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Mercados hoje: PIB da China, petróleo e protestos na Europa em destaque

PIB da China, protestos pela Europa e repercussões do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro são alguns dos temas de maior destaque nesta segunda-feira, 19/10/2026

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IBOVESPA +0,54% | 205.430 Pontos

CÂMBIO -0,28% | 5,07/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,7% em reais e 3,5% em dólares, por conta da depreciação de 1,5% do real, aos 205.430 pontos.

PRIO (PRIO3, +8,8%) foi o destaque positivo da semana, acompanhada pela Petrobras, em meio à alta do petróleo diante das tensões no Oriente Médio e dos riscos à oferta global.

Por outro lado, Vamos (VAMO3, -17,3%) foi o destaque negativo, pressionada pela reabertura da curva de juros e por realização de lucros após a forte valorização acumulada nas semanas anteriores.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com direções mistas entre Estados Unidos e Brasil. Nos Estados Unidos (EUA), o CPI e o PPI reforçaram a percepção de pressões inflacionárias mais persistentes, enquanto os dados de vendas no varejo mostraram resiliência da economia americana. Apesar disso, as declarações do presidente do Federal Reserve (banco central americano), Kevin Warsh, reduzindo as apostas de alta de juros já na reunião de outubro, favoreceram um fechamento das taxas ao longo da semana. A T-note de dois anos encerrou a 4,71% (-8 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 5,08% (-16 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,43% (-17 bps). No Brasil, após o forte fechamento observado na semana imediatamente posterior ao primeiro turno, os ativos locais passaram por uma recomposição parcial de prêmios diante das pesquisas mais recentes e do aumento das dúvidas sobre a condução fiscal a partir de 2027. O DI jan/27 encerrou a 13,49% (+5 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 12,69% (+47 bps) e o DI jan/31 a 12,72% (+48 bps). A NTN-B também apresentou abertura, com a B29 a 6,86% (vs. 6,66%), a B35 a 6,93% (vs. 6,72%) e a B50 a 6,85% (vs. 6,62%).

Mercados globais

Nesta segunda-feira (19), os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,5%; Nasdaq 100: +1,0%), recuperando parte da forte queda de sexta-feira, marcado pela venda de ações de semicondutores. Na Europa, o Stoxx 600 recua cerca de 0,8%, pressionado pelos setores de luxo e varejo, em meio aos protestos violentos na França no fim de semana. Na Ásia, os mercados fecharam em alta: o Kospi (Coreia) subiu 1,8%, o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,3%, pressionado por ações de tecnologia, enquanto na China o CSI 300 avançou 0,1%, após dados do PIB do 3º trimestre.

O mercado acompanha as preocupações com o financiamento dos investimentos em inteligência artificial, que levaram o Nasdaq a acumular queda de 4,5% na semana passada, com a CoreWeave desabando 25% no período. O Brent recua mais de 1,3%, para próximo de US$ 108/barril, depois que o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que os fluxos de petróleo no Golfo Pérsico voltaram a cerca de 80% dos níveis anteriores à guerra. O Treasury de 10 anos recua para 5,08%, após comentários do presidente do Fed, Kevin Warsh, lidos como mais brandos, com o mercado precificando 85% de chance de manutenção dos juros na reunião de outubro. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de Netflix, SpaceX, Meta, Tesla, Newmont, BHP, Verizon, Lockheed Martin e NextEra ao longo da semana.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira aos 3.939,94 pontos, com queda de 0,41%.

Após valorizar mais de 5% na semana anterior, impulsionado pelo fechamento das curvas de juros após o 1º turno das eleições, o IFIX recuou 1,22% na última semana. Entendemos que o movimento refletiu uma realização de lucros após o rali recente, em meio à reabertura da curva doméstica nos últimos dias, diante das incertezas eleitorais ainda presentes e de seus possíveis impactos sobre a condução da política fiscal nos próximos anos.

A sessão de sexta-feira foi marcada por desempenho negativo entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis recuaram 0,13%, enquanto os FIIs de tijolo registraram queda de 0,52%. Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas avançaram 0,19%, ao passo que os fundos de shoppings e os ativos logísticos recuaram 0,43% e 0,58%, respectivamente. Já os fundos híbridos apresentaram baixa de 0,48%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF caiu 1,02%.

Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram MFII11 (+2,7%), PVBI11 (+2,0%) e BCRI11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RZTR11 (-4,5%), MCRE11 (-3,5%) e VGHF11 (-2,8%).

Economia

Na China, o PIB cresceu 4,5% no 3º trimestre em relação ao mesmo período de 2025, acima da expectativa de mercado (4,4%), sustentado pelas exportações. Com isso, a economia acumula crescimento de 4,6% no ano, em linha com a meta oficial de 4,5% a 5%. O resultado reduz a pressão por estímulos mais agressivos para o cumprimento da meta anual, embora a demanda doméstica siga fraca. Na Europa, os protestos contra o alto custo de vida na França se intensificaram no fim de semana e se espalharam para Bélgica, Itália e Portugal.

No Brasil, Lula e Flávio Bolsonaro participaram ontem do primeiro debate do segundo turno. O último debate está marcado para 23 de outubro, dois dias antes da votação.

Na agenda internacional desta semana, destaque para os PMIs preliminares de outubro nas principais economias. No Brasil, o principal indicador será o IPCA-15 de outubro. Esperamos desaceleração do índice cheio na margem, mas deterioração adicional nos serviços e nos núcleos. A FGV divulgará ainda o IGP-10 de outubro.

Veja todos os detalhes

Economia

PIB da China cresce 4,5% no 3º trimestre, sustentado pelas exportações

  • Na China, o PIB cresceu 4,5% no 3º trimestre em relação ao mesmo período de 2025, acima da expectativa de mercado (4,4%) e da alta de 4,3% registrada no trimestre anterior. Na comparação com o 2º trimestre, a expansão foi de 1,2%. Com isso, a economia acumula crescimento de 4,6% nos nove primeiros meses do ano, em linha com a meta oficial de 4,5% a 5%. As exportações seguiram como principal motor da atividade, impulsionadas pela demanda global por bens de tecnologia ligados à inteligência artificial. Além do PIB, foram divulgados os dados de setembro, que também vieram acima do esperado: a produção industrial avançou 5,5% em 12 meses e as vendas no varejo subiram 1,1%, o maior ritmo desde março. Por outro lado, o investimento em ativos fixos recuou 7,2% no acumulado do ano, com queda de 20,6% no investimento imobiliário. O resultado reduz a pressão por estímulos mais agressivos para o cumprimento da meta anual, embora a demanda doméstica siga fraca;
  • O petróleo (tipo Brent) recua nesta manhã, após acumular alta de quase 5% na semana passada. O movimento reflete sinais de recuperação da oferta no Oriente Médio. Segundo o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, os fluxos de petróleo no Golfo Pérsico voltaram a cerca de 80% dos níveis anteriores à guerra, embora os embarques de derivados sigam restritos. Além disso, o presidente Donald Trump assinou, na noite de sexta-feira, uma ordem executiva que suspende parte das sanções e tarifas contra a Rússia previstas na Lei Graham, dias antes de sua entrada em vigor. Entre as medidas suspensas estavam tarifas de até 100% sobre grandes compradores de petróleo e gás russos, como China e Índia. Trump afirmou que adiou as sanções para não comprometer as negociações de paz com a Ucrânia, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que o presidente levará até 60 dias para avaliar o impacto econômico da medida. Por outro lado, os riscos geopolíticos seguem elevados: três petroleiros foram danificados no Estreito de Ormuz no fim de semana, os confrontos entre Arábia Saudita e houthis continuam sem sinais de arrefecimento e ataques ucranianos provocaram incêndios em um terminal de exportação de petróleo;
  • Na Europa, os protestos contra o alto custo de vida na França se intensificaram no fim de semana e se espalharam para outros países. O movimento, iniciado por estudantes em meados de setembro com reivindicações sobre o sistema educacional, ganhou a adesão de sindicatos e reuniu mais de meio milhão de pessoas em todo o país, com episódios de violência em diversas cidades. Manifestações semelhantes, ainda que em menor escala, ocorreram na Bélgica, na Itália e em Portugal. Em pronunciamento ontem à noite, o presidente Emmanuel Macron prometeu uma resposta firme. A escalada eleva o nível de alerta na Europa, onde ao menos seis países terão eleições no próximo ano;
  • No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram ontem do primeiro debate do segundo turno, promovido por Band e Estadão. O encontro concentrou-se em confrontos sobre a trajetória política dos candidatos, com pouco detalhamento de propostas econômicas. O próximo e último debate entre os candidatos está marcado para 23 de outubro, na TV Globo, dois dias antes da votação, que ocorre em 25 de outubro;
  • Na agenda internacional desta semana, a divulgação de indicadores nas principais economias ocidentais será esvaziada, com ênfase nos PMIs preliminares de outubro – sondagens empresariais que buscam captar o pulso da atividade econômica. No Brasil, a semana contará com indicadores importantes de inflação. O principal será o IPCA-15 de outubro. Esperamos desaceleração do índice cheio na margem, em função da queda da energia elétrica com a bandeira tarifária verde. Ainda assim, projetamos deterioração adicional nas principais métricas monitoradas pelo Banco Central, como o componente de serviços e os núcleos, que excluem itens com preços voláteis. Ademais, a FGV divulgará o IGP-10 de outubro, que deverá registrar mais uma alta relevante, reflexo da recuperação dos preços internacionais do petróleo, com impacto sobre derivados e alimentos processados.

Principais notícias dos setores

Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.

  • Entrega XP: Notícias diárias do setor de varejo
    • Esperamos que o 3T26 seja mais um trimestre desafiador para os varejistas de vestuário, com um consumidor pressionado, clima volátil e concorrência cross-border pesando sobre as vendas; 
    • As margens brutas devem apresentar maior resiliência do que a receita, enquanto vemos os ganhos de margem em 2027 vindo cada vez mais da execução, e não de preços; 
    • Revisamos nossas estimativas para refletir um 2S26 mais fraco, mas permanecemos construtivos olhando à frente: o setor negocia abaixo de seus múltiplos históricos, e um potencial ciclo de flexibilização monetária deve aliviar gradualmente tanto o orçamento das famílias quanto o custo de capital, que vemos como o principal gatilho para um re-rating; 
    • Mantemos nossas recomendações de COMPRA para Renner (PA de R$18), C&A (PA de R$17) e Riachuelo (PA de R$14); 
    • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Sob Equatorial, Sabesp busca acelerar investimentos e mantém 1.300 frentes de obras (Bloomberg Línea);
  • UE deve decidir até novembro se libera aves e mel do Brasil (Globo Rural);
  • Taesa muda comando da diretoria de Implantação (CanalEnergia);
  • Marinha homologa novas profundidades no Porto de Suape (Agência Infra).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX cai 0,41% e fecha a semana com recuo de 1,22% (FIIs);
    • Dupla taxa, falta de transparência e emissões: as maiores dores dos cotistas de FIIs (InfoMoney);
    • XPML11 vende fatia de shopping por R$ 456 mi e anuncia aquisições (FIIs);
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

China propõe controle de exportação de tecnologias solares | Café com ESG, 19/10

  • O mercado encerrou a semana passada em território negativo, com o Ibovespa e o ISE recuando 1,73% e 3,81%, respectivamente. O pregão de sexta-feira fechou em alta, com o IBOV subindo 0,54%, e o ISE 0,32%.
  • No Brasil, o BNDES comunicou a aprovação de R$ 20,2 milhões em financiamento à Zen Indústria Metalúrgica para executar um plano de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para autopeças de veículos eletrificados – o investimento será destinado para o desenvolvimento de componentes voltados às tendências de eletrificação veicular, soluções para sistemas híbridos e elétricos e tecnologias para sistemas start-stop de nova geração.
  • No internacional, (i) a fabricante taiwanesa de eletrônicos Foxconn e a japonesa Mitsubishi Electric pretendem desenvolver um negócio global de plataformas para veículos elétricos por meio de uma joint venture com participação igualitária – segundo Jun Seki, diretor de estratégia da Foxconn para veículos elétricos, a nova empresa, chamada Mitsubishi Electric Mobility, combinará a escala da Foxconn com a tecnologia e a capacidade de produção japonesa; e (ii) citando preocupações com a segurança nacional, a China propôs controles de exportação sobre 12 tecnologias utilizadas na fabricação de equipamentos solares, como parte de uma revisão mais ampla que também abrange inteligência artificial e biotecnologia – segundo o Ministério do Comércio, o país precisa ter maior supervisão das tecnologias solares dado que elas vêm sendo cada vez mais utilizadas em áreas sensíveis, como a aeroespacial e a de defesa nacional.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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