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Economia em Destaque: FMI reduz projeção de crescimento global, mas aumenta a do Brasil

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo

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Resumo

Nesta semana, os destaques internacionais foram a revisão para baixo da projeção do FMI para o crescimento global, os dados fracos de atividade na China devido ao lockdown e a sinalização de aumento de 0,5 pp na taxa de juros americana na próxima reunião do Fed.

No cenário doméstico, destaque para a negociação de reajuste para servidores públicos, anúncio de normalização da divulgação de dados pelo Banco Central na semana que vem e detalhes do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023.

Atualizações Covid-19 no Brasil

No Brasil, as médias móveis de sete dias de novos casos e de óbitos caíram para 13,8 mil e 101, respectivamente. Ao todo, 83,7% da população brasileira já está vacinada com ao menos a primeira dose de imunizante contra a doença; 77,1% já tomou dose única ou duas doses e 40,6% já teve o reforço da vacinação.

Cenário internacional

Guerra na Ucrânia continua e EUA alertam para novo estágio do conflito

A guerra na Ucrânia continua, e os EUA alertam essa semana para novo estágio do conflito, declarando que a Rússia se prepara para ataque maior após a tomada de Mariupol, cidade ao sul da Ucrânia na qual o exército russo tinha se concentrado desde o início.

A guerra tem impacto direto nos preços das commodities, principalmente de energia (petróleo, gás natural) e agrícolas – a região do conflito é uma importante produtora de grãos e fertilizantes. Nesta semana, o preço do petróleo brent fechou com queda de 4,9% em relação à semana anterior (a 106 dólares por barril), o gás natural teve queda de 4,7%, o milho teve alta de 1,5%, a soja teve alta de 2,2% e o trigo teve queda de 2,8% na semana.

Desaceleração no varejo da China sinaliza que lockdowns estão afetando a economia

O PIB da China cresceu 4,8% a/a no primeiro trimestre, acima das expectativas (4,2%). Entretanto, os dados mensais indicaram que a tendência de melhora na economia se interrompeu devido aos lockdowns. A produção industrial já teve desaceleração registrada entre janeiro e fevereiro e as vendas no varejo caíram no período. Os resultados aumentam a pressão sobre o governo do presidente Xi Jinping, que reafirmou seu compromisso com uma política de Covid zero.

Dirigente do Fed sinaliza possibilidade de aumentar o ritmo de alta de juros na próxima reunião

O presidente do Federal Reserve (o Fed, banco central americano), Jerome Powell, enviou o sinal mais forte até o momento de que o Federal Reserve está preparado para aumentar as taxas de juros a um ritmo mais elevado, em meio ponto percentual na próxima reunião, à medida que o banco central dos EUA intensifica os esforços para combater a inflação crescente. Em um painel organizado pelo FMI, Powell afirmou que é apropriado, em sua opinião, avançar um pouco mais rapidamente. A visão de que o Fed deva apertar o passo para aumentar sua taxa básica de juros, de modo que rapidamente atinja um nível “neutro” que não estimule o crescimento foi sustentada apenas pelas autoridades mais “hawkish” no início, mas tornou-se mais amplamente aceita. Os mercados precificam três aumentos de taxa de meio ponto para as próximas três reuniões (até julho), com o banco central passando para aumentos de 0,25 p.p. após esse ponto, para que a taxa de fundos federais atinja 2,77% até o final do ano.

Com as notícias recentes, os juros reais de 10 anos dos EUA se tornam positivos pela primeira vez desde março de 2020 e as taxas dos títulos (treasuries) de 30 anos chegaram perto dos 3% pela primeira vez desde o início de 2019. Isso reflete a perspectiva de uma política monetária mais restritiva do Federal Reserve, em resposta às crescentes pressões inflacionárias. O movimento do mercado também deve ser visto como um retorno ao normal pré-pandemia, o que é uma boa notícia para a economia global.

O real, assim como outras moedas emergentes se depreciou com a fala de Powell. Ativos de maior risco, incluindo moedas emergentes, tendem a se desvalorizar quando há aumento nas taxas de juros americanas, já que os títulos dos EUA são considerados os ativos de maior segurança e ganham atratividade com a alta de juros.

Apesar de alta de preços, atividade econômica na Europa continua resiliente

Na Europa, os serviços cresceram apesar do aumento de preços intensificado pela guerra. A indústria, no entanto, foi bastante afetada pois as interrupções na cadeia de suprimentos causadas pela pandemia foram exacerbadas pela invasão da Ucrânia pela Rússia e pelos novos bloqueios na China.

FMI corta projeção de crescimento mundial

O FMI cortou a previsão de crescimento do PIB global para 3,6% de 4,4% para 2022; e para 3,6% de 3,8% para 2023. O Fundo espera que o crescimento global desacelere significativamente este ano, à medida que a repercussão da guerra na Ucrânia se espalhe e os principais bancos centrais apertem a política monetária. O FMI prevê um crescimento do PIB de 2022 dos EUA em 3,3% (3,9% antes), da zona do euro em 3,7% (4,0%) e da China em 4,4% (4,8%).

Para o Brasil, o FMI elevou a previsão de crescimento do PIB do Brasil de 0,3% para 0,8% devido ao melhor desempenho das vendas no varejo e ao efeito favorável dos preços mais altos das commodities. Também aumentamos a nossa previsão de crescimento em 2022 na semana passada para 0,8%. Apesar da melhor dinâmica de curto prazo, a atividade econômica provavelmente desacelerará adiante, em resposta à política monetária mais apertada e à inflação mais alta, que vem corroendo a massa salarial real.

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Enquanto isso, no Brasil…

PLDO de 2023 aponta que sustentabilidade fiscal depende do teto de gastos e reformas estruturais

Nessa semana, o governo promoveu coletiva de imprensa detalhando o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2023, que mostra as projeções de médio prazo para as principais variáveis e discute estratégias de política fiscal.

Detalhamos os principais pontos e avaliamos as estimativas do governo, confira aqui o novo relatório.

Reajuste de 5% a servidores ainda está em negociação

Após o anúncio na semana passada de reajuste de 5% para todos os servidores, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que dar um aumento de 5% para todos os servidores públicos não seria um problema, apesar do alto custo. Guedes destacou que seria necessário cortar outras despesas para que o aumento caiba no orçamento, o que deve ser fruto de um acordo político. As pressões de servidores por maiores aumentos devem continuar.

Aumento no limite da faixa de isenção do imposto de renda

O presidente Bolsonaro declarou que o governo irá anunciar um aumento do limite de isenção do imposto de renda para “perto de R$ 3 mil reais”, contra os atuais R$ 1,9 mil hoje. De acordo com nossos cálculos, isto representaria uma perda de arrecadação de cerca de R$ 25 bilhões de reais. A proposta vem de uma promessa de campanha e adiciona pressão sobre o quadro fiscal.

O que esperar para semana que vem?

Entre os dados econômicos internacionais, o principal dado econômico da semana será a inflação medida pelo PCE nos Estados Unidos, indicador de preços preferido pelo Fed. Além disso, a prévia da inflação ao produtor e ao consumidor de abril na Zona do Euro, o PIB do 1º tri nos EUA e na Zona do Euro também serão destaque na semana.

No Brasil, o Banco Central anunciou que deve regularizar a divulgação de indicadores econômicos que foram postergados devido à greve dos servidores. Os destaques da semana serão o IBC-Br (proxy do PIB) e a taxa de desemprego de fevereiro, dados fiscais e a criação de empregos formais referentes a março, além do IGP-M e da prévia da inflação ao consumidor (IPCA-15) de abril. O Banco Central voltará a divulgar o boletim Focus com as expectativas de mercado.

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