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BNDES deve apresentar em julho estudo sobre retomada de Angra 3 | Café com ESG, 10/05

Tesla é acusada de interferir na organização sindical da sua fábrica em Nova York; BID vai disponibilizar R$ 5,5 bi em crédito em apoio ao RS

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE registrando perdas de 1,0% e 1,6%, respectivamente.

• Do lado das empresas, (i) a Braskem reduziu sua capacidade de produção para 50%, após ser forçado a paralisar a suas operações no polo petroquímico de Triunfo (RS), em decorrência dos impactos das chuvas no estado; e (ii) segundo o presidente da Eletronuclear, estatal que administra e opera as usinas nucleares no país, o BNDES deve apresentar em julho um estudo sobre a retomada da usina nuclear Angra 3 no Rio de Janeiro.

• Já na política, as associações representantes das indústrias eólica e solar divulgaram uma carta em defesa ao PL do Hidrogênio, que busca incentivos e subsídios para os produtores de energia elétrica a partir de hidrogênio verde.

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Brasil

Empresas

Braskem reduz para metade uso da capacidade de produção no Brasil após enchentes no RS

“A Braskem reduziu o uso de sua capacidade de produção no Brasil de cerca de 75% para aproximadamente 50% após ser forçada a paralisar o polo petroquímico de Triunfo (RS) em meio às enchentes históricas que deixaram o Estado debaixo d’água nos últimos dias. O diretor financeiro da Braskem, Pedro Freitas, afirmou em entrevista a jornalistas que o principal produto da empresa em Triunfo que não pode ter a produção transferida para outras instalações no Brasil é o polipropileno verde, que teve sua capacidade ampliada em 30% no ano passado. A maior parte da produção de polietileno verde, produzido a partir de derivados de cana-de-açúcar e cuja demanda global tem crescido nos últimos anos, é exportada. Segundo Freitas, a Braskem costuma ter estoques de seus produtos em outros países, “tipicamente suficientes para dois a três meses”, e por isso neste momento uma eventual falta do produto para atender clientes “não é uma preocupação”.”

Fonte: CNN, 09/05/2024

BID lança pacote de R$ 5,5 bi para emergência climática no RS; foco é resiliência

“O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai disponibilizar até R$ 5,5 bilhões em crédito para medidas de apoio ao Rio Grande do Sul, com parte do financiamento focado em obras de infraestrutura para adaptação e resiliência às mudanças climáticas. O apoio se soma a uma série de medidas que vêm sendo anunciadas para remediar os estragos causados pela emergência climática no estado. Nesta quinta (9), o governo federal anunciou uma medida provisória destinando R$ 50,94 bilhões a ações iniciais para a reconstrução. A previsão para os próximos dias é de mais tempestade. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e outras agências emitiram uma nota técnica (.pdf) sobre riscos geo-hidrológicos para o Rio Grande do Sul. Entre hoje e segunda (13/5), espera-se chuvas intensas no Centro-Leste e Nordeste do estado, com acumulados que podem superar os 150 milímetros.”

Fonte: Epbr, 09/05/2024

Estudo para retomada de Angra 3 será entregue em julho pelo BNDES

“O início do segundo semestre deste ano vai sinalizar a retomada do projeto de construção da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis, nas região da Costa Verde, no Rio de Janeiro. Em entrevista nesta quarta-feira (8) à Agência Brasil, o presidente da Eletronuclear, estatal que administra e opera as usinas nucleares no país, Raul Lycurgo, afirmou que, provavelmente em julho, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá entregar um estudo independente de modelagem econômico-financeira, orçamentação e também a parte jurídica do projeto. No dia 21 de março, teve início a consulta pública para estruturação do processo, que envolve a elaboração de minuta do edital de licitação e do contrato de serviços de engenharia, gestão de compras e construção.”

Fonte: Epbr, 09/05/2024

Aumenta adesão à geração própria

“A autoprodução de força, cenário em que o consumidor opta por gerar a própria energia, tem encontrado um caminho de ascensão entre grandes empresas. Especialistas do setor apontam que o incremento de projetos é explicado por fatores como a chegada de novas tecnologias de produção e a necessidade de buscar soluções mais eficientes e sustentáveis, alinhadas com a agenda ESG (boas práticas ambientais, sociais e de governança) e com metas corporativas de descarbonização. O perfil das companhias que aderem à autoprodução também mudou nos últimos anos. Antes acolhida apenas por setores de consumo intensivo de energia, como o siderúrgico, a prática se espalha entre varejistas, operadoras de telecomunicação, fabricantes de bens de consumo e a indústria financeira. De acordo com Mário Menel, presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), criada em 2004, os 21 associados da entidade representavam uma capacidade instalada de 8,9 gigawatts (GW) somente de fontes renováveis, de um total de 21 GW de capacidade total.”

Fonte: Valor Econômico, 10/05/2024

Regras de distribuição, sim, mas equilibradas

“A possibilidade de os consumidores de média e alta tensão migrarem para o Mercado Livre de Energia (MLE), existente desde 1º de janeiro deste ano, está resultando numa grande transferência de empresas para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), mercado em que podem economizar até 40% na conta de energia, além de escolher as fontes geradoras para promover suas políticas ambientais, sociais e de governança (ESG). O que está sendo um ótimo negócio para as empresas que atuam no MLE causa na outra ponta dor de cabeça às distribuidoras, que fornecem energia no mercado regulado. Com as perdas de clientes e da energia já contratada em leilões anteriores, as distribuidoras reclamam de distorções e excesso de incentivos para o MLE, e também do desgaste com os consumidores cativos, que pagam por essas perdas por meio do aumento nas contas.”

Fonte: Valor Econômico, 10/05/2024

Braskem: Desembolsos com afundamento do solo em Maceió já somam R$ 10 bilhões

“Os gastos da Braskem com o afundamento do solo em bairros de Maceió, atribuído à antiga mineração de sal-gema da petroquímica, somam cerca de R$ 10 bilhões até o momento, de um total de R$ 15,5 bilhões incluído o saldo da provisão, de acordo com o vice-presidente de finanças, suprimentos e relações institucionais da Braskem, Pedro Freitas. Conforme o executivo, 99,9% das propostas de compensação financeira já foram apresentadas e a taxa de realocação dos atingidos está em 99,7%. O programa de compensação financeira e realocação corresponde à maior parte dos dispêndios, com quase R$ 6 bilhões. Deste montante, R$ 4,6 bilhões já foram desembolsados. Em relação às medidas socio-urbanísticas, a Braskem trabalha em 11 projetos que serão concluídos até 2026, dos quais 7 já em execução física. Já a estabilização da encosta do Mutange, um dos cinco bairros que foram mais afetados pelo problema, a taxa de execução está em 73%.”

Fonte: Valor Econômico, 09/05/2024

Política

Indústrias eólica e solar saem em defesa de subsídios para hidrogênio de eletrólise

“As associações brasileiras que representam os setores eólico e solar e a indústria de hidrogênio verde – feito a partir de eletrólise com energia renovável – divulgaram, nesta quinta (9/5), uma carta manifestando apoio às mudanças no PL 2308/2023 (PL do Hidrogênio) propostas pelo senador Otto Alencar (PSD/BA), em seu parecer no final de abril. O relator no Senado trouxe de volta ao projeto originário da Câmara dos Deputados uma série de incentivos e subsídios para o hidrogênio, em especial para a rota da eletrólise (verde). Uma das emendas prevê a isenção de impostos de energia elétrica voltada para produtores de hidrogênio verde. Outra cria um novo tipo de leilão de energia, para destinar o excedente das usinas renováveis à produção do combustível.”

Fonte: Epbr, 09/05/2024

Opinião

Carlos Nobre alerta: “O que acontecia uma vez a cada década, hoje ocorre a cada dois anos”

“Desde o final de abril, o Brasil assiste atônito às imagens das águas que dominam cidades e levam vidas no Rio Grande do Sul. Expressões como catástrofe socioambiental, emergência climática, adaptabilidade e resiliência dominam os noticiários e passam a integrar o vocabulário de autoridades e da população brasileira, na busca por explicações e soluções aos eventos climáticos extremos. Referência mundial para estudos ambientais e mudanças climáticas, o meteorologista brasileiro Carlos Nobre explica, em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o que são os eventos climáticos extremos e porque a situação no Rio Grande do Sul foi classificada dessa forma.”

Fonte: Exame, 09/05/2024

Internacional

Empresas

Principais bancos relatam ‘desafios significativos’ em antecipar riscos climáticos

“O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) realizou um exercício com os seis principais bancos americanos visando os riscos relacionados com as mudanças climáticas. Segundo relatório divulgado nesta quinta-feira, 9, os participantes relataram “desafios significativos” em termos de dados e modelos na estimativa dos riscos financeiros relacionados com o clima. Por exemplo, os bancos notaram a falta de dados abrangentes e consistentes relacionados com as características dos edifícios, a cobertura de seguros e os planos das contrapartes para gerir os riscos. A maioria dos participantes baseou-se em modelos de risco de crédito existentes para estimar o impacto dos riscos físicos e de transição nas suas carteiras e assumiu que as relações históricas entre os dados e os resultados do modelo continuam se mantendo à medida que o clima e a estrutura da economia evoluem.”

Fonte: Exame, 09/05/2024

Tesla interferiu na organização sindical na fábrica de Nova York, afirma agência dos EUA

“A Tesla foi acusada por uma agência trabalhista dos EUA de desencorajar os trabalhadores de uma fábrica de montagem em Buffalo, Nova York, a se organizarem em sindicatos, impedindo-os de usar telefones e outros dispositivos, disse uma porta-voz da agência na quinta-feira. Um funcionário do National Labor Relations Board (NLRB) emitiu uma queixa na quarta-feira, alegando que a regra da Tesla no local de trabalho que proíbe o uso de tecnologia pessoal, gravação e armazenamento ou compartilhamento de conteúdo viola a lei trabalhista dos EUA, de acordo com a porta-voz, Kayla Blado. As novas reivindicações se somam a uma pilha de disputas legais entre a Tesla, seus funcionários e agências governamentais sobre as práticas empregatícias da montadora de carros elétricos, incluindo outros casos que alegam conduta antissindical ilegal e uma série de processos por discriminação racial.”

Fonte: Reuters, 09/05/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

Abastecendo o futuro: O papel dos biocombustíveis na transição energética(link)

COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

ESG Updates

O que escutamos do Diretor da Toyota em reunião sobre eletrificação com investidores? Veja os destaques (link)

ESG no 1T24: Três frentes que sinalizam um aumento do protagonismo (link)

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) (link)

Brunch com ESG

SUZB3 e VBBR3 se unem em prol do SAF; SBTi e o imbróglio envolvendo carbono (link)

WEGE3 e POMO4 entram no Mover; PL das eólicas offshore volta ao Senado; Repsol aposta no biometano (link)

Vendas de elétricos caem globalmente, enquanto China entra em peso no mercado local; EUA anuncia novo investimento em energia limpa (link)


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