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Resumo da Semana | 18/02/22: Ibovespa fecha em queda de -0,6%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 11/02 a 18/02

Ibovespa: -0,6% | 112.880 pontos

Após cinco semanas de alta, o Ibovespa encerra uma semana marcada pela atenção do mercado às tensões entre Rússia e Ucrânia com leve queda de -0,6%, abaixo dos 113 mil pontos. O conflito que vem tomando todos os holofotes apresentou novos desdobramentos, com o governo russo indicando a execução de manobras de “forças estratégicas” com disparos de mísseis balísticos e de cruzeiro, que será supervisionado pessoalmente pelo presidente Vladmir Putin. Além disso, o país também anunciou a retirada de parte dos militares e dos equipamentos estacionados na fronteira com a Ucrânia e na Crimeia, informação prontamente negada pelos EUA e União Europeia, que acusam os russos do movimento contrário, com o envio de mais 7 mil soldados para a fronteira – as últimas notícias indicam que a Rússia já acumula mais de 150 mil tropas nas região.

No mercado doméstico, a semana foi marcada pelo reforço do presidente do Banco Central, Roberto Campos, em entrevista à TV, que espera que a inflação atinja o pico entre abril e maio, mas os riscos permanecem para cima. Os comentários de Campos reforçam a sinalização dada a última ata do Copom, com um tom mais duro para a política monetária esse ano. Na parte política, a discussão sobre a PEC dos Combustíveis seguiu com a afirmação do presidente Bolsonaro de que vem discutindo com a Petrobras como reduzir os preços dos combustíveis, mas descartou uma mudança na política de preços da empresa. Além disso, foi apresentada uma emenda para reduzir tributos federais sobre combustíveis sem compensação fiscal e a votação do projeto foi adiada para semana que vem.

Já nos EUA, o mercado observou atentamente a divulgação da ata do Federal Reserve, que foi interpretada como mais amena – dovish. Em discurso, membros do Fed se mostraram a favor de um movimento mais rápido do que no último ciclo de aperto monetário, também apoiando o aumento da taxa de juros já na reunião de março e o início da redução do balanço patrimonial da instituição no segundo semestre. Os indicadores econômicos do país desde o início deste ano reforçaram a prontidão do Fed para agir, com criação de novos postos de trabalho e vendas no varejo fortes em janeiro.

Na China, Hong Kong apresentou avanço de mais de 500% no número de casos da Covid-19 na última semana, o que gerou anúncios de novas medidas de restrição. Na economia, o Banco Central Chinês anunciou injeção de liquidez em torno de US$ 15,7bi, respaldado pelos dados inflação ao consumidor e produtor, que desaceleraram e vieram abaixo das projeções, abrindo espaço para novos estímulos econômicos no país, sentido contrário aos principais bancos centrais do mundo.

Na parte de commodities, o minério de ferro fechou a semana em queda, com a notícia de que a bolsa chinesa vai dobrar as taxas de transação de alguns contratos futuros para tentar conter as suspeitas de manipulação de preços. Destaque também para o ouro que terminou a semana em alta também em meio aos temores geopolíticos e preocupação com inflação.  


Perdeu algum resultado da semana? Confira abaixo os destaques

Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma queda de -2,10% em relação ao Real, em R$ 5,14/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda de -5bps na semana, atingindo 11,56%.


O que esperar para semana que vem?

No cenário internacional, o destaque será a divulgação do deflator PCE de janeiro, medida de inflação preferida do Fed. Além disso, a semana também será marcada por dados de atividade nos EUA e pela inflação ao consumidor de janeiro na Zona do Euro.

No Brasil, destaque para a prévia da inflação de fevereiro (IPCA-15), dados fiscais de janeiro e taxa de desemprego de dezembro. No campo político, o destaque é a possível votação de um PL que desonere o diesel.

Ações

Ações reagiram positivamente após companhia anunciar alienação de participação na Merchant E-Solutions no valor total de até US$290 milhões. A companhia afirma que a transação faz parte da estratégia de crescente concentração da Cielo em seu core-business no Brasil.

Logo da Totvs

Atribuímos alta das ações na semana após a companhia divulgar resultados referentes ao 4T21 acima das nossas estimativas e consenso de mercado. Destacamos tanto o crescimento de receita como rentabilidade nas diferentes linhas de negócios da companhia (Gestão, Business Performance e Techfin). Clique aqui para acessar nossa visão sobre o resultado.

Sem notícias específicas sobre o papel que justifiquem o movimento das ações na semana.

Atribuímos a alta das ações ao fechamento da curva de juros no longo prazo, o que beneficiou os bancos digitais.

Sem notícias específicas sobre o papel que justifiquem o movimento das ações na semana.

Estamos restritos por compliance.

Sem notícias específicas. Atribuímos a queda das ações da Gerdau à expectativa de resultados mais fracos para a siderúrgica no quarto trimestre por alguns bancos. Além disso, acreditamos que a queda também seja impulsionada pela forte baixa do minério de ferro na China durante a semana.

Sem notícias específicas. Vemos a queda das ações da 3R sendo impulsionadas pela queda do Brent na semana (-4% em BRL).

Sem notícias específicas. Atribuímos a queda das ações da Gerdau à expectativa de resultados mais fracos para a siderúrgica no quarto trimestre por alguns bancos. Além disso, acreditamos que a queda também seja impulsionada pela forte baixa do minério de ferro na China durante a semana.

Atribuímos a queda das ações da Bradespar ao humor negativo relacionado ao mercado de minério de ferro na China, conforme os reguladores chineses intensificaram os esforços para conter o recente aumento nos preços da commodity. De acordo com a consultoria SteelHome, os preços de minério de ferro caíram -11% na semana, sendo negociados a US$134/t.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de R$6,7 bilhões*.

*Até dia 16/02/2022

Performance das Bolsas mundiais na semana

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