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Eletronuclear informa avanço em Angra 3, Orizon certifica créditos de carbono e mais destaques | Café com ESG, 15/03

Governo Federal pediu a ampliação em US$ 50 bilhões ao Senado para emitir títulos verdes; França aprova taxação ambiental de "fast fashions"

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em território negativo, com o IBOV e ISE em leve queda de 0,24% e 0,10%, respectivamente.  

• Do lado das empresas, a Orizon concluiu o registro do projeto de crédito de carbono do Ecoparque João Pessoa, em João Pessoa, junto ao Gold Standard, emitindo assim créditos referentes aos períodos de 2021, 2022 e o primeiro bimestre de 2023 – segundo a companhia, a conclusão das etapas ratifica a consistência de execução dos seus projetos (link).

• Na política local, (i) o governo federal solicitou ao Senado a ampliação em US$50 bilhões do limite que o Brasil tem para emitir títulos públicos no exterior, visando aproveitar esse espaço para aumentar a emissão dos títulos soberanos sustentáveis – o teto subiria  para US$125 bilhões (vs. US$75 bilhões hoje) dentro de um programa de emissões para os próximos 10 anos; e (ii) a Eletronuclear informou ontem que o BNDES enviou, em 7 de março, as minutas do edital e do contrato para a licitação dos serviços de engenharia, gestão de compras e construção para a conclusão das obras de Angra 3, no Rio de Janeiro, incluindo a matriz de risco e outros complementos contratuais.

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Brasil

Empresas

Orizon conclui registro e inicia emissão de créditos de carbono do Ecoparque João Pessoa

“A Orizon concluiu o registro do projeto de crédito de carbono do Ecoparque João Pessoa, em João Pessoa, junto ao Gold Standard, emitindo assim créditos referentes aos períodos de 2021, 2022 e o primeiro bimestre de 2023. O Gold Standard é um mecanismo reconhecido mundialmente pelos seus critérios de elegibilidade, o que inclui qualidade, integridade e observância aos benefícios sócio-ambientais. Segundo a Orizon, a conclusão das etapas de registro e emissão dos créditos de carbono do Ecoparque João Pessoa ratifica a consistência de execução dos seus projetos.”

Fonte: Valor Econômico, 14/03/2024

Cenário pós-pandemia leva Dexco a revisitar estratégia de sustentabilidade, diz Guilherme Setubal

“A Dexco, empresa do setor de metais, louças, madeira e revestimentos, divulgou sua estratégia de sustentabilidade. Com a inclusão de uma meta e o agrupamento de outras, a empresa definiu 22 objetivos que devem ser concluídos até 2025 — 7 já foram finalizados. Até o ano que vem, a Dexco quer reduzir o consumo de energia em 5% e a captação de água em 10%, em torno de 330 milhões de litros de água por ano economizados. Também é planejada uma queda na produção de resíduos em 30% e na destinação de lixo para o aterro em 50%, ou seja, evitar o desperdício de 11,6 mil toneladas de resíduos por ano em todas as operações do Brasil. A redução de emissões de gases causadores do efeito estufa também é uma das prioridades da empresa. Apesar da base florestal de mais de 140 mil hectares — que poderia compensar as emissões da empresa — as metas continuaram agressivas: o objetivo da redução das emissões absolutas é de 37% até 2030, ou seja, quase 230 mil toneladas de emissões a menos na atmosfera todos os anos. A Dexco também busca diminuir a intensidade das emissões na divisão de revestimentos, a mais intensiva em carbono, em 15%.”

Fonte: Exame, 14/03/2024

Marfrig atinge nota máxima na lista do CDP

“A Marfrig recebeu pontuação máxima (Nota A) na categoria “Mudanças Climáticas” da edição 2023 da lista anual do CDP (Carbon Disclosure Project), organização internacional sem fins lucrativos que incentiva empresas e governos a reduzirem impactos ambientais. Foi o melhor desempenho entre as companhias do setor de proteína bovina. O CDP avaliou mais de 23 mil empresas que responderam a um questionário com suas respectivas ações em três categorias: mudanças climáticas, segurança hídrica e florestas. Maior produtora global de hambúrgueres, em 2022 a Marfrig já havia recebido A-, a segunda melhor nota, nestas três categorias. Em 2023, graças à implementação e ao avanço de diversas ações focadas em diminuir o impacto de suas operações, a empresa subiu para a pontuação máxima em “Mudanças Climáticas”. Nas outras duas categorias, manteve a nota anterior.”

Fonte: Capital Reset, 14/03/2024

Mercado considera como positiva aprovação do novo Fundo Clima

“Embora já fosse esperada, a aprovação do novo Fundo Clima, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é avaliada como um avanço no combate às mudanças climáticas, segundo especialistas ouvidos pelo Valor. Na terça-feira (13), o fundo recebeu aval com R$ 10,4 bilhões disponíveis. Este foi o maior volume de recursos já aplicados pelo Fundo Clima, segundo o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco. As taxas para os projetos variam de 1% ao ano, no caso de iniciativas voltadas para florestas nativas e recursos hídricos, a 8% ao ano, quando envolverem a geração de energia solar e eólica, além da remuneração do BNDES.”

Fonte: Valor Econômico, 15/03/2024

Política

Operação fez voltar à tona o debate sobre governança de empresas públicas

“Em maior evidência desde a Lava-Jato, a governança de empresas públicas passou por mudanças em 2016 com a sanção da Lei das Estatais, mas hoje, dez anos depois da deflagração da operação, o tema retorna à pauta. A constitucionalidade da lei está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Em outra frente, o governo Lula tenta aumentar sua influência na Petrobras e outras empresas estatais por meio de indicações políticas para seus conselhos de administração. Descortinado pela Lava-Jato em 2014, o esquema de corrupção executado no âmbito da Petrobras teve ramificações internacionais. Com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), uma das medidas adotadas foi a Lei das Estatais, considerada por especialistas em governança pública como um marco nas regras para limitar e estabelecer critérios às indicações nos cargos estatutários das empresas públicas, profissionalizando a gestão das companhias.”

Fonte: Valor Econômico, 15/03/2024

Para acomodar títulos verdes, governo quer mais US$ 50 bi de limite em emissões externas

“O governo federal solicitou ao Senado a ampliação em US$ 50 bilhões do limite que o Brasil tem para emitir títulos públicos no exterior. Com isso, o teto subiria de US$ 75 bilhões para US$ 125 bilhões. A ideia é aproveitar esse espaço para aumentar a emissão dos títulos soberanos sustentáveis, entre outros. A solicitação foi feita em despacho assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e publicado ontem, quarta-feira (13), no Diário Oficial da União (DOU). O texto trazia apenas o “pedido de alteração” de resolução do Senado “com vistas a possibilitar a continuidade do Programa de Emissão de Títulos e de Administração de Passivos de Responsabilidade do Tesouro Nacional no Exterior”. A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) informou, em nota, ao Valor, que a solicitação foi feita para que o teto passe de US$ 75 bilhões para US$ 125 bilhões, “dentro de um programa de emissão para os próximos 10 anos”. As regras atuais, criadas pelo Senado em 1989, estabelecem um limite único para dois tipos de operação. O primeiro é a “emissão de títulos, de responsabilidade do Tesouro Nacional, no exterior, com contrapartida em moeda corrente nacional ou estrangeira”.”

Fonte: Valor Econômico, 14/03/2024

STF afasta violação de direitos na área ambiental, mas obriga governo a manter ações contra desmatamento

“O Supremo Tribunal Federal (STF) defendeu que não há, neste momento, um “estado de coisas inconstitucional” na política ambiental brasileira, em especial em relação ao desmatamento da Amazônia. O termo jurídico é usado quando se reconhece que há uma situação de violação generalizada de direitos fundamentais que afeta um grande número de pessoas. Por maioria, o plenário afastou esse entendimento e apontou estar em curso um processo de “reconstitucionalização” em relação à proteção ambiental. O placar foi 8 a 3. As ações fazem parte da chamada “pauta verde” e chegaram à Corte ainda durante o governo Jair Bolsonaro (PL), com a acusação de que estava ocorrendo um desmonte das políticas públicas da área. Os ministros votaram no sentido de obrigar o governo a continuar tomando providências para reduzir o desmatamento na Amazônia Legal e determinaram a abertura de crédito extraordinário no exercício financeiro de 2024 para assegurar o prosseguimento das ações.”

Fonte: Valor Econômico, 14/03/2024

BNDES envia minutas de edital e contrato para licitação das obras da usina de Angra 3

“A Eletronuclear informou nesta quinta-feira (14) que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) enviou, em 7 de março, as minutas do edital e do contrato para a licitação dos serviços de engenharia, gestão de compras e construção (EPC, em inglês) para a conclusão das obras de Angra 3, no Rio de Janeiro, incluindo a matriz de risco e outros complementos contratuais. A Eletronuclear informou nesta quinta-feira (14) que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) enviou, em 7 de março, as minutas do edital e do contrato para a licitação dos serviços de engenharia, gestão de compras e construção (EPC, em inglês) para a conclusão das obras de Angra 3, no Rio de Janeiro, incluindo a matriz de risco e outros complementos contratuais.”

Fonte: Valor Econômico, 14/03/2024

Internacional

Empresas

França aprova taxa ambiental para produtos de marcas como Zara e Shein

“Os deputados franceses aprovaram, nesta quinta-feira (14), uma série de medidas que tornam menos atrativa para os consumidores a “fast fashion”, roupas de baixo custo, geralmente produzidas na China. Com essa proposta, que ainda precisa ser aprovada no Senado, a França poderá ser “o primeiro país a legislar para limitar os excessos da ultra fast fashion”, celebrou o ministro da Transição Ecológica, Christophe Béchu. Entre as principais medidas estão proibir a publicidade dos produtos têxteis mais baratos e estabelecer uma taxa ambiental para os artigos de baixo custo. O mercado francês foi inundado por essa “moda rápida”, barata e importada, ao mesmo tempo em que várias marcas do país declararam falência. Mas os principais argumentos usados são relacionados ao meio ambiente. “O têxtil é a indústria mais poluente”, declarou a deputada governista Anne-Cécile Violland, acrescentando que o setor é responsável por 10% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e polui a água. Como exemplos de produção intensiva de moda, a parlamentar destacou a empresa chinesa Shein e suas “7.200 novas peças por dia”.”

Fonte: Exame, 14/03/2024

Nissan e Honda assinam memorando de entendimento para parceria em veículos elétricos

“As rivais japonesas Nissan Motor e Honda Motor estão considerando uma parceria estratégica para colaborar na produção de componentes-chave para veículos elétricos (EVs) e inteligência artificial em plataformas de software automotivo, disseram as empresas na sexta-feira. A possível parceria poderia ajudar as duas empresas a desenvolver economias de escala na produção de veículos elétricos, já que as montadoras japonesas enfrentam forte concorrência da BYD, da Tesla e de outras empresas chinesas. A Nissan foi pioneira em veículos elétricos (VEs) com seu modelo Leaf totalmente elétrico, mas tem enfrentado dificuldades ao lado de outras montadoras tradicionais diante da crescente concorrência de novos participantes mais ágeis. “Os participantes emergentes são muito agressivos e estão fazendo incursões a uma velocidade incrível”, disse o CEO da Nissan, Makoto Uchida, em uma coletiva de imprensa. “Não podemos vencer a concorrência enquanto nos mantivermos fiéis à sabedoria convencional e a uma abordagem tradicional”, disse ele.”

Fonte: Reuters, 15/03/2024

Alemanha no caminho certo para atingir as metas de 2030, diz agência ambiental

“A Alemanha pretende reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 65% até 2030, em comparação com 1990, um passo para se tornar neutra em carbono até 2045. Atualmente, o país está em torno de 46%. “A Alemanha está no caminho certo – pela primeira vez. Se continuarmos no caminho certo, alcançaremos nossas metas climáticas para 2030″, disse o Ministro da Economia e Ação Climática, Robert Habeck, em um comunicado. Uma queda na produção das indústrias de energia intensiva, juntamente com um aumento na produção de energia renovável, contribuiu para o declínio das emissões, disse a agência. Mas os setores de transporte e construção não conseguiram cumprir suas metas de emissões no ano passado, colocando em risco as metas de 2030 se não forem tomadas medidas adicionais para descarbonizar os setores, disse o ministério.”

Fonte: Reuters, 15/03/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


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