâneo comercial do gás. Desde dezembro, a Japan Petroleum Exploration e outras empresas realizam perfurações com o objetivo de iniciar a operação comercial em 2030. O projeto envolve a captura do CO2 emitido pela usina, a redução de seu volume, o carregamento em tanques especializados e o transporte por navio. A operação começará após a instalação de equipamentos adicionais necessários para aumentar a concentração do CO2 e a frequência de captura. O programa japonês de CCS pretende ampliar também a capacidade de transporte do gás. Com base nesse projeto, o objetivo é estabelecer uma estrutura para o transporte de CO2 por longas distâncias, inclusive para destinos internacionais como Malásia e Austrália. As empresas de energia vêm trabalhando para reduzir as emissões das usinas termelétricas a carvão. A JERA, por exemplo, mistura amônia ao carvão para diminuir as emissões de CO2. Com apoio do governo, a empresa utilizará amônia produzida nos Estados Unidos em uma usina termelétrica na província de Aichi para geração de eletricidade a partir do ano fiscal de 2029.”

Fonte: Valor Econômico; 10/08/2026

Europa Ocidental registrou o período de junho e julho mais quente já documentado, dizem cientistas da UE

“A Europa Ocidental registrou o período de junho e julho mais quente já documentado, com o calor e a seca alimentando incêndios florestais extremos em toda a região, informou na segunda-feira o Serviço Copernicus para Mudanças Climáticas, da União Europeia. “As mudanças climáticas estão trazendo, cada vez mais, condições de calor e seca que favorecem grandes incêndios de alta intensidade no sul da Europa, ao mesmo tempo em que estendem a temporada de incêndios para o norte”, afirmou em comunicado Laurence Rouil, diretora do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus. Confira mais detalhes do relatório: em nível global, as temperaturas de julho ficaram 1,47 grau Celsius acima da média estimada para o período pré-industrial (1850-1900), tornando-o o segundo mês mais quente já registrado. A temperatura média de junho e julho na Europa Ocidental atingiu 21,62°C — ou 2,79°C acima da média —, superando o recorde anterior, de 2022. A temperatura da superfície do mar foi a mais alta já registrada para um mês de julho nos oceanos fora das regiões polares, impulsionada em parte pelas condições de El Niño em desenvolvimento no Pacífico equatorial. Índices de precipitação e umidade do solo excepcionalmente baixos levaram a níveis fluviais muito abaixo da média na Europa, sendo os rios Sena, Reno e Danúbio os mais afetados. Os níveis criticamente baixos nas principais vias navegáveis ​​levaram empresas e residências a reduzir o consumo de eletricidade, uma vez que usinas de energia interromperam ou diminuíram a produção, ao mesmo tempo em que o transporte de cargas sofria restrições crescentes.”

Fonte: Reuters; 11/08/2026

América Latina precisa avançar em mineral crítico, diz Ilan

“Aumento da demanda devido ao boom de tecnologia e necessidade de diversificação de fornecedores em função das incertezas do cenário geopolítico são fatores que explicam o elevado potencial da América Latina e do Brasil para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos. Para que essa oportunidade se concretize, no entanto, é preciso vencer uma série de etapas, que passam por regulação, licenciamento mais rápido, desenvolvimento de tecnologias que permitam agregar valor à produção e contratos de longo prazo entre produtores e compradores. A avaliação é do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, que é um entusiasta das possibilidades desse setor para o desenvolvimento da região: “Virou uma coqueluche, todo mundo quer ter acesso aos minerais críticos”. Ao participar de evento na sede do Centro Brasileiro de Relações internacionais (Cebri), no Rio, o ex-presidente do Banco Central, afirmou que existem projetos de minerais críticos na América Latina com possibilidade de se transformarem em US$ 6 bilhões de investimentos, mas o valor total pode chegar a US$ 12 bilhões. “A gente tem claramente o interesse, tanto no setor privado quanto no setor público, de produzir mais minerais críticos na América Latina. O pipeline é de US$ 6 bilhões, podendo chegar a US$ 12 bilhões. São negócios que podem ou não sair. Não estou falando que vai fechar tudo isso, mas os números mostram o interesse”, disse. A maior parte desse montante, segundo ele, está voltada para a etapa inicial de exploração dos minerais críticos, mas já há iniciativas para processamento, de maneira a agregar valor à essa produção, que não eram vistas antes e são importantes para um retorno maior à população. “Para virar algo grande, sistemático e de escala de fato, tem que ter vários passos domésticos, que podem ser do Brasil ou de outros países da América Latina”, afirmou. Uma das questões a serem equacionadas, apontou Ilan, é o equilíbrio entre a necessidade de reduzir o tempo de licenciamento e manter as salvaguardas ambientais: “É preciso navegar esse trade off. O licenciamento é muito relevante, mas, se for demorar 17 anos, não há emprego, não há renda”.”

Fonte: Valor Econômico; 11/08/2026

Ônibus elétricos crescem no Brasil e vão além de São Paulo

“A América Latina atingiu a marca de 10 mil ônibus elétricos em operação, segundo o E-Bus Radar, plataforma digital que monitora e mapeia a mobilidade elétrica. A ferramenta é ligada ao C40 Cities e ao Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT), organização independente criada em 2001. Combinadas, as frotas de 80 cidades em 13 países da região evitam a emissão de mais de 10 milhões de toneladas de CO2 por ano, de acordo com as organizações. Os dados serão apresentados em relatório da C40 e do ICCT na Feira Latino-americana do Transporte (Lat.Bus), de 11 a 13 de agosto em São Paulo. Santiago, no Chile, São Paulo e Bogotá, na Colômbia, lideram a expansão de ônibus elétricos com mais de 7 mil dos veículos, somados. No Brasil, a capital paulista incorporou 500 ônibus elétricos em junho e chegou a 1.759 veículos, sendo 1.570 movidos a bateria e 189 trólebus. Essa frota evita a emissão de cerca de 130 mil toneladas de CO2 por ano e economiza 57 milhões de litros de diesel. “Esses 10 mil ônibus na América Latina são um marco porque mostram a saída de uma fase de projetos-piloto para uma implementação em maior escala. Agora, no Brasil, além de São Paulo, começamos a ver outras cidades entrando nessa curva”, afirma Eduardo Siqueira, gerente sênior de Transportes do programa Mutirão Brasil, da C40 e do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM). O Brasil tinha cerca de 80 ônibus elétricos em 2017. Em 2025, eram cerca de 1,7 mil, mais de 80% deles em São Paulo. A experiência paulistana combina dois fatores: regulação e financiamento. A Lei Municipal de Mudanças Climáticas estabeleceu metas de redução de emissões para o transporte coletivo, incorporadas aos contratos de concessão desde 2018. “Isso deu uma guinada na tecnologia, mas só a regulamentação não seria suficiente. Foi preciso resolver a parte financeira, porque o ônibus elétrico ainda tem um custo de aquisição maior que o do veículo a diesel”, diz Siqueira. Para reduzir essa barreira, a prefeitura adotou um modelo de subvenção parcial, cobrindo a diferença entre o preço de um ônibus elétrico e o equivalente a diesel. O município também estruturou um programa de investimentos de cerca de R$ 6,5 bilhões, com participação de instituições nacionais e multilaterais. A meta de São Paulo é alcançar 2,2 mil ônibus elétricos até 2028. Líder na América Latina, Santiago iniciou a eletrificação da frota em 2016 e hoje tem mais de 60% dos ônibus elétricos. Um dos fatores que aceleraram a transição foi a separação entre a propriedade dos veículos e a operação do sistema, permitindo que investidores financiassem a compra dos ônibus enquanto empresas especializadas operam o serviço. “Isso trouxe mais interessados para as licitações e ampliou a capacidade de investimento”, observa Siqueira. No Brasil, a tecnologia deixou de ser um obstáculo. Segundo Siqueira, quando o trabalho da C40 e do ICCT começou, em 2019, havia apenas um fabricante no país. Hoje são cerca de dez fabricantes, com modelos de diferentes tamanhos, incluindo articulados. A oferta de veículos já não é o principal gargalo. Para o especialista, o desafio maior está no financiamento do investimento inicial e na estruturação dos projetos, que também precisam prever a capacidade da rede elétrica, os carregadores e a adaptação de garagens e terminais. Desafios que começam a ser superados por outras cidades brasileiras que avançam na eletrificação da frota de ônibus. Belo Horizonte prevê cerca de cem ônibus elétricos com recursos do Novo PAC; a Grande Recife terá cem veículos com R$ 319 milhões de recursos federais; e Curitiba incluiu 250 ônibus elétricos no novo modelo de concessão. Salvador também trabalha com infraestrutura pública de recarga para viabilizar a eletrificação de veículos operados por empresas privadas. A expectativa é que essa expansão reduza a concentração hoje existente em São Paulo. O movimento tem sido impulsionado pela ZEBRA Alliance (Zero Emission Bus Rapid-deployment Accelerator), parceria internacional criada para acelerar a introdução de ônibus elétricos no sistema de transporte público, e o Mutirão Brasil, programa criado após a COP30 para acelerar projetos de ação climática nos municípios. Coliderado pela C40 Cities e pelo GCoM, com apoio da Bloomberg Philanthropies e parceria do governo federal, o programa apoia a estruturação de iniciativas de mobilidade e busca aproximar cidades de fontes de financiamento. “A lógica de colaboração multinível é um dos pilares do Mutirão Brasil.””

Fonte: Valor Econômico; 11/08/2026

Veja os possíveis impactos econômicos do super El Niño

“Com 81% de probabilidade de que ocorra um El Niño muito forte entre os meses de novembro de 2026 e janeiro de 2027, de acordo com as previsões divulgadas pelo Climate Prediction Center (CPC), dos EUA, economistas que olham para a dinâmica de preços e especialistas do agronegócio já estão analisando os possíveis impactos. Os efeitos do El Niño no Brasil poderão ser sentidos ao longo do segundo semestre, com um aumento da frequência das ondas de calor, sobretudo nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, e a ocorrência de secas mais severas no Norte e Nordeste, segundo o professor de meteorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), da Universidade de São Paulo, Ricardo de Camargo. O Sul e o Sudeste também podem ser afetados pelo fenômeno, sobretudo com chuvas irregulares e mais fortes. Caso o cenário se concretize, este pode ser um dos eventos mais fortes já registrados desde os anos 1950. Ingo Pögler, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), afirma que o setor já sabe lidar com as consequências desse evento climático, uma vez que ele já é conhecido, mas os riscos sempre preocupam. “Conhecemos a dinâmica, mas percebemos durante os últimos tempos os extremos de chuva, como no Rio Grande do Sul com plantações praticamente estacionárias, ou secas muito fortes na Amazônia, além dos riscos no centro do país com incêndios e outros fenômenos”, afirma Pögler. Ele explica que o fenômeno climático tem potencial de impacto imediato em safras de produtos que têm um ciclo de maturação curto, como são os casos do milho e da soja, que variam de três a cinco meses. No entanto, não descarta também efeitos em espécies frutíferas. O presidente da Abag afirma ainda que o El Niño pode trazer impactos secundários na infraestrutura e logística da produção. “Às vezes não dá para entrar no campo, pois a chuva é tão intensa que a máquina não entra e não dá nem para colher nem para semear aquela safra.” No setor de transporte, a quebra de safra do agro, puxada tanto pelo excesso como pela falta de chuva, faz o volume transportado diminuir, o que também ocasiona em uma queda na demanda por caminhões, afirma Vladimir Maciel, coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica. Por outro lado, as ondas de seca e de calor intenso aumentam o consumo de combustível, o que pode encarecer o frete. Maciel diz que a destruição causada pelas chuvas pode obrigar o uso de rotas alternativas ou fazer os caminhões ficarem parados por longos períodos, o que também contribui para encarecer o frete. Embora a ocorrência de eventos climáticos que impactem as safras e os transportes seja incerta, o fenômeno tem potencial para impactar a inflação no restante do ano. André Braz, coordenador dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) afirma que um aumento da inflação sobre os alimentos não será novidade, uma vez que desde a pandemia os preços do grupo têm subido acima da média.”

Fonte: Valor Econômico; 11/08/2026

Temperatura dos oceanos atinge novo recorde histórico em julho

“A temperatura da superfície dos oceanos atingiu um novo recorde histórico em julho, enquanto a Europa Ocidental enfrentou o período de junho e julho mais quente já registrado, segundo boletim divulgado nesta segunda-feira, 10, pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia. O relatório aponta que a temperatura média dos oceanos extrapolares chegou a 20,96°C, superando o recorde anterior de 20,89°C registrado em 2023. O Copernicus atribui parte desse aquecimento às temperaturas excepcionalmente elevadas no Pacífico Tropical, onde o fenômeno El Niño deve ganhar força nos próximos meses. Além do Pacífico Tropical, o Atlântico e o Mediterrâneo Ocidental registraram temperaturas recordes, impulsionando ondas de calor marinhas que afetaram ecossistemas e comunidades costeiras. Segundo o Copernicus, o aquecimento dos oceanos ocorre em meio ao avanço das mudanças climáticas, que favorecem eventos extremos e elevam as temperaturas tanto na atmosfera quanto na superfície do mar. O oeste da Europa viveu o bimestre de junho e julho mais quente desde o início das medições, com temperatura média de 21,62°C — 2,79°C acima da média histórica e superior ao recorde anterior, registrado em 2022. França, Espanha, parte da Alemanha e Reino Unido registraram baixos índices de chuva e umidade do solo, agravando a seca já observada desde maio. O boletim também destaca que rios como Sena, Reno e Danúbio apresentaram vazões muito abaixo da média, afetando o abastecimento de água, a irrigação e a geração de energia em diferentes países. “Os sistemas de alta pressão persistentes retiveram o calor sobre a Europa Ocidental. As temperaturas extremas também amplificaram as secas generalizadas. Ao secarem, os solos perdem a capacidade de proporcionar frescor de forma natural”, afirmou Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF). Segundo Burgess, o cenário mostra como as mudanças climáticas intensificam a interação entre calor extremo e seca.”

Fonte: Exame; 10/08/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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