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Mundo Cripto: Enquanto China tenta restringir “mineração”, XP e QR Asset lançam novos fundos de criptomoedas no Brasil

Apesar da China estar apertando o cerco às atividades envolvendo criptomoedas, esse mercado continua bastante ativo e novos fundos que investem nesses ativos foram lançados no Brasil. Confira essas novas opções de investimento

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Apesar da China estar apertando o cerco às atividades envolvendo criptomoedas, esse mercado continua bastante ativo e novos fundos que investem nesses ativos foram lançados no Brasil.

A QR Asset Management lançou, em 23 de junho de 2021, o primeiro fundo de índice listado em bolsa, ETF (Exchange Traded Fund), com 100% de exposição ao Bitcoin da América Latina. Já a XP Seguros lançou nesta semana um fundo de previdência que investe em criptomoedas, o Hashdex Criptoativos XP Seguros Prev FIC FIM. Veja mais detalhes dos fundos abaixo.

Assim como uma ação cotada em bolsa de valores, o preço do Bitcoin é determinado pelo mercado e está sujeito a oscilações.

Depois de ter caído para abaixo de 30 mil dólares no dia 22 de junho de 2021, menor patamar desde janeiro, após notícias sobre a restrição à atividade de mineração de criptomoedas por parte da China, o Bitcoin voltou ao patamar de 34 mil dólares dois dias depois, acumulando queda de 5% na semana. No ano, a moeda ainda sobe 17%.

O aperto da regulação na China e críticas por parte de autoridades financeiras têm pressionado o preço do Bitcoin.

Em relatório publicado no dia 23 de junho, o Banco de Compensações Internacionais (BIS) alertou que o mercado de criptomoedas pode trazer riscos ao sistema de pagamentos e defendeu a criação de moedas digitais por parte dos bancos centrais.

Apesar disso, o mercado de criptomoedas tem mostrado que é capaz de absorver esses choques sem grandes danos ao sistema financeiro e de ajustar a capacidade de oferta desses criptoativos, migrando as atividades de mineração da China para outros países. Entenda abaixo o que está acontecendo com o mercado na China e novas opções de investimentos para ter uma posição nesses ativos no Brasil.

China aumenta o controle sobre atividade com criptomoedas

No dia 18 de junho de 2021, autoridades da província de Sichuan, no sudoeste da China, ordenaram o fechamento de 26 minas locais que trabalhavam com a mineração de criptomoedas na região, uma das mais relevantes para essa atividade no país. O aviso determinou que as companhias elétricas deixassem de fornecer energia para todas as mineradoras de criptomoeda.

A China já vem apertando o cerco ao mercado de criptomoedas desde 2017, alegando que afeta a ordem financeira e gera riscos de atividades criminosas, e também tem impacto para o meio ambiente dado o alto consumo de energia. No mês passado, notícias de que autoridades chinesas teriam proibido as instituições financeiras e outros meios de pagamento de receberem criptomoedas como pagamento ou realizarem outras transações com os criptoativos provocou o movimento de vendas de moedas digitais. No dia 21 de junho de 2021, o governo chinês reforçou o aviso e determinou que seus bancos domésticos e a plataforma de pagamento Alipay, do Ant Group (braço financeiro do Alibaba), não forneçam mais serviços ligados à negociação de criptomoedas, o que levou a uma queda do preço do Bitcoin.

Mas o que é mineração e qual o papel da China nessa atividade?

Novas unidades de Bitcoins são criadas a partir do processo chamado de mineração.  Nesse processo, os “mineradores” são computadores que tentam resolver problemas matemáticos que permitem a realização de blocos de operações. Depois, os mineradores precisam validar esses blocos de informação com outros usuários na rede blockchain, uma rede de dados descentralizada. Para garantir a segurança, essas transações são criptografadas. É como se cada participante ficasse com um recibo dessa transação armazenado no sistema eletrônico. Quem consegue, ganha como recompensa novas unidades das moedas digitais.

A China hoje exerce um papel importante no mercado de mineração de criptomoedas, sendo responsável, em abril, por 65% da atividade computacional mensal utilizada pelos na atividade de mineração, medida em hashrate, de acordo com  o Índice de Consumo Elétrico de Bitcoin de Cambridge (CBECI). As províncias de Xingjiang e Sichuan, que anunciaram restrições à mineração da criptomoeda, concentravam 30% da hashrate mundial.

Umas das grandes preocupações do governo chinês é com o impacto ambiental desse tipo de atividade, já que exige grande consumo de energia e a matriz energética usada para essas atividades está concentrada em fontes mais poluentes de energia como o carvão.

Por outro lado, a China tem se dedicado a desenvolver sua própria moeda digital (moeda digital de banco central, CBDC), o yuan digital, que seria regulada pela autoridade monetária chinesa.

Mineradores migram para outros lugares

Cazaquistão é um dos países que têm atraído mineradores de criptomoedas após restrição da China
Cazaquistão é um dos países que têm atraído mineradores de criptomoedas após restrição da China

Com o aumento das restrições na China para a atividade de mineração de criptomoedas, os mineradores começaram a migrar as operações para outros lugares como Estados Unidos, Rússia, Cazaquistão e Geórgia.

No início da semana, a BiT Mining anunciou que estava migrando parte de seus equipamentos de mineração para o Cazaquistão. A fabricante de máquinas de mineração de Bitcoin Canaan também passou a minerar a criptomoeda nesse país vizinho da China e que tem uma das taxas por eletricidade mais baratas do mundo.

O aumento de 15% da hashrate da pool Foundry USA, baseada nos Estados Unidos, entre 15 e 23 de junho, mostra que parte das atividades de mineração na China podem ter migrado para os EUA. Essas notícias mostram que o mercado de criptomoedas tem buscado meios de se adaptar ao aumento das restrições.

Da mesma forma, alguns investidores têm aproveitado a queda do preço do Bitcoin para aumentar a posição na criptomoeda. O CEO da empresa de tecnologia MicroStrategy, Michael Saylor , por exemplo, divulgou no Twitter que comprou US$ 10 milhões em Bitcoins na queda do preço do ativo em maio.

Novos fundos de criptomoedas no Brasil

O investimento em criptomoedas tem  crescido no Brasil e novos fundos que aplicam nesses ativos têm surgido. No dia 23 de junho, a gestora QR Asset Management lançou o primeiro fundo de índice listado, ETF (Exchange Traded Fund), com 100% de exposição ao Bitcoin da América Latina, o ETF QBTC11, na B3.

Com aplicação mínima de 100 reais, o fundo replica o índice CME CF Bitcoin Reference Rate, referência dos contratos futuros de Bitcoin negociados pela bolsa americana Chicago Mercantile Exchange.

Esse é o segundo ETF de criptomoedas listado na bolsa brasileira. O primeiro, o HASH11, lançado em abril pela Hashdex, segue o índice  Nasdaq Crypto Index (NCI), que possui na carteira seis criptomoedas (Bitcoin, Ethereum, Stellar, Litecoin, Bitcoin Cash e Chainlink).

A XP Seguros também lançou o Hashdex Criptoativos XP Seguros Prev FIC FIM, um fundo de previdência de criptomoedas. O fundo tem exposição de 40% da carteira (o limite máximo) ao Hashdex Nasdaq Crypto Index e outros 60% na renda fixa e é voltado para investidores qualificados, ou seja, quem tem mais de 1 milhão de reais em patrimônio ou que tenha comprovação de investidor qualificado a partir de algumas certificações específicas para profissionais do mercado financeiro. A aplicação mínima é de 5 mil reais e cobra taxa de administração máxima de 1,70% ao ano e não possui hedge cambial e é mais uma opção para o investidor diversificar seus investimentos.

Na plataforma da XP, é possível encontrar pelo menos mais três opções de fundos com exposição às moedas digitais, todos da gestora especializada Hashdex: o Hashdex Bitcoin Full 100que tem por objetivo oferecer uma exposição ao Bitcoin por meio da alocação de 100% em fundo administrado pela gestora Hashdex, o Hashdex 40 Nasdaq Crypto Index e o Hashdex 20 Nasdaq Crypto Index FIC FIM, que seguem a carteira do índice Nasdaq Crypto Index (NCI).

A diferença entre os dois últimos fundos é o tamanho da alocação em criptomoedas, que pode variar de 20% a 100% da carteira. Por conta de normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão estatal que regula o mercado de capitais no Brasil, os fundos disponíveis para os investidores de varejo só podem investir até 20% da carteira nesses ativos. Já os fundos que podem alocar até 100% do portfólio nessas moedas estão disponíveis só para investidores qualificados.

As criptomoedas, assim como uma ação, têm seus preços determinados pelas negociações no mercado. Porém, apresentam uma volatilidade bem acima dos investimentos mais tradicionais. Por essa razão, é recomendado alocar apenas um pedaço pequeno do portfólio de investimentos nesses ativos e manter a sua carteira diversificada.

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