Comércio varejista brasileiro surpreende novamente as expectativas em julho

Mensagem principal Ainda respondendo às diversas fontes de estímulos atualmente vigentes na economia (creditícias, monetárias e fiscais, via auxílio emergencial), o comércio varejista brasileiro surpreendeu novamente as expectativas em julho. O varejo restrito, que exclui os setores automobilístico e de materiais para a construção civil, apresentou alta de 5,5% A/A e de 5,2% M/M, enquanto […]


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Ainda respondendo às diversas fontes de estímulos atualmente vigentes na economia (creditícias, monetárias e fiscais, via auxílio emergencial), o comércio varejista brasileiro surpreendeu novamente as expectativas em julho. O varejo restrito, que exclui os setores automobilístico e de materiais para a construção civil, apresentou alta de 5,5% A/A e de 5,2% M/M, enquanto o varejo ampliado apresentou expansão de 1,6% A/A e de 7,2% M/M. As expectativas de mercado para o varejo restrito eram de +2,4% A/A, enquanto as nossas eram de +2,5% A/A.

O resultado do varejo em julho veio em linha com a nossa projeção de queda de 4,8% do PIB brasileiro em 2020 e reforça o cenário de interrupção do ciclo de corte de juros. Continuamos com o entendimento de que o Banco Central deve sinalizar cada vez mais, em suas comunicações, a redução do espaço para novos estímulos monetários, uma vez que tanto as medidas de inflação quanto os indicadores de atividade econômica já têm começado a demonstrar um ritmo gradual de recuperação. A nossa expectativa segue de que, até meados de 2021, a Taxa Selic deve permanecer no atual patamar de 2,00% ao ano.

Olhando para frente, o nosso entendimento é de que, enquanto perdurarem principalmente os estímulos fiscais, o setor varejista brasileiro deve continuar se beneficiando e apresentando ritmo de recuperação consistente. O risco paira sobre o período pós-pandêmico, quando tanto o mercado de trabalho quanto a massa de renda da população devem começar a apresentar sinais mais claros de fragilidade.

Para os próximos meses, as nossas projeções para o setor são:

Varejo (PMC) em Agosto:
Restrito: +6,3% A/A e +3,5% M/M
Ampliado: +4,4% A/A e +5,0% M/M

Varejo (PMC) em Setembro:
Restrito: +3,2% A/A e -4,4% M/M
Ampliado: +2,1% A/A e -3,3% M/M

Varejo (PMC) no terceiro trimestre de 2020:
Restrito: +14,2% T/T, vindo de -7,9% no 2º trimestre
Ampliado: +21,5% T/T, vindo de -12,8% no 2º trimestre

Varejo (PMC) em 2020:
Restrito: +1,0% (12 meses até julho; +0,2%)
Ampliado: -2,0% (12 meses até julho; -1,9%)

Confira a seguir mais detalhes do resultado

A performance positiva do setor varejista em julho foi generalizada. Todos os setores analisados apresentaram alta na comparação com junho, enquanto cerca de 59,7% deles apresentaram alta inclusive na comparação com julho do ano passado (período pré-pandêmico). Esboçando essa melhora generalizada, os nossos principais índices de difusão mostraram um aumento significativo na quantidade de setores varejistas que têm apresentado ritmo de crescimento consistente nos últimos meses.

Os setores que mais chamaram a nossa atenção, no entanto, foram móveis e eletromésticos, artigos farmacêuticos e materiais para a construção civil.

Além da região sudeste, que já vinha esboçando um ritmo de recuperação consistente nos últimos meses, o comércio das regiões norte e nordeste também apresentou uma melhora significativa em julho.

Para os próximos meses, acreditamos que o movimento inflacionário que temos visto principalmente sobre os preços de alimentos no domicílio pode atenuar um pouco o ritmo de recuperação do setor varejista. Entretanto, o viés positivo trazido pelos estímulos creditícios, monetários e fiscais deve prevalecer e o setor, ao nosso ver, deve continuar em ritmo de expansão até, pelo menos, o final de 2020.

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