O que são criptomoedas? Saiba como investir nas moedas virtuais que lideram valorização neste ano

Estreia nesta segunda-feira, 26 de abril, o HASH11, o 1º ETF de criptomoedas negociado na B3; conheça o investimento que tem atraído grandes personalidades como Elon Musk, Ray Dalio, Bill Miller e Jack Dorsey e saiba como investir no mercado de criptoativos, que vai muito além do Bitcoin


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O que são criptomoedas? Saiba como investir nas moedas virtuais que lideram valorização neste ano

Começou a ser negociado na B3, nesta segunda-feira, 26 de abril, o primeiro ETF (Exchange Traded Fund) de criptomoedas, o Hashdex Nasdaq Crypto Index (HASH11). Mas afinal, o que são criptomoedas? Quais os riscos e oportunidades no mercado de criptoativos? Leia e saiba mais sobre o investimento que tem chamado a atenção de grandes investidores e empresas como Elon Musk, Ray Dalio, Bill Miller e Twitter.

O Bitcoin, a mais famosa criptomoeda, tem batido recordes de alta neste ano e acumula valorização de 68% até 25 de abril. Mas você sabia que o Bitcoin é apenas uma das várias moedas virtuais que podem ser negociadas no mercado?

Apesar de o Bitcoin ser a criptomoeda mais conhecida no mercado, é apenas a ponta do iceberg, afinal há um universo gigantesco de outros criptoativos que são menos divulgados para o público em geral, mas que representam um total de aproximadamente 2 trilhões em valor de mercado.

Algumas moedas menos conhecidas como a Luna Coin e a Holo acumulam valorização de quase 2.000% no ano. Impressionante, né? Só para você ter ideia do tamanho do universo cripto, a equipe de Fundos da XP fez uma comparação com outras classes, índices e grandes empresas no mundo.

Mas, assim como a valorização desses ativos tem chamado a atenção, a queda também pode ser grande, e já chegou a 50% em um único dia, pois o preço dessas moedas flutua assim como o de uma ação negociada na bolsa.

O Bitcoin, por exemplo, caiu 22,9% na semana entre 19 e 23 de abril de 2021, o que pode assustar alguns “novatos” desse mercado. As sensações podem variar muito, desde uma total aversão ao risco a uma total predileção pelo fato desses investimentos estarem, mais uma vez, no centro dos holofotes do mercado financeiro mundial.

Para os otimistas com o mercado de cripto, como o lendário investidor Bill Miller, que foi investidor-chefe de uma das maiores gestoras americanas, a Legg Mason, a volatilidade faz parte desse mercado e considera o Bitcoin como o novo “ouro digital”.

Outro defensor das criptomoedas é o fundador da Tesla, Elon Musk. No começo deste ano, o empresário anunciou um investimento de 1,5 bilhão de dólares somente em Bitcoin como investimento do caixa da sua companhia.

O movimento de Musk recebeu afagos do CEO e fundador do Twitter, Jack Dorsey, outra personalidade que causa celeuma sobre a moeda digital por causa de sua relação íntima com o ativo. Íntima porque até a descrição dos perfis oficiais de Musk e de Dorsey no Twitter mudou por um dia em janeiro deste ano, citando a seguinte hashtag: #bitcoin.

A iniciativa causou mais um boom no preço do Bitcoin e de várias outras criptomoedas e muitos veem uma tendência de alta no preço desses ativos. Já outros, como o bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft, que enxergam essa euforia com mais cautela.

Mas, afinal, o que são esses ativos, como funciona esse mercado e como você pode investir nelas? Continue a leitura!

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O que são as criptomoedas? Entenda

As criptomoedas são moedas digitais que usam uma tecnologia que permite a negociação direta entre as partes, sem precisar, por exemplo, de uma instituição financeira para fazer a compensação da transação.

Essas transações são validadas por todos os usuários e registradas. Para garantir a segurança, essas transações são criptografadas. É como se cada participante ficasse com um recibo dessa transação armazenado no sistema eletrônico.

Por exemplo, é possível comprar uma criptomoeda por meio de uma corretora e vender para um investidor em qualquer parte do mundo por meio de um sistema eletrônico. Você pode adquirir essas moedas também pela mineração. Nesse processo, os “mineradores” são pessoas que tentam resolver problemas matemáticos que permitem a realização de blocos de operações.

Quem consegue, ganha como recompensa tokens das moedas digitais. Isso ajuda a garantir a segurança das transações com criptoativos, porém é uma prática voltada apenas para especialistas neste mercado.

Com uma carteira digital dessas moedas você pode fazer várias transações como pagar compras, hotéis e até comprar um apartamento. No Brasil, a construtora Tecnisa já aceita, por exemplo, o pagamento da compra de imóveis com Bitcoins.

Em março, o CEO da Tesla, Elon Musk, além de ter anunciado o aporte bilionário ao Bitcoin, informou que os clientes da empresa podem comprar carros elétricos usando esses ativos como meio de pagamento. Outras gigantes do universo de meios de pagamento, como Paypal ,Visa e Mastercard, também já aceitam o pagamento com criptoativos.

Por que as criptomoedas têm crescido tanto?

Em 29 de janeiro deste ano, Elon Musk havia mudado por um breve período a sua descrição em sua conta oficial no Twitter com a hashtag sobre Bitcoin. Desde então, diversas participações do empresário nas redes sociais ajudaram a criar uma nova onda de alta do mercado de criptomoedas de forma geral.

O Bitcoin valorizou mais de 90% no ano (até 20 de abril). Apenas para fins comparativos, a Bolsa norte-americana, representada pelo índice S&P 500, valorizou no mesmo período cerca de 10%. Essa alta foi impulsionada por diversas notícias positivas que deram respaldo ao mercado cripto, fazendo seus preços dispararem pelo mundo.

O caso mais recente de imenso crescimento de uma criptomoeda específica é bastante curioso por sua peculiaridade e por ser parte de um fenômeno de novos investidores de fóruns na internet, que, mais uma vez, foram possivelmente influenciados por Elon Musk. A Dogecoin é a criptomoeda da vez, chegando a atingir no dia 19 de abril uma surreal valorização de mais de 8.000% no acumulado do ano.

Criada em 2013 a partir de um meme famoso na internet, conhecido pelos usuários como “Doge”, a Dogecoin foi mencionada em fevereiro nas contas oficiais do Twitter do fundador da Tesla e do cantor Snoop Dogg. Desde então, os investidores passaram a realizar um movimento de combinação e discussões de investimento nos meandros de fóruns e redes sociais como Reddit, muito famosa nos Estados Unidos.

O investimento de empresas como a Tesla, MicroStrategy e a oferta de grandes bancos como Goldman Sachs e Morgan Stanley de exposição a esses ativos para seus clientes ajudaram a chancelar os investimentos nesse mercado. Empresas como Paypal, Visa e Mastercard também passaram a aceitar o pagamento com criptoativos, o que contribuiu para reduzir a desconfiança com o uso dessas criptomoedas.

Além disso, no caso do Bitcoin, criptomoeda mais famosa do mundo – com R$ 1 trilhão em valor de mercado -, o fato de haver um limite para mais emissões de 21 milhões de unidades tem sustentado também a valorização da moeda. É justamente pela existência finita do Bitcoin que o megainvestidor Ray Dalio, fundador da lendária gestora Bridgewater, recentemente comparou o Bitcoin com o ouro como uma reserva de valor.

Em segundo lugar, o Bitcoin de tempos em tempos passa por uma redução no número de moedas em circulação, fenômeno conhecido como halving. Quando isso acontece, o estoque desses ativos é cortado pela metade, o que faz ainda mais os investidores valorizarem a posse dessa moeda, em nova alusão ao ouro.

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Como investir em criptomoedas?

Existem pelo menos três formas de investir em criptomoedas no Brasil. A primeira delas é comprando diretamente a moeda virtual. Mas, para fazer isso, você precisa entender muito bem desse mercado porque o preço dessas moedas flutua muito, assim como ocorre com o investimento em ações na Bolsa.

Apesar do alto preço do Bitcoin, valendo, hoje, aproximadamente 50 mil dólares a unidade (equivalente a mais de 250 mil reais), é possível comprar frações por preços menores. No Brasil, por exemplo, é possível comprar frações de Bitcoin a partir de 10 reais.

A segunda forma de investir em criptomoedas é via fundos de investimento. Na plataforma da XP, é possível encontrar pelo menos três opções de fundos com exposição às moedas digitais, todos da gestora especializada Hashdex: o Hashdex Bitcoin Full 100, o Hashdex 40 Nasdaq Crypto Index e o Hashdex 20 Nasdaq Crypto Index FIC FIM.

A diferença entre os fundos é o tamanho da alocação em criptomoedas, que pode variar de 20% a 100% da carteira. Por conta de normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão estatal que regula o mercado de capitais no Brasil, os fundos disponíveis para os investidores de varejo só podem investir até 20% da carteira nesses ativos.

Já os fundos que podem alocar até 100% do portfólio nessas moedas estão disponíveis só para investidores qualificados, ou seja, quem tem mais de 1 milhão de reais em patrimônio ou que tenha comprovação de investidor qualificado a partir de algumas certificações específicas para profissionais do mercado financeiro.

celular de um investidor acompanhando a rentabilidade de bitcoin e outras criptomoedas
É possível investir em criptomoedas comprando as moedas virtuais, através de fundos de investimentos ou também via ETFs

A terceira opção para investir em criptomoedas é aplicar por meio dos ETFs (Exchange Traded Fund), que são, basicamente, fundos de investimento negociados na bolsa de valores, como se fossem uma ação. Nesta segunda-feira, dia 26 de abril, estreia o primeiro ETF de criptomoedas do Brasil: o Hashdex Nasdaq Crypto Index (HASH11), gerido também pela Hashdex, que será negociado na Bolsa brasileira e poderá ser acessado por investidores em geral.

O ETF terá exposição de 100% a um índice que segue uma carteira com seis criptomoedas: Bitcoin, Litecoin, Chainlink, Bitcoin Cash e Stellar. A carteira desse ETF segue o mesmo índice dos fundos distribuídos pela XP, o Nasdaq Crypto Index (NCI), que acumula valorização de 131,27% no ano, até 16 de abril.

A gestora QR Asset Management também recebeu, em março, o aval da CVM para lançar seu ETF de Bitcoin, que será referenciado no índice de bitcoin negociado na Bolsa de Chicago. Após a oferta primária desse fundo, qualquer investidor poderá comprar cotas dessa carteira na bolsa.

As criptomoedas são seguras? Entenda o risco desses ativos

As criptomoedas, assim como uma ação, têm maior volatilidade em comparação a outros investimentos negociados fora da bolsa, pois o preço é determinado pela negociações no mercado, entre oferta e demanda. Por isso, é importante saber o seu perfil de investidor e de tolerância a risco.

Além disso, para quem quer investir neste mercado, é recomendado alocar apenas um pedaço pequeno do portfólio de investimentos nesses ativos. Assim, você conseguirá adicionar um retorno substancial com a alta dessas moedas à sua carteira, mas também não corre o risco de perder todo o dinheiro em momentos de grande oscilação e poderá diversificar seus investimentos, uma vez que esses ativos apresentam baixa correlação com investimentos mais tradicionais como mostra o estrategista-chefe e Head do Research da XP, Fernando Ferreira, em sua coluna dominical.

Entenda melhor os riscos e a volatilidade das criptomoedas

As criptomoedas ainda não são reguladas pelos bancos centrais, mas as autoridades mundiais e específicas de alguns países já estão discutindo a possibilidade de passar a supervisionar esse mercado.



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