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Cresce a oferta e o patrimônio líquido de fundos ‘verdes’ em 2024, diz Anbima | Café com ESG, 27/05

Dados da Anbima apontam para um crescimento de mercado de sustentabilidade; Os impactos do La Niña no setor hídrico

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• Pressionado por macro global e doméstico, o Ibovespa teve sua pior semana desde março de 2023, caindo 3,0%. No mesmo período, o ISE caiu 2,98%. O pregão de sexta-feira também terminou em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,33% e 0,45%, respectivamente.

• No Brasil, (i) o aumento da oferta de fundos chamados ‘verdes’ e do seu patrimônio líquido mostram que a sustentabilidade pauta cada vez mais o mercado de investimentos – dados da Anbima indicam 91 fundos IS (investimento sustentável) e 39 que integram aspectos ESG em março/24 (vs. 41 e 13 respectivamente em dez/22) e patrimônio líquido somados de R$ 13,4bi contra R$7,4bi no fim de 2022; e (ii) o fenômeno meteorológico La Niña, cuja principal característica é prolongar os períodos secos do ano, deve atrasar a retomada das chuvas nos reservatórios das hidrelétricas no período úmido e pressionar a oferta e a demanda de energia, segundo informações da Climatempo – no país, o setor hídrico já começou a tomar medidas emergenciais para evitar uma situação mais drástica no fim do ano.

• No internacional, segundo a Bloomberg, o governo americano deve apresentar essa semana um conjunto de diretrizes gerais para incentivar o uso de créditos de carbono como parte das estratégias climáticas corporativas – a ideia é promover os créditos de alta integridade, que apresentam reduções reais, adicionais e permanentes de emissões que não teriam ocorrido de outra forma.

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Brasil

Empresas

Embraer faz parceria com Avfuel para aumentar uso de combustível sustentável de aviação

“A fabricante de aeronaves Embraer anunciou, na quinta (23/5), um acordo com a distribuidora Avfuel para aumentar a utilização do combustível sustentável de aviação (SAF, em inglês) produzido pela Neste no Aeroporto Internacional de Melbourne Orlando (KMLB), na Flórida (EUA), para uma carga por semana. O transporte aéreo hoje responde por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa. A substituição do querosene fóssil por alternativas renováveis e de baixo carbono é vista como uma das principais rotas para descarbonizar esse setor. Embraer e Avfuel já mantinham um acordo de SAF desde julho de 2021, para apoio das operações de voo fora do aeroporto de Orlando. Com a atualização, serão entregues 8 mil galões (cerca de 30,2 mil litros) de SAF por trimestre. No total, a parceria deverá resultar no fornecimento de 240 mil galões (908,5 mil litros) de SAF à Embraer em 2024, representando um aumento significativo em comparação com anos anteriores. A cada 8 mil galões de combustível sustentável consumido, a companhia estima uma redução de 19 toneladas de emissões de CO2, chegando a 570 toneladas a menos de emissões de carbono no ano. O investimento da Embraer no SAF mira, principalmente, voos de demonstração, entregas e voos de produção em Melbourne. Produzido pela Neste a partir de resíduos e matérias-primas residuais de origem sustentável e 100% renováveis, como óleo de cozinha usado, o combustível pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em até 80% em comparação ao QAV de petróleo, se usado em sua forma pura.”

Fonte: Epbr, 24/05/2024

BNDES pretende captar R$1 bi para financiar minerais críticos

“O BNDES deve lançar, na próxima semana, o edital para acesso ao Fundo de Minerais Estratégicos, que pretende captar no mercado até R$1 bilhão para pequenas e médias empresas que atuam no setor de minerais críticos utilizados para transição energética e fertilizantes. A iniciativa é uma parceria com a Vale, que também deverá ser uma das investidoras do Fundo. As informações foram dadas pelo chefe do Departamento de Indústria de Base e Extrativa do banco de fomento, Flavio Moraes, durante audiência da Frente Parlamentar de Mineração na Câmara dos Deputados, na quinta (23/5). “É uma participação acionária por meio do fundo, não é uma participação direta do BNDES. É uma participação indireta, em que o BNDES se coloca como um investidor âncora, onde ele se compromete a aportar até R$ 250 milhões com até 25% de participação”, disse Moraes. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, havia antecipado em janeiro os planos do banco para participação em empresas de setores estratégicos, como de minerais críticos. Além do Fundo dedicado, os projetos de minerais críticos no Brasil ainda podem acessar recursos disponíveis no Fundo Clima e no BNDES Mais Inovação, além de fundos não reembolsáveis para pesquisa e desenvolvimento de materiais críticos. O governo enxerga nos minerais críticos uma oportunidade de industrialização no país. Em um primeiro momento, no processamento químico desses minerais e, posteriormente, no beneficiamento e uso na indústria de transformação.”

Fonte: Epbr, 24/05/2024

La Niña acende alerta sobre secas a partir de julho e aumento dos custos de energia

“O fenômeno meteorológico La Niña, cuja principal característica é prolongar os períodos secos do ano, deve atrasar a retomada das chuvas nos reservatórios das hidrelétricas no período úmido e pressionar a oferta e a demanda de energia, segundo informações da Climatempo. O fenômeno meteorológico La Niña é caracterizado pelo resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial central e oriental. O sinal de alerta já é sentido, já que 55% da matriz elétrica do Brasil são hídricos, e o setor começou a tomar medidas emergenciais para evitar uma situação mais drástica já no fim do ano. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) adotou medidas para poupar água em importantes usinas do Sudeste/Centro-Oeste, para mitigar os impactos da falta de chuvas e minimizar eventuais custos de geração. Outra medida foi a redução das vazões das usinas hidrelétricas de Jupiá e Porto Primavera, no Rio Paraná, em medida adotada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Segundo a Climatempo, o início do La Niña está previsto para julho, devendo ganhar força na primavera e atingir seu pico no início do verão, perdendo intensidade só no outono de 2025. O fenômeno deve acentuar ainda mais os períodos de seca registrados no inverno nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Da mesma forma, vai trazer chuvas bem abaixo da média e prolongar a seca também no Sul. Associado a um inverno com temperaturas acima da média, deve pressionar ainda mais o consumo de energia no País.”

Fonte: Valor Econômico, 24/05/2024

Mercado paga até duas vezes mais por etanol de segunda geração, diz CEO da Raízen

“O CEO da Raízen, Ricardo Mussa, disse nesta sexta (24/5) que o mercado internacional paga um “prêmio” pelo etanol de segunda geração (E2G), que pode chegar ao dobro do preço do etanol de primeira geração, por ter uma pegada de carbono menor, além de ser considerado como um produto que não compete com a produção de alimentos. “O E2G tem como principal insumo não o caldo da cana, mas o bagaço da cana. O bagaço é um resíduo que antes era muito mal aproveitado”, disse. A Raízen inaugurou nesta sexta sua segunda planta de E2G, no Parque de Bioenergia Bonfim, em Guariba (SP). Com capacidade de produção de 82 milhões de litros por ano, a planta tem 80% do volume contratado. O investimento foi de R$ 1,2 bilhão. Todas as unidades já têm contratos de longo prazo para a comercialização do produto, sobretudo para clientes na Europa, Estados Unidos e Ásia. “A gente enxerga no E2G uma das maiores apostas para a transição para a economia de baixo carbono. Esse é o conceito da economia circular, que é aproveitar o resíduo para fazer o produto”, acrescentou Mussa. O etanol de segunda geração é produzido a partir da fermentação do resíduo da cana-de-açúcar, o bagaço, e tem uma pegada de carbono 30% menor do que o etanol de primeira geração. Segundo o CEO, a companhia está conversando “ativamente” com produtores de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) para fornecer o E2G como insumo, sobretudo na Europa, mas ainda não pode anunciar nenhuma parceria. “O que a gente pode dizer é que esse é um mercado de curto prazo”, disse a jornalistas após o evento.”

Fonte: Epbr, 24/05/2024

Sustentabilidade avança no mercado

“O aumento da oferta de fundos chamados “verdes” e do seu patrimônio líquido mostram que a sustentabilidade pauta cada vez mais o mercado de investimentos. Dados de março passado da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) indicam 91 fundos IS (investimento sustentável) e 39 que integram aspectos ESG. Em dezembro de 2022, esses números eram 41 e 13, respectivamente. O patrimônio líquido dos dois tipos de fundos somados era, em março deste ano, de cerca de R$ 13,4 bilhões contra R$ 7,4 bilhões no fim de 2022. Os fundos IS viram seu patrimônio líquido subir, nesse período, de R$ 5,6 bilhões para R$ 9,1 bilhões. Já os fundos ESG passaram de R$ 1,8 bilhão para R$ 4,3 bilhões. “Estamos falando de um mercado de nicho, com tendência de crescimento”, diz Cacá Takahashi, diretor da Anbima e coordenador da Rede de Sustentabilidade da entidade. Ele acredita que a expansão ocorrerá paulatinamente, em função do cenário macroeconômico e geopolítico e da característica de prazo maior dos fundos sustentáveis. “O ambiente atual faz com que o investidor permaneça em posições líquidas de mais curto prazo”, observa. De acordo com a Anbima, a diferença entre os fundos IS e ESG é que os primeiros têm foco 100% sustentável, sendo esse seu objetivo. Já os ESG consideram os aspectos ambiental, social e de governança em sua gestão, sem ter o investimento sustentável como objetivo principal.”

Fonte: Valor Econômico, 27/05/2024

Diversidade: Maioria das empresas avança pouco no tema nos últimos 2 anos

“Apesar do aumento da conscientização sobre diversidade, 58% das empresas avaliam que avançaram pouco ou pouquíssimo no tema nos últimos dois anos, aponta uma pesquisa da to.gather, startup focada em inclusão. Apenas 9,7% das companhias que responderam à pesquisa consideram que houve um ótimo avanço na agenda. O mapeamento acompanhou que entre os grupos diversos, as mulheres são maioria nas empresas, com 39% da representatividade entre os funcionários. Em seguida estão pessoas pretas e pardas (31%), profissionais acima dos 50 anos (10,9%) e pessoas LGBTQI+ (10,1%). Entre os grupos com menor presença estão pessoas com deficiência (3%), neuroatípicas (2%) e pessoas trans e travestis, com apenas 0,9% de representatividade. Nos cargos de liderança, o cenário é ainda mais excludente: mulheres representam 31%, enquanto pessoas negras são 17%. Profissionais com mais de 50 anos constituem 14% dos líderes, pessoas LGBTQI+ são 5% e neuroatípicos são 1%. Pessoas com deficiência e trans e travestis representam apenas 0,8% e 0,2% da liderança, respectivamente. Entre as ações afirmativas para mudar o atual panorama, a pesquisa identificou um aumento na criação de vagas voltadas para esses públicos, implementadas por quase 60% das companhias mapeadas. No entanto, essa foi a única política afirmativa que atingiu crescimento em comparação com 2022, com alta de 1,1 ponto percentual. Outras ações sofreram uma queda na adoção desde a última pesquisa: programas de estágio ou trainee para grupos sub-representados são utilizados por 25% das empresas, uma redução de 5 pontos percentuais em relação à última pesquisa.”

Fonte: Exame, 25/05/2024

Investimentos ESG sobem exponencialmente

“Os investimentos que seguem os critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) tem ganhado destaque no mercado financeiro internacional. Estima-se que esses investimentos representam já mais de um terço do total de ativos sob gestão globalmente e poderão atingir a marca impressionante de US$ 53 trilhões até 2025. Esta tendência destaca a crescente importância que investidores têm dado a sustentabilidade nas empresas em que escolhem investir. A busca por uma classificação ESG positiva tornou-se uma questão estratégica para as corporações que desejam atrair investimentos. Uma classificação ruim pode resultar em dificuldades significativas para conseguir financiamento externo. Investidores modernos utilizam relatórios de agências de classificação ESG para tomar decisões de investimento mais informadas e alinhadas com seus valores de sustentabilidade. No Brasil, por exemplo, empresas que falham em atingir uma pontuação satisfatória são frequentemente excluídas dos fundos e índices ESG. Isso reflete uma realidade onde não apenas o retorno financeiro, mas também o impacto ambiental e social, são decisivos para a composição de portfólios de investimento.”

Fonte: O Antagonista, 26/05/2024

Política

Captação com títulos sustentáveis será direcionada para área ambiental e social, diz Tesouro

“Os recursos captados com a primeira emissão no exterior dos títulos soberanos sustentáveis do Brasil serão direcionados para nove segmentos principais, como energia renovável e combate à pobreza. A informação foi divulgada hoje pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Essa é a segunda edição do Relatório Pré-Emissão com Alocação Indicativa de Recursos, no contexto do Arcabouço Brasileiro para Títulos Soberanos Sustentáveis. Além disso, ao menos metade desses recursos serão direcionados para a área ambiental, com o restante sendo direcionado para a área social. No caso dos gastos ambientais, os limites inferior e superior serão, respectivamente, de 50% e 60% do montante captado. Já para os gastos sociais, os limites são de, no mínimo 40%, e no máximo 50%. O relatório aponta que o limite inferior para as despesas ambientais na alocação dos recursos da emissão deve ser visto “como um piso”, e respeitando o recorte temporal, “a composição esperada é que, no máximo, 25% sejam dedicados ao refinanciamento de despesas já executadas”. Dos nove segmentos principais, seis estão ligados à área ambiental: controle de emissões de gases de efeito estufa (GEE), para a qual será direcionada entre 4% e 5% dos recursos; energia renovável, entre 30% e 34%; eficiência energética, entre 0,5% e 1,0%; transporte limpo, entre 13% e 17%; biodiversidade terrestre e aquática, entre 1% e 2%; adaptação às mudanças climáticas, entre 1% e 4%. Os outros três segmentos estão ligados à área social: economia circular, entre 0,5% e 1%; combate à pobreza, entre 36% e 46%; e acesso a infraestrutura básica, entre 4% e 8%.”

Fonte: Valor Econômico, 24/05/2024

Internacional

Empresas

Sumitomo, do Japão, vai produzir combustível de aviação sustentável no Canadá

“A Sumitomo Corporation vai se juntar a um projeto canadense para construir um dos maiores centros do mundo para captura e armazenamento de dióxido de carbono. A empresa japonesa trabalhará com a Reconciliation Energy Transition Inc. (Reti) para construir o centro, incluindo uma instalação de compressão e dutos, em Calgary, de acordo com os planos anunciados na sexta-feira (24). As operações devem começar em 2026, com uma capacidade anual inicial de cerca de 3 milhões de toneladas, que, eventualmente, será expandida para 10 milhões de toneladas. O custo exato do projeto ainda está sendo determinado, mas a escala poderá atingir centenas de milhões de dólares. Espera-se que a Sumitomo contribua com cerca de 20% do investimento. O projeto provavelmente armazenará carbono de uma usina de energia a gás natural próxima, bem como de outras usinas na região. A japonesa Marubeni também está participando de um projeto de captura de carbono na província de Alberta, em Calgary. A Sumitomo e a Reti planejam usar o carbono capturado para produzir combustível de aviação sustentável (SAF) feito a partir de fontes não petrolíferas. Nos projetos de captura de carbono, o gás capturado será armazenado profundamente no subsolo por meio de uma rede de dutos. O carbono é mantido por longos períodos de tempo em um estado supercrítico. Os operadores podem adquirir créditos de carbono capturando CO2 diretamente do ar e de biogases.”

Fonte: Valor Econômico, 25/05/2024

Falta de crédito põe em risco projeto “carbono zero” em emergentes

“O Brasil pode atrair US$ 2 trilhões e atingir a neutralidade na emissão de carbono nos próximos 30 anos. Pode ir além, se conseguir US$ 3 trilhões, e tornar-se carbono-positivo, com soluções que poderiam sequestrar ainda mais gases-estufa. Isso dobraria o nível do investimento privado no país até 2050. Transportes, indústria, energia, agricultura e florestas seriam setores que mobilizariam mais recursos. A descarbonização poderia ser vetor de desenvolvimento e da economia nacional. Mas a dúvida é se há financiamento climático para isso. O fluxo de recursos global têm ficado nos países ricos e migrado menos a emergentes e o mundo em desenvolvimento. Os dados são de um estudo lançado em 2022 pelo Boston Consulting Group (BCG), em Nova York, durante o Brazil Climate Summit, evento que reune alunos e ex-alunos da Columbia University, pesquisadores e investidores. “Hoje é preciso financiar a descarbonização muito mais nos países emergentes”, diz Arthur Ramos, diretor-executivo e sócio do BCG. “Os países ricos estão mais preparados para fazer captações, emitir títulos verdes, explorar oportunidades do que os emergentes”, diz ele. “Não se nada de braçada. Há um ‘gap’ grande para trazer esses investimentos aqui”, continua. A atualização do relatório será apresentada hoje, em Paris, na primeira edição europeia do Brazil Climate Summit. O encontro, que já teve edições em Nova York, busca agora conectar o empresariado brasileiro ao europeu e colocar o país na rota de investimentos para a descarbonização da economia global.”

Fonte: Valor Econômico, 27/05/2024

Política

EUA vão fazer defesa dos créditos de carbono, diz Bloomberg

“O governo americano deve apresentar na semana que vem um conjunto de diretrizes gerais para incentivar o uso de créditos de carbono como parte das estratégias climáticas corporativas. As informações são da Bloomberg. A ideia é promover os créditos de alta integridade, que apresentam “reduções reais, adicionais e permanentes de emissões que não teriam ocorrido de outra forma”, segundo a agência. A secretária do Tesouro norte-americano, Janet Yellen, deve anunciar os detalhes em um evento na próxima terça-feira, dia 28 de maio, em Washington. As diretrizes também vão orientar as companhias a não usar o mercado de compensações voluntárias como substituto dos esforços de cortar diretamente as emissões de gases de efeito estufa de suas cadeias de valor, o chamado escopo 3. Cada crédito de carbono corresponde a uma tonelada de CO2 que deixou de ser lançada ou foi removida da atmosfera. Eles são adquiridos voluntariamente por empresas ou organizações que não estão sujeitas a obrigações regulatórias de redução de emissões. Desde o início de 2023, denúncias de irregularidades e fraudes em projetos que geram créditos protegendo florestas – os mais comuns no Brasil – afastaram os compradores. Como esses instrumentos não estão sujeitos a nenhum tipo de regulamentação oficial, iniciativas de autorregulação tentam recuperar a credibilidade desse instrumento. As duas principais, que envolvem participantes de todo o setor, são o ICVCM, do lado da oferta, e o VCMI, do lado da demanda. O governo americano não deve endossar nenhuma das duas iniciativas, segundo a Bloomberg, mas as recomendações devem se basear na necessidade de transparência e alinhamento com a melhor ciência disponível.”

Fonte: Capital Reset, 24/05/2024

Cúpula climática da ONU em Baku corre o risco de ser novamente cooptada pelos combustíveis fósseis, dizem legisladores dos EUA

“A importante cúpula da ONU sobre o clima, organizada este ano pelo Azerbaijão, corria o risco de ser “cooptada” pela indústria dos combustíveis fósseis, que era o principal motor das alterações climáticas, disse um grupo de líderes democratas dos EUA numa carta a funcionários da Casa Branca. Os 26 signatários, incluindo os senadores Jeff Merkley, Bernie Sanders e Elizabeth Warren, bem como as congressistas Alexandria Ocasio-Cortez e Jan Schakowsky, disseram estar “profundamente preocupados com a nomeação de Mukhtar Babayev” como presidente designado da cimeira COP29 da ONU. Babayev, ministro da Ecologia do Azerbaijão, passou mais de duas décadas na empresa estatal de petróleo e gás Socar antes de se tornar membro do gabinete do presidente Aliyev. A carta, dirigida ao secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e ao enviado climático de Biden, John Podesta, não chegou a pressionar pela destituição de Babayev, mas instou a ONU a atualizar as suas diretrizes de conflito de interesses para “garantir que esta situação não volte a acontecer”. Faz eco do apelo feito por mais de 100 legisladores dos EUA e membros do Parlamento Europeu no ano passado para a retirada do Sultão al-Jaber, chefe da empresa petrolífera estatal Adnoc, como presidente designado da COP28. “Quando Babayev for eleito, será o segundo ano consecutivo que a COP será chefiada por um executivo dos combustíveis fósseis”, escreveram os políticos. “Dados estes conflitos de interesses, corremos o risco de o processo ser cooptado pela mesma indústria de combustíveis fósseis que é o maior impulsionador da nossa crise climática.”

Fonte: Financial Times, 25/05/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

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COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

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O que escutamos do Diretor da Toyota em reunião sobre eletrificação com investidores? Veja os destaques (link)

ESG no 1T24: Três frentes que sinalizam um aumento do protagonismo (link)

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