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Investimentos alternativos: a expansão do universo de alocação

No segmento de private equity, por exemplo, Chu Kong destacou que a indústria brasileira evoluiu significativamente desde seus primeiros fundos na década de 1990

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Priscila Rodrigues (XP Asset Management), Chu Kong (XP Asset), Thiago Bronzi (Pátria Investimentos) e Marcus Valpassos (Icatu Vanguarda) estiveram nesta sexta-feira (24) na Expert XP 2026, para discutir a evolução dos investimentos alternativos no Brasil. O debate abordou o crescimento da classe de ativos, os desafios para sua popularização entre investidores pessoa física e casos práticos de geração de valor em private equity, infraestrutura e mercado imobiliário.

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Veja os destaques do primeiro dia da Expert XP 2026

No segmento de private equity, Chu Kong destacou que a indústria brasileira evoluiu significativamente desde seus primeiros fundos na década de 1990, citando investimentos emblemáticos como Odontoprev e XP. Segundo ele, embora a classe apresente maior complexidade, horizonte de investimento mais longo e menor previsibilidade de retorno, seu potencial de criação de valor é elevado. Como exemplo recente, apresentou o investimento da XP Asset na Live Mode, empresa responsável pela CazéTV, cuja tese combinou o crescimento do streaming esportivo e da audiência jovem. Após o aporte realizado em 2024, a companhia expandiu sua atuação, consolidou seu modelo de negócios e adquiriu os direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil, reforçando como a gestão ativa e o suporte estratégico do private equity podem acelerar a geração de valor. Chu também ressaltou que a participação de ativos alternativos nas carteiras brasileiras ainda permanece entre 3% e 5%, bem abaixo dos mercados desenvolvidos, onde pode alcançar entre 25% e 40%, indicando amplo espaço para crescimento.

Na discussão sobre infraestrutura e logística, Thiago Bronzi enfatizou que ativos reais oferecem importante diversificação para os portfólios e tendem a ganhar relevância com a expansão do mercado de investimentos alternativos. Como exemplo, apresentou o caso da Entrevias, concessionária adquirida pelo Pátria em 2017, na qual foram executados investimentos relevantes para expansão da malha rodoviária e melhoria operacional antes da venda parcial para a francesa Vinci e, posteriormente, da participação remanescente para o fundo soberano de Singapura (GIC). O caso ilustra como gestão ativa, redução de riscos e eficiência operacional podem gerar retornos expressivos aos investidores.

Oportunidades no setor imobiliário

No mercado imobiliário, Marcus Valpassos destacou que a seleção criteriosa de ativos resilientes é determinante em um ambiente de juros reais elevados e maior percepção de risco fiscal. O gestor apresentou exemplos de investimentos com forte geração de renda, incluindo fundos voltados à habitação popular, operações de crédito imobiliário e ativos logísticos, como os galpões do Aeroporto Internacional de Guarulhos, que mantiveram ocupação integral desde sua aquisição. Segundo ele, ainda existem oportunidades relevantes decorrentes de assimetrias de precificação, especialmente em ativos logísticos e escritórios corporativos de alta qualidade, reforçando a importância de uma gestão ativa na seleção dos investimentos.

Como conclusão, os participantes convergiram na visão de que os investimentos alternativos devem assumir um papel cada vez mais relevante na composição das carteiras, impulsionados pela busca por diversificação, exposição à economia real e potencial de retornos superiores no longo prazo. Apesar do cenário macroeconômico desafiador, a escolha de gestores experientes e ativos de qualidade foi apontada como o principal fator para capturar valor e ampliar gradualmente a participação dessa classe de ativos nos portfólios dos investidores.

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