Déficit em conta corrente se acentua após revisão metodológica

Apesar da revisão, continuamos com viés positivo para as contas externas brasileiras em 2021. Real depreciado, commodities em alta e restrições da pandemia aliviam o déficit em conta corrente. Investimentos Diretos no País apresentaram retomada no primeiro trimestre.


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Em março, a conta corrente brasileira registrou déficit de US$ 4,0 bilhões. Mudanças metodológicas, anunciadas pela Secex no início deste mês, incorreram em mudanças em diversas séries do Balanço de Pagamentos. De acordo com o BCB, essas alterações reduziram o resultado mensal da conta corrente em cerca de US$ 120 bilhões entre 1997-2016. Entre 2017-2020, o déficit aumentou US$ 42,9 bi. O acumulado em 12 meses encerrado em fevereiro foi revisado de US$ -6,9 bi (-0,5% do PIB) para US$ -17,8 bi (-1,3% do PIB), uma queda significativa. Em nosso ajuste sazonal, o déficit avançou US$ 0,6 bi para US$ 4,5 bi, liderado pela redução de US $ 1,3 bi no superávit da balança comercial. No entanto, o déficit em conta corrente ainda está abaixo dos US$ 6,6 bi registrados em fevereiro de 2020, antes do início da pandemia no Brasil.

O déficit em Serviços foi de US$ 1,1 bilhão, contra um déficit de US$ 1,7 bilhão no mesmo mês de 2020. De acordo com nosso ajuste sazonal, o déficit caiu na comparação mensal de US$ 1,8 bilhão em fevereiro para US$ 1,1 bilhão em março. As despesas com viagens, transporte e aluguel de equipamentos ainda estão baixas, devido aos efeitos da pandemia. O déficit da Renda Primária permaneceu estável em US$ 2,9 bilhões, também de acordo com nosso ajuste sazonal. As despesas líquidas com lucros e dividendos caíram para US$ -1,7 bilhão, o menor patamar desde julho de 2020 (sem ajuste).

Do lado da Conta Financeira, o Banco Central registrou um IDP de US$ 6,9 bilhões em março. Os investimentos em ações e fundos de investimento encerraram o mês em US$ -3,0 bilhões, o pior resultado desde o início desde o início da pandemia, em março. A Renda Fixa no mercado local registrou superávit de US$ 0,8 bilhão, US$ 1,4 bi inferior à média de 3 meses encerrada em fevereiro. Vale notar que os investimentos do portfólio foram afetados negativamente pelo agravamento da pandemia e as incertezas fiscais vistas no Brasil no mês passado.

Para abril, o BCB projeta um superávit em conta corrente de US$ 5,7 bi e o IED em US$ 4,9 bi. Em sua leitura preliminar, até 20 de abril, a conta de viagens registrou um déficit de US$ 63 milhões. Também foram contabilizadas saídas líquidas de US$ -0,295 bilhões em lucros e US$ -0,871 bilhões em juros. Os Investimentos em Carteira no Mercado Domésticos estavam em déficit de US$ 96 milhões (Investimentos em Ações e Fundos de Investimento estavam positivos em US$ 1.154 bi e Títulos de Dívida, negativos US$ 1.250 bi).

Mesmo após as mudanças metodológicas, as estatísticas externas permanecem como um ponto forte dos fundamentos brasileiros. O IED vem se recuperando desde fevereiro e os resultados em conta corrente ainda estão em patamares confortáveis. Esperamos que o real desvalorizado, os preços mais altos das commodities e as restrições pandêmicas mantenham benigna a dinâmica das contas externas nos próximos meses. Em nosso ajuste sazonal, o déficit avançou US$ 0,6 bi para US$ 4,5 bi, liderado pela redução de US$ 1,3 bi no superávit da balança comercial. No entanto, o déficit em conta corrente ainda está abaixo dos US$ 6,6 registrados em fevereiro de 2020, antes do início da pandemia no Brasil.

O déficit em Serviços foi de US$ 1,1 bilhão, contra um déficit de US$ 1,7 bilhão no mesmo mês de 2020. De acordo com nosso ajuste sazonal, o déficit caiu para US$ 1,1 bilhão de US $ 1,8 bilhão em fevereiro. As despesas com viagens, transporte e aluguel de equipamentos ainda estão baixas, devido aos efeitos da pandemia. O déficit da Renda Primária permaneceu estável em US$ 2,9 bilhões, de acordo com nosso ajuste sazonal. As despesas líquidas com lucros e dividendos aprofundaram-se para US$ -1,7 bilhões, a menor leitura desde julho de 2020 (n.s.a.).

Do lado da Conta Financeira, o Banco Central registrou um IDP de US$ 6,9 bilhões. Os investimentos em ações e fundos de investimento encerraram março em US$ -3,0 bilhões, o pior resultado desde o início da pandemia. A Renda Fixa no mercado local registrou superávit de US$ 0,8 bilhão, US$ 1,4 Bn inferior à média de 3 meses encerrada em fevereiro. É importante notar que os investimentos do portfólio foram afetados negativamente pelo agravamento da pandemia e as incertezas fiscais vistas no Brasil no mês passado.

Para abril, o BCB projeta um superávit em conta corrente de US$ 5,7 bi e o IED em US$ 4,9 bi. Em sua leitura preliminar, até 20 de abril, as viagens ao exterior registram um déficit de US$ 63 milhões, US$ -0,295 bilhões em lucros e US$ -0,871 bilhões em juros. O Investimento de Carteira no Mercado Interno atingiu um déficit de US$ 96 milhões (Passivo de Fundos de Ações e Participações de Investimento USD +1.154 bi e Títulos de Dívida USD -1.250 bi).

Mesmo após as mudanças metodológicas, as estatísticas externas permanecem como um ponto forte dos fundamentos brasileiros. O IED vem se recuperando desde fevereiro e os resultados em conta corrente ainda estão em patamares confortáveis. Esperamos que o real desvalorizado, os preços mais altos das commodities e as restrições pandêmicas mantenham benigna a dinâmica das contas externas nos próximos meses.

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