Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de -0,52%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

access_time 08/11/2019 - 19:40
format_align_left 6 minutos de leitura

Destaques da semana: 01/11 a 08/11

Ibovespa: -0,52% | 107.629,0 pontos

O Ibovespa fechou a semana em queda de -0,52% em 107.629 pontos. O resultado da semana foi impactado principalmente pela queda do índice na sexta-feira, que desde sua abertura operava no campo negativo, seguindo a preocupação internacional com as negociações comerciais e decisão do Supremo de acabar com a prisão automática de condenados em segunda instância. Isso permitiu a libertação do ex-presidente Lula, intensificando a queda da Bolsa no final do dia.

As negociações comerciais apresentaram avanço na semana após o anúncio de que os EUA e China concordaram em remover tarifas “em etapas”, se a chamada “fase 1” do acordo for de fato assinada. Porém, uma potencial oposição da Casa Branca gerou incertezas no mercado sobre se e quando os países fecharão um acordo comercial preliminar de fato.

A semana também foi marcada pelo resultado do leilão dos barris excedentes da Cessão Onerosa, que decepcionou investidores. O pessimismo foi parcialmente compensando pela reação positiva do mercado nas ações da Petrobras devido a maior cautela demonstrada pela empresa no leilão de petróleo sediado na quinta feira. Além disso, é importante ressaltar que durante a semana foi anunciado pelo Ministério da Economia o “Plano mais Brasil”, que visa reduzir o tamanho do Estado na economia. No campo econômico, as principais divulgações da semana foram a ata do Copom e o IPCA de outubro.

Na Europa, dados de PMI sugeriram alívio das principais economias europeias em outubro. Na China, o Banco Central anunciou sua decisão de cortar sua taxa de empréstimos de médio prazo, que foi bem recebida pelos mercados. Outra surpresa positiva foi o PMI composto do país, que subiu em outubro, atingindo sua maior leitura desde abril deste ano.


Câmbio e juros

Durante a semana, a curva de DI futuro para janeiro de 2031 abriu 25 bps (basis points; pontos-base), de 6,72% para 6,97%. Os principais acontecimentos da semana reverteram as expectativas do mercado em relação ao futuro, sendo os principais fatores a ata do Copom, que trouxe cautela acerca do piso da Selic, e o resultado do leilão da cessão onerosa, que frustrou as expectativas dos investidores ao demonstrar a falta de interesse de petroleiras estrangeiras. Com relação ao câmbio, o real depreciou em relação ao dólar (-4,41%) impactado pelas preocupações com a guerra comercial e repercutindo a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


O que esperar

Na próxima semana, no Brasil, o principal destaque da agenda econômica será a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que trará sinalizações adicionais quanto ao esperar do PIB do terceiro trimestre de 2019.

No campo externo, serão divulgados o PIB da Zona do Euro, dados de emprego tanto na Zona do Euro quanto na China e produção industrial nas três economias. Os indicadores devem reforçar mais uma vez a mensagem de que o cenário internacional permanece desafiador, mas com riscos gradativamente menores.


Ações

O mercado teve uma visão positiva da iniciativa da Braskem de implementar uma nova estrutura administrativa, mais enxuta e alinhada a sua estratégia de longo prazo, que incorporou a Ásia como nova geografia a ser explorada

O mercado reagiu positivamente aos resultados do terceiro trimestre do 2019 divulgados nesta

As ações da WEG vem acumulando altas sucessivas após a companhia reportar resultados fortes, com melhora nas margens e no retorno sobre o capital investido

O anúncio do financiamento de R$ 7 bilhões com instituições financeiras nacionais e estrangeiras para financiar o projeto Puma II foi bem recebido pelo mercado, dado que as operações melhoram o perfil financeiro da Klabin, já que têm custo menor do que o custo médio da dívida existente e prazo mais longo. 

Em eventos com investidores e analistas, a Gerdau passou uma mensagem otimista, com boas pespectivas para 2020, principalmente diante da melhora do preço no mercado internacional, recuperação econômica gradual no Brasil e otimização dos ativos nos EUA.

A ação teve um desempenho fraco diante dos resultados do terceiro trimestre e da renúncia do Diretor Executivo de Finanças e de Relação com Investidores, Leopoldo Viriato Saboya

O papel reagiu negativamente aos resultados reportados na última quarta. O lucro veio 4% abaixo do esperado pelo mercado, com o agravante de que o crescimento das receitas apresentou desaceleração. Outro ponto que destacamos foi a rentabilidade, que baixou 2 pontos percentuais quando comparado ao trimestre anterior

Investidores estão realizando lucros depois do sólido desempenho da ação após anúncio dos resultados referentes ao terceiro trimestre e da oferta de ações


Sem notícias específicas da empresa. As ações do setor de educação como um todo apresentaram desempenho fraco na semana, após as divulgações de resultado de algumas das empresas


A performance negativa das ações na semana pode em parte ser atribuída à desvalorização superior a 4% do Real ante o Dólar


Tesouro Direto

Na semana, apenas o Tesouro Selic apresentou rentabilidade positiva, por não sofrer os efeitos da marcação a mercado. Todos os outros títulos apresentaram desvalorização, resultado da abertura da curva DI em relação à semana anterior.

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Abaixo, apresentamos o histórico dos preços de cada um dos títulos do Tesouro Direto e a valorização ao longo da semana.

Vale observar que títulos mais longos apresentam variações mais fortes. Isso se dá devido à duration (prazo médio ponderado dos títulos).

É importante ter em mente que os efeitos da marcação a mercado só são capturados de fato em caso de venda dos títulos antes do vencimento.


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